Uma Geografia. Uma Fotografia: Sugar Beach

Sugar-Beach

A experiência que tive ao entrar em Sugar Beach, foi quase equivalente a sair do mundo. O ambiente era relaxado; o resort onde fiquei instalado (Driftwood Vilage), estava super bem concebido e não era muito dispendioso; existia um dormitório muito confortável, em que as camas eram praticamente de casal; a comida era deliciosa; e o staff impecável. Em Sugar Beach a areia era castanha escura ou se preferirem tinha um tom açúcar mascavado, por esse motivo a sua temperatura era quase sempre elevada. Por sua vez, a água do mar apesar de não ter aqueles tons de múltiplos azuis e verdes, que geralmente são visíveis em praias de areia branca e onde existem corais, era transparente, super límpida e tinha uma temperatura agradável. No areal existiam múltiplos coqueiros e palmeiras, e existiam mais dois ou três pequenos resorts com bungalows. Durante aqueles dias, escrevi e publiquei no blog, dormitei em hamokspasseei pela praia, joguei voleibol ao final da tarde, vi o pôr do sol enquanto jogávamos e depois do jogo terminar corria para e pelo mar, que era praticamente plano e raso e ao correr para o infinito, sentia-me livre! As noite também eram divertidas e animadas, uma vez que havia sempre uns torneios de snooker e bebíamos quase sempre umas cervejitas, em amena cavaqueira. Numa das manhãs, também fizemos um passeio de snorkeling para ver um navio afundado, a apenas cinco metros de profundidade. A água era cristalina e límpida, havia uma excelente visibilidade e foi possível ver corais e peixes de muitas cores ricas e variadas. Uma vez que a vida era relaxada e fácil – boa comida e cama; sossego e conforto; muitas e animadas conversas – não tinha vontade de partir e aqueles três dias ficar-me-ão para sempre na memória. Antes de seguir para a ilha de Apo, tive de perguntar-me algumas vezes: “Sugar Beach. Posso cá ficar para sempre? ”

Uma Geografia. Uma Fotografia: Parque Nacional de Komodo

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No parque nacional de Komodo – pode encontrar mais aqui – para além da visita à ilha de Rintja, onde encontrei os míticos e poderosos “dragões”, tive à semelhança de Sipadan, momentos de puro deleite. No parque natural, o mergulho é de facto inesquecível, mas aí fruto da enorme área abrangida, a quantidade de locais de mergulho é infinita. A variedade das condições aquáticas é riquíssima, existindo enormes paredes de coral cheias de formas requintadas e cor, parecendo que estamos num sonho; há zonas sem qualquer corrente, outras em que as correntes são perfeitas para se fazer um drift dive e locais em que as correntes são um verdadeiro “cavalo selvagem” podendo-nos levar a galope até às profundezas; a vida marinha é extraordinária e exuberante: peixes leão, peixes pedra, peixes escorpião, pelo menos duas espécies de tartarugas, várias espécies de tubarões, lagostas, escolas de peixes massivas e incontáveis, napoleões gigantes e claro as graciosas mantas… de todos os mergulhos, guardo bastantes no coração e na memória, mas os mais especiais serão sempre: o enorme susto na parede de Batu Balong onde fui apanhado por uma corrente descendente e arrastado num ápice dos cinco para os dezassete metros de profundidade e onde tive de acalmar-me ao máximo, recuperar o sangue frio e escalar uma parede de coral para sair daquele ambiente hostil e demoníaco – onde, tal como na selva, nas imediações de Belaga me senti realmente em perigo de vida -, a experiência em Crystal Rock, onde agarrado a uma pequena rocha observei toda a ação de escolas de múltiplos peixes e tubarões a caçar, tal como num ecrã gigante! E onde houve um momento em que olhando para o local onde tinha a mão e vendo a enorme quantidade de pequena vida marinha que aí estava, pensei: “ninguém vos dá atenção, não é verdade? Com tanta ação a acontecer à nossa volta!” e que “o Mundo era um local belo, onde tudo faz sentido!” e os múltiplos mergulhos em Manta Point, onde tive o privilégio de ver estes animais de enorme envergadura – algumas com sete metros de diâmetro – a “voar” no oceano e observar os detalhes dos seus corpos majestosos e os seus olhos curiosos, a menos de trinta centímetros de distância… mágico!

