Uma Geografia. Uma Fotografia: Pindaya

A minha viagem para o reino de Pindaya, começou bastante cedo, uma vez que depois de um autocarro noturno até Kalaw, apanhei novo autocarro até à vila de Aungpan onde aguardei uma hora até partir noutro autocarro, nessa hora bebi um café e tirei algumas fotografias aos “nativos” nos seus afazeres diários. Na curta viagem até Pindaya – aproximadamente hora e meia -, a paisagem surprendeu-me, uma vez que esta era muito mais seca do que imaginara, os campos de cultivo onde havia uma mistura de castanhos e verdes, fizeram-me regressar ao Alentejo na altura da Primavera e fui observando a vida simples dos camponeses, os seus pequenos gestos e rotinas, os búfalos, as carroças, as crianças… Na chegada à vila, confirmei a direção para as grutas, uma vez que da estrada se podiam observar as pagodas circundantes e dirigi os meus passos para o local. Durante o trajeto, destaco as múltiplas pagodas douradas mas principalmente, as magníficas e antigas árvores que se podiam ver ao longo da estrada. Durante aproximadamente uma hora visitei, aquela caverna que está habitada por milhaaaaaaaaaaaares de budas – cerca de 8000! – a sua maioria dourados e no meio deles aproveitei para tirar algumas fotografias. O local é impressionante, pela quantidade “absurda” de estátuas que a cada passo nos vigia e observa, e percebi que caverna está em constante mutação, uma vez que qualquer pessoa pode doar uma estátua do iluminado – cheguei a ver estátuas provenientes de vários países, inclusivamente Japão, Coreia do Sul, ChinaTailândia, Alemanha, França… 

 

Uma Geografia. Uma Fotografia: Bago

Terminada a visita à rocha dourada, regressei à cidade de Bago e nessa antiga capital do reino de Burma, passei um dia tranquilo em que tive a oportunidade de fazer um tour de scotter que durou cerca de quatro horas. Durante esse período, cirindei juntamente com o meu “jarbas” pelo caótico trânsito da cidade em busca dos seus ossos vivos. Em Bago, visitei budas gigantes – uma estátua mais recente e enooooooooooooooooorme e o Shwethalyaung budaestupas e pagodas douradas e estupendas – principalmente a Shwemawdan, a mais alta do país, a Mahazeti e a Kyaik Puntemplos e o palácio/museu de Kanbawzathadi. De qualquer modo, a principal recordação que me fica desta cidade, foi o início da revelação da aura budista do país.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Kyaikhtiyo 

Depois da travessia entre as Filipinas e Myanmar, o primeiro dia completo no país, ficou marcado pela visita ao complexo religioso de Kyaikhtiyo e à sua rocha dourada. Para lá chegar, realizei uma caminhada matinal que durou cerca de três horas e que se fez quase sempre em sentido ascendente. O tempo estava cinzento e encoberto, mas fresco e agradável, mas o melhor de tudo foi ter a oportunidade de passarpelo interior de múltiplas e minúsculas aldeias, e observar a simpatia deste povo. Durante o trajeto observei que muitas das crianças e mulheres colocam na cara um produto esbranquiçado – tanaka – que provém das árvores e serve tanto de cosmético, como de protetor da pele; e encontrei uma verde floresta em redor do trilho, pequenas estupas e templos, monges trajados de bordô. Quando cheguei ao meu destino, deparei-me com um nevoeiro bastante cerrado que cobria o topo da colina e com o pagamento da taxa turística imposta pelo governo, sem me conseguir esquivar – ainda houve uns momentos, que tive a esperança de ter “quebrado” o controlo. A minha visita ao local, ficou por isso marcada pela visão parcial da rocha dourada e pelas alterações constantes das nuvens em redor. De qualquer modo, o complexo religioso é agradável e a “rocha” que parece estar em equilíbrio precário, torna-se magnética. À medida que o tempo fluiu, a visibilidade melhorou consideravelmente e antes de me despedir, ainda consegui ter uma visão global do local bastante desafogada. No regresso à aldeia de Kinpun optei por apanhar o autocarro, quer dizer… uma camioneta de caixa aberta com bancos corridos e apinhada de pessoas, fazendo por isso uma viagem distinta e singular. Estava, assim terminada a minha visita ao reino de Kyaikhtiyo e à sua rocha dourada.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Borobudur

