Uma Geografia. Uma Fotografia: Ilhéu de Jaco

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Jaco é considerado uma reserva natural e um ilhéu sagrado no qual pernoitar é proibido, desse modo, as visitas apenas podem ser diurnas. Na chegada ao ilhéu, a primeira visão que tive foi MÁGICA! Virado para a costa este de Timor Leste, vi montanhas a sul, a linha do horizonte coberta de verde – um oceano de árvores e vegetação em todas as direções -, um mar de infinitos azuis, verdes e tive contacto com uma areia branca finíssima que em alguns locais parecia pó. Estava num local de beleza natural virgem e um deserto absoluto! Cheirava a mar… era a única pessoa na ilha… o rei do ilhéu! Em Jaco senti paz, serenidade, alegria e que estava a andar para o “fim do mundo”. O local era de facto único e singular e para além do som do mar, o som do vento a passar nos pinheiros era uma constante e fazia parte da ilha e da sua identidade. No ilhéu, acompanhado dos elementos e dos animais – águias, andorinhas, caranguejos, moscas, formigas, abelhas e peixinhos – tomei a resolução de não querer passar aí mais dias, para não partir totalmente “cheio” e desse modo guardá-lo de forma mais cuidada e carinhosa no meu coração, sentindo-me simultaneamente um privilegiado por estar no local. Ao longo do dia, existiram múltiplas variações da forma e cor das nuvens – escuras e claras – e desse modo ver as transições de luz foi um dos meus “desportos” favoritos. Em certos momentos fiquei na dúvida se algum dia estaria noutra praia/ilha assim e fui pensando que este local, seria com quase toda a certeza, o meu extremo Oriental da viagem e o mais longínquo de Portugal. O meu dia no paraíso, findou quando o sorridente pescador me veio buscar e o céu estava coroado com nuvens muito densas de prata – chuva – a sul e nuvens brancas – tipo algodão doce – a norte. Eu mantive-me no meio e a partir do caminho da “virtude”, vi todas as metamorfoses dos elementos de Timor Leste e na despedida… a natureza presenteou-me com as dádivas e visões dos Deuses da sagrada ilha de Jaco.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Praia de Valu

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A chegada à praia de Valu revelou-me uma praia de areia branca semi-deserta, um mar de múltiplos azuis e a visão do verde e esticadinho ilhéu de Jaco. Acampado nas imediações da praia, fruto da escuridão reinante, vi um mágico céu hiper/mega estrelado e no dia seguinte bem cedo, depois de ver nascer o dia, dirigi-me ao local de embarque

Uma Geografia. Uma Fotografia: Com

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Na rudimentar “estância balnear” de Com, passeei ao longo da costa – tanto em direção a este como oeste -; fascinei-me com a areia muito fina, com uma zona mágica de manguezais, com aquele mar de incontáveis azuis, com o silêncio reinante em praias completamente desertas; encontrei múltiplos cemitérios que misturavam motivos religiosos católicos – cruzes, Nossas Senhoras, Cristos – com animistas – múltiplas ossadas e crânios de animais; observei búfalos a banharem-se em charcos de lama; fiz praia e tomei belas banhocas – tanto de mar, como de sol; vi filmes – The Third Man e The Man who shot Liberty Valance; apanhei um par de boleias de mota e constatei que nas estradas em redor da vila circulam mais cabras, vacas, galinhas, porcos e búfalos que automóveis e motorizadas; e houve uma situação em que tive de furar literalmente por uma vegetação muito densa e verde de coqueiros, bananeiras, campos e cercas até chegar a uma praia deserta, estrondosa! Nesse momento ao observar o mar apaixonei-me definitivamente por Com e pelas praias de Timor Leste.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Oecussi

Oecussi_BlogO enclave de Oecussi – pode encontrar mais aqui – foi o meu primeiro destino em solo Timorense. No posto fronteiriço, ao falar com os polícias em português, emocionei-me por ouvir a nossa língua passados tantos meses e comecei a chorar de emoção. Foi como sentir-me em casa, sem realmente estar em casa! Oecussi revelou-se uma povoação envolta por uma paisagem natural bela e serena – entre o mar azul e colinas/montes verdejantes, muitas vezes cobertos de nuvens nos topos. Na vila e arredores, passeei à beira-mar encontrando praias com distintos areais, zonas de arvoredo, manguezais, campos de cultivo, cabras, vacas e galinhas; cumprimentei muitas pessoas e crianças, sentindo uma energia super-positiva e contagiante; vi muitas crianças a banharem-se no mar nuas com uma pureza cristalina; visitei Linfau e o local onde os portugueses desembarcaram há 500 anos; no bonito e tranquilo café das irmãs Dominicanas, bebi sumos extraordinários; fui até à colina de Fatusaba, onde encontrei vestígios de um antigo forte e donde pude observar Oecussi do topo; estive na longa praia de Mahata; percebi que o país é bastante mais dispendioso que outros no Sudeste asiático e que existe um aumento generalizado de preços – comida, alojamento, transportes, etc… – mas que tal facto é natural, uma vez que tudo ou quase tudo é importado; tive um serão na “cavacada” a beber tuasabo  vinho timorense, feito de palma – e a esfumaçar com timorenses, entre os quais Benny e senti na pele algo que nunca tinha sentido antes… uma corrupção gritante, mostrada à vista de todos…

