Uma Geografia. Uma Fotografia: Monte Popa Tour

Quando estava em Bagan, marquei – juntamente com os bascos – um tour até ao Monte Popa e na altura da partida, juntou-se a nós uma rapariga japonesa – Naomi – com quem seguimos viagem. Na travessia até ao nosso destino, parámos algumas vezes para o nosso motorista fazer recados e uma vez para comprar recuerdos – bebidas fermentadas e açúcar. A verdade é que o Monte Popa se revelou mais bonito e espetacular ao longe. Visto de perto, não passava de um conjunto de templos pouco interessantes no topo de um grande rochedo e “infestado” de macacos. Para além disso, o tempo encoberto e nublado também não ajudou à “festa”. No caminho de regresso, parámos para almoçar e esse foi possivelmente o melhor momento do tour, uma vez que por uma bagatela, comemos que nem reis. Para finalizar este Popa tourou talvez devesse dizer “Treta tour” fomos até à floresta de pedra e aí um “guia” que não falava inglês fez-nos uma visita, que se revelou o momento mais surreal e hilariante de Myanmar! O “guia” era um autêntico desastre e no final o que vimos, foi uma árvore que parecia ter a madeira fossilizada, tudo isto sem uma única explicação, como se tudo fosse obra do divino criador…

Uma Geografia. Uma Fotografia: Bagan

Em Bagan, o astro rei despontava às 5.30 e neste local onde os dias são conhecidos por serem escaldantes, nada como subir ao topo de um templo na presença de “ninguém”, exceto dos meus companheiros bascos e de um nativo que nos guiou ao local, para ter a felicidade de observar aquela paisagem onde se viam centenas de templos em redor. Nas nossas primeiras horas em Bagan, visitámos alguns dos templos principais e destes, o que mais me agradou foi de Anada, principalmente o seu fabuloso interior com quatro budas gigantes em posição de pé! Na zona dos templos mais conhecidos, visitámos a pagoda dourada de Shwezigon e seguidamente a grande pagoda branca de Shwesandaw, donde avistámos na perfeição a seca planície e grande parte dos templos de Bagan. Já quase sem luz, chegámos às imediações do maior templo, o templo de Dhammayangyi e com uma grande trovoada a aproximar-se explorámos um bocadinho do mesmo, quais verdadeiros Indian Jones. Nos restantes dias, não tentei mais ver o nascer do sol, mas comecei sempre a minha jornada às 9.00. Num desses dias, tive a companhia de Noami e de Jaume – um simpático rapaz espanhol que conheci na guesthouse – e juntos tivemos um dia cheio de templos, pagodas, budas e saltos com direito a fotografias (com/sem chapéu de chuva colorido). No último dia em Bagan, fiz o meu percurso a solo e nesse dia muito cinzento e chuvoso, diverti-me bastante na procura dos templos que ainda não tinha visitado e tive momentos extraordinários: os espaços completamente desertos, as pinturas, as estátuas e os relevos espetaculares, a procura de caminhos escondidos para os telhados e as panorâmicas maravilhosas dos mesmos. Quando parti de Bagan, estava super FELIZ. Em termos culturais, poucas vezes estive na presença de algo desta magnitude, se é que alguma vez estive! O ambiente do local é memorável e encantador, e andar de bicicleta de templo em templo é uma experiência inolvidável.

Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Ayutthaya

Ayutthaya_Blog

À semelhança de Sukhothai, em Ayutthaya – pode encontrar mais aqui – pedalámos em busca dos “ossos vivos” do passado, encontrando múltiplos templos – sendo estes mais impressionantes, dado o seu estado de conservação – e a quatro quilómetros do centro da cidade, vestígios da presença portuguesa da altura dos Descobrimentos.

Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Sukhothai

Sukhothai_Blog

Nas imediações da pequena cidade de Sukhothai – pode encontrar mais aqui – ao visitar o nosso primeiro parque arqueológico, pudemos encontrar múltiplos vestígios – templos, colunas e estupas construídas em tijolo e incontáveis estátuas de Buda – do antigo coração do império Thai, primeira capital de Siam, fundada pelo rei Ramkhamhaeng.

Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Phonsavanh

Phonsavan_BlogNos arredores de Phonsavanh – pode encontrar mais aqui – visitei os campos arqueológicos da misteriosa planície dos Jarros e na companhia de Zhou vivi momentos insólitos, inúmeras aventuras e “voei” qual uma graciosa águia.

Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Luang Nam Tha

LuangNamTha_Blog

Vindo da monumentalidade da China – pode encontrar mais aqui – chegar ao Laos e a Luang Nam Tha foi uma mudança de paradigma. Nos arredores da vila/cidade encontrei verdes arrozais, cidadãos simpáticos e afáveis, cascatas, nativos a banharem-se no rio, pequenas aldeias, estradas de terra e lama… e um silêncio bastante singular.

Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Xing Ping

Xing-Ping_BlogEm Xing Ping – pode encontrar mais aqui – tive múltiplos momentos memoráveis, principalmente os passeios de bicicleta, a  e de barco pela vila e verdes arredores onde despontavam colinas singulares e o encontro com pessoas muito amistosas, entre elas uns camponeses que eram um perfeito retrato vivo da China rural.

Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Qiong Hai

QiongHai_Blog

No lago de Qiong Hai – pode encontrar mais aqui – pedalei lentamente, encontrando um local sereno e tranquilo, onde tive a felicidade de observar mais um pouco da China profunda.

Bagan. No Reino dos 3000 Templos?

No primeiro dia em Bagan, às 5.00 já estávamos montados numas biclas a pedalar, afinal o astro rei despontava às 5.30 e neste local os dias são conhecidos por serem escaldantes. 😛 Do topo de um templo, que não era dos mais famosos e na presença de “ninguém”, exceto dos meus companheiros bascos e de um nativo que nos guiou ao local, ter a felicidade de observar aquela paisagem onde se viam centenas de templos em nosso redor, foi de facto especial! 😀 Nas nossas primeiras horas em Bagan, visitámos alguns dos templos principais e destes, o que mais me agradou foi de Anada, principalmente o seu fabuloso interior com quatro budas gigantes em posição de pé! 🙂

IMG_0708 (FILEminimizer)

DSC_3930 (FILEminimizer)

IMG_5847 - Copy (FILEminimizer)      IMG_5878 - Copy (FILEminimizer)

IMG_5879 - Copy (FILEminimizer)    IMG_0716 (FILEminimizer)    IMG_5892 - Copy (FILEminimizer)

IMG_5886 - Copy (FILEminimizer)     IMG_5890 - Copy (FILEminimizer)

IMG_5906 - Copy (FILEminimizer)      IMG_0749 (FILEminimizer)

Depois de algumas deambulações, regressámos à guesthouse para tomar o pequeno-almoço e até às 15.00 ficámos no quarto a proteger-nos do calor. Às 16.00, partimos novamente para a zona dos templos onde visitámos a pagoda dourada de Shwezigon e seguidamente a grande pagoda branca de Shwesandaw, donde avistámos na perfeição a seca planície e grande parte dos templos de Bagan! 😀 Já quase sem luz, chegámos às imediações do maior templo, o templo de Dhammayangyi e com uma grande trovoada a aproximar-se explorámos um bocadinho do mesmo, quais verdadeiros Indian Jones. 🙂 

IMG_5938 - Copy (FILEminimizer)      IMG_5946 - Copy (FILEminimizer)

IMG_5949 - Copy (FILEminimizer)       IMG_5985 - Copy (FILEminimizer)

IMG_5978 - Copy (FILEminimizer)

DSC_3975 (FILEminimizer)

DSC_3982 (FILEminimizer)

IMG_5989 - Copy (FILEminimizer)      IMG_5995 - Copy (FILEminimizer)

IMG_6021 - Copy (FILEminimizer)

No segundo dia, tínhamos um tour marcado até ao Monte Popa, mas antes de partirmos acordámos novamente de madrugada para ver nascer mais um dia. Apesar das muitas nuvens existentes no céu, este foi um momento sereno e tranquilo. 🙂 Ao regressar à guesthouse, troquei a minha bagagem de aposentos, uma vez que os bascos iam partir ao final do dia para Kalaw e em amena cavaqueira tomámos o pequeno-almoço. Na altura da partida, juntou-se a nós uma rapariga japonesa – Naomi – e com todos a bordo seguimos viagem. Na travessia até ao nosso destino, parámos algumas vezes para o nosso motorista fazer recados 😛 e uma vez para comprar recuerdos – bebidas fermentadas e açúcar.

