Uma Geografia. Uma Fotografia: Bago

Terminada a visita à rocha dourada, regressei à cidade de Bago e nessa antiga capital do reino de Burma, passei um dia tranquilo em que tive a oportunidade de fazer um tour de scotter que durou cerca de quatro horas. Durante esse período, cirindei juntamente com o meu “jarbas” pelo caótico trânsito da cidade em busca dos seus ossos vivos. Em Bago, visitei budas gigantes – uma estátua mais recente e enooooooooooooooooorme e o Shwethalyaung budaestupas e pagodas douradas e estupendas – principalmente a Shwemawdan, a mais alta do país, a Mahazeti e a Kyaik Puntemplos e o palácio/museu de Kanbawzathadi. De qualquer modo, a principal recordação que me fica desta cidade, foi o início da revelação da aura budista do país.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Kyaikhtiyo 

Depois da travessia entre as Filipinas e Myanmar, o primeiro dia completo no país, ficou marcado pela visita ao complexo religioso de Kyaikhtiyo e à sua rocha dourada. Para lá chegar, realizei uma caminhada matinal que durou cerca de três horas e que se fez quase sempre em sentido ascendente. O tempo estava cinzento e encoberto, mas fresco e agradável, mas o melhor de tudo foi ter a oportunidade de passarpelo interior de múltiplas e minúsculas aldeias, e observar a simpatia deste povo. Durante o trajeto observei que muitas das crianças e mulheres colocam na cara um produto esbranquiçado – tanaka – que provém das árvores e serve tanto de cosmético, como de protetor da pele; e encontrei uma verde floresta em redor do trilho, pequenas estupas e templos, monges trajados de bordô. Quando cheguei ao meu destino, deparei-me com um nevoeiro bastante cerrado que cobria o topo da colina e com o pagamento da taxa turística imposta pelo governo, sem me conseguir esquivar – ainda houve uns momentos, que tive a esperança de ter “quebrado” o controlo. A minha visita ao local, ficou por isso marcada pela visão parcial da rocha dourada e pelas alterações constantes das nuvens em redor. De qualquer modo, o complexo religioso é agradável e a “rocha” que parece estar em equilíbrio precário, torna-se magnética. À medida que o tempo fluiu, a visibilidade melhorou consideravelmente e antes de me despedir, ainda consegui ter uma visão global do local bastante desafogada. No regresso à aldeia de Kinpun optei por apanhar o autocarro, quer dizer… uma camioneta de caixa aberta com bancos corridos e apinhada de pessoas, fazendo por isso uma viagem distinta e singular. Estava, assim terminada a minha visita ao reino de Kyaikhtiyo e à sua rocha dourada.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Surakarta

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Na cidade de Surakarta, visitei o interessante mercado de antiguidades, fiz uma visita “semi guiada” ao Keraton Pura Mangkunegaran, comi deliciosa comida tradicional, abriguei-me várias vezes da chuva insistente e persistente, resolvi alguns assuntos importantes pendentes tais como a marcação do voo para as Filipinas e de dois hostels, o primeiro na ilha de Boracay já nas Filipinas e outro na cidade de Surabaya para a noite anterior à partida -, mas principalmente visitei a agradável e misteriosa paisagem nas encostas do Gunung Luwu, onde à semelhança das Terras Altas do Cameron senti uma temperatura mais fresca e agradável e me deparei com plantações de chá e de vegetais, florestas de pinheiros, nevoeiros a percorrer velozmente a paisagem e os templos de Candi Ceto, onde o destaque foram as múltiplas e engraçadas crianças que por lá se encontravam a fazer uma visita de estudo e o Candi Sukuh, que não achei nada erótico e onde destaco os relevos dos deuses e das deusas, as formas piramidais e a neblina existente que dava uma aura misteriosa ao local.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Borobudur

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Em toda a vastíssima e exótica Indonésia, o afamado templo de Borobudur – Património Mundial da Humanidade, construído entre 750 e 850 d.C. durante o reinado da dinastia Śailēndra e maior templo budista do planeta – era um dos locais que mais desejava conhecer. Depois de uma visita culturalmente fascinante à cidade de Yogyakarta, era altura de rumar ao templo. Quando dei os primeiros passos na área do templo, já com um sarong –  à cintura, a luz era dourada e suave, e o céu azul. A aurora estava de facto mágica e o imenso templo, aguardava serenamente por mim. Naquela hora matinal, ainda na companhia de poucos turistas, cirandei em redor do magnífico e imponente templo, construído em pedra de cores: preta, cinzenta e creme. Visto de topo, temos a visão em planta de uma enorme Mandala de base quadrangular – 120 X 120 metros -, visto de frente, encontramos uma estrutura piramidal, com uma escadaria que nos leva ao longo de cinco patamares e em cada um destes, existem incontáveis e serenos Budas a contemplarem-nos. A paisagem em redor está repleta de árvores e vegetação e é possível observar múltiplas colinas e montanhas numa palete de verdes, existindo dois cumes em grande destaque, o Gunung Merapi e o Gunung Merbabu, cada um deles coroado com uma ligeira névoa no cume. Fruto de umas nuvens “fabulásticas” e do imaculado céu azul, este grandioso templo estava particularmente fotogénico, sendo que o melhor momento da visita ocorreu quando no topo me deparei com estupas que tinham no seu interior estátuas de Buda, quais verdadeiros ovos “kinder surpresa”, dispostos em alinhamentos circulares e progressivamente concêntricos em redor da estupa maior e central. Quando os meus passos deixaram o templo, estava verdadeiramente FELIZ por ter tido o privilégio de visitar Borobudur. O maior, mais imponente e impressionante templo budista de todo o mundo. O templo entre cumes e vulcões.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Ubud

