Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Sanya

Sanya_BlogNa odisseia asiática, Sanya – pode encontrar mais aqui – marcou o meu primeiro encontro com o oceano, tanto de dia como de noite, mas principalmente foi aí que encontrei e conheci o Monsieur Didier, esse mago da Vida.

Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Guangzhou

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Na urbe de Guangzhou – pode encontrar mais aqui – tive encontros maravilhosos com as suas distintas faces e fui abraçado pelo seu abafadíssimo calor e abençoado, algumas vezes, pelas maiores chuvas torrenciais que alguma vez presenciei.

Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Shenzhen

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Na cidade de Shenzhen e zona económica especial – pode encontrar mais aqui – curei parcialmente a incomodativa hemorróida, antes de cruzar a fronteira em direção a Hong Kong.

Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Xangai

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Na megalopóle de Xangai – pode encontrar mais aqui – tive a felicidade de reencontrar Chen e Adam; e de “partir” o pescaço à medida que passeava por entre fascinantes e faiscantes arranha céus.

Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Nanquim

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Na cidade de Nanquim – pode encontrar mais aqui – uma das outrora capitais do Império do Meio, tive um dos momentos mais emocionais da viagem quando visitei o Museu do Massacre, que recorda os acontecimentos de 1937 quando o Japão invadiu o país.   

Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Xi´an

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Xi´an uma das antigas capitais do Império do Meio é casa dos afamados soldados de terracota, de altas e graciosas pagodas, muralhas bem conservadas, ricos e interessantes museus, de um quarteirão islâmico sensorial… é assim uma cidade repleta de ossos vivos do passado – pode encontrar mais aqui – mas simultaneamente voltada para o presente. Na fotografia pode observar-se o movimento de uma rua, num rotineiro final de tarde.

Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Pequim

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Sendo o nosso dia a dia marcado, mais do que nunca, por estímulos visuais constantes e por imagens que nos submergem, decidi criar um novo tipo de posts: Uma “Geografia”. Uma Fotografia. Dos dias que estive em Pequim – pode encontrar mais aqui – e das centenas de fotografias que tive a oportunidade de tirar na cidade, esta é a minha escolha. Em frente ao trono do antigo imperador na Cidade Proibida este é o cenário habitual. Empurrões, apertões, uma “dança” incessante e frenética de pessoas, dezenas de fotografias por segundo, centenas por minuto, milhares por hora…

Ideias Soltas sobre o Império do Meio

1) A China é o país mais populoso do mundo (1.4 biliões de almas, aposto que muitas mais serão) e é o país do: “É tudo, à grande!”. A área foge à escala humana e a cultura à compreensão ocidental, pelo menos da maioria de todos nós. É um país de binómios e contrastes: desertos vS megalópole; ricos vS pobres; natureza vS obra humana; comunismo vS capitalismo; realidade vS fição; crença vS descrença; família vS indivíduo

2) Antes de chegar ao país e com a informação que li, dava-me a sensação que os chineses eram quase robots inexpressivos, nada disso! São um povo caloroso, afável e que sabe receber de braços abertos… ah e já agora, copo numa mão e cigarros na outra… 😀

3) A comida é absolutamente divinal e deliciosa e é, na generalidade das províncias, bastante picante – principalmente em Sìchuān – e os cheiros do país expandem-se numa palete rica e variada que pode ir desde o fumo de escape das ruas de Pequim até aos doces e frutados de Jinghong.

4) Aqui Deus, tem o nome família e esta ainda é um dos pilares fundamentais da cultura chinesa, se bem que aos poucos e poucos as coisas comecem a mudar…

5) No país, o comunismo está intimamente relacionado com Confúcio, desse modo pode comparar-se o regime a um pai que educa com amor, mas que se for preciso também dará uns bons tabefes. Aqui não se fala de política, fala-se de interesse público o que por vezes choca com as liberdades individuais – por exemplo segurança vS liberdade.

6) O nome do regime que governa o país é Comunista, mas poderia ser outro que o resultado seria igual ou semelhante, uma vez que a alma do mesmo é Capitalista até ao tutano e o nome apenas serve para batizar um regime ditatorial, que é a cola que unifica o país. Caso um dia a ditadura desapareça, o país enquanto unidade fragmentar-se-á e a China dará origem a múltiplos países ou pequenos estados semi-independentes.

