Uma Geografia. Uma Fotografia: Gunung Marapi

GunungMarapi

Durante a ascensão ao vulcão Marapi  pode encontrar mais aqui – em apenas três quilómetros o sol deu lugar ao nevoeiro, seguindo-se uma chuva que se intensificou progressivamente. O trilho apesar de escorregadio e lamacento nalgumas zonas, era fácil de seguir, não deixando grande margem para equívocos. À medida que fomos subindo a temperatura desceu consideravelmente e a vegetação que foi possível observar praticamente até ao cume, extinguiu-se, tornando-se a paisagem desértica e lunar, repleta de pequenas pedras. A partir da zona onde a vegetação desapareceu, começámos a seguir as assinaturas grafitadas nas rochas e um trilho de lixo. Aliás, se existe algum defeito a apontar ao trekking é: “para não se perderem e chegarem a bom porto, sigam o trilho do lixo!” Quando chegámos ao pico – 2891 m – estávamos completamente imersos em neblina mas muito felizes, afinal o objetivo tinha sido cumprido. Já na fase descendente e de forma repentina o vento soprou o nevoeiro e as nuvens para fora do topo e pudemos ver o castanho das rochas, o verde vale e as planícies, Bukittinggi a iluminar-se, as encostas escuras do vulcão e eu recebi o meu presente de aniversário…

Uma Geografia. Uma Fotografia: Danau Maninjau

DanauManinjau_Blog

No lago de Maninjau – pode encontrar mais aqui – tive a companhia de Manu e juntos observámos as mudanças fascinantes da paisagem – os dias amanheciam claros, radiosos e dourados e à medida que as horas passavam o céu começava a cobrir-se de nuvens e sombras, a ponto de parecer que estávamos num local, completamente distinto; visitámos uma cascata no meio da floresta, na qual tomámos banho pelados e para lá chegar percorremos um trilho verde e lamacento, junto a um pequeno riacho; comunicámos com uns camponeses no meio de um arrozal, graças ao seu i-phone… em Maninjau, tive a oportunidade de falar muitas horas com o Manu e ver quão semelhantes somos em tantas coisas, mas principalmente ao ouvir parte da sua história de vida, ganhei a noção de como as pessoas podem realmente mudar.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Payakumbuh

Payakumbuh_Blog

Em redor de Bukittinggi, outro dos locais que visitei, aliás que tentei visitar, foi o vale de Harau, nas imediações da cidade de Payakumbuh – pode encontrar mais aqui. Porém, o que à primeira vista parecia simples, revelou-se uma tarefa “impossível” devido aos múltiplos contratempos que tive com os transportes: bilhetes hiper inflacionados, longas discussões de preços, múltiplas conexões e desconexões, carrinhas/autocarros a cair aos bocados e longuíííííííííííííííííííssimas esperas! Tudo somado resultou num passeio surreal passado em Sumatra, onde a lógica se torna ilógica e o caos passa a comandar as situações do quotidiano. Neste dia esperei e MUITO, irritei-me, praguejei, ri-me e aprendi uma importante lição: em Sumatra há que ter tempo para viajar e uma paciência de Jo.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Batu Sangkar

BatuSangkar_Blog

Depois da visita ao palácio real em Pagaruyung, conheci Revi Suhendi, um ojek – condutor de táxi-mota – extremamente amistoso e caloroso que me levou a “passear” em redor da vila de Batu Sangkar – pode encontrar mais aqui. Desse modo, tive a oportunidade de observar a muito verde paisagem campestre, repleta de plantações, arrozais e afáveis camponeses. Na despedida tirámos um retrato juntos e fiquei a saber que amigo, na língua Indonésia se diz SUKA.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Pagaruyung

Pagaruyung_Blog

A cerca de quarenta quilómetros de distância da cidade de Bukittinggi, em Pagaruyung – pode encontrar mais aqui – encontrei o coração da etnia matriarcal/patriacal dos Minangkabau e visitei o agradável complexo do palácio real, onde pude encontrar arquitetura autêntica e coloridos trajes tradicionais.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Bukittinggi