IMG_6025 - Copy (FILEminimizer)      IMG_7595 (FILEminimizer)

IMG_7606 (FILEminimizer)       IMG_6045 - Copy (FILEminimizer)

IMG_7613 (FILEminimizer)      IMG_7614 (FILEminimizer)

IMG_7616 (FILEminimizer)

A verdade é que o Monte Popa se revelou mais bonito e espetacular ao longe. Visto de perto, não passava de um conjunto de templos pouco interessantes no topo de um grande rochedo e “infestado” de macacos. Para além disso, o tempo encoberto e nublado também não ajudou à “festa”. :/ No caminho de regresso, parámos para almoçar e esse foi possivelmente o melhor momento do tour, uma vez que por uma bagatela, comemos que nem reis. 😀 Tal facto, aconteceu graças a nós, uma vez que o nosso motorista tentou meter-nos num local “manhoso” e inflacionado – nada de novo, em terras do Oriente!. Para finalizar este Popa tour, ou deveria dizer Treta tour fomos até à floresta de pedra e aí um “guia” que não falava inglês fez-nos uma visita, que se revelou o momento mais surreal e hilariante de Myanmar! 😛 O “guia” era um autêntico desastre e no final o que vimos, foi uma árvore que parecia ter a madeira transformada em “pedra”? Só, rindo mesmo! 😛

IMG_6049 - Copy (FILEminimizer)      IMG_6054 - Copy (FILEminimizer)

IMG_6062 - Copy (FILEminimizer)     IMG_6082 - Copy (FILEminimizer)

IMG_4604 (FILEminimizer)     IMG_6085 - Copy (FILEminimizer)

IMG_6072 - Copy (FILEminimizer)

IMG_6078 - Copy (FILEminimizer)

IMG_6100 - Copy (FILEminimizer)      IMG_4637 (FILEminimizer)

IMG_6102 (FILEminimizer)     IMG_6104 (FILEminimizer)

IMG_6115 (FILEminimizer)     IMG_6117 (FILEminimizer)

No regresso à vila de Nyaung OO e à semelhança do que aconteceu no lago de Inle, organizei todas as fotografias e desse modo todos partilhámos os nossos ficheiros. 🙂 Como nesse momento, senti que ainda havia muito mais em Bagan para explorar, desisti de partir para Pyay no dia seguinte, e mesmo perdendo metade do valor do bilhete consegui marcar um autocarro para Yangon para daí a dois dias. Depois de me despedir dos bascos com um forte abraço, fiquei a repousar no quarto satisfeito com a decisão de ter prolongado a minha estadia. 🙂 Nos restantes dias, não tentei mais ver o nascer do sol, mas comecei sempre a minha jornada às 9.00. No Sábado, tive a companhia de Noami e de Jaume – um simpático rapaz espanhol que conheci na guesthouse – e juntos tivemos um dia cheio de templos, pagodas, budas e saltos com direito a fotografias (com/sem chapéu de chuva colorido). 😛

IMG_6129 - Copy (FILEminimizer)

IMG_6130 - Copy (FILEminimizer)    IMG_4722 (FILEminimizer)

IMG_4763 (FILEminimizer)    IMG_4776 (FILEminimizer)

IMG_4800 (FILEminimizer)     IMG_6137 - Copy (FILEminimizer)

IMG_6158 - Copy (FILEminimizer)      IMG_6181 - Copy (FILEminimizer)

IMG_6188 - Copy (FILEminimizer)      IMG_6219 - Copy (FILEminimizer)

IMG_4843 (FILEminimizer)      IMG_4846 (FILEminimizer)

IMG_4847 (FILEminimizer)     IMG_4848 (FILEminimizer)

IMG_4915 (FILEminimizer)

No último dia em Bagan, fiz o meu percurso a solo e nesse dia muito cinzento e chuvoso, diverti-me bastante na procura dos templos que ainda não tinha visitado e tive momentos extraordinários: os espaços completamente desertos, as pinturas, as estátuas e os relevos espetaculares, a procura de caminhos escondidos para os telhados e as panorâmicas maravilhosas dos mesmos. 🙂 Quando parti de Bagan, estava super FELIZ. 😀 Em termos culturais, poucas vezes estive na presença de algo desta magnitude, se é que alguma vez estive! 😛 O ambiente do local é memorável e encantador, e andar de bicicleta de templo em templo é uma experiência inolvidável. O reino dos três mil (ou seriam mais!?) templos vai deixar muitas saudades. 😉

IMG_6259 - Copy (FILEminimizer)     IMG_6264 - Copy (FILEminimizer)

IMG_6272 - Copy (FILEminimizer)     IMG_6280 - Copy (FILEminimizer)

IMG_6302 - Copy (FILEminimizer)

IMG_6355 - Copy (FILEminimizer)      IMG_6371 - Copy (FILEminimizer)

IMG_6386 - Copy (FILEminimizer)      IMG_6417 - Copy (FILEminimizer)

IMG_6421 - Copy (FILEminimizer)

IMG_6424 - Copy (FILEminimizer)     IMG_6435 - Copy (FILEminimizer)