Sugar Beach. Posso Cá Ficar Para Sempre?

A experiência que tive ao entrar em Sugar Beach, foi quase equivalente a sair do mundo. O ambiente era relaxado; o resort onde fiquei instalado (Driftwood Vilage), estava super bem concebido e não era muito dispendioso; existia um dormitório muito confortável, em que as camas eram praticamente de casal; a comida era deliciosa; e o staff impecável. Em Sugar Beach a areia era castanha escura ou se preferirem tinha um tom açúcar mascavado, por esse motivo a sua temperatura era quase sempre elevadita. 😛 Por sua vez, a água do mar apesar de não ter aqueles tons de múltiplos azuis e verdes, que geralmente são visíveis em praias de areia branca e onde existem corais, era transparente, super límpida e tinha uma temperatura agradável. No areal existiam múltiplos coqueiros e palmeiras, e existiam dois ou três resorts com bungalows.

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Progressivamente, fui conhecendo pessoas que estavam hospedadas no resort: a Babe (filipina que pertencia ao staff); Fabian (suiço), Nie Ying (chinesa); Octavie e Morgany (francesas); Luke e Alexa (casal de ingleses)… e foi aqui que me despedi de Daniel (“Jesus Cristo”) e de Zaskia. Durante aqueles dias, escrevi e publiquei no blog, dormitei em hamoks, passeei pela praia, joguei voleibol ao final da tarde, vi o pôr do sol enquanto jogávamos e depois do jogo terminar corria para e pelo mar, que era praticamente plano e raso e ao correr para o infinito, sentia-me livre! 😀 As noite também eram divertidas e animadas, uma vez que havia sempre uns torneios de snooker e bebíamos quase sempre umas cervejitas, em amena cavaqueira.

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Numa das manhãs, também fizemos um passeio de snorkeling para ver um navio afundado, a apenas cinco metros de profundidade. A água era cristalina e límpida, havia uma excelente visibilidade e foi possível ver corais e peixes de muitas cores ricas e variadas. Para além disso, também existiu uma tentativa de esquema por parte duns nativos que se fizeram passar por “guarda-costeira” e que tentaram “sacar-nos” uma taxa imaginária! Felizmente sem sucesso! 🙂 Uma vez que a vida era relaxada e fácil – boa comida e cama; sossego e conforto; muitas e animadas conversas – não tinha vontade de partir e estes três dias ficar-me-ão para sempre na memória. 😉 Antes de seguir para a ilha de Apo com a Nie Ying, tive de perguntar-me algumas vezes: “Sugar Beach. Posso cá ficar para sempre? ” 😀

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Labuan Bajo & Parque Nacional de Komodo

Em Labuan Bajo às portas do parque Nacional de Komodo acabei por ficar mais de uma semana. A principal razão? Mergulhar num dos locais mais fascinantes do nosso planeta, onde existem dezenas de pequenas ilhas e o oceano Índico e Pacífico se encontram. Claro que os dragões de Komodo também eram um importante chamariz e como tal, nada como fazer-lhes uma visitinha. 🙂

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Na verde e quente ilha de Rintja, na companhia de um grupo, de Max e de um guia fiz um trekking agradável, onde pude observar parte da ilha e da sua fauna, mas principalmente os famosos dragões. E este “meninos” não desiludiram. Nadinha! 🙂 Durante o tempo que estivemos em Rintja, tivemos a sorte de ver pelo menos nove deles e pudemos admirar o seu tamanho e envergadura, as suas garras, a sua língua serpenteante, a sua falsa lentidão… sem dúvida um momento National Geographic.

