Uma Geografia. Uma Fotografia: LaClubar

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Em Baucau reencontrei o Irmão Vitor e com ele segui por uma paisagem muito verde, por entre vales e montanhas até chegarmos à vila de Laclubar. Durante os cinco dias em que estive na pacífica e tranquila Laclubar, senti que estava a fazer uma pausa dentro da viagem e aí, tive a oportunidade de parar um pouco, antes de recomeçar o ciclo do movimento. Tive por isso, a rara oportunidade de estar “fora do mundo, dentro do mundo”. Durante os dias, conheci as diferentes seções que compõem o Centro de Apoio à Saúde e as fantásticas pessoas que por lá “habitam”, tanto o staff como os pacientes; pela primeira vez em longos anos tive contacto com literatura cristã/católica; tive múltiplas conversas interessantes com o Irmão Vitor sobre vários assuntos; caminhei o cénico Monte Maubère, donde pude observar panorâmicas da vila e da paisagem envolvente e visitei o concorrido mercado de Domingo, onde comprei um farri  porquito, neste caso uma porquita – para oferecer ao Irmão Vitor/Centro e retribuir assim um pouco, a generosa e inesquecível hospitalidade que me ofereceram.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Maumere

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A cidade de Maumere  pode encontrar mais aqui – que se situa entre o mar e as montanhas, mostrou-se à semelhança de tantas outras cidades indonésias: suja, pobre e abandonada à sua sorte mas com habitantes incrivelmente sorridentes e calorosos. Porém, a maior memória que guardo da cidade é o encontro que tive com um “verdadeiro viajante” – um senhor de mais idade, cheio de sentimentos de soberba, por nunca apanhar aviões e que à primeira opinião contrária que ouvia, se afastava imediatamente. Depois de assistir ao seu triste comportamento, desejei nunca me vir a tornar nele e no seu slogan: “eu é que sou o verdadeiro Viajante!”.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Labuan Bajo

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Na vila costeira de Labuan Bajo – pode encontrar mais aqui – às portas do parque Nacional de Komodo acabei por ficar mais de uma semana. O principal motivo? Mergulhar num dos locais mais fascinantes do nosso planeta, onde o oceano Índico e Pacífico se encontram. Claro que os míticos dragões de Komodo também eram um importante chamariz e como tal, nada como prestar-lhes uma justa homenagem, fazendo-lhes uma visita. Em Labuan Bajo tive um espectacular, memorável, divertido e delicioso jantar de Natal onde estive verdadeiramente feliz e partilhei a mesa com dez pessoas maravilhosas, de oito países e quatro continentes diferentes.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Gili Air

GiliAir_BlogA ilha de Gili Air – pode encontrar mais aqui – ficará para sempre recordada como um local de pessoas: Cécile, Peter e Agus, Cécile “II”, Francis, Mark, Amza e Justine, Monika, Bruno, Debora e Jason. Durante os dias, fizemos snorkeling e vi bonitos e coloridos corais, muitos peixes, uma tartaruga e um peixe-leão, andei descalço, ri-me e diverti-me muito com o Manu, com a Debora e o corrosivo humor espanhol de ambos, comemos comida deliciosa e sumos divinais, percorri a ilha a pé em todo o seu perímetro na companhia do Manu, observámos águas cristalinas de múltiplos azuis e a beleza do vulcão Agung que se assemelhava a uma pintura suave e delicada. Vida tranquila… vida simples… vida feliz!

