Uma Geografia. Uma Fotografia: El Nido

El-Nido

Depois da visita ao rio subterrâneo de “Puerto Princesa”, continuei para Norte, em direção a El Nido, onde depois duma viagem de aproximadamente seis horas, numa estrada bastante esburacada me deparei com calor… bastante calor. Um calor, abafado e pesado que se colava ao corpo. Nesse primeira tarde em El Nido, visitei a agradável praia de Las Cabañas – onde comecei a observar melhor, a beleza daquela paisagem natural. No dia seguinte, realizei um tour pelas múltiplas ilhas que ficam ao largo de El Nido e apesar do preço do tour (combinação dos tours A + C), não poder ser considerado uma bagatela, posso afirmar que valeu cada cêntimo investido e algumas das paisagens que tive a felicidade de observar, ficarão para sempre como um dos grandes momentos desta viagem! Em El Nido, tal como nas Phi Phi, ihas calcárias emergem do mar, mas aqui o seu número para além de mais elevado é mais dramático, uma vez que existem ilhas de faces completamente escarpadas, formações bizarras e zonas que recordam os famosos pináculos de Mulu, mas com rochas negras como o breu! Durante o dia, naveguei de ilha em ilha, fazendo snorkeling  peixe-leão bebé, muitos peixes coloridos, algum coral e muitas, muitas alforrecas que provocavam desconforto e sensações de picadas na pele; visitando praias de sonho: escondida – baía escondida no oceano, rodeada de rochas belas e surreais; da estrela ; secreta – para encontrar a mesma tivemos de nadar em pleno mar, penetrar numa abertura na rocha e aí deparámo-nos com areal que estava completamente rodeado a 360º por rochas negras e afiadas e que apenas podia ser vista do ar. Monumental! Arrebatador! E nadando em lagoas de infinitos azuis e verdes no meio do oceano?! Ao terceiro dia eu, o Denis, o Yannick e o Steow, pegámos numa melancia, alugámos uns caiaques e partimos à descoberta. Numa massa negra, vasta e serena remámos durante uma hora até à ilha de Cadlao que fica em frente à vila de El Nido e aí visitámos duas praias, a praia do paraíso – onde tudo em nosso redor era verde e selvagem e a praia “inominável” – na qual estivemos deitados dentro de água enquanto chovia torrencialmente. Nessa altura senti uma felicidade pura, fruto da comunhão com a natureza! No regresso, eu e o Denis conseguimos virar o caiaque um par de vezes em pleno oceano, rir-nos da nossa falta de perícia e quando chegámos a terra observámos que o meu dry bag, afinal não era assim tão dry! – valendo que no seu interior, não havia nada de realmente importante. El Nido, foi um local especial! Foi associar uma belezanatural estonteante e inebriante, ao convívio com um grupo de boas pessoas. Foi com um enorme prazer que partilhei o meu tempo com elas, num local que conserva um certa pureza – talvez o que as ilhas Phi Phi foram há vinte anos.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Danau Sentarum

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Aquando da minha estadia em Lanjak, tive direito à minha incursão ao Danau Sentarum, sendo esta uma experiência deveras singular, uma vez que nunca tinha andando de mota dentro de um lago! A vastidão daquela paisagem surreal e assombrosa, transportou-me ao cenário de um “deserto” de lama. Na companhia de Safary fiz motocross com uma moto de estrada, aliás, ao longo do dia fizemos “patinagem” na lama. No topo de uma das colinas, da ilha de Semitau pude observar uma panorâmica do lago: as rochas, as zonas secas, as “ilhas” de árvores e fiquei estupefacto por observar o lago em plena época das chuvas, tão seco!! – ainda dizem que não há aquecimento global!? Ainda nesse dia, fizemos uma incursão a uma vila piscatória, onde as casas estavam construídas sobre estruturas de madeira, podendo ser casas flutuantes – como se de barcas se tratassem -, atravessámos riachos barrentos, vimos peixes a secar, outros mortos e em decomposição, nativos a pescar… no dia seguinte, em que a paisagem estava mais realçada fruto do sol e do céu azul, conseguimos chegar à ilha de Malaiu mas para isso, tive que desmontar do nosso “corcel” várias vezes. Nesses momentos, em que andava de pé descalço na lama mole e quente – por vezes enterrado até aos joelhos -, senti-me bem… senti-me feliz e livre! Estava fascinado com aquela paisagem, com aquele enoooooooooooooorme lago sazonal, situado no coração do Bornéu.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Kelimutu

Kelimutu_BlogUm dos grandes destaques da ilha das Flores é o singular vulcão Kelimutu – pode encontrar mais aqui – e as suas três crateras. Em cada uma dessas crateras, existe um lago e cada lago tem uma cor diferente: verde esmeralda, azul turquesa e negra. Naquele amanhecer, a paisagem envolvente estava em constante mutação: o sol, a neblina, as nuvens que eram fiapos esvoaçantes, os jogos de luz e sombra, a mescla de verdes e azuis dos lagos e das rochas de várias cores. A cada segundo, a cada instante, a cada olhar, a paisagem alterava-se e renovava-se. Belo!

