Categorias
Crónicas Fotografia

Rota SW

Ato IV – Missão? Paparoca!

Felizmente, na segunda noite o efeito de estufa foi inexistente, porém o calor excessivo manteve-se – ainda não fora desta, que acertera em cheio na quantidade de roupa. O reinício da caminhada, ficou marcado por uma luz matinal cinzenta e mortiça, belos pinhais e pelo regresso à zona costeira onde pude observar maravilhosas falésias xistosas, a funda praia do Cavaleiro e do outro lado da Ponta da Carraça, o monumental Cabo Sardão. 🙂 Como neste local não é possível seguir junto à costa, tive de caminhar para o interior até à aldeia do Cavaleiro e daí continuar o trilho.

IMG_8640 (FILEminimizer)

IMG_8646 (FILEminimizer)      IMG_8656 (FILEminimizer)

IMG_8657 (FILEminimizer)     IMG_8669 (FILEminimizer)

Na zona do Cabo Sardão deambulei durante aproximadamente meia hora e nesse período, observei um simpático rebanho de cabras, graciosas cegonhas nos seus ninhos ou em voo, imponentes falésias, a força do oceano. À medida que o cabo foi ficando para trás, as enseadas e baías não concederam tréguas, continuando a manifestar toda a sua riqueza e variedade de formas e cores, principalmente na zona da praia do Tonel, onde coloridas flores deram um maior brilho à paisagem. 🙂 A descida para o porto de pesca da Entrada da Barca foi realizada com especial cuidado, uma vez que o declive era bastante acentuado e daí até à vila de Zambujeira do Mar, segui pela entediante estrada de alcatrão, até regressar à costa nas imediações da praia da Nossa Senhora.

IMG_8671 (FILEminimizer)     IMG_8672 (FILEminimizer)

IMG_8682 (FILEminimizer)      IMG_8691 (FILEminimizer)

IMG_8709 (FILEminimizer)      IMG_8716 (FILEminimizer)

IMG_8726 (FILEminimizer)     IMG_8735 (FILEminimizer)

IMG_8743 (FILEminimizer)     IMG_8752 (FILEminimizer)

À uma da tarde em ponto, estava junto à capela da Nossa Senhora do Mar já descalço a observar os pés e a verificar que me tinha aparecido mais uma bolha, desta feita junto aos dedos do pé direito. Depois de colocar o segundo compeed, “lavei” as mãos com uma toalhita e almocei com apetite. 🙂 Terminada a refeição, voltei a calçar-me, arrumei a mala e agora com um sol radioso, continuei viagem. Estava a caminho de Odeceixe, mas a minha “missão” era outra… paparoca! 😀 De qualquer modo e até esse momento chegar, segui por um dos pedaços de costa mais fascinantes de todo o Sudoeste Alentejano, encontrando falésias estratificadas de múltiplas cores – amareladas, alaranjadas, cinzentas, negras… -, pinhais, florestas de acácias e progressivamente as praias dos Alteirinhos, Carvalhal, Machados e Amália, onde pude observar no topo da falésia um rio a correr para o bravo mar! 🙂 Um verdadeiro festival natural, em que existem passagens por túneis de clorofila e múltiplos momentos de sobe e desce. À medida que me ia aproximando do meu objetivo, o dia progressivamente voltou à sua luz inicial e o meu corpo começou a sentir-se cansado. Nesta altura, a cada passo e ao imaginar o manjar que me esperava, a minha boca salivava abundantemente. Eram cinco e pouco da tarde, quando cheguei à aldeia da Azenha do Mar.

IMG_8756 (FILEminimizer)     IMG_8765 (FILEminimizer)

IMG_8767 (FILEminimizer)     IMG_8774 (FILEminimizer)

IMG_8776 (FILEminimizer)     IMG_8781 (FILEminimizer)

IMG_8787 (FILEminimizer)     IMG_8797 (FILEminimizer)

IMG_8802 (FILEminimizer)     IMG_8810 (FILEminimizer)

IMG_8771 (FILEminimizer)    IMG_8807 (FILEminimizer)    IMG_8818 (FILEminimizer)

Ao chegar ao abençoado restaurante, pedi para colocar o telemóvel a carregar e livrei-me do monstrinho17.37: meia salada de polvo à minha frente e uma mini no bucho, quase de penalty. 18.07: a sapateira acabara de chegar e a terceira mini estava bem encaminhada. 19.05: o manjar terminou, o bucho completamente recheado e a conta paga. 19.12: depois de falar com os donos do restaurante, fui colocar a mochila numa casinha onde passei a noite. 19.20: à espera que o telemóvel carregasse e quase a dormir em frente à televisão, onde os Lagartos goleavam o Vitória de Guimarães. 20.05: “os meus olhos não aguentam, mais! Vou-me deitar”. 20.30: Ferradíssimo a dormir.         

IMG_8821 (FILEminimizer)     IMG_8822 (FILEminimizer)

Categorias
Crónicas Fotografia

Rota SW

Ato III – La Première

Fruto de uma gestão do frio e da humidade – a colocação da manta de sobrevivência em cima do saco-cama, resultou numa enoooooorme condensação, transpiração e calor – e da incapacidade de me conseguir mover – o arbusto ficava a poucos centímetros da minha cara – a primeira noite em pleno parque natural, de idílica teve pouco, ou nada. 😛 Ao contrário do dia anterior, o sol despontou no horizonte, e à primeira luz matinal já estava a tomar o pequeno-almoço e a arrumar a mochila – o que ainda demorou uma horinha bem redonda.