Uma Geografia. Uma Fotografia: Bukittinggi

Bukittinggi_BlogEm Bukittinggi – pode encontrar mais aqui – conheci Manu, um rapaz espanhol que também estava a viajar a alguns meses na Ásia. Na cidade, ademais de comer deliciosos martabaks, fui acordado todas as noites as quatro da manhã com cânticos, não de uma, mas de duas mesquitas, passeei na caótica e animada zona do mercado, na muralha de Kato Gadang, em Siank Canyon e no Panorama park donde tive uma visão mais elevada sobre verdes vales e montanhas em redor.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Sibolga

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Depois da visita feliz ao lago Toba, parti numa odisseia – pode encontrar mais aqui – para chegar à ilha de TanahmasaSibolga representou a cidade costeira onde contactei o simpático Mr. Beng Beng  um amigo de Luke – que foi o meu “jarbas” na cidade e me ajudou a comprar o bilhete para o ferry que estava de partida para a ilha de Nias.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Terras Altas do Cameron

TerrasAltasdoCameron_BlogNas Terras Altas do Cameron – pode encontrar mais aqui – deixei momentaneamente os ambientes tropicais do sudeste asiático e voltei a sentir uma frescura que me fez “regressar” à Europa. Durante os dias que estive na região a paisagem revelou-se uma caixinha de surpresas: colinas cobertas de estufas – couves, alfaces, morangos… -vastas florestas de pinheiros e de fetos; uma enorme e parasítica raflésia; no monte mais alto da região penetrei numa primitiva floresta Mosu repleta de antigas árvores, com os troncos cobertos de musgo e líquenes e que sob o espesso nevoeiro, propagava um ambiente pesado e misterioso e lindíssimas e grandiosas plantações de chá  o verde das colinas e dos arbustos de chá, associados às constantes alterações do céu, ora chuva, ora sol, ora nuvens… transformaram este lugar numa rica palete de cores. Quando me despedi das frescas Terras Altas, estava com um sorriso nos lábios.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Pulau Penang

PulaoPenang_BlogNa ilha de Penang – pode encontrar mais aqui – estive na praia de Batu Feringgi que se revelou uma grande desilusão e nas imediações do parque natural mais pequeno de toda o país; deambulei no maior templo budista do sudeste asiático, Kek Lok Si; calcorreei a cidade de Georgetown e visitei magníficas e antiquíssimas mansões chinesas, mesquitas harmoniosas, ricos e dourados templos chineses e indianos, antigas construções coloniais deixadas pelos britânicos, ruas muito vivas, coloridas e movimentadas; comi a deliciosa e viciante comida que se consegue encontrar espalhada por toda a cidade e conheci Luke, um carpinteiro/surfista australiano que estava a acabar de construir uma pequeno resort em Pulau Tanahmasa e que me convidou a visitá-lo.

Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Pulau Perhentian Kecil

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Depois de todas as emoções vividas nos estados malaios do Bornéu e do regresso a Kuala Lumpur e à Malásia continental, o meu primeiro destino foi a ilha de Perhentian Kecil – pode encontrar mais aqui. Como a época das monções estava ao virar da esquina, encontrei a ilha em processo acelerado de fim de temporada, porém e antes do encerramento total, conheci pessoas de múltiplas nacionalidades acabando por criar com elas uma rotina de deliciosos jantares de barbecue, conversa e alguma festa; fiz um mergulho nas águas azuis e cristalinas da ilha; torrei ao sol na bonita praia de areia branca… e tive um momento que ensombrou a estadia, quando levei dois chapadões de um nativo que meteu na cabeça que lhe tinha roubado uma lata de cerveja! Depois desse insólito episódio, tirei a ilação que na Ásia, apesar das pessoas serem na maioria das vezes extremanente afáveis e serenas, se existir alguma ação que lhes “manche” a honra, podem tornar-se extremamente agressivas e fiquei com a sensação, que neste continente a vida de uma pessoa pode valer menos que uma “lata de cerveja”.

Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Kuching

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Aquando da minha estadia em Mulu a máquina fotográfica avariou-se. Foi desse modo que os restantes destinos do estado de SarawakBelaga, Kapit e os parques naturais de Gunung Gading e Bako foram retratados por palavras. Apenas em Kuching – pode encontrar mais aqui – que foi de longe a cidade mais agradável e interessante de todo o Bornéu consegui resolver esse  problema e aí visitei alguns museus, a bonita mesquita da cidade e tive dias tranquilos e repousados no hostel que se transformou numa casa.