Bukittinggi_BlogEm Bukittinggi – pode encontrar mais aqui – conheci Manu, um rapaz espanhol que também estava a viajar a alguns meses na Ásia. Na cidade, ademais de comer deliciosos martabaks, fui acordado todas as noites as quatro da manhã com cânticos, não de uma, mas de duas mesquitas, passeei na caótica e animada zona do mercado, na muralha de Kato Gadang, em Siank Canyon e no Panorama park donde tive uma visão mais elevada sobre verdes vales e montanhas em redor.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Regresso a Sumatra

Sky_BlogDepois da visita à ilha de Tanahmasa o regresso a Sumatra – pode encontrar mais aqui – fez-se pelo ar. E se é verdade, que na maioria das vezes as travessias aéreas são meras distorções temporais, algumas delas têm o condão de nos mostrar o nosso planeta de um ângulo totalmente diferente e refrescante. Neste caso específico, uma paisagem “tipo postal” das Maldivas, onde os corais, os bancos de areia e os múltiplos azuis desenhavam formas belas e requintadas, apenas visíveis do céu. Belíssimo! Arrepiante! A natureza a mostrar uma vez mais, todo o seu esplendor! Tanahmasa foi uma história que começou com uma odisseia e terminou com uma ode triunfal da natureza…

Uma Geografia. Uma Fotografia: Pulau Tanahmasa

Tanahmasa_BlogTerminada a longa odisseia cheguei finalmente ao meu destino, a ilha de Tanahmasa – pode encontrar mais aqui – onde na praia fui recebido por crianças sorridentes e curiosas. Na ilha fiquei alguns dias na companhia de Luke e durante esse tempo, deambulei sem objetivos; vi e tirei algumas fotografias a uma paisagem bela de selva, coqueiros, praias de areia branca, dourada e coral partido, reflexos de céu espelhados em pequenas piscinas naturais, mar de múltiplos azuis e verdes; barcos; canoas e pescadores; senti tranquilidade e sossego; passei por pequenas aldeias, onde cumprimentei muitas pessoas amistosas e curiosas; visitei escolas, repletas de crianças às quais tirei retratos e senti a sua alegria infantil; fiz snorkeling algumas vezes e vi a beleza do sol a penetrar na água e a espalhar reflexos e cores, a perfeição dos tubos das ondas a serem formados, alguns peixes coloridos… a ilha de Tanahmasa, ficará para sempre guardada no meu coração como um paraíso escondido, um local dentro do mundo, mas que praticamente foi esquecido por este.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Pulau Telo

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Após três horas em modo de espera em Teluk Dalam, estava finalmente a caminho da ilha de Telo – pode encontrar mais aqui. Num pequeno barco, fiz uma travessia vagarosa que durou aproximadamente seis horas e durante a mesma, continuei a dormitar, escrevi no caderno, tirei fotografias em meu redor, observei os nativos numa pescaria artesanal e fui “enganado” múltiplas vezes, pensando que estava a chegar ao meu destino – como navegávamos em pleno arquipélago de Batu, a identificação da ilha de Telo, tornou-se um verdadeiro desafio.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Pulau Nias

Nias_Blog

Na travessia noturna para a ilha de Nias – pode encontrar mais aqui para além das horas que dormitei, vi as plataformas do ferry a ficarem repletas de pessoas e bagagens, sentindo o adensar de um ambiente barulhento, quente e fumarento. Na chegada à cidade de Gunung Sitoli, já tinha arranjado uma carrinha para Teluk Dalam, uma pequena vila piscatória, no sul da ilha. Foi assim que Nias, ficou marcada por essa viagem em ritmo “prega fundo”, ao nascer do dia, na qual pude observar centenas de crianças vestindo uniformes imaculados a caminho da escola e uma paisagem que misturava selva, plantações tropicais e praias…