Em trânsito: Rumo a Myanmar e à Caixinha de Surpresas

Durante a minha última tarde em Manila, estive em compasso de espera no aeroporto. Nesse “não espaço”, atualizei a minha folha de gastos, publiquei textos no blog, falei via skype com a minha família, li informações sobre Myanmar, ao pagar a taxa de saída do país fiquei sem dinheiro para jantar, troquei doláres por pesos e comi como se não houvesse amanhã. 😛

Na viagem entre Manila e Kuala Lumpur (KL), dormi durante quase toda a viagem, exceto quando observei as luzes de Manila, as estrelas no céu limpo e reparei que a Ursa Maior,  se encontrava praticamente, em posição vertical. 🙂 Quando cheguei ao aeroporto de KL, o relógio marcava a 1.00 e depois de esperar para fazer o controlo do passaporte, recolhi a bagagem e vi quão grande o KLIA 2 é! Neste terminal, que estava com as obras praticamente finalizadas, fiquei a aguardar até fazer o check-in do monstrinho e embarcar para Yangon.

Durante o voo entre KL e Yangon, dormitei, atualizei o caderno, preenchi as papéis da emigração (burocracias), observei a neblina que envolvia o avião (ligeira turbulência) e percebi que o fuso horário para Portugal era cinco horas e meia (o mínimo de toda a viagem). Mas, principalmente, senti que queria chegar e começar a viajar no país, a descobrir os seus habitantes, paisagens e cultura! “Receios?” Apenas as questões relacionadas com os câmbios (as notas de dólares americanos, supostamente deveriam “estalar” de tão imaculadas) e de não querer colocar nenhum habitante do país em risco! (proibição de alojamentos em casas particulares). :/

Na chegada a Yangon, pouco ou nada consegui ver, apenas rios, verde e neblina. Quando sai do avião, estava um pouco nervoso, principalmente com as questões dos câmbios e na fila para o controlo do passaporte fui esperando com alguma ansiedade. Depois de ter o passaporte carimbado (a entrada foi rápida e sem perguntas), fui direto a um dos guichets de câmbio e da bolsa de segurança, saquei de 300$ USD (os que estavam em pior estado) para trocar por Kyat. No primeiro deles, tentei convencer a empregada a trocar as notas, mas como ela se revelou extremamente inflexível, dirigi-me a um segundo guichet. Aí, a empregada mostrou-se muito prestável e lá consegui trocar o dinheiro. 🙂 Uma vez que a moeda do país “não vale um caracol”, estive algum tempo a verificar os grandes maços de notas que recebi (285.000 Kyat) e terminada essa tarefa, comecei a dirigir-me para a saída. Porém, depois de um rápido momento de reflexão, decidi trocar mais 40$ USD (37.700 Kyat) e tentei levantar dinheiro com o cartão multibanco para confirmar se este funcionava (havia muito pouca informação disponível acerca deste assunto). E… funcionou! 🙂 Já com mais 300.000 Kyat no bolso e com as questões monetárias totalmente resolvidas, aliviei o meu estado de espírito 😀 , passei pela alfândega e a bordo de um táxi, saí do aeroporto em direção à estação de autocarros. A minha travessia, neste país profundamente budista, estava prestes a começar e eu esperava uma grande caixinha de surpresas! Mas principalmente, que estas fossem boas! 😀

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