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Tal como em Sipadan, o mergulho é de sonho, mas aqui fruto da enorme área que abrange o parque, a quantidade de locais de mergulho é “infinita”, ou quase. 🙂 Em Komodo, o Natal chegou mais cedo e passei de dezoito mergulhos para a idade de Cristo – trinta e três. Para além disso, foi aqui que tirei o curso Rescue e de EFR, ficando um passo mais perto de um dia poder fazer o curso de Divemaster e eventualmente tornar-me instrutor de mergulho. 

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A variedade das condições e o que se pode ver é infinito. Existem enormes paredes de coral cheias de formas requintadas e cor, que mais parece que estamos num sonho; há zonas sem qualquer corrente, outras em que as correntes são perfeitas para se fazer drift dive e outras em que as correntes são um verdadeiro “cavalo selvagem” e que nos podem levar a galope até aos infernos; a vida marinha é extraordinária e exuberante: peixe-leão, peixe-pedra, peixe-escorpião, pelo menos duas espécies de tartarugas, várias espécies de tubarões, lagostas, escolas de peixes massivas e incontáveis, napoleões gigantes e claro as formosas mantas… 🙂

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Desta semana guardo vários momentos no coração e na memória. Mas os mais especiais serão sempre: os múltiplos mergulhos em Manta Point, onde tive a oportunidade de ver estes animais de enorme envergadura – algumas com sete metros de diâmetro – a “voar” no oceano e de observar os detalhes dos seus corpos graciosos e os seus olhos curiosos, a menos de trinta centímetros de distância! Mágico! :D; o mergulho em Crystal Rock, onde estive agarrado a uma pequena rocha a ver toda a ação de escolas gigantes de múltiplos peixes e tubarões a caçar, tal como num ecrã gigante! E onde houve um momento em que olhando para o local onde tinha a mão e vendo a enorme quantidade de pequena vida marinha que aí estava, pensei: “Ninguém vos dá atenção, não é verdade? Com tanta ação a acontecer à nossa volta!” e que “O Mundo era um local belo, onde tudo faz sentido!” :D; o enorme susto em Batu Balong onde fui apanhado por uma corrente descendente e arrastado num ápice dos cinco para os dezassete metros de profundidade e onde tive de acalmar-me ao máximo, recuperar o sangue frio e escalar uma parede de coral para sair daquele ambiente hostil e demoníaco – tal como na selva, nas imediações de Belaga, aqui senti-me realmente em perigo de vida  e o espectacular, memorável, divertido e delicioso jantar de Natal onde estive verdadeiramente FELIZ! E partilhei a mesa com dez pessoas maravilhosas, de oito países e quatro continentes diferentes! 😀

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Viagem ao Coração do Bornéu por Palavras

Ato II – A Caminho da Tribo. Perdido na Selva

Regressei a Belaga bem cedo, com o Madam e a sua família e assim que chegámos, dirigi-me à guesthouse do Daniel onde me abasteci de produtos alimentares para levar para a tribo. Dentro de um cesto de verga, colocámos uma saca com dez quilogramas de arroz, dois quilogramas de açúcar e uma garrafa de vinho de arroz… e depois de continuarmos a falar, perguntei-lhe o que poderia comprar mais. Ele respondeu que geralmente café e galinhas eram sempre bem aceites e desse modo aproveitei para ir tomar o pequeno-almoço e comprar mais mantimentos. 🙂

Quando regressei, ele entregou-me um papel com algumas palavras básicas escritas em Malay (comer, dormir, beber, andar…), alguns nomes de pessoas da tribo e explicou-me de forma simplificada o caminho para chegar à tribo semi-nómada dos Sian (a mesma ficava a duas horas de Belaga, no interior da selva).

Por volta das 11.00 apanhei um barquito para cruzar o rio e de mochila ao peito e cesto de verga nas costas, parti rumo à outra margem e ao trilho que me levaria a uma nova experiência. 🙂 Assim que comecei a andar vi que tinha de seguir com bastante cuidado, pois o pavimento (um misto de betão, pedras, vegetação e musgo) era muito, muito escorregadio e senti que ao mínimo deslize me poderia magoar, ainda para mais carregado como estava. :/ Pé ante pé lá fui avançando e quando cheguei a um pequeno rio e, me pareceu que era possível atravessá-lo, segui nessa direção (Daniel na sua “explicação” me falou da existência de um rio que deveria ser cruzado).