IMG_8505 (FILEminimizer)     IMG_8514 (FILEminimizer)

Pelo topo de arribas xistosas continuei quase sempre junto àquele mar azul e verde carregados, até ao momento em que me enganei no trilho e perdi cerca de vinte minutos a voltar a encontrá-lo. A verdade, é que mesmo com este pequeno contratempo em menos de hora e meia estava no Porto das Barcas e daí até ao centro de Vila Nova de Mil Fontes, o caminho foi completamente desinteressante mas célere. Estava terminada a primeira etapa da rota Vicentina. 🙂 Junto ao forte de São Clemente e enquanto fotograva a bonita aberta onde o rio Mira encontra o mar, encontrei o simpático Sr. Augusto, com quem estive a conversar um pouco e que me disse: “sempre gostei muito da Natureza, você faz parte do meu grupo de crentes”. No centro da vila, parei numa mercearia para comprar mais mantimentos e segui para sul, rumo à vila de Almograve. Depois de cruzar a ponte sobre o rio, entrei numa agradável herdade cheia de sobreiros, dirigindo-me para a praia das Furnas, onde acabei por almoçar.

IMG_8521 (FILEminimizer)     IMG_8524 (FILEminimizer)

IMG_8528 (FILEminimizer)     IMG_8537 (FILEminimizer)

IMG_8553 (FILEminimizer)     IMG_8558 (FILEminimizer)

IMG_8567 (FILEminimizer)     IMG_8572 (FILEminimizer)

Durante os onze quilómetros que faltavam, o que mais me surprendeu foi encontrar verdes campos cobertos de flores, um enoooooorme relvado que parecia o local ideal para piquenicar, campos de cultivo e infelizmente, florestas de agressivas acácias que estrangulam e eliminam toda a vegetação autóctone. :/ À medida que andava, a sola do meu pé esquerdo começou aos poucos a ressentir-se e quando cheguei à praia de Almograve, ao descalçar-me encontrei o que já suspeitava… la première… a famosa… bolha, estava oficialmente formada. 😛

IMG_8563 (FILEminimizer)    IMG_8583 (FILEminimizer)    IMG_8597 (FILEminimizer)IMG_8585 (FILEminimizer)     IMG_8594 (FILEminimizer)

IMG_8604 (FILEminimizer)      IMG_8607 (FILEminimizer)

Nesta altura, como ainda era cedo – 16.00 – e a terceira etapa era longa – vinte e dois quilómetros – resolvi continuar a andar. O início do trilho para Zambujeira do Mar, revelou-se fascinante e à medida que Almograve ficava para trás, as dunas foram-se modificando e os arenitos passaram de cores suaves e alaranjadas para tons fortes e avermelhados. Espetacular! 😀 A partir do porto de pesca da Lapa das Pombas, onde pude observar rochas xistosas a formarem um quebra-mar natural, a paisagem modificou-se, as falésias tornaram-se imponentes e escarpadas e as dunas cheias de uma vegetação colorida. 🙂 Nesta altura sentia-me cansado, mas sabendo que nas imediações da Entrada do Pau iria encontrar um pinhal, forcei-me a andar mais um par de quilómetros. Para além disso, este pedaço de costa que era realmente fascinante, ajudou a atenuar um pouco o cansaço. 🙂

IMG_8611 (FILEminimizer)     IMG_8620 (FILEminimizer)

IMG_8615 (FILEminimizer)     IMG_8623 (FILEminimizer)

IMG_8632 (FILEminimizer)

Assim que encontrei o pinhal, larguei o monstrinho e escolhi um terreno cheio de caruma fofa onde montei abrigo. Perfeito! Melhor mesmo, só quando passados poucos minutos começou a chover e a tela de nylon se revelou impermeável! 😉 Era altura de finalmente repousar mas ao contrário da noite anterior, o local era realmente agradável. Depois de um repasto reconfortante, aproveitei para ler um pouco e às 20.00 já estava deitado, pronto para dormir o tranquilo sono dos andarilhos.

IMG_8636 (FILEminimizer)     IMG_8638 (FILEminimizer)

Categorias
Crónicas Fotografia O 1º Dia

Rota SW

Ato II – Pufff…. Fez-se o Chocapic! 

Na chegada a Porto Covo não pude deixar de reparar que a maioria dos passageiros que “desembarcaram” na povoação eram estrangeiros. Portugal está definitivamente na moda! 🙂 Antes de iniciar o meu périplo andante, resolvi ter uma refeição mais consistente e na rua principal da cuidada vila, encontrei o que procurava: uma bela e generosa dose de peixe frito acompanhado de arroz de feijão e umas farófias divinais. A “caminhada” iniciava-se em beleza. 😀

IMG_8440 (FILEminimizer)     IMG_8443 (FILEminimizer)

IMG_8444 (FILEminimizer)     IMG_8447 (FILEminimizer)

IMG_8448 (FILEminimizer)

Terminado o delicioso repasto, eram 15.10 quando pus realmente os pés ao caminho e depois de confirmar a direção com um grupo de anciões locais, segui até ao pequeno porto da povoação. Nesta altura, o céu estava bastante prateado e fotogénico e na passagem de uma pequena enseada, fruto da maré e do eclipse lunar… pufff… fez-se o chocapic! No preciso momento que atravessava, veio uma onda que ultrapassou o cano das botas e que me deixou os pés a boiar, tal como se estes estivessem dentro de um aquário! Perfeito! 😛 Aparvalhado de todo… a minha mente foi lesta a processar a informação: “Então e agora? Regressar? Fora de questão! Tirando umas havainas, não tenho mais calçado. Nem pensar! Resta-me andar com as botas… mas o meu futuro, vai ser definido numa palavra: BOLHAS!”