Aranhas & Silver Beach

Apesar do dia anterior ter terminado com alguns excessos, este começou com uma caminhada saudável em Guantauling Mountain, nas imediações de Beihai onde o mais impressionante foram as aranhas, o seu tamanho e as suas magníficas teias. 🙂

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Depois do passeio matinal, voltei ao centro da cidade (hostel) para trocar de indumentária e parti para Silver beach. E o que se pode dizer, acerca da mesma? Que não desiludiu, bem pelo contrário! 🙂 O seu areal era vastíssimo e de cor acinzentada (silver), a água estava de tal modo quente, que mais parecia uma sopa e fruto dum calor dos diabos fui cozendo ao longo da tarde. Para além disso, ainda deu para conhecer uns pescadores com os quais petisquei, bebi uma “zurrapinha” e para terminar em beleza, vi um final de tarde mágico proporcionado pelo pôr do sol, cor de sangue e por umas nuvens fabulosas que corriam no céu. Foi um dia muito agradável e o complemento ideal do dia anterior e só posso dizer: ”Saio de Behai de papo e alma, cheios!”. 😀

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Noite de Festa

Era fim de tarde quando abandonámos o local e montados nas scooters – desta feita, fui à boleia com um amigo deles – partimos até às imediações de HaiJiao Road onde comprámos os ingredientes para uma mariscada monumental! 🙂 Daí seguimos para uma zona de restaurantes e num deles, eles entregaram tudo o que compraram e ficámos à espera da comida! Nunca tinha estado num restaurante assim, um local que recebe os ingredientes comprados pelos clientes e que apenas trata do processo da confeção. O jantar foi soberbo: lingueirões, camarão frito, ostras, lulas, carne com pimento verde, caranguejos e um peixe fresquíssimo, tudo regado com cerveja a rodos. 😀 O ambiente era espetacular, a temperatura amena, a boa disposição imperava, fotografias eram tiradas! Senti-me feliz, feliz, FELIZ e um enorme sortudo e privilegiadoEstava completamente inebriado de felicidade e esta foi para mim a refeição na China! 😀

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Depois desta jantarada épica e surreal, montámos os nossos corcéis de metal e voltámos ao prédio da KTV. Porém, fomos para outro piso e inicialmente não consegui perceber onde estava, mas depois e com alguma concentração lá me “situei” e percebi que estava num bar de karaoke. Mas este não era um bar qualquer, era um bar de luxo onde havia múltiplas salas privadas, com comida e bebida à descrição! 🙂

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Fomos andando ao longo do corredor e quando chegámos ao número 12, rodámos a maçaneta, abrimos a porta e entrámos na sala. No início só lá estava eu, o meu “casal de salvadores” e um amigo deles e que me deu boleia, Li Yang Zang e com os três, aprendi a dizer amigo em chinês, PonYu. 🙂 Entretanto começámos a escolher músicas e começaram a aparecer amigos deles… e mais… e mais! 😛 Quando me decidi a  contá-los, já éramos dez pessoas. O tempo foi passando, começaram a cantar, a fumar, a beber, a jogar para beber e o ambiente foi aquecendo. A cerveja inicial esgotou-se, vieram mais dois cestos de cerveja que também se esgotaram, veio comida e mais bebida e a sala 12 passou literalmente para a fase da “loucura”: T-shirts abertas e peitos de galo à mostra, posições de sumo e de kung-fu, ruído a galopar, pessoas em cima de bancos corridos… enfim um clima de festa brava! 😉

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Era uma e tal quando os meus amigos decidiram que já chegava de loucura e me foram pôr ao hostel, novamente os três na scooter, mas não sem antes pararmos para comer mais duas travessas de amêijoas, numa tasca de rua. Quando chegámos perto do hostel “invisível” ainda andei a correr rua acima e rua abaixo para encontrá-lo e para entrar tive de acordar Wang – o dono – porque o portão já estava fechado. Na despedida demos um grande e sentido abraço e agradeci-lhes por aquele dia tão memorável. Na China é assim! É tudo à GRANDE… 😀

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P.S. – Apenas a título de curiosidade, durante a noite as músicas que cantei, foram: Sting (I´m a portuguese man in Behai); Shakira (Te dejo Lisbona); Sinatra (Fly me to the moon); Lady Gaga (Bad Romance e Poker Face); Ricky Martin (Living la Vida Loca); e Katy Perry (I kiss the girl). Muito eclético, portanto! 😛