Antes de começar a andar e por instinto decidi olhar para a bússola. Assim que fiz a travessia, comecei imediatamente a subir por um caminho enlameado e que me parecia bem marcado. Trilho abaixo, trilho acima fui penetrando na selva e comecei a suar abundantemente fruto da elevadíssima humidade e do esforço físico associado a caminhar num terreno tão acidentado. Numa passagem mais enlameada escorreguei e vi a minha garrafa de água rolar vinte metros colina abaixo, ficando numa zona cheia de vegetação. :/ Nessa altura pensei que ir buscá-la não valia o esforço e segui em frente. Dez minutos depois deste pequeno incidente, cheguei a uma zona onde deixei de ver o trilho, percebendo nesse momento que tinha de voltar para trás e que me tinha enganado no caminho. :/ Quando comecei a andar para trás, bastou dar dois ou três passos para ficar desorientado (pois não havia pontos de referência) e percebi imediatamente que estava perdido no meio da selva, carregado e sem água! :/

Instantaneamente o meu cérebro começou a carburar a todo o gás e os pensamentos foram: ”Vais morrer aqui! Estúpido! Por que é que não voltaste atrás para ir buscar a garrafa de água!? Se não tinhas a certeza relativamente ao caminho, porque seguiste em frente!? Vais morrer aqui! Ninguém te vem procurar! Ninguém sabe que estás aqui! Não te vão encontrar! Vais morrer aqui!” À medida que o meu cérebro em stress estava neste processo destrutivo, o meu lado racional tentava manter a calma e o controlo. Num minuto já estava a olhar para a bússola e comecei a andar na direção contrária à qual tinha vindo.

Selva adentro, monte abaixo, monte acima fui desbravando terreno. A vegetação era cerradíssima e muitas vezes agressiva e o ar sufocante. :/ Suava, suava em bica a cada passo, a cada metro que avançava só pensava: “tens de chegar ao rio, tens de chegar ao rio”. Passados mais ou menos quarenta e cinco cheguei ao topo de uma colina mais elevada, mas mesmo daí não conseguia avistar nada! :/ A vegetação parecia uma parede e eu continuei a caminhar e a suar em bica até que encontrei o pequeno rio! 🙂 Nesse momento, fiquei muito FELIZ, sabia que estava no caminho certo, apenas não conseguia perceber se estava a sul ou a norte do ponto onde atravessara mas, decidi continuar a andar em linha recta até chegar ao Rajang.

Claro que pensar é fácil, executar bem mais difícil ainda para mais num terreno tão acidentado, cheio de “alçapões e ratoeiras”, plantas espinhosas, uma densidade de vegetação que se assemelha a uma muralha, árvores, galhos e ramos podres que cedem facilmente e que não oferecem um apoio seguro, desníveis de terreno que surgem sem aviso, enfim… fisicamente, mentalmente e emocionalmente desgastante… extenuante. :/

A partir de certa altura comecei a ouvir o barulho de motores! Aleluia! Estava quase a chegar, porém ainda me faltava descer uma colina mega íngreme, cheia de plantas e árvores espinhosas. A cada passo e cada vez que um espinho se cravava na minha carne, eu gritava: ”Porque é que me magoas, FDP? Porquê?” e depois lá reconsiderava e pensava que não era a selva que me estava a magoar, eu é que me estava a magoar!