Uma Geografia. Uma Fotografia: Wulandoni

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A caminho da aldeia de Wulandoni – pode encontrar mais aqui – percorri uma estrada plana e de topografia suave, observando o mar e algumas praias com areia. Durante o trajeto, encontrei um grupo de jovens nativos que celebravam o novo ano e devido ao abafado calor suei abundantemente, ao ponto de quase sonhar com uma cola-cola fresca, no regresso a Lamalera.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Kuta (Lombok)

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A praia de Kuta – pode encontrar mais aqui – foi uma enorme miscelânea. A água não era tão límpida e cristalina como nas Gili, mas a areia era confortável e parecia grãos de pimenta, existiam rochas vulcânicas, cheias de óxidos e sulfatos e uma zona de manguezais, para além de macacos e cabras, muitos adolescentes a fazer as “célebres” entrevistas – tal como em Sumatra -, vendedoras muito insistentes – à semelhança de Koh Samui – e principalmente, muitas crianças alegres e sorridentes.

Uma Geografia. Uma Fotografia: Gili Air

GiliAir_BlogA ilha de Gili Air – pode encontrar mais aqui – ficará para sempre recordada como um local de pessoas: Cécile, Peter e Agus, Cécile “II”, Francis, Mark, Amza e Justine, Monika, Bruno, Debora e Jason. Durante os dias, fizemos snorkeling e vi bonitos e coloridos corais, muitos peixes, uma tartaruga e um peixe-leão, andei descalço, ri-me e diverti-me muito com o Manu, com a Debora e o corrosivo humor espanhol de ambos, comemos comida deliciosa e sumos divinais, percorri a ilha a pé em todo o seu perímetro na companhia do Manu, observámos águas cristalinas de múltiplos azuis e a beleza do vulcão Agung que se assemelhava a uma pintura suave e delicada. Vida tranquila… vida simples… vida feliz!

Uma Geografia. Uma Fotografia: Pulau Penang

PulaoPenang_BlogNa ilha de Penang – pode encontrar mais aqui – estive na praia de Batu Feringgi que se revelou uma grande desilusão e nas imediações do parque natural mais pequeno de toda o país; deambulei no maior templo budista do sudeste asiático, Kek Lok Si; calcorreei a cidade de Georgetown e visitei magníficas e antiquíssimas mansões chinesas, mesquitas harmoniosas, ricos e dourados templos chineses e indianos, antigas construções coloniais deixadas pelos britânicos, ruas muito vivas, coloridas e movimentadas; comi a deliciosa e viciante comida que se consegue encontrar espalhada por toda a cidade e conheci Luke, um carpinteiro/surfista australiano que estava a acabar de construir uma pequeno resort em Pulau Tanahmasa e que me convidou a visitá-lo.

Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Pulau Langkawi

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Langkawi – pode encontrar mais aqui – ficará associada ao extenso areal da praia de Pantai Cenang e aos seus fotogénicos crepúsculos; à escrita; aos agradáveis serões na companhia das Americanas e às panorâmicas visões do topo da montanha de Mat Cincang, donde pudemos observar quão verde era a ilha, a grande cascata de Temurun, o azul do mar, as bonitas baías e enseadas, e a vasta quantidade de ilhas e ilhotas em nosso redor.

Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Pulau Perhentian Kecil

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Depois de todas as emoções vividas nos estados malaios do Bornéu e do regresso a Kuala Lumpur e à Malásia continental, o meu primeiro destino foi a ilha de Perhentian Kecil – pode encontrar mais aqui. Como a época das monções estava ao virar da esquina, encontrei a ilha em processo acelerado de fim de temporada, porém e antes do encerramento total, conheci pessoas de múltiplas nacionalidades acabando por criar com elas uma rotina de deliciosos jantares de barbecue, conversa e alguma festa; fiz um mergulho nas águas azuis e cristalinas da ilha; torrei ao sol na bonita praia de areia branca… e tive um momento que ensombrou a estadia, quando levei dois chapadões de um nativo que meteu na cabeça que lhe tinha roubado uma lata de cerveja! Depois desse insólito episódio, tirei a ilação que na Ásia, apesar das pessoas serem na maioria das vezes extremanente afáveis e serenas, se existir alguma ação que lhes “manche” a honra, podem tornar-se extremamente agressivas e fiquei com a sensação, que neste continente a vida de uma pessoa pode valer menos que uma “lata de cerveja”.