As Grutas de Pindaya e a Vila de Kalaw

Da viagem entre Bago e a vila de Kalaw, não há muito para relatar. A mesma foi realizada de noite, quase sempre a dormir e o único destaque prende-se com o primeiro cigarro nativo – sabor forte e intenso – que fumei numa paragem. Quando cheguei a Kalaw eram quatro e pouco da manhã e ao sair do autocarro fui abordado por um senhor de aparência muito humilde, que se apresentou como guia. Rapidamente, com a sua ajuda encontrei alojamento e às 4.30 já estavámos sentados a beber um chá, a falar sobre o trekking para o lago de Inle e as grutas de Pindaya. A minha viagem para esse reino, começou bastante cedo, uma vez que depois do chá apanhei um autocarro até à vila de Aungpan onde esperei uma hora até partir noutro autocarro (7.00), bebi um café e tirei algumas fotografias aos “nativos” nos seus afazeres diários. Na curta viagem até Pindaya (aproximadamente hora e meia), a paisagem surprendeu-me, uma vez que esta era muito mais seca do que imaginara – os campos de cultivo onde havia uma mistura de castanhos e verdes, fizeram-me regressar ao Alentejo na altura da Primavera 🙂 – e fui observando a vida simples dos camponeses, os seus pequenos gestos e rotinas, os búfalos, as carroças, as crianças…

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Na chegada à vila, confirmei a direção para as grutas, uma vez que da estrada se podiam observar as pagodas circundantes e dirigi os meus passos para o local. Durante o caminho, destaco as múltiplas pagodas douradas mas principalmente, as magníficas e antigas árvores que se podiam ver ao longo da estrada. Quando cheguei à entrada, consegui entrar sem pagar, uma vez que não havia troco para Kyat – a verdadeira moeda nacional – havendo quem quisesse que eu pagasse em doláres (não me parece “amigo”). Durante aproximadamente uma hora visitei, aquela caverna que está habitada por milhaaaaaaaaaaaares de budas – cerca de 8000! – a sua maioria dourados e no meio deles aproveitei para tirar algumas fotografias. O local é impressionante, pela quantidade “absurda” de estátuas que a cada passo nos vigia e observa, e percebi que caverna está em constante mutação, uma vez que qualquer pessoa pode doar uma estátua do iluminado – cheguei a ver estátuas provenientes de vários países, inclusivamente Japão, Coreia do Sul, China, Tailândia, Alemanha, França… 😉

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Ao regressar ao centro da vila, percorri um caminho alternativo e à medida que fui andando, fiquei muito satisfeito com a minha opção, pois tive a oportunidade de observar estupas de diversas cores e materiais – tijolo, brancas, douradas… e senti bastante tranquilidade e serenidade, uma vez que para além de mim não se via ninguém. 🙂 Já no centro, tentei perceber a que horas existiria um autocarro para Aungpan, mas como recebi informações tão distintas e contraditórias umas das outras, resolvi aguardar e observar o que se iria passar. Passadas duas horas sem nada para fazer, lá consegui apanhar um autocarro, bem… quer dizer… uma carrinha com cobertora de lona. 😛 E foi assim que o regresso, foi feito no tejadilho, na companhia de nativos sorridentes e em que as molas oscilantes do nosso bólide, faziam o nosso corpo saltitar. 🙂

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Já em Aungpan apanhei uma boleia até Kalaw e quando regressei à vila (cerca das 15.00) já não estava muito certo se a ideia de realizar o trekking a solo com o “meu guia”, era boa ideia. Principalmente, porque o preço me parecia demasiado baixo e para além disso iria confiar-lhe a minha bagagem para ser enviada para o lago de Inle, isto quando não o conhecia de lado nenhum! :/ No meio destes pensamentos, chegou um britânico (Nathan) à guesthouse que me falou que tinha acabado de marcar um trekking a começar no dia seguinte, com a companhia Sam´s (de quem eu lera bons feedback´s na internet) e rapidamente dirigi os meus passos para lá, na tentativa de assegurar o meu lugar. Felizmente, ainda havia uma vaga e nesse momento fiquei muito satisfeito por ter resolvido a questão do trekking de uma forma airosa. Nessa altura, apenas me restava falar com o guia e dizer-lhe que não iria fazer a viagem com ele.

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Durante o resto da tarde, passeei pela vila e arredores; vi um bocadinho de um jogo de futebol (“Unidos da Matola A” vS “Unidos da Matola B” 😛 ); comi qualquer coisa; recebi um curto briefing sobre o trekking; encontrei o guia, agradeci-lhe a oferta e depois expliquei-lhe que não iria com ele até ao lago de Inle; na companhia de Nathan, conheci Riccardo  – um rapaz italiano que também estava no nosso grupo – e na sua companhia fomos jantar a um restaurante indiano/nepalês; e de forma casual acabámos por conhecer os restantes companheiros de trekking – Melissa do Canadá, Fabianne da Suiça e Gil de Israel – com que ficámos automaticamente em amena cavaqueira. 🙂 Os dados para o trekking até ao lago de Inle, estavam lançados…   

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