Haikou!? A Real!

A viagem de regresso a Haikou, foi igualmente feita de “TGV”… Vrummmm! 😛 Depois de chegar e colocar a bagagem no hostel, a primeira coisa que fiz foi tentar comprar um bilhete para o “famoso” ferry de Beihai, porém e devido ao mau tempo o mesmo foi cancelado e desse modo tive que arranjar uma alternativa – viagem de autocarro. E agora sim, vamos falar desta cidade.


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Durante os dias que aqui estive, aproveitei para comprar muita e deliciosa comida de rua e deambular sem planos. Numas dessas deambulações acabei por ir parar à zona nas imediações de Bo´ai Nanlu e dos seus prédios de fachadas degradadas, dos seus negócios de rua, do seu movimento fervilhante e dos seus mercados de peixe seco. 🙂

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Enfim, senti uma China totalmente diferente, talvez como não sentia desde os hutongs de Pequim, ou será que alguma vez senti uma China tão real, tão viva, tão bruta? 🙂 Não sei responder. Sei que a cidade com a sua face não lapidada – a China das pessoas e não a China dos destinos turísticos – me encantou e fiquei com a certeza que aqui, em Haikou, a degradação é um exercício de estilo. 😀

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Sanya? A Praia, os Russos e o Americano

A Praia

Os meus dias em Sanya podem ser resumidos em poucas palavras: praia de manhã, praia à tarde e… praia à noite. Como vêem muita diversidade. Pronto. OK! A localização da mesma variou entre Dadong Bay – uma zona com muitos prédios, do género de Portimão e com uma baía tipo praia da Rocha, sem falésias mas com palmeiras – e Yalong Bay que dizem ser a praia mais bonita da zona mas que mesmo assim não me ficou na memória – à volta existe vegetação, mas o areal apesar de extenso em comprimento é pouco largo e mais curto fica, quando existem muitos hotéis de luxo com áreas privadas dentro do areal, mas vá, ao menos a água é limpa, apesar do barulho incessante de motas de água. De qualquer modo e não podendo classificar Sanya, como um local de antologia foi interessante ver o ambiente geral das praias: a grande quantidade de pessoas, as brincadeiras dos graúdos quais miúdos, os chapéus de chuva a servirem de sombrinhas, a água morna.

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 Os Russos

Pode-se descrever Sanya numa palavra? Bem numa talvez não… mas duas consegue. Praia e Rússia! É verdade cheguei a uma China “mixada” de Rússia. As placas das ruas, os menus dos restaurantes e afins estão escritas em chinês e em cirílico, só se vê chineses e russos nas ruas, nas praias, nos restaurantes… enfim, das duas uma: a) os russos emigraram todos para Sanya; b) perdi o sentido de orientação e em vez de vir em direção ao sul da China entrei sem me aperceber na “Santa” Rússinha.

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E o Americano

Porém, houve alguém que me recordou que não tinha perdi o Norte e que ainda estava na China e essa pessoa foi… o Americano! Peter´s de seu nome, cinquenta e cinco anos, sem filhos, nunca casou e atualmente ensina chinês… na China e fica inequivocamente ligado à ”minha” Sanya! Conheci-o na Captain´s House – um cafunfo que apenas se salva pelo gerente/dono “Robert” que é uma pessoa tão boa, tão boa… tão boa, que até faz “confusão” – hiper-prestável e com um coração de ouro! – e daí saímos para o magnífico hostel Sanya Backpackers onde partilhámos um quarto twin ao preço de um dormitório. Nos meus dias na cidade, conversámos, passeámos, jantámos e fomos atingidos por um “asteróide”… 😉  

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Xing Ping. Búfalos & Camponeses

Como combinado na noite anterior, o Greg apareceu de manhã no nosso hostel  e juntamente com a Zheng e uma rececionista – que eu nunca tinha visto – partimos para um terreno nas proximidades de Xing Ping e o mesmo era tão grande que podia ser utilizado para se jogar futebol de onze! 😛 Porém o pensamento geral foi piqueniques, barbecues e acampamentos.