Quando finalmente cheguei à margem do rio, respirei de alívio. Estava salvo! Nessa altura vi que estava a cerca de cem / cento e cinquenta metros a norte do local onde tinha sido largado pelo barco. Comecei então a gritar e a acenar, para a margem de Belaga: “Help! Help! Help!” e passados cinco minutos vi finalmente um barco a sair da outra margem e a vir na minha direção! Quando este atracou, estava a sentir-me um farrapo emocional e quando me sentei, soltei duas ou três lágrimas de emoção! O meu “salvador” perguntou-me se queria seguir para Belaga, mas acenei que não e pedi para ele me levar até ao local onde começara o trilho

Aprendizagens Made in Tailândia

Depois de chegar a Pulau Pangkor e de “meditar” sobre a atribulada viagem, resolvi fazer uma pequena súmula sobre a Tailândia. A famosa terra dos sorrisos está claramente dividida em duas e a fronteira encontra-se em Bangkok, a capital. Se no norte, ainda somos tratados com um certo respeito, no sul não passamos de um porta-moedas andante. :/

Durante os dias que estive no país, não houve uma única viagem que possa ser considerada “normal”! E no sul, o “sistema” montado em torno dos transportes parece uma malha de aço! Aqui não vale a pena inventar. Os transfers entre a Tailândia continental e as ilhas que envolvam múltiplos meios de transporte – autocarros, carrinhas, barcos, ferries, tuk-tuk´s… – serão sempre mais baratos se comprados numa agência, em vez de fazer a viagem troço a troço e comprar os bilhetes por nossa conta, tal não significa que todas as agências vendam os transfers aos mesmos preços, valendo sempre a pena indagar.

O famoso “sistema” é de tal modo complexo e intrincado que durante quase todas as viagens os comprovativos/recibos de compra desaparecem no bolso de alguém e são trocados por outros papéis e autocolantes. Com esse simples gesto, desaparece a evidência da existência de turistas no sul do país. :/

Para além do que referi nos parágrafos anteriores, fiquei com a certeza que um local/paisagem podem ser o paraíso mas que os habitantes podem arruinar a experiência, ou alternativamente torná-la maravilhosa – que não foi o caso! 😦 E na despedida da terra dos sorrisos, fiquei com a sensação de não querer regressar! Pelo menos ao sul e às suas mafiosices constantes!

Em trânsito: Bangkok – Koh Tao. Máfia Legal

Na estação de comboios de Bangkok, tanto no dia em que comprámos o bilhete, como no dia em que partimos da cidade, houve sempre um funcionário “diligente” a querer vender-nos um bilhete para um barco rápido e para os transfers entre a estação de comboios e o cais. Aliás, no dia da compra esse bilhete até estava combinado com o bilhete de comboio. :/

Chegar à ilha de Koh Tao revelou-se um verdadeiro e exasperante quebra-cabeças. Depois da viagem de comboio noturna – que desta feita não teve surpresas, “chocantes”, pois comprámos um bilhete para segunda classe – chegámos à cidade de Chumphon onde nos deparámos e enfrentámos o maior lobby, aliás máfia legal que já vi(mos) até ao momento na viagem. :/ Mas vamos aos factos…

Os nossos problemas começaram logo ao sair da estação, pois ao perguntar a um condutor de tuk-tuk quanto ele cobrava para nos levar até ao cais, ele perguntou-nos pelo bilhete do barco rápido! Respondemos-lhe que não o tínhamos e ele disse-nos para o comprarmos na estação de comboios, fizemos sinal que não e ele devolveu-nos o mesmo. “Ridículo!” (pensei na altura).

Seguimos de mochilas às costas caminhando por Chumphon na tentativa de apanharmos um meio de transporte (autocarro, tuk-tuk, táxi…) para o cais tudo servia desde que o valor que nos pedissem não fosse “estapafúrdio”. Já na avenida principal da cidade, fomos perguntando por barcos, ferries, cais… mas ninguém parecia muito interessado em ajudar-nos, nem sequer os condutores de tuk-tuk, que costumam ser muuuuuuuuuuuuuuito voluntariosos e “altruístas”, queriam nada connosco. Estranho! :/ Parecia que tínhamos uma doença altamente contagiosa e perigosa.

Até que um tuk-tuk parou perto de nós e quando dissemos a fórmula mágica: “Pier, ferry, Koh Tao”, pegou no telemóvel, começou a fazer uma chamada e depois passou-mo para a mão, encostei-o ao ouvido e disse: “Yes?”. Na resposta: ”Lomprayah assistance. Today you still have a boat at 1PM. Do you want to buy the ticket?”, tirei o telemóvel do ouvido, devolvi-lho e fiz sinal ao motorista que não. Estava chocado! :/ E contei o episódio à M.

