Labuan Bajo & Parque Nacional de Komodo

Em Labuan Bajo às portas do parque Nacional de Komodo acabei por ficar mais de uma semana. A principal razão? Mergulhar num dos locais mais fascinantes do nosso planeta, onde existem dezenas de pequenas ilhas e o oceano Índico e Pacífico se encontram. Claro que os dragões de Komodo também eram um importante chamariz e como tal, nada como fazer-lhes uma visitinha. 🙂

IMG_2785 (FILEminimizer)       IMG_2996 (FILEminimizer)

IMG_2848 (FILEminimizer)       IMG_2860 (FILEminimizer)

Na verde e quente ilha de Rintja, na companhia de um grupo, de Max e de um guia fiz um trekking agradável, onde pude observar parte da ilha e da sua fauna, mas principalmente os famosos dragões. E este “meninos” não desiludiram. Nadinha! 🙂 Durante o tempo que estivemos em Rintja, tivemos a sorte de ver pelo menos nove deles e pudemos admirar o seu tamanho e envergadura, as suas garras, a sua língua serpenteante, a sua falsa lentidão… sem dúvida um momento National Geographic.

IMG_2874 (FILEminimizer)      IMG_2890 (FILEminimizer)

IMG_2930 (FILEminimizer)      IMG_2943 (FILEminimizer)

Tal como em Sipadan, o mergulho é de sonho, mas aqui fruto da enorme área que abrange o parque, a quantidade de locais de mergulho é “infinita”, ou quase. 🙂 Em Komodo, o Natal chegou mais cedo e passei de dezoito mergulhos para a idade de Cristo – trinta e três. Para além disso, foi aqui que tirei o curso Rescue e de EFR, ficando um passo mais perto de um dia poder fazer o curso de Divemaster e eventualmente tornar-me instrutor de mergulho. 

IMG_2958 (FILEminimizer)      IMG_2780 (FILEminimizer)

      IMG_2827 (FILEminimizer)      IMG_2989 (FILEminimizer)

A variedade das condições e o que se pode ver é infinito. Existem enormes paredes de coral cheias de formas requintadas e cor, que mais parece que estamos num sonho; há zonas sem qualquer corrente, outras em que as correntes são perfeitas para se fazer drift dive e outras em que as correntes são um verdadeiro “cavalo selvagem” e que nos podem levar a galope até aos infernos; a vida marinha é extraordinária e exuberante: peixe-leão, peixe-pedra, peixe-escorpião, pelo menos duas espécies de tartarugas, várias espécies de tubarões, lagostas, escolas de peixes massivas e incontáveis, napoleões gigantes e claro as formosas mantas… 🙂

IMG_2999 (FILEminimizer)      IMG_3020 (FILEminimizer)

IMG_3009 (FILEminimizer)      IMG_3034 (FILEminimizer)

Desta semana guardo vários momentos no coração e na memória. Mas os mais especiais serão sempre: os múltiplos mergulhos em Manta Point, onde tive a oportunidade de ver estes animais de enorme envergadura – algumas com sete metros de diâmetro – a “voar” no oceano e de observar os detalhes dos seus corpos graciosos e os seus olhos curiosos, a menos de trinta centímetros de distância! Mágico! :D; o mergulho em Crystal Rock, onde estive agarrado a uma pequena rocha a ver toda a ação de escolas gigantes de múltiplos peixes e tubarões a caçar, tal como num ecrã gigante! E onde houve um momento em que olhando para o local onde tinha a mão e vendo a enorme quantidade de pequena vida marinha que aí estava, pensei: “Ninguém vos dá atenção, não é verdade? Com tanta ação a acontecer à nossa volta!” e que “O Mundo era um local belo, onde tudo faz sentido!” :D; o enorme susto em Batu Balong onde fui apanhado por uma corrente descendente e arrastado num ápice dos cinco para os dezassete metros de profundidade e onde tive de acalmar-me ao máximo, recuperar o sangue frio e escalar uma parede de coral para sair daquele ambiente hostil e demoníaco – tal como na selva, nas imediações de Belaga, aqui senti-me realmente em perigo de vida  e o espectacular, memorável, divertido e delicioso jantar de Natal onde estive verdadeiramente FELIZ! E partilhei a mesa com dez pessoas maravilhosas, de oito países e quatro continentes diferentes! 😀

IMG_3053 (FILEminimizer)      DSC02035 (FILEminimizer)

DSC02040 (FILEminimizer)      DSC02067 (FILEminimizer)

9 thoughts on “Labuan Bajo & Parque Nacional de Komodo

    • Se o local não fosse bom não tinha ficado mais de uma semana. 🙂

      Mas o principal motivo para lá ficar foi o mergulho e como tal foi isso que destaquei.

