Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Shenzhen

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Na cidade de Shenzhen e zona económica especial – pode encontrar mais aqui – curei parcialmente a incomodativa hemorróida, antes de cruzar a fronteira em direção a Hong Kong.

Em trânsito: Shenzhen – Hong Kong. Cruzando Fronteiras

Em Shenzhen apanhei um metro que me levou até às imediações da fronteira entre a República Popular da China e Hong Kong. E não há cá brincadeiras! A fronteira é bem real! O passaporte é controlado na saída e na entrada de ambos os territórios, por isso há que ter em conta toda a burocracia inerente à passagem. Outro facto que me ficou na retina, foi a existência de um rio que separa fisicamente os dois territórios e as múltiplas barreiras de arame farpado e guardas armados existentes. Assim que entrei em Hong Kong senti logo o aumento brutal dos preços e tal começou com um simples bilhete de comboio, que me levou da fronteira até ao centro da cidade, mais especificamente para Causeway Bay, a zona do meu hostel. Assim que saí da estação de metro, senti logo o calor e a humidade da cidade a abraçarem-me e a darem-me as boas vindas.

Shenzhen Pós Hospital

Após ter saído do hospital e apesar das dores que sentia fui deambulando lentamente por Shenzhen, aproveitando para comprar alguns recuerdos, para ver algumas torres e para sentir o pulso à vibrante cidade que cresceu graças à visão futurista de Deng Xiao Ping, que transformou esta zona nas proximidades de Hong Kong, numa zona económica especial e com múltiplos incentivos. Desse modo, esta cidade passou em trinta e quatro anos de um vilarejo para a quarta maior cidade chinesa! 🙂 E tal como Xangai, é uma das faces mais visíveis da nova China, um país moderno, contemporâneo, capitalista, cheio de disparidades e contradições.

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Shenzhen. Sangue, Hospital e a Honorável Utente

A viagem da estação de comboios para o hostel decorreu com normalidade, não fosse o momento em que me levantei do banco do metro, e ao encontrar sangue no mesmo pensar: “Oh Diabo! Acho que aquilo não estava ali quando me sentei.” :/ Depois de chegar ao hostel, fiz o check-in e fui à casa de banho verificar o que se passava. E o que vi deixou-me preocupado. Os boxers estavam completamente ensanguentados, a ponto do sangue ter repassado para os calções e ter deixado uma bela mancha de sangue neles! Tomei banho, cortei os boxers e transformei-os em duas semi-fraldas, vesti-me e como não estava muito bem pensei ir ao médico, afinal daí a dois dias teria um dia muito looooooongo no aeroporto e não convinha estar tão embaixo de forma. :/

Já no hospital encontrei uma utente que me ajudou a traduzir o que sentia e qual o meu problema. Graças a ela, fui assistido por um especialista que assim que me observou fez um som que me pareceu mau sinal e depois veio a confirmação: hemorróida com péssimo aspecto! E com fortes probabilidades de ter de ser operado em Portugal! 😦 Antes de nos despedirmos receitou-me três tipos de comprimidos diferentes, uma pomada e aconselhou-me a ir ao médico o mais rápido que conseguisse, assim que chegasse a Portugal.

Em trânsito: Lushan – Shenzhen. 24H

A viagem de Lushan para Shenzhen decorreu primeiro de mini-van (quarenta e cinco minutos entre Lushan e JiuJiang) e depois de comboio. Uma longa viagem de comboio que se iniciou às 13.22 e terminou às 5.50 do dia seguinte, sensivelmente dezasseis horas e meia! Durante sete horas escrevi no caderno, falei com um rapaz que conheci no comboio – Zhang Zulin, informático – alimentei-me e deitei-me para tentar dormir apesar das persistentes e incomodativas dores no… “ass”! :/