Tudo começava a fazer sentido, a companhia Lomprayah controlava todo, ou quase todo mercado e estendia os seus tentáculos desde Bangkok – no momento da compra de um simples bilhete de comboio – até aos transportes locais de Chumphon! Quando um peixinho sai da rede, convém apanhá-lo o quanto antes e este “pescador” estava a revelar-se implacável e a encostar-nos ao fundo…


 Notas Finais

Nunca tinha visto, nada assim! Uma empresa, com a conivência das autoridades, a tomar conta duma cidade e ter o monopólio de um negócio, que neste caso é o negócio de transportes, entre Bangkok e as ilhas da costa Este: Koh Tao, Koh Pha-ngan e Koh Samui. Impressionante! 😦

Depois de encostados ao fundo, tivemos mais umas horas de odisseia em Chumphon e arredores. No final acabámos por chegar a Koh Tao… no famoso barco rápido, da Lomprayah! Mas pagando mais e perdendo mais tempo do que se o tivéssemos feito em Bangkok! Caricato! Mas serviu de aprendizagem!

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Esquema Dourado Made In Xangai

À saída do parque fui interpelado por três jovens que me perguntaram se lhes podia tirar uma fotografia e a seguir continuámos na conversa enquanto nos dirigíamos ao Champs Elysées de Xangai. Segundo eles o museu da cidade  que era o meu destino – estava com umas filas bastante grandes e era melhor fazer um compasso de espera, antes de ir para lá. Antes de entrarmos nos Champs Elysées – centro comercial, pedi para lhes tirar uma fotografia e depois da mesma seguimos pelos corredores. Só quando comecei a entrar num local mais pequeno, comecei a estranhar o ambiente e quando vi os meus ”três amigos” a sentarem-se numa mesinha com chávenas de chá à frente, tive a certeza absoluta onde estava e com quem estava! E pensei: “Filhos da P$%€! Não acredito nesta m£§%@! Outra vez?!”. Claro que nesse momento e instantaneamente disse que tinha que ir e abandonei o local qual relâmpago. No caminho ainda houve um ligeiro momento no qual pensei voltar atrás e confrontar estes mafiosos e dizer-lhes na cara: “Eu sei perfeitamente quem vocês são e o que fazem!”. Mas logo de seguida pensei que não pretendia meter-me em chatices e que queria ultrapassar a situação o mais rapidamente possível.

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Durante o caminho de regresso ao parque recordei Pequim, o profissionalismo destes gangues e no à vontade que demonstram a enrolar a vítima e a distraí-la com conversa, para além de revelarem uma enorme capacidade de adaptação e de criação de empatia com a mesma. :/

Tigres e Escoceses

Ato VI – O  Grande Embuste!

Quando chegámos à Tina´s Guesthouse, bebemos finalmente a nossa cerveja sossegados e ficámos a conversar sobre o ocorrido. Durante a conversa, chegámos à conclusão que parte da informação recebida em Lijiang e antes de começarmos o trilho era em parte faliciosa e que a beleza natural do local não merecia um esquema destes! :/ Na despedida, trocámos e-mails e um abraço sentido e eu fiquei com uma certa pena das nossas rotas não coincidirem. Haveria de ter sido engraçado, viajar com este Escocês! 😀 Já no autocarro, a caminho de Lijiang vi o rio e a garganta mais de perto e com outra atenção e só então percebi, que o clímax do Tiger Liping Gorge se encontra no Upper Gorge. Aí, SIM! O rio mostra toda a sua força, presença, raça e carácter! E fiquei a matutar na seguinte questão: quem chega ao Tiger Lipping Gorge transportado por um autocarro da Tina´s Guesthouse é automaticamente levado a fazer o trekking e a seguir montanha acima em direção ao Middle Gorge e ao embuste! :/

