Pedalando em Phonsavanh

Ato I – A Desorientação e o Sítio número 1

Partimos de Phonsavanh pedalando em direção à planície dos Jarros, seguindo a N7 para Oeste. Ao sairmos da cidade passámos pela estação de autocarros Norte para verificarmos os horários para Vang Vieng, mas a estação estava… deserta!

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À medida que pedalávamos, tentávamos encontrar indicações na estrada, mas como não víamos nada fomos perguntando às pessoas o caminho para Xieng Khuang. Enveredámos então por uma estrada de terra batida, mas que se notava perfeitamente estar em construção – fase de terraplanagem – e com a companhia de um céu azul, das nuvens e do sol fomos apreciando a vastidão da paisagem, o silêncio e eu ia pensando que só no Laos mesmo, um caminho para um destino turístico não ter indicações absolutamente nenhumas. 😛

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Pedalámos até encontrarmos casas e, após umas deambulações nas redondezas  – uma hora para trás e para a frente – e de termos perguntado muitas vezes por Xieng Khuang e qual a sua direção, lá demos com uma placa que indicava: Plain of Jars → 500 m. Seguimos a estrada e passadas três horas de sairmos de Phonsavanh estávamos finalmente na entrada do Sítio número 1. 😛 Nessa altura pensei que mesmo que não visse mais nenhum local, pelo menos aquele ninguém mo tirava, bem como a estória para lá chegar. 😉

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Este sítio, que se encontra completamente desminado, é o maior e o mais vasto de todos os locais arqueológicos abertos ao público – área de vinte e cinco hectares, trezentos e trinta e quatro jarros entre os quais o maior deles tem um diâmetro de dois metros e meio e dois metros e cinquenta e sete centímetros de altura! – e é um local distinto, com um carácter muito particular e surreal. 🙂 Os jarros brotam do solo quais flores de pedra e os mais bem conservados têm tendência para ter água no seu interior. A paisagem é verde, cheia de erva, algumas árvores, campos de cultivo à volta, vêem-se crateras de bombardeamentos que entretanto estão cobertas de vegetação, montes, alguns charcos… um misto de pedra e vegetação que se funde, que se mescla, que se complementa. Estranho! Belo! 😀

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P.S. – Mas o que são os Jarros?

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