IMG_6440 - Copy (FILEminimizer)     IMG_6452 - Copy (FILEminimizer)

IMG_6455 - Copy (FILEminimizer)     IMG_6458 - Copy (FILEminimizer)

IMG_6474 - Copy (FILEminimizer)     IMG_6476 - Copy (FILEminimizer)

P.S. – Se há algum aspeto menos positivo, que se possa apontar a Bagan, só mesmo o de alguns nativos praticarem mendicidade e outros tentarem vender recuerdos com recurso a técnicas que geram pena ou empatia. É de facto uma pena que tal aconteça! :/

Inle Days? Group Days

Ato III – Pedalando em Inle 

O despertar para o segundo dia não foi fácil. Não pela quantidade de bebidas ingeridas na tarde/noite anterior, mas pelas horas de sono dormidas, ou melhor dizendo… a falta delas! 😛 De qualquer modo e à hora marcada (5.30) lá estava eu e o Riccardo – o Português e o Italiano – aguardando pelos restantes elementos do grupo que também não tardaram aparecer. 🙂 Já reunidos, recebemos as nossas montadas de “puro-sangue” e de capacete na cabeça partimos para o nosso passeio de “bicla”, o dia começava a despontar…

IMG_4633 (FILEminimizer)     IMG_4636 (FILEminimizer)

IMG_4637 (FILEminimizer)    IMG_4643 (FILEminimizer)

IMG_4649 (FILEminimizer)    IMG_4652 (FILEminimizer)

IMG_4669 (FILEminimizer)    IMG_4680 (FILEminimizer)

Acompanhados por um céu levemente azul, começámos por percorrer uma estrada ao longo de bonitos e verdes arrozais, até chegarmos a um tranquilo mosteiro que visitámos com prazer. Aí, encontrámos um espaço de aura serena, cheio de luz suave e dois velhos monges muito simpáticos. 😀 Seguimos pedalando, acenando aos nativos e dizendo-lhes olá (mangelabá), até que voltámos a parar, desta feita num pequeno templo no topo de uma colina, onde acabámos por ficar um bocado deitados a relaxar. Quando tentámos visitar as fontes de água termais, tal não se revelou possível, uma vez que estas ficavam no interior de um SPA e o valor que nos pediram, pareceu-nos exagerado. Desse modo e como ninguém fez realmente questão de entrar, seguimos viagem e fomos pedalando, pedalando… pedalando com o objetivo de encontrar uma povoação com um cais e barqueiros que nos transportassem até à outra margem do lago. Durante o percurso, continuámos a observar a vida local: escolas, crianças traquinas e sorridentes, camponeses, búfalos e vacas, arrozais, palmeiras, florestas, estupas e pagodas. 🙂

IMG_4683 (FILEminimizer)           P1010866 (FILEminimizer)

IMG_4698 (FILEminimizer)    IMG_4699 (FILEminimizer)

IMG_4703 (FILEminimizer)    IMG_4706 (FILEminimizer)

IMG_4358 (FILEminimizer)           IMG_4708 (FILEminimizer)

Finalmente e depois de algumas horas a pedalar conseguimos encontrar um barco e um barqueiro, e depois de árduas negociações lá chegámos a um consenso. 🙂 A travessia com as bicicletas a bordo foi memorável e o único momento menos positivo, ocorreu já no desambarque, quando o nosso barqueiro não nos largou no local previamente combinado. Assim, decidimos pagar-lhe um montante ligeiramente inferior ao negociado, de modo a não recompensar a quebra de palavra – se os nativos forem “ensinados” que não há consequências, por não cumprirem a sua palavra, no futuro é isso que farão. Já desembarcados na margem oriental, recomeçámos a pedalar, desta feita a caminho de umas vinhas e nessa altura fruto do cansaço acumulado, só pensava em pedalar, pedalar… pedalar, de modo a chegar o mais rapidamente possível, sentar-me à mesa, beber uns copos de vinho e relaxar. 😛 Foi assim, que no final daquele looooooooooooooooongo passeio de bicicleta, pelas margens do lago de Inle, nos reunimos à mesa para um almoço tardio, onde fizemos uma prova de vinhos e brindámos à saúde, à amizade e à generosidade de buda… 😀

DSC07170 (FILEminimizer)

IMG_4726 (FILEminimizer)      GOPR2384 (FILEminimizer)

IMG_4374 (FILEminimizer)      IMG_4733 (FILEminimizer)

IMG_4735 (FILEminimizer)

DSC07179 (FILEminimizer)    DSC07182 (FILEminimizer)