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Em toda a vastíssima e exótica Indonésia, o afamado templo de Borobudur – Património Mundial da Humanidade, construído entre 750 e 850 d.C. durante o reinado da dinastia Śailēndra e maior templo budista do planeta – era um dos locais que mais desejava conhecer. Depois de uma visita culturalmente fascinante à cidade de Yogyakarta, era altura de rumar ao templo. Quando dei os primeiros passos na área do templo, já com um sarong –  à cintura, a luz era dourada e suave, e o céu azul. A aurora estava de facto mágica e o imenso templo, aguardava serenamente por mim. Naquela hora matinal, ainda na companhia de poucos turistas, cirandei em redor do magnífico e imponente templo, construído em pedra de cores: preta, cinzenta e creme. Visto de topo, temos a visão em planta de uma enorme Mandala de base quadrangular – 120 X 120 metros -, visto de frente, encontramos uma estrutura piramidal, com uma escadaria que nos leva ao longo de cinco patamares e em cada um destes, existem incontáveis e serenos Budas a contemplarem-nos. A paisagem em redor está repleta de árvores e vegetação e é possível observar múltiplas colinas e montanhas numa palete de verdes, existindo dois cumes em grande destaque, o Gunung Merapi e o Gunung Merbabu, cada um deles coroado com uma ligeira névoa no cume. Fruto de umas nuvens “fabulásticas” e do imaculado céu azul, este grandioso templo estava particularmente fotogénico, sendo que o melhor momento da visita ocorreu quando no topo me deparei com estupas que tinham no seu interior estátuas de Buda, quais verdadeiros ovos “kinder surpresa”, dispostos em alinhamentos circulares e progressivamente concêntricos em redor da estupa maior e central. Quando os meus passos deixaram o templo, estava verdadeiramente FELIZ por ter tido o privilégio de visitar Borobudur. O maior, mais imponente e impressionante templo budista de todo o mundo. O templo entre cumes e vulcões.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Pulau Penang

PulaoPenang_BlogNa ilha de Penang – pode encontrar mais aqui – estive na praia de Batu Feringgi que se revelou uma grande desilusão e nas imediações do parque natural mais pequeno de toda o país; deambulei no maior templo budista do sudeste asiático, Kek Lok Si; calcorreei a cidade de Georgetown e visitei magníficas e antiquíssimas mansões chinesas, mesquitas harmoniosas, ricos e dourados templos chineses e indianos, antigas construções coloniais deixadas pelos britânicos, ruas muito vivas, coloridas e movimentadas; comi a deliciosa e viciante comida que se consegue encontrar espalhada por toda a cidade e conheci Luke, um carpinteiro/surfista australiano que estava a acabar de construir uma pequeno resort em Pulau Tanahmasa e que me convidou a visitá-lo.

Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Bangkok

Bangkok_BlogEm Bangkok – pode encontrar mais aqui – fiquei com sensação que apesar de vasta, a cidade não é caótica. Em termos de templos, os destaques vão para: o Wat Pho, local onde “nasceram” as famosas massagens tailandesas; o Wat Arun onde existem estupas de inclinações absolutamente vertiginosas e o Wat Phra Kaew – templos no complexo do Grande Palácio – que é o mais impressionante não apenas da cidade como de todo o país. A capital também me fica na memória, relativamente às papilas gustativas e foi assim que saí da cidade… a querer regressar um dia e voltar a mergulhar em toda a sua gama de cores, cheiros e sabores.

Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Phimai

Phimai_Blog

O parque arqueológico de Phimai – pode encontrar mais aqui – representou o derradeiro vértice dos antigos reinos a norte de Bangkok. Apesar de Phimai, não ter a dimensão de Sukhothai nem a magnificência de Ayutthaya o seu estado de conservação é muito superior. Por esse motivo, em Phimai não é necessário imaginar como seria, aqui vemos realmente como era.

Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Ayutthaya

Ayutthaya_Blog

À semelhança de Sukhothai, em Ayutthaya – pode encontrar mais aqui – pedalámos em busca dos “ossos vivos” do passado, encontrando múltiplos templos – sendo estes mais impressionantes, dado o seu estado de conservação – e a quatro quilómetros do centro da cidade, vestígios da presença portuguesa da altura dos Descobrimentos.

Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Sukhothai

Sukhothai_Blog

Nas imediações da pequena cidade de Sukhothai – pode encontrar mais aqui – ao visitar o nosso primeiro parque arqueológico, pudemos encontrar múltiplos vestígios – templos, colunas e estupas construídas em tijolo e incontáveis estátuas de Buda – do antigo coração do império Thai, primeira capital de Siam, fundada pelo rei Ramkhamhaeng.

Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Chiang Mai

ChiangMai_BlogNa dourada capital do norte, Chiang Mai – pode encontrar mais aqui – experienciei vários momentos inesquecíveis: a visita ao reino dos tigres; o primeiro encontro com a maravilhosa gastronomia tailandesa e a aula de culinária; o reencontro com Sam; o loop de scotter em redor da cidade na companhia de Kristian; mas principalmente, foi aí que recebi a visita de M. com quem visitei os múltiplos e ricos templos da cidade, onde tudo brilha e reluz como o ouro. Bem vindos à face rica da Tailândia.