IMG_8450 (FILEminimizer)     IMG_8451 (FILEminimizer)

IMG_8453 (FILEminimizer)

Com os pés completamente encharcados, segui colina acima e assim que encontrei um apoio, descalcei as botas, tirei-lhes a água do interior e espremi ao máximo as meias e as palmilhas. Uma vez que as botas estavam ensopadíssimas, decidi não calçar o par de meias extra que me restava e guardá-las para a noite – caro leitor, apesar de no momento esta me ter parecido uma decisão lógica, no presente posso claramente dizer, que este foi o meu primeiro grandeeeeee erro! – sem nada mais poder fazer, deixei de pensar neste molhado acontecimento e segui andando junto ao mar, no topo de pequenas arribas.

IMG_8455 (FILEminimizer)     IMG_8458 (FILEminimizer)

IMG_8461 (FILEminimizer)

Para Norte, avistava-se a silhueta das feias torres da central termoelétrica de Sines, para Sul a ilha do Pessegueiro dominava a prateada e azulada paisagem, onde se viam outras pequenas ilhotas, a que os locais chamam palheirões. Porto Covo ia ficando para trás e quando cheguei ao início da praia da ilha, fruto da maré tive que atravessar outra zona repleta de água. Uma vez que já tinha as botas encharcadas, segui em frente sem grandes preocupações. Agora estava outra vez com os pés a boiar, mas continuei a andar – segundo grandeeeeeee erro! – em direção às praias do Queimado e dos Aivados. Nessa altura, o trilho que até aí estava muito bem marcado, desapareceu e tive de continuar por dunas junto às praias, até o caminho contornar as praias da Galé e do Malhão e o seus extensos cordões dunares. À medida que ia fletindo ligeiramente para o interior a paisagem de dunas e vegetação rasteira, mudou um pouco e nesse momento pude ver uma densidade de clorofila mais verde e colorida, e pinheiros em meu redor. 🙂

IMG_8463 (FILEminimizer)     IMG_8465 (FILEminimizer)

IMG_8473 (FILEminimizer)     IMG_8479 (FILEminimizer)

IMG_8481 (FILEminimizer)     IMG_8486 (FILEminimizer)

Quase no final da praia da Malhão, regressei à zona realmente costeira e a partir desse local as arribas ganharam alguma dimensão, a paisagem tornou-se mais imponente e de vez em quando viam-se graciosas cegonhas. 🙂 O dia caminhava rapidamente para o seu término, e nessa altura em que já me sentia um pouco cansado, os meus olhos não paravam de perscrutar a paisagem de vegetação muito rasteira, em busca de um local onde pudesse montar abrigo. Finalmente, por volta das 18.40, a cerca de trinta metros do trilho encontrei o que procurava, um largo arbusto e foi debaixo deste, com o som do mar como companheiro, que passei a minha primeira noite…

IMG_8492 (FILEminimizer)      IMG_8496 (FILEminimizer)

Categorias
Crónicas Fotografia

Vigan. Charme Colonial

Depois da visita às múmias de Kabayan, os meus companheiros de viagem deixaram-me em Baguio e aí rapidamente apanhei um autocarro para a cidade colonial de Vigan, ainda mais a Norte, mas já junto à costa. Depois de cinco horas de viagem, cheguei à cidade – 20.00 – e uma vez que na cidade estava a haver uma convenção de Medicina, encontrar um quarto foi extremamente complicado! :/ Depois de duas horas de deambulações, lá conseguir arranjar um poiso na Residencial Mojica e finalmente nessa altura, consegui relaxar um bocado. Após uma semana de mudanças de poiso constantes na zona da cordilheira de Luzon, local de muitas montanhas e verdes florestas, chuva, rios e cascatas, e claro muitos terraços de arroz, mudei-me para Vigan. E nesta cidade, património da UNESCO, para além de encontrar muita tranquilidade, encontrei a arquitetura espanhola mais bem preservada de toda a Ásia! 😀

IMG_2815 (FILEminimizer)      IMG_2851 (FILEminimizer)

IMG_2860 (FILEminimizer)      IMG_2868 (FILEminimizer)

IMG_2821 (FILEminimizer)      IMG_2835 (FILEminimizer)

IMG_2874 (FILEminimizer)      IMG_2883 (FILEminimizer)

IMG_2884 (FILEminimizer)      IMG_2889 (FILEminimizer)

IMG_2941 (FILEminimizer)      IMG_2958 (FILEminimizer)

Aqui, voltei literalmente ao passado: as casas de traços coloniais e de múltiplas cores, a “calçada”, as ruas, as igrejas, as praças, os jardins, as charretes a cavalo… 🙂 Em Vigan, tirei fotografias de dia e de noite; encontrei uma cidade escaldante; vi torneios de basketball (o desporto nacional das Filipinas) ao final da tarde, com multidões a assistir 🙂 ; comprei recuerdos religiosos; comi empadas deliciosas; visitei a igreja barroca de Santa Maria, onde me deparei com um casamento 🙂 e a playa d´ouro, onde encontrei uma areia negra em brasa e pescadores com quem puxei redes 😀 ; tomei múltiplos duches para refrescar; escrevi; deambulei sem pressas; e observei a bonita luz do final do dia e os habitantes a aproveitar as praças da cidade e a tranquilidade dos dias.