      Queria que falasse dos 15 mergulhos? Um a um? 🙂

      Tornaria-se um pouco entediante, não?

      Cumprimentos.

      Gostar

      • Cara
        Você chumbou no teste que eu fiz a você…..sua escrita não é de escritoras não tem nada de mal não. Eu falei mal da sua escrita, só para ver se você, com tanta viagem tinha aprendido a tolerar opiniões erradas e superar isso sem stress…..parece que não. Eu fiz esse teste porque dos seus textos se percebe que você fez muita milha, mas não como você não passa emoção, eu queria saber se você se linha ligado aos nativos de uma forma emocional enriquecedora. Se tal tivesse acontecido você seria uma pessoa mais tolerante.
        P.S. Sou diretor de uma agência de viagens radical no Rio e ando à procura de alguém para servir de guia no seu estilo de viagem. Vou continuar a procurar….

        Gostar

  1. Valeu pelo teste… Aprender a ser tolerante, não significa que tenhamos que baixar sempre a cabeça e assobiar para o lado. 🙂

    De qualquer modo viver é aprender.

    Quanto à ligação aos nativos existe sempre ligação, às vezes é mais intensa, outras vezes menos… Como em tudo na vida e em vários momentos.

    De qualquer modo obrigado pelo interesse demonstrado e pelo teste. 🙂

    Boa continuação de demanda na procura do seu guia ideal.

    Cumprimentos.

    Gostar

  2. Cara não leva a mal as minhas palavras.
    Você me lembra eu à 20 anos atrás…. Você parece ter uns 30 e tal anos mas deve ser bem mais novo. Sua viagem deve ter sido viagem de final do curso ou algo assim, coisa que você deve ter pensado durante enquanto estava. Eu tive algo parecido por volta dos 25 anos. Estive a viajar durante 2 anos, contando cada real que gastava, só me sentia em paz estando sempre a mudar de lugar. Quando o dinheiro acabou, voltei ao Rio
    …. Apanhei lata de alumínio na rua para, 2 toneladas ao final de um ano… Aí voltei a viajar, bati tudo o que era terra neste país maravilhoso durante alguns meses. Na altura não havia Internet mas eu tirava muita foto como você (Devo dizer que suas fotos são boas). Quando regressei tentei vender as fotos para ganhar mais dinheiro. Fui a uma agência a resposta que tive foi muito dura….. Um homem de cara marcada pelo tempo, personalidade e experiência de vida, como um olho que entrava por mim dentro, me disse…. “você não é um viajante é um fugitivo ” suas fotos são bonitas mas têm a mesma alma que a casca seca de um tatu…. Para de fugir e aprende a sentir os sítios e as pessoas.
    Passei mal, muito mal….não arranjava emprego e vivi na rua comendo os restos dos outros….isto durou cerca de um ano até que um sem casa como eu, me mostrou que que há coisas muito mais importantes que fugir e que se pode conhecer o mundo só olhando as pessoas que passam na rua. Devo muito aquele homem, o Zé, era assim que gostava de ser chamado. Foi ele que me mostrou que todo o mundo tem alma basta só procurar e não andar sempre a fugir. Hoje estou muito bem na vida….
    Espero que não tenhas de passar o que eu passei
    Boa sorte na tua passagem de fugitivo para viajante….

    Gostar

    • Primeiro de tudo, gostaria de lhe agradecer pela sua partilha e pelas suas gentis palavras. 🙂

      Na sua análise não andou muito longe da verdade. Estou mais ou menos à porta dos trinta e após ter trabalhado durante três anos e ter poupado o “vil metal” que faz mover esta esfera onde vivemos, parti para uma longa viagem, algo que já almejava há bastante tempo.

      Consegui viajar durante 16 meses consecutivos e a vivência que tive durante esse tempo foi algo fenomenal e que espero poder continuar a experienciar ao longo da minha vida.

      Agora tal como você, regressei ao meu país nas lonas e estou a tentar arranjar um modo de poder partir novamente. Como a situação económica de Portugal não está famosa, emigrar é claramente uma opção em aberto.

      O mundo é um local belo e com alma e a verdade é que esta alma existe em todo o lado, mas existe sempre o chamamento das terras desconhecidas, povoadas de outros seres humanos, outros cheiros, outros sabores, outras paisagens, outras religiões/espiritualidades e desafios. Como tal o mundo é um local que dever ser visitado e revisitado, sem nunca perdermos o Norte.

      Espero poder continuar a viajar e não a fugir como disse e ter uma passagem serena de um “estágio” para o outro… 🙂

      Boa sorte para si Savio.

      Cumprimentos.
      QT

      Gostar

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s