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O QUE É HISTÓRIAS DO VENTO?

Um blog de viagens que tem o objetivo de partilhar informações com todas as pessoas que se interessam pelo tema.

O QUE NÃO É HISTÓRIAS DO VENTO?

De modo algum pretende ser uma agência de viagens, mas antes um veículo de transmissão e troca de conhecimentos entre pessoas que tem uma paixão comum: VIAJAR!

COMO TUDO COMEÇOU?

As viagens fazem parte de mim desde tenra idade. Os meus pais pegavam no Peugeot 504 azul céu metalizado e tejadilho de abrir, nos seus petizes e seguiam estrada fora pelos caminhos de Portugal. Apesar das recordações desse tempo serem nebulosas, tenho a certeza que muito da pessoa que sou hoje, teve origem nos genes que herdei dos meus progenitores e nessas experiências de deambulação.

Mas mais que essas memórias de infância, o momento CHAVE foi plantado quando tinha catorze anos de idade. A minha irmã mais velha estava no quarto ano da faculdade e decidiu realizar um InterRail com o namorado. Felizmente, tive a sorte dela ter prometido um dia, que me levaria à Disneyland e fruto da oportunidade, acabei por seguir com eles de comboio até Paris, sendo posteriormente recambiado para Portugal de avião, com o semente adormecida dentro de mim.

Anos mais tarde, andava no segundo ano da faculdade, a semente despertou, rompeu as minhas vísceras e o desejo de partir tornou-se irreversível. Nessa altura, queria ir acompanhado, mas devido a fatores monetários e outras prioridades de terceiros, não consegui arranjar a desejada companhia. Decidi então adiar o InterRail por um ano e fiz um pequeno ensaio em Portugal. Durante dezoito dias, deambulei sozinho pelo norte do país e como a experiência foi tão enriquecedora e viajar me pareceu tão natural, prometi no regresso: “no ano que vem, sozinho ou acompanhado vais fazer o que não fizeste este ano”.

Essa promessa tornou-se realidade e no Verão de 2006 fiz a minha primeira viagem pela Europa “a solo”, sendo o destino principal a Europa Central. Quando voltei fiz uma segunda promessa: “no próximo ano, vais fazer a tua segunda deambulação e não vais convidar ninguém, afinal, as viagens fazem-se sozinho”. Ano seguinte, 2007, segundo InterRail, desta vez rumo a Sudeste e a Istambul. Apesar da promessa, família é família e desse modo a minha irmã, “ganhou o direito” de encontrar-se comigo uma semana na Grécia e um grande amigo meu (que é como se fosse da família) uma semana em Itália. Durante a viagem aprendi algo sobre a partilha e a capacidade de improviso, e no regresso não fiz mais promessas, afinal o próximo ano, seria o último da faculdade e previsões e futurologias seriam sempre complicadas. Como esperava, em 2008 não houve InterRail e em 2009 o curso foi oficialmente finalizado.

Nesse momento, ansiava por sair da Europa e deambular pelo planeta, conhecer TUDO e TODOS, quanto mais… melhor! Ser como o vento, ser livre, ter o seu espírito indomável e inquieto. Esse desejo, foi de algum modo refreado com uma célebre frase proferida pela minha mãe: “se calhar, antes desse projeto com pés-de-barro, tens de ganhar para ele.” Na altura foi um choque, mas olhando para esse momento com a visão do presente, vejo claramente que a minha mãe não me cortou as asas, antes me procurou mostrar que o mundo não é cor de rosa e que sacrifícios devem ser feitos para tornar os sonhos realidade.

Outubro de 2009 marcou o início da minha vida profissional e durante três anos, que foram muito ricos sob múltiplos aspetos, aprendi a tirar satisfação de todas as coisas que me rodeavam, continuei a fazer pequenas incursões pela Europa e Portugal, e a arrastar-me algumas vezes para um emprego que a partir de certo momento deixou de me preencher, mas que tinha o condão de permitir ganhar o “vil” metal para concretizar o SONHO, ou seria PROJETO de uma vida?

No final de Setembro de 2012 o contrato terminou, e iniciei um novo “emprego” que se revelou verdadeiramente fascinante e desafiante, a preparação para uma viagem que teria início a 19 de Fevereiro de 2013 e pela qual aguardava ansiosamente. O objetivo passava por ligar em termos físicos e geográficos as cidades de Pequim e Istambul – cidade que previamente era o meu extremo máximo Oriental – e mais fundamentalmente, ligasse o meu Ser a Algo que eu sentia fazer parte da sua verdadeira Natureza.

Depois do maravilhoso périplo por terras asiáticas, que terminou a 21 de Junho de 2014, penso que os postsCrónica de um RegressoNove Meses Depois e na “Terra do Bacalhau” resumem de forma perfeita, esta fase pessoal, que está bastante em aberto

3 thoughts on “Sobre

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