Koh Phi-Phi. Do Purgatório ao Paraíso

A chegada às Koh Phi Phi, já na costa oeste, ficou ensombrada por uma enorme desonestidade na venda de um bilhete – não o que nos foi vendido em Koh Samui e que nos permitiu chegar ao nosso destino, mas sim o bilhete para a viagem posterior – e pela cobrança de uma taxa ridícula para entrar na ilha, utilizando o argumento de “taxa ecológica”,  que eu chamo – corrupção governamental. Refira-se que não foi o valor da taxa que me irritou – cerca de 0.50€ – mas o péssimo princípio associado à mesma. :/

          

Quando chegámos àquele paraíso tropical o meu estado de espírito era soturno e esta soturnidade acentuou-se depois de indagarmos algumas agências de turismo. Confirmámos então, que a compra antecipada para sair da ilha tinha sido um péssimo negócio! – não tanto pelo dinheiro associado, mas pela má rota, o que nos forçaria a perder mais tempo e mais dinheiro! :/ – Naquele momento a minha vontade era vaporizar a minha “querida” e desonesta vendedora ou alternativamente torcer-lhe o seu “delicado” pescoço. De qualquer modo e não havendo nada a fazer, decidimos fazer um tour no dia seguinte, pois caso contrário estaríamos confinados a uma área minúscula e pouco paradisíaca. Quando o dia terminou o meu estado de espírito já estava mais leve, fruto da digestão/aceitação da má “entrada” e da visualização de uns “anjos” de fogo e luz. 🙂

       

O dia amanheceu esplendoroso e o nosso Phi Phi Tour foi abençoado por um sol radioso e pelo céu azulíssimo. Partimos então à descoberta das Phi Phi e “arredores” num barco de madeira, na companhia do timoneiro/capitão “boa onda” e outros turistas de várias nacionalidades. Durante o dia vimos múltiplas ilhas a partir do mar e admirámos a sua vegetação luxuriante, as praias de areia branca, alguns resorts espalhados pelas colinas de Phi Phi Don; fiz snorkeling pela primeira vez e pude ver muitos peixes de múltiplas cores, corais e ouriços do mar; parámos na “ilha do Bambo” onde vimos praias que eram um autêntico cartão postal: areia branca e arvoredo, mar de múltiplos azuis – claro, escuro, claro, escuro! – e fizemos praia 😀 ; vimos magníficas e bizarras formações rochosas – fruto da sua natureza cársica – ao largo das Phi Phi Lei  que é uma reserva natural, à semelhança da “ilha do Bambo”; visitámos a magnífica e famosíssima Maya Beach  celebrizada com o filme: A Praia – com as suas enormes paredes de rocha cinzenta cobertas de vegetação, um cheiro a marisco profundo, uma areia tão fina, tão fina, tão fina que bastava um suave movimento da água para ela ficar em suspensão e que a M. fez questão de trazer como recuerdo! E uma água transparente. Quente! Bela! Grandiosa! E… já de regresso a To Long Beach um pôr do sol para guardar na memória e no coração… As cores de ouro e prata fizeram as Phi Phi entrar no paraíso e já no final fomos benditos com uma chuva celestial. 😀

     

     

       

      

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