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O terreno estava colado ao rio e havia uma mini cascata com uma ligeira névoa na superfície da água barrenta. Era de facto um local idílico 🙂 e aí estivemos sentados tranquilamente, a falar e mandar pedras rente à água, até chegar um búfalo para pastar e ele se aproximar, aproximar… aproximar até estar – sensivelmente – a vinte metros de nós! Nessa altura e para pintar o quadro com cores mais garridas, apareceram dois camponeses muito rústicos e castiços – o mais novo tinha ar de gozão e não tinha os dois dentes da frente e o mais ancião era muito magro, de pele escura, tinha um dente de ouro, cabelo prateado e cortado à “escovinha” e usava uns calções cinzentos, uma camisola rosa-choque muito gasta e um cajado – acompanhados de mais um búfalo! 😉

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Os búfalos foram até o rio e os camponeses ficaram ao pé de nós a falar com Zheng e com a rececionista, claro que eu e o Greg nesta altura aproveitámos para tirar fotografias – o momento era demasiado “rico” para não ser aproveitado – tanto retratos, como detalhes: mãos, porta-chaves, “adereços” e ao quadro geral… foi um momento espectacular e dos mais engraçados que tive no país, que terminou quando fomos semi-expulsos/afugentados como quem enxota o gado… 😛

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Guangzhou. Calor e Tempestades

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Nos dias que passei na terceira maior cidade chinesa, esclareci as minhas dúvidas relativamente à rota a tomar após deixar a cidade; visitei parques, jardins e tive dois encontros maravilhosos com as suas distintas faces (a Guangzhou clássica e a Guangzhou contemporânea); fui entrevistado via skype – ou foi mais uma conversa de amigos!? 🙂 ; bebi pela primeira uma refrescante e deliciosa água de coco 🙂 ; tirei múltiplas fotografias; fui abraçado “ternamente” pelo seu abafadíssimo calor e abençoado algumas vezes, por chuvas absolutamente torrenciais e por céus rasgados e iluminados por relâmpagos gigantes. 😉

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Skyline Made in Hong Kong

Depois da deambulação, segui para a avenida das estrelas e escolhi um local para ver a transição entre o dia e a noite, e o espetáculo de luz e som que estava marcado para as 20.00. O tempo foi passando, algumas vezes arrastando-se, outras acelerando… 

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De vez em quando, lembrava-me que no dia seguinte iria começar a minha viagem de regresso a Portugal e esse facto pareceu-me um pouco irreal, como se só quando entrasse no avião tivesse a noção real de tal acontecimento. 🙂 Não que houvesse desagrado da minha parte. Não. Apenas a sensação que tudo fora rápido, muito rápido – uma semana entre a decisão e este momento… qual um meteorito que atinge a Lua.

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O espetáculo começou pontualmente e havia alguns edifícios com a iluminação a mudar e alguns lasers a cruzar os céus, mas sinceramente esperava mais. Não que o skyline da cidade me tivesse desiludido, mas senti que houve demasiado alarido à volta de algo que não cumpriu as expetativas. No final a montanha pariu um rato!

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Quanto aos edifícios em si gostei do que observei e se Xangai pode ser considerada um novo rico, Hong Kong fruto da sua linhagem (aristocrática/inglesa), cumpre pela sobriedade e “classicismo” mais do que pelo “fogo-de-artifício”. Os arranha-céus são belos mas não são espampanantes e na minha opinião brilham mais quando se mantêm fiéis a si mesmos e não se maquilham falsamente com excesso de iluminação pindérica, para representar aquilo que não são. Por isso quando o espetáculo terminou, foi um “alívio” pois tudo voltou à normalidade, os fingimentos acabaram e o skyline da cidade, voltou a tratar-me com respeito.  🙂

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Hong Kong. A(ntes).P(ortugal).

No dia seguinte iria partir para Portugal e fazer uma mini-paragem na viagem. Já a contar com as viagens de ida – Portugal – e regresso – Hong Kong  esperava que essa paragem durasse dezanove dias. A grande incógnita era a hemorróida e saber se esta iria sabotar ou não o meu regresso! :/ De qualquer modo e graças à medicação, a verdade é que me sentia consideravelmente melhor. 🙂 Desse modo e antes da minha partida resolvi aproveitar o dia e visitar a metrópole.

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Durante os primeiros instantes o que me saltou logo à vista foram as pessoas de diferentes origens – meelting pot  os prédios altos e uma pedinte à porta do metro de Causeway Bay e se inicialmente pensei visitar o Victoria Peak, fruto do dia muito pardacento e cinzento depressa desisti dessa ideia. Resolvi então deambular pela cidade e logo no início pude observar o grande contraste de ambiente entre o fancy Queensway plaza e os seus passadiços superiores. Devido a ser Domingo, dia de descanso, há multidões de mulheres sentadas que aproveitam para confraternizar entre si e através da culinária e da partilha de comida voltam aos seus países de origem, à sua cultura e raízes mais profundas. 🙂

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Ao longo de Harcourt Road e no HK Convention Center fui tirando fotografias, e no cais de Wan Chai apanhei um ferry em direção a Kowloon e à outra margem da cidade. Quando aí cheguei pude ver o luxo existente na zona de Canton Road e do Heritage e este pôs-me a magicar quanto custaria uma refeição ou até um simples e “humilde” café no seu interior.