IMG_2968 (FILEminimizer)      IMG_2995 (FILEminimizer)

IMG_3022 (FILEminimizer)      IMG_3037 (FILEminimizer)

IMG_3048 (FILEminimizer)      IMG_2980 (FILEminimizer)

IMG_3054 (FILEminimizer)      IMG_3057 (FILEminimizer)

IMG_3069 (FILEminimizer)      IMG_3077 (FILEminimizer)

IMG_3081 (FILEminimizer)      IMG_3110 (FILEminimizer)

Categorias
Crónicas Fotografia Reflexões

Donsol. No Reino dos Butandings

Depois de me inscrever no centro de interação, fiquei à espera de pessoas para partilhar barco, mas desde logo fui avisado pelos diligentes funcionários que não era provável haver muita procura, uma vez que o festival do Butanding iria começar no dia seguinte. 🙂 Mas perguntará o caro leitor, afinal o que é o que é isso de Butanding!? Tenha calma. A explicação virá nas próximas linhas. 😉

IMG_1778 (FILEminimizer)      IMG_1781 (FILEminimizer)

IMG_1782 (FILEminimizer)

Sem opções relativamente ao motivo que me levou até àquela vila no Sul da ilha de Luzon, decidi passar a noite em Donsol e para minha felicidade, encontrei um resort muito agradável e com excelentes condições. Aí, passei um dia relaxado a apanhar banhos de sol, mergulhei alternadamente no mar e na piscina que mais parecia uma sopa :P, escaldei os pés na areia escura da praia, atualizei o caderno, aproveitei para ver o tranquilo e sereno pôr do sol, passeei vagarosamente, ponderei ficar mais uma noite na vila, escrevi para o blog, seleccionei fotografias para o Facebook e… jantei na praia, com as estrelas sobre a minha cabeça. 😀

IMG_1792 (FILEminimizer)      IMG_1793 (FILEminimizer)     IMG_1810 (FILEminimizer)

No segundo dia em Donsol, acordei às 5.30 e às 6.00 já estava no centro de interação para o início das festividades da semana do Butanding. Aí, assisti à missa vespertina, falei com nativos e fui convidado para seguir a bordo numa romaria marítima. 🙂 Nessa viagem, falei com Jay Ray sobre Oslob vS Donsol e sobre os magníficos tubarões baleia  butandings, na língua filipina. 😉 – Durante este passeio/romaria fiquei a saber que este era um dia especial, e como tal, não tinha que pagar barco, nem tão pouco alugar uma máscara com snorkel, uma vez que ele me arranjou uma de borla! Nesse momento, voltei a sentir-me, tal como em tantos outros momentos desta viagem, um verdadeiro felizardo! 😀

IMG_1819 (FILEminimizer)      IMG_1844 (FILEminimizer)

IMG_1855 (FILEminimizer)     IMG_1863 (FILEminimizer)

Depois de regressarmos a terra, paguei a taxa ecológica/inscrição, fiz um pequeno compasso de espera e voltei a embarcar, desta feita para o tour dos tubarões baleia. 😀 Durante duas horas, andámos naquele mar azul em busca destes animais absolutamente incríveis e felizmente conseguimos encontrar um juvenil, de aproximadamente três metros, com quem mergulhámos sete vezes! Em Donsol, apesar de continuar a existir algum alarido à volta destes fantásticos seres, a experiência foi bastante mais natural do que em Oslob, uma vez que em aqui não há ofertas de comida para atrair estes gentis gigantes. 🙂 Apesar das imperfeições do sistema – tenho dúvidas que algum dia seja possível promover um que seja ideal! – existe o apoio da WWF e parece-me que apesar de tudo, o conceito resulta melhor que em Oslob. Desse modo, Donsol ficará simpaticamente guardada na minha memória como o reino dos Butadings. O reino dos tubarões baleia! 😀

IMG_1871 (FILEminimizer)      IMG_1872 (FILEminimizer)

IMG_1886 (FILEminimizer)      IMG_1888 (FILEminimizer)

Categorias
Crónicas Fotografia

Dias em Bohol

Na ilha de Bohol, ficámos dois dias e os mesmos foram bastante diversificados. No primeiro dia encerrei o capítulo “mergulhos da viagem” ao atingir o redondo número de 50, ao largo da pequeníssima ilha de Balicasag. O primeiro mergulho do dia, foi muito relaxado e feito em Black Forrest, onde encontrei várias tartarugas e uma graaaaaaaaaande escola de jack fish. 🙂 O último mergulho da viagem foi feito em Cathedral, uma parede espetacular de corais que estava a correr muito bem. Porém, subitamente, lembrei-me do Buraco Azul de Belize e de algumas das suas histórias assustadoras e tudo mudou, comecei a sentir stress e um ambiente pesado que fui tentando controlar. Comecei a focar-me em pequenas detalhes e tentei esquecer-me da grandiosidade do espaço, uma vez que não se via o fundo. De qualquer modo, a parte final do mergulho em águas rasas foi espetacular: inúmeras escolas de diferentes peixes, várias tartarugas, águas cristalinas, uma visibilidade perfeita e o sol a penetrar na água. Este foi um grande final, para os mergulhos desta viagem. 😀 Depois da manhã no “fundo” do oceano, a tarde foi passada a relaxar na praia de Alona que apesar de relativamente tranquila, já se encontra turisticamente massificada.

