O Início de uma Amizade em Maninjau  

Como previamente combinado, depois do Manu regressar do lago de Singkarak partimos para o danau Maninjau, o único lago em Sumatra que “corre” para oeste e que à semelhança do todo-podereso Toba é vulcânico.

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Para chegar a Bayur, uma pequena vila nas imediações do lago demorámos mais tempo a esperar que o autocarro arrancasse – duas horas -, que a fazer o percurso e enquanto esperávamos, eu atualizei o caderno, o Manu atualizou o blog, comprámos bolos e Salak – fruta da serpente – para ir comendo e fomos falando. A viagem de aproximadamente quarenta quilómetros, durou hora e meia e quase, quase na chegada tivemos de fazer quarenta e quatro curvas, em sentido descendente! Nesse momento a paisagem era uma visão de prata dominada pelo lago azul escuro, pelas nuvens brancas que corriam entre as colinas e montanhas e por alguns arrozais em socalcos.

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Depois de almoçarmos e de falarmos com o dono de um pequeno restaurante, arranjámos já na saída da vila e junto ao lago um “chalé” com janelas a toda a volta e que antes de abrirmos as janelas, cheirava ligeiramente a mijo de gato. Perfeito, ou quase! 😛 Da nossa varanda, a paisagem era de facto bela, nuvens cinzentas muitas espessas e o lago com uma cor verde azeitona profunda.

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Como tínhamos ao nosso dispor umas canoas, a primeira coisa que fizemos foi vestir os calções de banho e tentar ir dar uma voltinha, porém as canoas de madeira tradicionais eram temperamentais e “equilibristas” e como em poucas remadas consegui afundar uma delas, rapidamente ganhei uma viagem de regresso até à margem a empurrá-la – tudo isto com o Manu a bater palmas. 😉 A temperatura da água era perfeita, fruto do aquecimento vulcânico e tal como no mar havia zonas mais quentes e zonas mais frias. Aliás, enquanto estivemos no lago um dos nossos rituais era mergulhar no mesmo, assim que acordávamos, tendo uma imensa sensação de frescura e liberdade.

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Nos dias em que estivemos em Maninjau, continuámos a comer martabaks – não tão deliciosos como em Bukittinggi; almoçámos e jantámos na Jeny´s, enquanto “pequeno-almoçámos” no pequenito café de Emiliano Chino; conhecemos Bob  um senhor australiano, já reformado e que tinha a mão esquerda amputada – que era uma pessoa impecável e tranquila; vimos a riquíssima dialéctica da paisagem junto ao lago, pois os dias amanheciam claros, radiosos e dourados e à medida que as horas passavam o céu começava a cobrir-se de nuvens e sombras, a ponto de parecer que estávamos num local, completamente distinto! 😀 Visitámos uma cascata no meio da floresta, na qual tomámos banho pelados – sensação refrescante, libertadora e de estar em comunhão com a natureza – e para lá chegar percorremos um caminho verde e lamacento, junto a um pequeno riacho 🙂 ; visitámos um pequeno mercado; andámos alguns quilómetros em redor do lago a ver a bonita e serena paisagem; estivemos a comunicar com camponeses no meio de um arrozal, graças ao i-phone do Manu – “vês, para que é que isto serve!?”, com um sorriso cómico e triunfal; e quando apanhámos um ojek para regressar, no final da viagem tivemos uma discussão com o nosso condutor, devido ao preço hiper inflacionado, na qual Manu se mostrou irredutível e decidido.

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No lago, também falei muitas horas com Manu e vi quão semelhantes somos em tantas coisas, mas principalmente ouvi parte da sua história de vida e ganhei a noção de como as pessoas podem realmente mudar. Em tempos, ele foi um homem de negócios de sucesso da classe alta, tinha um belo apartamento, um grande descapotável, uma vida super confortável em que tinha bastante dinheiro para comprar o que quisesse, fumava muito e pesava cento e vinte quilos. Aos poucos, deixou de se sentir bem com a sua vida, começou a fazer desporto, foi emagrecendo, desistiu da carreira, vendeu o carrão e começou a viajar. Hoje sabe que naquela altura não era feliz e que não é a quantidade de bens materiais ou a carreira que se tem que trazem a felicidade! Quer continuar a viajar. Obrigado pela partilha Manu, mi amigo! 😀

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