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Desta zona, rumei a Nathan Road e aí pude observar alguns arranha-céus de aço e vidro, mas principalmente prédios velhos e sujos, letreiros espalhados por todo o lado e multidões a circular – principalmente na Sai Yeung Chai street que é uma rua  que está vedada ao trânsito. Desse modo a longa Nathan Road revelou-se um espetáculo diferente e o enorme tráfego humano e automóvel – principalmente táxis e autocarros – condimentaram a cidade e revelaram camadas mais profundas da mesma. Em Haiphong road o fogo-de-artifício continuou – (restaurantes porta sim, porta também – e o espectáculo foi encerrado pela Locked e pela Peking road. 🙂

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Shenzhen Pós Hospital

Após ter saído do hospital e apesar das dores que sentia fui deambulando lentamente por Shenzhen, aproveitando para comprar alguns recuerdos, para ver algumas torres e para sentir o pulso à vibrante cidade que cresceu graças à visão futurista de Deng Xiao Ping, que transformou esta zona nas proximidades de Hong Kong, numa zona económica especial e com múltiplos incentivos. Desse modo, esta cidade passou em trinta e quatro anos de um vilarejo para a quarta maior cidade chinesa! 🙂 E tal como Xangai, é uma das faces mais visíveis da nova China, um país moderno, contemporâneo, capitalista, cheio de disparidades e contradições.

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Huangshan, Montanha Amarela

Ato III – Engarrafamento e Fim de Trekking

Durante a ascensão, a montanha foi mudando de cor, alternando entre o branco e amarelado, mas sempre com manchas verdes associadas. No caminho para o Lotus Peak (1864 m) houve alguns momentos confusos, mas a paisagem circundante foi valendo cada degrau, cada passo e apesar do alegre caos que reinava no pico, deu-me um certo prazer lá chegar. 🙂 Mas, mais prazer ainda deu-me o percurso até ao topo. No Lotus Peak atingi a minha altitude máxima nesta montanha e o caminho descendente foi bastante rápido exceto quando apanhei um engarrafamento de pessoas a caminho do pico da Tartaruga – pico intermédio entre o Lotus Peak e o Bright-Top Peak. Sim é verdade! Um engarrafamento de pessoas numa montanha! Eu sei que é de difícil compreensão, mas estamos na China! 😉

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Sempre em rota descendente fui até Fairy Walking Bridge e nessa zona da montanha parecia que tinha regressado a WulingYuanpudendo verificar que Huangshan não era uma montanha “dupla”, antes uma montanha tripla e com extras: pontes, frinchas, caminhos estreitos… 😀 No caminho de regresso dirigi os meus passos ao Bright Top Peak e ao Pico do Alquimista e por essa altura o tempo estava novamente pardacento. Daí segui montanha abaixo durante duas horas e meia até ao “portão” da face Este da montanha, YunGu e quando aí cheguei eram 16.10, ou seja, todo o percurso demorou exatamente oito horas a ser concluído. 🙂

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Huangshan, Montanha Amarela

Ato II – Os Heróis da Montanha

Neste período o que mais me desiludiu foi ver o caminho para o Celestial Peak (1810 m) encerrado e o que mais me surpreendeu ao longo do dia foi ver a capacidade do ser humano para ser uma besta de carga, montanha acima, montanha abaixo. Vi homens a carregarem cerca de cinquenta quilogramas aos ombros e fiquei com a certeza que estes homens são uns heróis! E se existem momentos – particularmente nas ascensões – em que me sinto cansado, basta ver um destes homens para pensar que estou a ser piegas!

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Hangzhou. Cidade do Amor!

Depois de efectivado o negócio voltámos ao lago Oeste e calmamente começámos a percorrê-lo no sentido dos ponteiros do relógio. Aqui, pude finalmente observar qual o motivo que leva os chineses a batizar Hangzhou de “Cidade do Amor”. A paisagem serena, as pessoas a conversar, os jardins cuidados, as múltiplas pontes, as florestas, as flores – entre elas, os lótus brancos – os templos, as pagodas, os casalinhos apaixonados, os barcos no lago, as colinas circundantes – entre as quais a Solitary Hill  a vista sobre a cidade, a relva verde, mais casalinhos apaixonados, fotografias e retratos de casais com vestidos e fatos de noivos. Tudo isto faz parte do puzzle, Hangzhou, a cidade do Amor! 😀

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