IMG_1600 (FILEminimizer)      IMG_1611 (FILEminimizer)

IMG_1613 (FILEminimizer)      IMG_1616 (FILEminimizer)

IMG_1617 (FILEminimizer)      IMG_1623 (FILEminimizer)

IMG_1637 (FILEminimizer)

No segundo dia, fizemos um tour de carrinha em Bohol que durou aproximadamente sete horas e como não conseguimos negociar os locais onde queríamos parar, tivemos de correr as “capelinhas” habituais. 😛 Dos locais onde parámos, destaco os pequeníssimos e estranhos Tarsiers, as encantadoras colinas de chocolate e a interessante quinta das borboletas. Durante o tour, também foi possível observar as antigas igrejas de pedra destruídas pelo sismo de Agosto de 2013, que teve uma magnitude de 7.2 na escala de Richter. Ao contrário do que aconteceu em Sugar Beach, em Alona Beach depois de três noites e dois dias no local,  mesmo com uma areia espetacular  – em algumas zonas fina como pó – não senti pena por partir. A ilha de Luzon, estava ao virar da esquina e eu sentia-me entusiasmado! 🙂

IMG_1661 (FILEminimizer)     IMG_1665 (FILEminimizer)

IMG_1670 (FILEminimizer)

IMG_1686 (FILEminimizer)      IMG_1703 (FILEminimizer)

IMG_1746 (FILEminimizer)

IMG_1708 (FILEminimizer)      IMG_1733 (FILEminimizer)

Categorias
Crónicas Fotografia

Sugar Beach. Posso Cá Ficar Para Sempre?

A experiência que tive ao entrar em Sugar Beach, foi quase equivalente a sair do mundo. O ambiente era relaxado; o resort onde fiquei instalado (Driftwood Vilage), estava super bem concebido e não era muito dispendioso; existia um dormitório muito confortável, em que as camas eram praticamente de casal; a comida era deliciosa; e o staff impecável. Em Sugar Beach a areia era castanha escura ou se preferirem tinha um tom açúcar mascavado, por esse motivo a sua temperatura era quase sempre elevadita. 😛 Por sua vez, a água do mar apesar de não ter aqueles tons de múltiplos azuis e verdes, que geralmente são visíveis em praias de areia branca e onde existem corais, era transparente, super límpida e tinha uma temperatura agradável. No areal existiam múltiplos coqueiros e palmeiras, e existiam dois ou três resorts com bungalows.

IMG_1367 (FILEminimizer)      IMG_1380 (FILEminimizer)

IMG_1389 (FILEminimizer)     IMG_1392 (FILEminimizer)

IMG_1396 (FILEminimizer)      IMG_1405 (FILEminimizer)

Progressivamente, fui conhecendo pessoas que estavam hospedadas no resort: a Babe (filipina que pertencia ao staff); Fabian (suiço), Nie Ying (chinesa); Octavie e Morgany (francesas); Luke e Alexa (casal de ingleses)… e foi aqui que me despedi de Daniel (“Jesus Cristo”) e de Zaskia. Durante aqueles dias, escrevi e publiquei no blog, dormitei em hamoks, passeei pela praia, joguei voleibol ao final da tarde, vi o pôr do sol enquanto jogávamos e depois do jogo terminar corria para e pelo mar, que era praticamente plano e raso e ao correr para o infinito, sentia-me livre! 😀 As noite também eram divertidas e animadas, uma vez que havia sempre uns torneios de snooker e bebíamos quase sempre umas cervejitas, em amena cavaqueira.

IMG_1415 (FILEminimizer)       IMG_1426 (FILEminimizer)

IMG_1419 (FILEminimizer)

IMG_1433 (FILEminimizer)     IMG_1440 (FILEminimizer)

IMG_1450 (FILEminimizer)

Numa das manhãs, também fizemos um passeio de snorkeling para ver um navio afundado, a apenas cinco metros de profundidade. A água era cristalina e límpida, havia uma excelente visibilidade e foi possível ver corais e peixes de muitas cores ricas e variadas. Para além disso, também existiu uma tentativa de esquema por parte duns nativos que se fizeram passar por “guarda-costeira” e que tentaram “sacar-nos” uma taxa imaginária! Felizmente sem sucesso! 🙂 Uma vez que a vida era relaxada e fácil – boa comida e cama; sossego e conforto; muitas e animadas conversas – não tinha vontade de partir e estes três dias ficar-me-ão para sempre na memória. 😉 Antes de seguir para a ilha de Apo com a Nie Ying, tive de perguntar-me algumas vezes: “Sugar Beach. Posso cá ficar para sempre? ” 😀

IMG_1464 (FILEminimizer)     IMG_1472 (FILEminimizer)

IMG_1476 (FILEminimizer)      IMG_1479 (FILEminimizer)

IMG_1489 (FILEminimizer)    IMG_1497 (FILEminimizer)

Categorias
Crónicas Fotografia

Moalboal Days

Já na praia de Panagsama, ficámos alojados no Breeze Apartelle e depois de um ligeiro acerto de preço este local revelou-se perfeito… o quarto era enorme, pintado de amarelo girassol vivo, a casa de banho luxuosa q.b., havia água quente e a internet era rápida! Um mimo. 🙂 Durante a tarde cirindámos por inúmeras escolas de mergulho da zona e depois de vermos o pôr do sol regressámos à nossa “suite”. Banho tomado, seguimos para um restaurante mexicano, onde tivemos um bom jantar e um serão bastante agradável. Terminado o repasto, seguimos para o recinto da fiesta e aí por 65P (1.10€) por pessoa, bebemos rum com cola até ficarmos num estado de espírito… animado! 😛 Por volta da uma e tal dirigimo-nos à zona da “pista” de dança que estava minada de ladyboys e adolescentes! Um sonho, portanto! 😛 A verdade é que apenas às 3.00 chegámos ao quarto, onde aterrámos quais aviões.