Uma Geografia. Uma Fotografia: Gunung Rinjani

GunungRinjani_Blog

O Gunung Rinjani – pode encontrar mais aqui -, segundo vulcão mais alto da Indonésia – 3726 metros -, foi a minha ascensão mais elevada no país e uma das mais maravilhosas! À medida que a noite perdeu fulgor e intensidade, o Rinjani começou a revelar toda a sua beleza… o sol surgiu aos poucos e iluminou progressivamente, vales, montanhas, a cratera, o lago e o oceano; as nuvens que corriam no céu, formavam-se e dissipavam-se, e eram ora fiapos, ora camadas densas de “algodão doce; as cores mudavam de intensidade a cada instante fruto da luz que se intensificava e a paisagem era uma paleta rica: os negros e ocres na cratera do vulcão; múltiplos azuis no lago, no oceano e no céu; brancos e cinzas nas nuvens; verdes e castanhos nas florestas, vales, árvores, vegetação e montanhas; e toda a panorâmica envolvente que era absolutamente inesquecível – vales e montanhas, coroadas pela visão do poderoso vulcão de Bali  o Gunung Agung – e de três “pontos” no oceano, as Gili. Um festim para os olhos, um estrondo monumental para os corações, na despedida da ascensão até ao cume, de um dos vulcões mais belos da Indonésia! E uma das paisagens mais fascinantesencantadoras de toda a minha vida!

Uma Geografia. Uma Fotografia: Danau Maninjau

DanauManinjau_Blog

No lago de Maninjau – pode encontrar mais aqui – tive a companhia de Manu e juntos observámos as mudanças fascinantes da paisagem – os dias amanheciam claros, radiosos e dourados e à medida que as horas passavam o céu começava a cobrir-se de nuvens e sombras, a ponto de parecer que estávamos num local, completamente distinto; visitámos uma cascata no meio da floresta, na qual tomámos banho pelados e para lá chegar percorremos um trilho verde e lamacento, junto a um pequeno riacho; comunicámos com uns camponeses no meio de um arrozal, graças ao seu i-phone… em Maninjau, tive a oportunidade de falar muitas horas com o Manu e ver quão semelhantes somos em tantas coisas, mas principalmente ao ouvir parte da sua história de vida, ganhei a noção de como as pessoas podem realmente mudar.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Ambarita

Ambarita_Blog

Tal como nas vilas de Tuk-Tuk e de Tomok – pode encontrar mais aqui – em Ambarita continuei a visitar o coração e alma da tribo Batak. Nessa aldeia deparei-me em vários locais, com as denominadas cadeiras do “Poder”, antigas áreas onde um conselho de anciões se reunia e onde tomava decisões importantes e vitais para a sua tribo.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Tomok

Tomok_Blog

Ainda na ilha de Samosir – pode encontrar mais aqui – continuei a penetrar no mundo tribal, extraordinário e misterioso do povo Batak. Na vila de Tomok visitei casas tribais “ricamente” decoradas, o túmulo em pedra do antigo rei – no qual tive de usar um tradicional ikat – e um museu onde encontrei máscaras e estátuas de madeira escura, ikat´s coloridosartefactos e tradições ainda preservadas.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Tuk – Tuk

Tuk-Tuk_BlogJá na ilha de Samosir – pode encontrar mais aqui – bem no coração da tribo Batak passei dias tranquilos e lentamente continuei a penetrar naquele mundo tribal, extraordinário e misterioso. A pé percorri a vila de Tuk-Tuk e ao percorrê-la, observei e senti a tranquilidade da paisagem rural que me rodeava: os campos de cultivo, os arrozais, as cascatas, as enormes e verdes colinas e o azul do sereno Toba.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Toba Ocidental

WestLake_Blog

Após o repasto de Tanging, partimos para a margem oeste do lago Toba – pode encontrar mais aqui – e ao percorrê-la, encontrei: uma paisagem de neblina a correr em verdes colinas e encostas, árvores, múltiplas cascatas, pintainhos, casas Batak, tecelagem de ikat´s tradicionais, pequenas aldeias repletas de amistosos nativos e alegres crianças e… tive o privilégio de assistir a uma importante cerimónia Batak – que ocorre de dez em dez anos – onde a dança e a música assumiam um ritmo absolutamente hipnótico.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Tanging

Tanging_Blog

Depois da paragem tribal em Dokan, a viagem até ao lago Toba continuou. No caminho pude observar a beleza natural – uma gigantesca cascata, o azul do lago, os verdes dos montes e dos pinheiros, os amarelos das flores – que rodeava a aldeia de Tanging – pode encontrar mais aqui. Aí, para além de observar uma curiosa pescaria, deliciei-me com um fresquíssimo peixe na grelha, acompanhado de um picante caseiro bombástico e descobri o “fabulástico” sumo de abacate, que se tornou uma espécie de revelação.