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Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Hangzhou

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Na turística cidade de Hangzhou – pode encontrar mais aqui – e cidade do Amor, tive a oportunidade de passear nas margens do afamado e sereno lago do Oeste e de saborear o famosíssimo chá Longjing.

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Crónicas Em trânsito O 1º Dia

Em trânsito: Hangzhou – Tangkou. Ao Deus Dará

No dia anterior despedi-me da Shue e ao trocarmos os e-mails ficou semi-prometido que voltaríamos a encontrar-nos, desta feita em Nachang a cidade onde ela estuda. Antes de partir para Tangkou – vila nas imediações de Huangshan, a montanha amarela – comi o pequeno almoço no mesmo restaurantezito dos dias anteriores, porém como já não tinha as raparigas comigo, enganaram-me no preço da comida! Claro que fiquei irritado, sabendo imediatamente o que estava a acontecer e antes de partir fi-los perceber que eu sabia que o preço estava inflacionado!

Quanto à viagem propriamente dita, esta demorou quatro horas e meia e decorreu de forma serena, numa paisagem verde e na mesma aproveitei para escrever no caderno. O momento alto ocorreu já depois da chegada quando o condutor do autocarro decidiu parar em frente a um restaurante  para receber umas “luvas”, certamente – e tal facto fez com que eu não fizesse a mínima ideia onde me encontrava! 😛 O que valeu é que apesar da sua honestidade duvidosa, foi simpático e prontificou-se a ligar para o meu hostel, para me virem buscar. 🙂

Enquanto esperava, apareceu um carro preto com um condutor que disse ter sido enviado pelo hostel e apesar de não estar 100% certo da veracidade desta informação segui viagem com ele. O facto de ser de dia e não pensar ser raptado ajudaram-me na tomada de decisão. 😛 No caminho recolhemos um casal de alemães e na viagem falámos de estadias no pico da montanha, em diferentes alternativas e fui observando que a cidade era apenas uma estrada com edifícios de ambos os lados e que era de longe o local mais desinteressante que vi na China até esse momento. Pouco depois, fui largado nas imediações do hostel e recebi uma cartão, o senhor mistério acabara de ser batizado, Mr. Hu. No final da viagem tive a certeza que ele era da “concorrência”, mas para mim pouco importava, estava no local certo e não tinha pago nada para lá chegar. 🙂

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Crónicas

Correios Chineses

Com a ajuda de Shue e da amiga, consegui finalmente largar um pouco de lastro da bagagem e numa das estações de correio da cidade, fiz um pacote com três quilogramas – roupa mais quente, mapas e papéis, o diário que terminei na China e mais umas tralhetas – e pus tudo a caminho de Portugal. Goodbye e bon voyage! 🙂

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Crónicas Fotografia

Hangzhou. Cidade do Amor!

Depois de efectivado o negócio voltámos ao lago Oeste e calmamente começámos a percorrê-lo no sentido dos ponteiros do relógio. Aqui, pude finalmente observar qual o motivo que leva os chineses a batizar Hangzhou de “Cidade do Amor”. A paisagem serena, as pessoas a conversar, os jardins cuidados, as múltiplas pontes, as florestas, as flores – entre elas, os lótus brancos – os templos, as pagodas, os casalinhos apaixonados, os barcos no lago, as colinas circundantes – entre as quais a Solitary Hill  a vista sobre a cidade, a relva verde, mais casalinhos apaixonados, fotografias e retratos de casais com vestidos e fatos de noivos. Tudo isto faz parte do puzzle, Hangzhou, a cidade do Amor! 😀

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Crónicas Fotografia

A Prova do Chá

No nosso primeiro dia a sério em Hangzhou visitámos a zona a sul do lago e aí encontrámos pequenos lagos, cascatas e trilhos de pedra por entre árvores e vegetação frondosa e lembrei-me de Sintra, tais as semelhanças. 🙂 Ao longo do caminho, também fomos encontrando plantações do famosíssimo chá – LongJing  e numa delas a Shue e a amiga falaram com uma camponesa. Partimos então para uma prova de chá e ficou acordado que se quiséssemos no final podíamos comprar o mesmo. 😉

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Andámos até uma aldeia nas imediações e num terraço com vista para os montes e plantações circundantes, tivemos a nossa “degustação” de chá e mais tarde uma pequena “discussão” de preços e qual a quantidade a comprar por cada um de nós – acabei por ficar com cem gramas. Mas durante todo o “processo” o que gostei mesmo, foi da vista e de observar um velhote castiço – que dizia falar japonês – que era o marido da camponesa que encontrámos. 🙂

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Crónicas Em trânsito

Em trânsito: Shaoxing – Hangzhou. Separação Forçada, Reencontro e Pandemónio!

Na estação de comboios quando estava para comprar o bilhete para seguir para Hangzhou com a Shue, o comboio estava esgotado e tive de comprar um bilhete para seguir noutro – que partia mais cedo, mas chegaria depois – e ela esperaria por mim na estação durante sensivelmente meia hora. Os pequenos problemas com que nos deparávamos eram: a Shue tem miopia, que não é completamente inofensiva e não usa óculos! :/ A estação de comboios de Hangzhou é “grandita” e com bastante afluência de pessoas – que novidade! – e não havia a possibilidade de telefonarmos – ela com um número chinês e eu com um número português. A verdade é que estava um pouco expetante e por isso arranjámos uma solução com cores fortes: o azul do meu softshell e o cor-de-laranja do saco que lhe pûs nas mãos antes de partir. 🙂

Felizmente correu tudo bem, na estação de comboios de Hangzhou voltámos a reencontrar-nos e nas imediações da estação esperámos por uma amiga da Shue, que veio da cidade onde elas estudam e que iria viajar em Hangzhou e Xitan com a Shue – no dia em que eu seguiria para Huangshan, elas iriam para Xitan. Daí seguimos de autocarro para as imediações do lago Oeste e a viagem para além de cara – preços inflacionados por ser altura de feriados!* – bastante lenta – tivemos de mudar de autocarro e esperar, esperar… esperar – e muito confusa – tanto no interior como no exterior do autocarro, existiam demasiadas pessoas – revelou-se um autêntico pandemónio! Nessa altura, Hangzhou pareceu-me o inferno na terra. :/


*Nunca vi uma companhia de transportes fazer tal coisa. E não, aviação não conta. 😛