IMG_1240 (FILEminimizer)      IMG_1258 (FILEminimizer)

F Moalboal (4)     F Moalboal (9)

F Moalboal (7)

Depois da fiesta brava, do dia anterior resolvemos abortar a ideia de mergulhar – sabe-se lá porquê 😉 – e como o Francis estava de abalada, tive de abandonar o nosso belo poiso (snif, snif) e mudar-me para o simpático Moalboal Backpacker Lodge. No nosso último dia juntos, acabámos por visitar a bonita cascata de Kawasan e a verdade é que a tarde passou num ápice. O local, apesar de cheio de pessoas acabou por ser um passeio agradável, uma vez que à paisagem verde e serena, juntou-se a água fresca de várias lagoas e riachos que desembocavam na grande cascata. Já em Moalboal e dentro do autocarro, despedimo-nos com um forte abraço e “prometemos” manter-nos em contacto. 🙂 Quando regressei ao hostel, conheci Léo (brasileiro de Porto Alegre), Sérgio (francês e luso-descendente), Vanessa (alemã de Colónia) e Daniel (alemão de Estugarda) com quem acabei a jantar e a ter uma conversa longa e espetacular sobre a vida, viagens e mergulho. 😀

IMG_1269 (FILEminimizer)

IMG_1279 (FILEminimizer)     IMG_1284 (FILEminimizer)

G Kawasan (5)    IMG_1299 (FILEminimizer)

O terceiro dia foi passado em praias, de manhã, rumei a sul e visitei a praia de Lumbung e de tarde rumei a norte e visitei a praia mais famosa da zona, a White beach. Neste périplo entre praias conheci um ojek simpatiquíssimo (Mr. Rodolfo) e a verdade é que nos demos tão bem que acabei por combinar com ele todas as viagens desse dia. 🙂 Durante o dia, torrei ao sol, atualizei o caderno, fui ao mar inúmeras vezes e fiz snorkeling. Este acabou por ser um dia mais tranquilo e quando regressei a Panagsama voltei a jantar com o Daniel.

IMG_1308 (FILEminimizer)     IMG_1310 (FILEminimizer)

IMG_1318 (FILEminimizer)     IMG_1335 (FILEminimizer)

No último dia em Moalboal fiz dois mergulhos na companhia de Daniel. O primeiro na ilha do Pescador, onde fui recebido por uma parede vertical, de aproximadamente cem metros de profundidade e repleta de corais bastante vivos e coloridos, e onde senti algum nervosismo, ao lembrar-me de corrente brutal e descendente de Batubalong em Komodo. :/ E o segundo já ao largo de Panagsama, onde tivemos um encontro com uma escola de milhões de sardinhas! BRUTAL! ABISSAL! MONUMENTAL! 😀 Espirais, círculos, arcos e nuvens… um verdadeiro turbilhão! Um dos melhores mergulhos da minha vida! 😀 Depois de tanta emoção aquática, ficámos um par de horas na escola de mergulho – Cebu Divers – a falar com outros mergulhadores. Durante a tarde para além de continuar na conversa, acabei de atualizar o caderno e no regresso ao hostel reencontrei Daniel, Vanessa e Zaskia (rapariga de ascendência alemã/filipina) que chegara no dia anterior. Na despedida de Moalboal comecei a jantar sozinho, mas à semelhança de dias anteriores acabei acompanhado, desta feita por Zaskia com quem fiquei a conversar animadamente durante um par de horas. Foi nesse momento, que combinámos partir no dia seguinte para a ilha de Los Negros 

IMG_1336 (FILEminimizer)      IMG_1341 (FILEminimizer)IMG_1342 (FILEminimizer)      IMG_1345 (FILEminimizer)

Categorias
Crónicas Em trânsito Fotografia

Coron. Mergulho nas Trevas

De El Nido parti com a Maiju e o Steow em direção à ilha de Coron. Durante as oito horas que durou a travessia marítima, observei a bonita paisagem que nos rodeava (as múltiplas ilhas, o céu azul, as nuvens brancas, o sol radioso e escaldante, o mar de infinitos azuis e verdes…) e falei com os meus companheiros de viagem durante algum tempo. Já na pequena vila e capital da ilha, ficámos hospedados na agradável Marley´s Guesthouse, onde conhecemos um staff impecável que nos contou histórias impressionantes do super tufão – que apesar da longa distância percorrida, ainda chegou a atingir Coron – e que partilhou connosco o seu gosto por música ritmada e tribalista. 🙂

IMG_0910 (FILEminimizer)     IMG_0912 (FILEminimizer)

IMG_0949 (FILEminimizer)

IMG_0938 (FILEminimizer)