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Em Ubud – pode encontrar mais aqui – que é considerado o centro espiritual de Bali, visitei o santuário sagrado da floresta dos macacos que está repleto de símios impertinentes e agressivos – como qualquer local da Ásia em que os macacos convivam com os turistas -, vi bonitos e serenos templos, lojas de artesanato – esculturas em pedra e madeira, pintura, mobiliário, decoração, quinquelharia – e os terraços de arroz que não se revelaram nada de extraordinário, mas nos quais tive a felicidade de observar uma cerimónia em que estudantes envergavam coloridos e tradicionais trajes balineses.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Mengwi

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Depois da deceção que tivemos na visita ao templo de Ulan Danu em Bedegul, regressámos a Denpasar. Durante a viagem e nas imediações da vila de Mengwi, visitámos o bonito Pura Taman Ayun  pode encontrar mais aqui. Aí, pudemos observar um templo inserido numa área ajardinada bem cuidada repleta de árvores, flores e rodeada de água, construções em pedra e tijolo alaranjando, estátuas de deuses e guardiões e este artista que pintava serenamente…

Uma Geografia. Uma Fotografia: Bedegul

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Nos dias que estive em Bali na companhia de Manu, fui duas vezes até Bedugul – pode encontrar mais aqui – em busca do templo Ulun Danu. Na primeira tentativa estava um nevoeiro tão espesso, que se revelou impossível fazer a visita. Na segunda, tivemos mais sorte mas o local revelou-se uma enorme deceção, que o Manu resumiu na perfeição: “este templo não merecia uma visita, quanto mais duas!”. Porém, como nem tudo em viagem se resume felizmente, a visitas a templos e palácios, à medida que viajámos para norte tivemos a felicidade de encontrar verdes arrozais, observar os estéticos e imaculados trajes tradicionais e a bonita arquitetura balinesa, em que as casas tem tantos elementos associados ao hinduísmo que se chegam a confundir com a incrível quantidade de templos existentes, mas principalmente, pudemos contactar pela primeira vez com os educados e simpáticos balineses, fora da profana zona de Kuta.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Malaca

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Em Malaca – pode encontrar mais aqui – essa histórica terra de sultões malaios, portugueses, holandeses, britânicos e posteriormente chineses e indianos estive durante três dias. Na quente, sonolenta e turística cidade património da UNESCO, deambulei encontrando bonitos museus, o jardim da coroação, a Porta de São Tiago – A “Famosa” – e as ruínas da Igreja de São Paulo. Na margem oeste do rio, encontrei uma faceta mais moderna, onde se destacaram bonitas casas de fachadas coloridas, grandes e belos antiquários e a rua da harmonia onde numa curta distância existe, o templo hindu mais antigo do país, Sri Poyyatha Vinayagar Maarthi, a mesquita de Kampung Kling e o templo chinês de Cheng Haan Teng. Quando me despedi de Malaca e da Malásia, senti-me orgulhoso por ser Português.

Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Bangkok

Bangkok_BlogEm Bangkok – pode encontrar mais aqui – fiquei com sensação que apesar de vasta, a cidade não é caótica. Em termos de templos, os destaques vão para: o Wat Pho, local onde “nasceram” as famosas massagens tailandesas; o Wat Arun onde existem estupas de inclinações absolutamente vertiginosas e o Wat Phra Kaew – templos no complexo do Grande Palácio – que é o mais impressionante não apenas da cidade como de todo o país. A capital também me fica na memória, relativamente às papilas gustativas e foi assim que saí da cidade… a querer regressar um dia e voltar a mergulhar em toda a sua gama de cores, cheiros e sabores.

Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Phimai

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O parque arqueológico de Phimai – pode encontrar mais aqui – representou o derradeiro vértice dos antigos reinos a norte de Bangkok. Apesar de Phimai, não ter a dimensão de Sukhothai nem a magnificência de Ayutthaya o seu estado de conservação é muito superior. Por esse motivo, em Phimai não é necessário imaginar como seria, aqui vemos realmente como era.