Uma Geografia. Uma Fotografia: Labuan Bajo

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Na vila costeira de Labuan Bajo – pode encontrar mais aqui – às portas do parque Nacional de Komodo acabei por ficar mais de uma semana. O principal motivo? Mergulhar num dos locais mais fascinantes do nosso planeta, onde o oceano Índico e Pacífico se encontram. Claro que os míticos dragões de Komodo também eram um importante chamariz e como tal, nada como prestar-lhes uma justa homenagem, fazendo-lhes uma visita. Em Labuan Bajo tive um espectacular, memorável, divertido e delicioso jantar de Natal onde estive verdadeiramente feliz e partilhei a mesa com dez pessoas maravilhosas, de oito países e quatro continentes diferentes.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Danau Maninjau

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No lago de Maninjau – pode encontrar mais aqui – tive a companhia de Manu e juntos observámos as mudanças fascinantes da paisagem – os dias amanheciam claros, radiosos e dourados e à medida que as horas passavam o céu começava a cobrir-se de nuvens e sombras, a ponto de parecer que estávamos num local, completamente distinto; visitámos uma cascata no meio da floresta, na qual tomámos banho pelados e para lá chegar percorremos um trilho verde e lamacento, junto a um pequeno riacho; comunicámos com uns camponeses no meio de um arrozal, graças ao seu i-phone… em Maninjau, tive a oportunidade de falar muitas horas com o Manu e ver quão semelhantes somos em tantas coisas, mas principalmente ao ouvir parte da sua história de vida, ganhei a noção de como as pessoas podem realmente mudar.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Bukittinggi

Bukittinggi_BlogEm Bukittinggi – pode encontrar mais aqui – conheci Manu, um rapaz espanhol que também estava a viajar a alguns meses na Ásia. Na cidade, ademais de comer deliciosos martabaks, fui acordado todas as noites as quatro da manhã com cânticos, não de uma, mas de duas mesquitas, passeei na caótica e animada zona do mercado, na muralha de Kato Gadang, em Siank Canyon e no Panorama park donde tive uma visão mais elevada sobre verdes vales e montanhas em redor.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Tanging

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Depois da paragem tribal em Dokan, a viagem até ao lago Toba continuou. No caminho pude observar a beleza natural – uma gigantesca cascata, o azul do lago, os verdes dos montes e dos pinheiros, os amarelos das flores – que rodeava a aldeia de Tanging – pode encontrar mais aqui. Aí, para além de observar uma curiosa pescaria, deliciei-me com um fresquíssimo peixe na grelha, acompanhado de um picante caseiro bombástico e descobri o “fabulástico” sumo de abacate, que se tornou uma espécie de revelação.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Berastagi

Berestagi_BlogNa cidade de Berastagi – pode encontrar mais aqui – localizada nas frescas terras altas do Karo, vi igrejas, mesquitas, camponeses e cenouras… muitas cenouras; visitei a zona do mercado, onde encontrei uma grande variedade de frutas e produtos desconhecidos, sentindo o calor e simpatia dos “nativos”; subi à colina de Gundaling de onde observei uma panorâmica da vila e já no topo, uma visão magnífica de… neblina e trevas.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Medan

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Medan – pode encontrar mais aqui – no norte da ilha de Sumatra, foi o meu primeiro destino na Indonésia. Na cidade o grande destaque vai para a imaculada mesquita branca – Masjid Raya – que visitei de sarong posto e a zona do palácio onde fui pela primeira vez entrevistado por simpáticas estudantes. Medan revelou-se uma cidade, suja e cinzenta, cheia de tráfego e fumo – motas, motorizadas, autocarros/carrinhas, carros – barulhenta, frenética, caótica, vibrante e repleta de… comida deliciosa.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Singapura

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Singapura – pode encontrar mais aqui – foi diferente dos países anteriores, havendo características que rapidamente sobressaíram: a limpeza, a organização, a meticulosidade, a eficiência, a riqueza…. à medida que fui circulando nesta Big Town Country, encontrei inúmeros cartazes de proibições, algumas delas bizarras – como o caso das pastilhas elásticas – batizando, por esse motivo, Singapura como o país das multas – Fine CountryNesta cidade/país, deambulei livremente e visitei a vibrante e colorida Little India; a plástica e pouco autêntica, Chinatown; a moderníssima zona do centro financeiro; os maravilhosos parques e jardins; a curiosa e “macabra” How Par Villa e a hiper turística ilha de Sentosa.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Malaca

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Em Malaca – pode encontrar mais aqui – essa histórica terra de sultões malaios, portugueses, holandeses, britânicos e posteriormente chineses e indianos estive durante três dias. Na quente, sonolenta e turística cidade património da UNESCO, deambulei encontrando bonitos museus, o jardim da coroação, a Porta de São Tiago – A “Famosa” – e as ruínas da Igreja de São Paulo. Na margem oeste do rio, encontrei uma faceta mais moderna, onde se destacaram bonitas casas de fachadas coloridas, grandes e belos antiquários e a rua da harmonia onde numa curta distância existe, o templo hindu mais antigo do país, Sri Poyyatha Vinayagar Maarthi, a mesquita de Kampung Kling e o templo chinês de Cheng Haan Teng. Quando me despedi de Malaca e da Malásia, senti-me orgulhoso por ser Português.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Pulau Penang

PulaoPenang_BlogNa ilha de Penang – pode encontrar mais aqui – estive na praia de Batu Feringgi que se revelou uma grande desilusão e nas imediações do parque natural mais pequeno de toda o país; deambulei no maior templo budista do sudeste asiático, Kek Lok Si; calcorreei a cidade de Georgetown e visitei magníficas e antiquíssimas mansões chinesas, mesquitas harmoniosas, ricos e dourados templos chineses e indianos, antigas construções coloniais deixadas pelos britânicos, ruas muito vivas, coloridas e movimentadas; comi a deliciosa e viciante comida que se consegue encontrar espalhada por toda a cidade e conheci Luke, um carpinteiro/surfista australiano que estava a acabar de construir uma pequeno resort em Pulau Tanahmasa e que me convidou a visitá-lo.

Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Pulau Perhentian Kecil

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Depois de todas as emoções vividas nos estados malaios do Bornéu e do regresso a Kuala Lumpur e à Malásia continental, o meu primeiro destino foi a ilha de Perhentian Kecil – pode encontrar mais aqui. Como a época das monções estava ao virar da esquina, encontrei a ilha em processo acelerado de fim de temporada, porém e antes do encerramento total, conheci pessoas de múltiplas nacionalidades acabando por criar com elas uma rotina de deliciosos jantares de barbecue, conversa e alguma festa; fiz um mergulho nas águas azuis e cristalinas da ilha; torrei ao sol na bonita praia de areia branca… e tive um momento que ensombrou a estadia, quando levei dois chapadões de um nativo que meteu na cabeça que lhe tinha roubado uma lata de cerveja! Depois desse insólito episódio, tirei a ilação que na Ásia, apesar das pessoas serem na maioria das vezes extremanente afáveis e serenas, se existir alguma ação que lhes “manche” a honra, podem tornar-se extremamente agressivas e fiquei com a sensação, que neste continente a vida de uma pessoa pode valer menos que uma “lata de cerveja”.