Nos arredores da ilha, tive dois dias de mergulho intenso num ambiente pesado e sombrio de navios japoneses afundados durante a Segunda Guerra Mundial e aí senti um nervoso acrescido por ter entrado pela primeira vez debaixo de água, em espaços realmente confinados. Neste mundo submerso, senti o lado “negro” do mergulho, principalmente no navio Irako onde atingi a minha profundidade máxima (trinta e oito metros e meio). Porém, mesmo naquele mundo de trevas, existia luz e sempre que esta penetrava pelas frinchas e buracos existentes naquelas estruturas de aço gigantes, parecia que estava numa catedral sub-aquática! Fenomenal! Inesquecível! 😀 Para além disso, observar “algo” feito pelo homem, onde se pode ver vestígios da sua presença (as cargas inalteradas dos navios afundados) e onde ainda existem componentes que funcionam (tais como válvulas e torneiras…) é algo de inolvidável. Ao largo de Coron, foi ainda possível mergulhar nas águas escaldantes (38 ºC) de um lago de água doce. Aí, vi de forma perfeita as linhas térmicas onde a água mudava drasticamente de temperatura, sentindo em simultâneo metade do corpo quente e metade fria! Tirei as barbatanas e fiz “escalada” sub-aquática, atravessei troncos de árvore qual equilibrista e em slide, e senti possivelmente o que sente um astronauta ao pisar solo lunar.

IMG_0961 (FILEminimizer)      IMG_0965 (FILEminimizer)

IMG_0972 (FILEminimizer)     IMG_0977 (FILEminimizer)

Em Coron, para além desses mergulhos míticos, tive serões animados, regados a rum e cola, na companhia dos meus companheiros de viagem e de dois engenheiros Irlandeses (Donald e Richard); vi procissões noturnas onde as velas dos fiéis iluminavam e espalhavam uma luz mortiça pelas ruas escuras da vila; visitei de barco uma praia de sonho, rodeada de rochas mágicas, negras como o breu e repleta de águas cristalinas e transparentes que brilhavam como safiras e esmeraldas; tive um delicioso jantar festivo onde o caranguejo e o camarão foram reis e senhores; e tive um reencontro com o passado

IMG_0988 (FILEminimizer)      IMG_1003 (FILEminimizer)

IMG_1004 (FILEminimizer)      IMG_1029 (FILEminimizer)

Numa daquelas noites festivas, ao sair dum bar na companhia de Arnold  gerente de um resort que trabalhava na ilha – encontrámos um nativo, que o conhecia e que nos convidou a ir até ao cemitério, para fazer uma homenagem fúnebre. Arnold imediatamente e de uma forma rude, declarou que não ia, mas eu naquele momento senti algo que me impeliu a acompanhar o nativo. Comprei umas velas, ele umas cervejas, montámos um tuk-tuk e quando estávamos prestes a partir, o Arnold acabou por se dignar a acompanhar-nos. Na escuridão da noite, seguimos estrada fora e depois de uma viagem que não sei precisar quanto demorou chegámos à entrada do cemitério. Aí, passo a passo e silenciosamente, penetrámos naquele espaço vasto, negro e sereno, até chegarmos à campa. Assim que chegámos, Arnold deitou-se na campa do lado e adormeceu pesadamente. O seu ressonar competia em decibéis, com a pirosa música de discoteca que era projetada pelo seu telemóvel.

IMG_1042 (FILEminimizer)      IMG_1056 (FILEminimizer)

IMG_1047 (FILEminimizer)      IMG_1061 (FILEminimizer)

Como estátuas de mármore e alheios a esse facto, acendemos uns cigarros e as velas, abrimos as cervejas e fizemos uma homenagem fúnebre e sentida à sua esposa e ao seu filho – que tinham falecido há um ano. Depois desse momento, dentro de mim, algo se quebrou. Repentinamente, lembrei-me do meu pai e das saudades que sentia dele. Longe de Portugal, longe de todas as pessoas que conhecia, um pouco tocado pelos copos bebidos e sem filtros e barreiras de espécie alguma, comecei a chorar… De joelhos agarrado àquela campa, larguei um peso que carreguei durante quase dezassete anos. Chorei, chorei, chorei. Chorei baba e ranho. Chorei durante largos minutos e não houve nenhum travão que parasse as lágrimas. Apenas quando senti uma leveza a ressoar dentro de mim, parei. Nesse momento, passei as mãos pelos olhos, desajoelhei-me e abracei o nativo. Naquele cemitério perdido das Filipinas, dois “orfãos” de lados opostos do nosso planeta, foram irmãos durante momentos. Juntos partilharam uma dor comum. A dor da perda e juntos reencontraram um calor e uma luz humana, que aqueceu e iluminou a escuridão da noite e o frio da morte…

IMG_1076 (FILEminimizer)      IMG_1087 (FILEminimizer)

IMG_1091 (FILEminimizer)

IMG_1098 (FILEminimizer)

Categorias
Crónicas Em trânsito Fotografia

El Nido. Regresso às Phi Phi?