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Relativamente ao trekking não tenho nada a opôr, o mesmo é excelente e oferece-nos uma palete de paisagens vasta, rica e distinta. Porém e remetendo-me apenas à informação, ou melhor desinformação providenciada pelos hostels/guesthouses/hotéis de Lijiang, impedir as pessoas de ver o verdadeiro Gorge, o Upper Gorge, só me faz sentir irritado e enganado, pois está-se a deturpar a realidade do local apenas com o objetivo de ganhar dinheiro e enriquecer à conta de um embuste. 😦 Por este motivo, se de algum modo, puder alertar todos os outros turistas/backpackers/viajantes para esta situação ou situações semelhantes noutros locais do planeta, será isso que farei! Afinal vivemos em comunidade e sociedade e se todos juntos podermos “quebrar” os “maus” sistemas que nos rodeiam diariamente, tanto melhor! 😉

Tigres e Escoceses

Ato V – O Tigre “Embusta” a Presa

“Reza a lenda” que houve uma família que construiu o caminho até ao rio e pelos vistos agora, essa família é dona dessa terra! Isto dentro da reserva natural!? Estranho!? Naaaaaaaaaaa… 😛 os factos começaram a cheirar a marosca fedorentaPara aumentar a “piada desta história, inicialmente na zona da “portagem” cobraram-nos 15Y por pessoa e depois de uma recusa, no minuto seguinte o valor já era 10Y por cabeça… por uma questão de PRÍNCIPIO resolvemos não pagar um centavo e logicamente a entrada foi-nos barrada.

IMG_5982 (FILEminimizer)Porém, os chineses desconheciam a resilência da Tag TeamTUGA-SCOTCH e com base nesta permissa partimos em busca de um caminho alternativo, e a verdade é que em menos de um minuto já estávamos num trilho marcado em rota descendente. Cinco minutos volvidos encontrámos mais um ponto de controlo – nesse momento tivemos a certeza que íamos bem encaminhados – e apesar dos avisos sonoros, ou seriam grunhidos!? 😛 Seguimos em frente. Passados poucos minutos encontrámos uma zona de descanso com chineses lá sentados e tentámos perguntar-lhes se estávamos perto, mas não nos responderam e quando seguimos, começaram a acenar e a dizer: “Danger! Danger!” Quando estávamos quase, quase a concretizar o nosso objectivo, esbarrámos num obstáculo que se veio a revelar intransponível, uma escada completamente abrupta e vertical com cerca de quinze metros de altura. Tínhamos a noção que bastava um movimento em falso para nos estatelarmos lá embaixo. Carregados com mochilas e com um estado de espírito pouco sereno resolvemos não arriscar, afinal daquele ponto avistávamos o rio e diga-se em abono da verdade que este, estava muito longe do rugir de um verdadeiro tigre, assemelhando-se mais a pequeno gatinho. 😛

IMG_5983 (FILEminimizer)Para “lixar” a cabeça dos chineses mafiosos resolvemos esperar quinze-vinte minutos antes de voltarmos a aparecer – o nosso objetivo era faze-los pensar que tínhamos chegado ao rio – e quando finalmente esse tempo passou, voltámos para trás apenas com um objetivo em mente, beber uma cerveja fresca sossegados na Tina´s Guesthouse. Claro que no caminho de regresso tivemos de voltar a passar pelo checkpoint e os chineses que inicialmente nos acenaram que não, que não podíamos seguir em frente, agora pediam-nos dinheiro! A falar em espanhol segui em frente e quando um chinês berrou mais alto: “MONEY!”, virei-me para ele com cara de poucos amigos e fiz-lhe um manguito de dedo em riste. Quase no topo do trilho esperei pelo Andy que tinha ficado uns metros para trás e quando voltámos a falar, relatou-me que o chinês tinha ficado completamente possuído! A parte final do trajeto foi feito pela estrada de alcatrão e antes da despedida definitiva do Tiger Liping Gorge aproveitámos para tirar fotografias à paisagem e à casa “portagem” dos mafiosos.

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