Uma Geografia. Uma Fotografia: Trekking Kalaw – Inle Lake

trekking até ao lago de Inle veio a revelar-se mais um passeio de amigos do que um desafio físico, uma vez que o ritmo foi quase sempre muito lento. De qualquer modo, a travessia até ao lago foi bastante agradável, fruto da bonita e serena paisagem e do facto de termos criado entre nós um grupo unido e coeso. Ao longo dos dias, a paisagem revelou-se um misto de campos de cultivo, pinhais, verdes colinas, alguma paisagem cársica, aldeias, mosteiros, escolas, árvores de buda (Paian). A nossa guia, Jully, mostrou ser bastante profissional e uma excelente pessoa, e sempre que podia foi-nos ensinando algo sobre Myanmar e sobre a sua etnia, a etnia Pa-o. Ao longo dos dias, conversei muito com os meus companheiros de trekking, com quem passei bons momentos; os almoços foram simples, mas saborosos e os jantares autênticos manjares, pois a comida era ultra-mega-deliciosa; os camponeses revelaram-se super simpáticos, afáveis e calorosos e as crianças, absolutamente encantadoras! Para além das fotografias à paisagem tranquila, aos camponeses nos seus afazares e às alegres crianças, tive a felicidade de encontrar alguns anciões, verdadeiramente belos. Depois de dois dias e meio de uma caminhada vagarosa, despedimo-nos de Jully e do nosso cozinheiro, seguimos o nosso barqueiro… estávamos prestes a entrar no reino de Inle .

Uma Geografia. Uma Fotografia: Sabang

Sabang.jpg

Depois da longa e memorável travessia para Sabang, este era o dia em que visitaríamos o famoso rio subterrâneo de Puerto Princesa – apesar de estarmos em Sabang, esse é nome oficial – e para mim o mesmo começou bem cedo, uma vez que acordei antes do nascer do sol, tendo a oportunidade de ver o dia clarear. O dia estava solarengo e de banca, partimos para as imediações do rio subterrâneo. À medida que nos afastávamos da vila, pude apreciar a beleza da costa: as colinas e montanhas, a vegetação, o mar de múltiplos azuis e  verdes, as rochas negras, semelhantes ao que vira anteriormente em Mulu. Devido a esta paisagem natural, a viagem foi de facto fascinante. Quando chegámos à costa, desembarcámos num bonito areal e depois de dois ou três minutos a andar num trilho rodeado de uma vegetação densa e luxuriante, apanhámos um novo barco, desta feita um pequeno bote de madeira. Desde o local onde se embarca nesse barquito, até à entrada da caverna, a água é super cristalina e tem uma cor espetacular, uma mescla de verdes esmeralda e azuis. O rio tem uma extensão de oito quilómetros, mas nestes passeios turísticos nem sequer se chega a percorrer metade do mesmo e apesar do passeio ter sido engraçado, graças ao nosso guia, politicamente incorrecto, não posso dizer que tenha sido mágico. Bonito e divertido, sim, mas não mais do que isso. Inclusivamente, posso afirmar que depois do regresso à vila/aldeia de Sabang, o melhor desta visita foram mesmo as travessias de banca naquele lindíssima paisagem. Durante a tarde fizemos um trekking até à nascente do rio subterrâneo. No início da caminhada, vimos verdes campos, colinas de rocha a emergir do solo e agradáveis montanhas. Depois, embrenhámo-nos por uma selva, não demasiado densa, mas muito bonita, repleta de árvores com formas bastante originais, riachos e formações rochosas. Até que chegámos a um local que se assemelhava a uma colina, e com cuidado começámos a trepar, pois a mesma era bastante íngreme e as rochas muito afiadas. Quando chegámos ao topo, estanquei maravilhado, estávamos numa entrada de uma gruta que parecia saída dum mundo perdido e primitivo! No ar podia-se observar uma ligeira névoa, fruto do ar saturadíssimo e da humidade reinante e tal como em Mulu quase acreditei que os  dinossauros podiam ter regressado à vida. Depois de uns minutos de contemplação e fruto do piso bastante escorregadio, descemos com cuidado até ao interior da gruta donde pudemos observar toda a beleza da entrada e todas as rochas e plantas que aí habitavam. Espetacular! Memorável! Novamente, pé ante pé subimos até à entrada e voltamos a descer a íngreme colina. Regressámos a Sabang, com os olhos, o coração e alma cheios e com um estado de espírito leve e alegre. Já na vila, demos um mergulho naquele mar de múltiplos azuis, que mais parecia uma sopa e deitado a flutuar naquele líquido quente, vi o dia a desfilar na minha mente qual uma película perfeita. De manhã a foz, à tarde a nascente. Em Sabang, o dia do rio.