Depois da visita ao rio subterrâneo de “Puerto Princesa”, parti com o Denis mais para Norte, em direção a El Nido, onde chegámos depois duma viagem de aproximadamente seis horas, numa estrada bastante esburacada. Na chegada, deparámo-nos com calor… bastante calor. Um calor, abafado e pesado que se colava ao corpo. Nesse primeira tarde em El Nido, para além de visitarmos a agradável praia de Las Cabañas (onde comecei a observar melhor, a beleza daquela paisagem natural), reencontrámos Justine (uma Canadiana que conhecêramos em Boracay), Steow e Maiju, e comecei de algum modo a sentir-me farto de Denis, das suas “luas” e vontades. Apesar desse detalhe, o dia terminou em beleza fruto dum jantar (regado a “batidos” de manga com rum) e de um serão animado, com música ao vivo no bar de reggae da praia. 😀

IMG_0781 (FILEminimizer)      IMG_0784 (FILEminimizer)

IMG_0786 (FILEminimizer)     IMG_0793 (FILEminimizer)

No dia seguinte, acordei bastante cedo e mudei-me para o Austria´s hostel onde deixei a bagagem e daí segui até ao hotel de Derek e Justine, o local onde combinámos encontrar-nos para fazer um tour pelas múltiplas ilhas que ficam ao largo de El Nido. Apesar do preço do tour (combinação dos tours A + C), não poder ser considerado uma bagatela (cerca de 25€), posso afirmar que valeu cada cêntimo investido e algumas das paisagens que tive a felicidade de observar, ficarão para sempre como um dos grandes momentos desta viagem! 😀

IMG_0809 (FILEminimizer)     IMG_0812 (FILEminimizer)

IMG_0813 (FILEminimizer)    IMG_0814 (FILEminimizer)

Em El Nido, tal como nas Phi Phi, ihas calcárias emergem do mar, mas aqui o seu número para além de mais elevado é mais dramático, uma vez que existem ilhas de faces completamente escarpadas, formações bizarras e zonas que recordam os famosos pináculos de Mulu, mas com rochas negras como o breu! Durante o dia, navegámos de ilha em ilha, fazendo snorkeling  peixe-leão bebé, muitos peixes coloridos, algum coral e muitas, muitas alforrecas que provocavam desconforto e sensações de picadas na pele; visitando praias de sonho: praia escondida – baía escondida no oceano, rodeada de rochas belas e surreais; praia da estrela – mini praia onde almoçámos um delicioso e farto repasto: peixe grelhado, dois tipos diferentes de salada, camarão, porco grelhado, arroz, ananás! 😀 ; praia secreta – para encontrar a mesma tivemos de nadar em pleno mar, penetrar numa abertura na rocha e aí deparámo-nos com areal que estava completamente rodeado a 360º por rochas negras e afiadas e que apenas podia ser vista do ar. Monumental! Arrebatador! E a praia dos sete comandos – última visita do dia e local onde o motor da nossa banca “morreu” 😛 e nadando em lagoas – lagoa grande, lagoa pequena e lagoa azul – de infinitos azuis e verdes no meio do oceano?! 😀 . Foi sem dúvida, um dia de sonho que acabou em beleza quando ao final da tarde reencontrámos Yannick e Aline, ficando o grupo novamente reunido! 😀

IMG_0841 (FILEminimizer)

IMG_0843 (FILEminimizer)     IMG_0846 (FILEminimizer)

IMG_0854 (FILEminimizer)

No terceiro dia, o tempo esteve bastante cinzento e a manhã foi lenta e arrastou-se. Durante a tarde eu, o Denis, o Yannick e o Steow, pegámos numa melancia, alugámos uns caiaques e partimos à descoberta. Numa massa negra, vasta e serena remámos durante uma hora até à ilha de Cadlao que fica em frente à vila de El Nido e aí visitámos duas praias, a praia do paraíso – onde tudo em nosso redor era verde e selvagem e a praia “inominável” – na qual estivemos deitados dentro de água enquanto chovia torrencialmente. Nessa altura senti uma felicidade pura, fruto da comunhão com a natureza!. No regresso, em que já estava “fartinho” de remar, eu e o Denis conseguimos virar o caiaque um par de vezes em pleno oceano, rir-nos da nossa falta de perícia e quando chegámos a terra observámos que o meu dry bag, afinal não era assim tão dry! 😛 – o que valeu é que no seu interior, não havia nada realmente importante.

IMG_0860 (FILEminimizer)     IMG_0869 (FILEminimizer)

IMG_0872 (FILEminimizer)     IMG_0889 (FILEminimizer)

No último dia em El Nido, como o tempo foi melhorando progressivamente, acabámos por alugar umas scooters e partir para a bonita praia de Nacpan, que fica a norte da vila. Nessa praia de longo areal, localizada numa baía perfeita de coqueiros e de um mar sem corais, pude pela primeira vez na Ásia, cavalgar ondas com o corpo! Regressando aos meus tempos de adolescência, na praia da Foz (do Arelho) e da Nazaré! Enfim, divertimento em estado puro! 😀 Ao mesmo tempo que pensava: “Boys will be Boys“. 😉 Ao serão, reencontrei Tadd (americano de Boracay) e com ele estive a falar sobre o meu próximo destino, a ilha de Coron e casa de múltiplos navios japoneses afundados durante a segunda Guerra Mundial! 🙂

IMG_0902 (FILEminimizer)     IMG_0905 (FILEminimizer)

IMG_0908 (FILEminimizer)

El Nido, foi um local especial! Foi associar uma beleza natural estonteante e inebriante, ao convívio com um grupo de  boas pessoas. 😀 Foi com um enorme prazer que partilhei o meu tempo com elas, num local que conserva um certa pureza (talvez o que as ilhas Phi Phi eram há quinze/vinte anos). O único senão, de toda esta perfeição foi sentir uma certa pressão por não publicar nada no blog, desde então. 😉