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Uma Geografia. Uma Fotografia: Parque Nacional de Komodo

KomodoNP_Blog

No parque nacional de Komodo – pode encontrar mais aqui – para além da visita à ilha de Rintja, onde encontrei os míticos e poderosos “dragões”, tive à semelhança de Sipadan, momentos de puro deleite. No parque natural, o mergulho é de facto inesquecível, mas aí fruto da enorme área abrangida, a quantidade de locais de mergulho é infinita. A variedade das condições aquáticas é riquíssima, existindo enormes paredes de coral cheias de formas requintadas e cor, parecendo que estamos num sonho; há zonas sem qualquer corrente, outras em que as correntes são perfeitas para se fazer um drift dive e locais em que as correntes são um verdadeiro “cavalo selvagem” podendo-nos levar a galope até às profundezas; a vida marinha é extraordinária e exuberante: peixes leão, peixes pedra, peixes escorpião, pelo menos duas espécies de tartarugas, várias espécies de tubarões, lagostas, escolas de peixes massivas e incontáveis, napoleões gigantes e claro as graciosas mantas… de todos os mergulhos, guardo bastantes no coração e na memória, mas os mais especiais serão sempre: o enorme susto na parede de Batu Balong onde fui apanhado por uma corrente descendente e arrastado num ápice dos cinco para os dezassete metros de profundidade e onde tive de acalmar-me ao máximo, recuperar o sangue frio e escalar uma parede de coral para sair daquele ambiente hostil e demoníaco – onde, tal como na selva, nas imediações de Belaga me senti realmente em perigo de vida -, a experiência em Crystal Rock, onde agarrado a uma pequena rocha observei toda a ação de escolas de múltiplos peixes e tubarões a caçar, tal como num ecrã gigante! E onde houve um momento em que olhando para o local onde tinha a mão e vendo a enorme quantidade de pequena vida marinha que aí estava, pensei: “ninguém vos dá atenção, não é verdade? Com tanta ação a acontecer à nossa volta!” e que “o Mundo era um local belo, onde tudo faz sentido!” e os múltiplos mergulhos em Manta Point, onde tive o privilégio de ver estes animais de enorme envergadura – algumas com sete metros de diâmetro – a “voar” no oceano e observar os detalhes dos seus corpos majestosos e os seus olhos curiosos, a menos de trinta centímetros de distância… mágico!

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Uma Geografia. Uma Fotografia: Gili Air

GiliAir_BlogA ilha de Gili Air – pode encontrar mais aqui – ficará para sempre recordada como um local de pessoas: Cécile, Peter e Agus, Cécile “II”, Francis, Mark, Amza e Justine, Monika, Bruno, Debora e Jason. Durante os dias, fizemos snorkeling e vi bonitos e coloridos corais, muitos peixes, uma tartaruga e um peixe-leão, andei descalço, ri-me e diverti-me muito com o Manu, com a Debora e o corrosivo humor espanhol de ambos, comemos comida deliciosa e sumos divinais, percorri a ilha a pé em todo o seu perímetro na companhia do Manu, observámos águas cristalinas de múltiplos azuis e a beleza do vulcão Agung que se assemelhava a uma pintura suave e delicada. Vida tranquila… vida simples… vida feliz!

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Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Mabul

Mabul_BlogEm Mabul – pode encontrar mais aqui – descansei das emoções vividas em Sibuan e Sipadan e à medida que atualizava o diário aproveitei para abrandar um pouco o ritmo. Apesar de na ilha não existirem praias de sonho, existiam habitantes sorridentes e afáveis, crianças aos magotes, águas límpidas e cristalinas onde se podiam encontrar uma enorme variedade de pequenos e raros seres subaquáticos. Na ilha, relaxei, bebi uns copos e fumei uns cigarros, tive conversas mentalmente estimulantes, conheci muitas pessoas e fiz amigos. Parti com uma certa nostalgia e com a certeza de não querer regressar, desse modo, Mabul manter-se-á cristalizada no meu imaginário como um local onde se foi FELIZ, mas ao qual é impossível regressar… restando-nos continuar a viver, continuar a sonhar… para no futuro criar mais Mabul´s, essa ilha paradisíaca que existe no coração de cada um de nós.

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Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Sipadan

Sipadan_Blog

Na ilha de Sipadan – pode encontrar mais aqui – tive a oportunidade de finalizar o curso, AOW, num dos maiores hotspots de mergulho do mundo e um dos mais exclusivos. Para além de uma Meca do mergulho, Sipadan é uma área protegida, parque marítimo, uma ilha praticamente deserta e que se revelou um paraíso tropical: muito verde, areia branca e águas transparentes, límpidas e de múltiplos azuis. Mas sem dúvida, que as melhores memórias que guardo da ilha foram os mergulhos, constantado que em Sipadan é praticamente IMPOSSÍVEL fazer um mau mergulho. Aliás, a experiência foi de tal modo intensa, que senti que se morresse nesse dia, morria uma pessoa FELIZ! Não acredito no paraíso divino, mas naqueles dois dias, vi o PARAÍSO na Terra!