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Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Qiong Hai

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No lago de Qiong Hai – pode encontrar mais aqui – pedalei lentamente, encontrando um local sereno e tranquilo, onde tive a felicidade de observar mais um pouco da China profunda.

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Despedida de Qiong Hai

     

Já no hostel e antes de recolhermos a bagagem, ficámos ainda uns momentos a beber cerveja, a comer amendoins, pevides e favas secas, e a confraternizar com o staff e com o dono do hostel sob um magnífico e soalheiro sol. Na despedida disse-lhes: “A nossa casa é onde nos sentimos bem e durante os dias que aqui estive esta foi a minha casa. Tudo graças a vocês!”. 😀

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Pedalando em Qiong Hai

O dia amanheceu já sem chuva e cor de prata, e o nosso primeiro passo foi alugar duas bicicletas para dar a volta ao lago. Qiong Hai, tem quarenta e dois quilómetros de perímetro, mas no final do percurso enganámo-nos numa cortada e esse valor passou para aproximadamente quarenta e oito quilómetros. 😛 O lago pode ser dividido em duas partes distintas, a turística e a real.

      

     Arcos

      

No decorrer da manhã, pedalámos pela zona turística. Aqui, as margens estavam bastante arranjadas com jardins, zonas para bicicletas, árvores, estátuas, zonas pedonais, embarcadouros e barcos a remos. A partir do meio-dia chegou o sol, e, à medida que fomos avançando começámos a ver o Qiong Hai real. O das aldeias, o dos velhotes e das crianças, o das pessoas sentadas na rua a jogar às cartas ou majhong, a conversar ou pura e simplesmente a ver o tempo passar. O Qiong Hai dos camponeses, dos carros e das motas a buzinar, dos verdes campos cheios de água e vida, o do suor e esforço humano e animal, o dos bois, das vacas e dos incontáveis pássaros, o dos montes à volta do lago e das flores… rosas, roxas, amarelas e brancas. 🙂

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Crónicas O 1º Dia

Xichang. O Momento mais Baixo

O dia acordou chuvoso e muito cinzento, talvez pronúncio do que se avizinhava. Depois do pequeno-almoço, mudámos-nos para um hostel em Qiong Hai (o lago que fica nas imendiações de Xichang). Como o dia estava péssimo e o meu PC avariado, voltámos a Xichang para tentar encontrar uma loja que resolvesse o problema.

Deixámos o computador entregue a um informático que nos disse solucionar o assunto em quatro horas por 420Y (aproximadamente 52,50€) e passámos a tarde num cyber-café, a aguardar. Passadas cinco horas recebemos a notícia via telemóvel que afinal não tinha sido possível tratar do difícil caso, uma vez que o disco rígido conseguia ser recolocado mas que não tinha as drivers necessárias. Quando voltámos ao hostel, estava triste e sentia que o dia tinha sido completamente perdido (este sentimento apenas foi atenuado, mas muito ligeiramente, porque durante o dia esteve sempre, sempre a chover). 😦

Num dia tão merdoso, o serão foi a única coisa positiva: a malta do hostel, os shots de cerveja (TSINGTAO), os cigarros, sentir o bom ambiente, acabar de organizar as fotografias de Pequim, falar via bate-papo (Gmail), dizer a um chinês que gozou comigo duas vezes que este estava a ser rude e estúpido e que apesar de eu não perceber chinês, percebia a linguagem corporal. Durante a ceia comemos tofu frito, ovos mexidos e feijões de soja, jogámos ao pedra-papel-tesoura para ver quem bebia e fingi que estava tudo bem com o chinês ao ser polido na despedida.