Andarilhos

Os andarilhos são pessoas de bem com a vida, com a natureza e cujo espírito curioso e benovolente, lhes permite fruir das coisas mais simples e belas: o nascer e o pôr do astro rei, a bruma que voa entre vales e montanhas, os rios que correm, o fragor das cascatas, picos imponentes coroados de luz e sombra, árvores intemporais, aves graciosas que voam nos céus, o som de folhas a restolhar e galhos a quebrar sob o peso dos seus passos e a leveza do seu espírito… os andarilhos são os reis do silêncio e do vazio, chegando onde ninguém consegue chegar e onde os seus passos os levam, percorrendo as distâncias que separam a realidade do sonho.

MinaS.Domingos

Uma Geografia. Uma Fotografia: Pulau Rintja

PulauRintja_Blog

Bem no centro do parque nacional de Komodo, na quente e verde ilha de Rintja – pode encontrar mais aqui  fiz uma caminhada agradável, onde pude observar parte da ilha e da sua fauna, principalmente os míticos dragões, que não desiludiram. Nada! Durante o tempo que estive na ilha, tive o privilégio de ver pelo menos nove deles e pude admirar a sua pele, o seu tamanho e envergadura, as suas garras, a sua língua serpenteante, a sua falsa lentidão… sem dúvida um momento “National Geographic“…

Uma Geografia. Uma Fotografia: Gunung Marapi

GunungMarapi

Durante a ascensão ao vulcão Marapi  pode encontrar mais aqui – em apenas três quilómetros o sol deu lugar ao nevoeiro, seguindo-se uma chuva que se intensificou progressivamente. O trilho apesar de escorregadio e lamacento nalgumas zonas, era fácil de seguir, não deixando grande margem para equívocos. À medida que fomos subindo a temperatura desceu consideravelmente e a vegetação que foi possível observar praticamente até ao cume, extinguiu-se, tornando-se a paisagem desértica e lunar, repleta de pequenas pedras. A partir da zona onde a vegetação desapareceu, começámos a seguir as assinaturas grafitadas nas rochas e um trilho de lixo. Aliás, se existe algum defeito a apontar ao trekking é: “para não se perderem e chegarem a bom porto, sigam o trilho do lixo!” Quando chegámos ao pico – 2891 m – estávamos completamente imersos em neblina mas muito felizes, afinal o objetivo tinha sido cumprido. Já na fase descendente e de forma repentina o vento soprou o nevoeiro e as nuvens para fora do topo e pudemos ver o castanho das rochas, o verde vale e as planícies, Bukittinggi a iluminar-se, as encostas escuras do vulcão e eu recebi o meu presente de aniversário…

Uma Geografia. Uma Fotografia: Gunung Sibayak

GunungSibayak_Blog

Gunung Sibayak  pode encontrar mais aqui – representou a minha primeira oportunidade de escalar um vulcão, sendo o trekking até ao topo realizado numa encosta coberta de selva – lama e zonas barrentas, vegetação cerrada, muitos obstáculos e troncos caídos – com breves períodos de chuva leve e uma temperatura agradável. Na chegada à cratera, encontrámos um misto de castanhos, verdes e cinzentos e passados alguns momentos, quando começou a chover torrencialmente, a paisagem tornou-se surreal: as rochas de múltiplas cores – acinzentadas, acastanhadas, esverdeadas e avermelhadas -, a formação de rios e cascatas no meio do trilho, o contraste entre o vulcão “fumante” e o dilúvio! Belo e memorável.

Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Kinabalu

GunungKinabalu

O nome Bornéu, sempre ressoou no meu imaginário como um nome mítico e místico, um nome que alimentou a minha imaginação e antes sequer de me “preocupar” com a sua geografia – percebendo a posteriori que era uma ilha e se localizava na Ásia – me ligou a terras distantes e exóticas de tribos, animais e selva. Deste modo, não posso deixar de achar caricato que já em terras asiáticas, foi uma descrição emotiva acerca de uma montanha – pode encontrar mais aqui – o motivo principal que me guiou de encontro ao selvagem Bornéu.

Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Huangshan

Huangshan_Blog

Na belíssima e extraordinária montanha Amarela – pode encontrar mais aqui – fiz maravilhosos trekkings e encontrei múltiplos carregadores que me espantaram com a sua determinação e capacidade física.

Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Garganta do Salto do Tigre

TigerLiping_Blog

Nas imediações da Garganta do Salto do Tigre – pode encontrar mais aqui – fiz um trekking bastante agradável, mas principalmente, tive a oportunidade de conhecer Andy, um escocês que é um autêntico “mago” das viagens.  

Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Niubeishan

Niubeishan_Blog

Chegar ao cume da montanha de Niubeishan (牛背山) – pode encontrar mais aqui – foi uma verdadeira e longa aventura. Passando por uma viagem de autocarro até ao interior da China profunda, uma travessia adrenalizante num táxi mota e um trekking até ao topo, tudo valeu a pena… para chegar ao anfiteatro das montanhas e me deparar com uma extraordinária valsa celestial.