No parque natural de Khao Yai – pode encontrar mais aqui – penetrei pela primeira vez num ambiente de selva, encontrando um ambiente extremamente húmido, uma vegetação verde e densa, chuvas torrenciais, cascatas de águas barrentas, várias espécies de pássaros, macacos, incontáveis e saltitantes sanguessugas, veados, um crocodilo, um furão e um elefante no meio da folhagem.
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Na dourada capital do norte, Chiang Mai – pode encontrar mais aqui – experienciei vários momentos inesquecíveis: a visita ao reino dos tigres; o primeiro encontro com a maravilhosa gastronomia tailandesa e a aula de culinária; o reencontro com Sam; o loop de scotter em redor da cidade na companhia de Kristian; mas principalmente, foi aí que recebi a visita de M. com quem visitei os múltiplos e ricos templos da cidade, onde tudo brilha e reluz como o ouro. Bem vindos à face rica da Tailândia.
Na pequena vila ribeirinha de Nong Khiaw – pode encontrar mais aqui – fiz travessias de barco no rio Nam Ou, visitei uma gruta histórica dos tempos da Guerra do Vietname, esperei durante hoooooras por uma boleia que nunca se concretizou e fui polícia sinaleiro de pintainhos.
Na cidade de Beihai – pode encontrar mais aqui – conheci pessoas extraordinárias que me proporcionaram um dos dias e uma das noites mais memoráveis de todo o país. E como se isso não bastasse, deparei-me com graaaaaaandes aranhas e destilei na bonita e escaldante Praia da prata.
Na cidade antiga de Lijiang e um dos locais que melhor nos transporta de volta aos tempos da China clássica – pode encontrar mais aqui – para além de turistas chineses às “pazadas”, ruas minadas de hostels, bares, cafés, restaurantes e lojas de comércio… felizmente também pude observar pequenos canais, múltiplas pontes, casas antigas, flores, frondosas árvores e este belo e altivo galo.
Na ascensão até ao topo da montanha Emei, a minha estreia acima dos três mil metros, o nevoeiro foi uma constante e na descida houve um encontro do “décimo segundo” grau com macacos agressivos. Na fotografia pode observar-se o templo existente no Jin Ding – Pico Dourado – envolto num manto branco – pode encontrar mais aqui.
Na “Terra do Bacalhau”
A caminho da Terra do Bacalhau e dos Vikings, saí pela primeira vez de terras lusas – que segundo os Romanos são: “terras de um povo que não se governa nem se deixa governar” – com o objetivo primordial de procurar trabalho. Durante a travessia aérea, senti-me expetante, ansioso e receoso com a possibilidade de não o conseguir encontrar, mas simultaneamente esperançoso que a realidade dependesse apenas de mim e da minha abordagem. Como fui aprendendo ao longo da minha odisseia asiática, não vale a pena sofrer por antecipação, por isso o melhor era tentar manter-me otimista e rodeado de pensamentos POSITIVOS. O NÃO estaria sempre garantido, por isso o objetivo passaria por ser o mais proativo possível e ter a noção que existiam múltiplos caminhos para a felicidade. Não havia que fechar portas, pois nunca sabemos até onde estas nos podem conduzir.
Na Noruega fiquei o mesmo período que Cristo jejuou no deserto e durante esse tempo, para além de ter perdido a ilusão de ser contratado por uma empresa de Petróleo e Gás – mercado em rota descendente – percebi que até os trabalhos não qualificados – limpezas, restauração… sem conhecimentos de norueguês são difíceis de obter, ainda para mais numa cidade relativamente pequena como Kongsberg. A partir daí tudo se complicou e entrei num ciclo vicioso e circular: Língua – Trabalho/Emprego – € – sem conhecimentos da língua, não se consegue encontrar trabalho, sem este não há dinheiro e sem o último também não se consegue frequentar cursos para aprender a língua.
No país experienciei as quatro estações, observando dias cinzentos e pardacentos – a larga maioria – dias de sol radioso e dias de neve; senti no metabolismo os efeitos da reduzida luz solar – sonolência, inércia, ligeira melancolia – devido à latitude, existe um aumento da inclinação dos raios solares, que no período de Inverno se traduz em dias curtos e noites longas; conheci calorosas pessoas com especial destaque para o Paulo, a Vera, o Leandro, o Marcin e o Anders, o Renato, os trainee, o Joãozinho e o Daniel; vivi e visitei Kongsberg e os seus agradáveis arredores – verdes florestas de altíssimos e antigos pinheiros, colinas e montes rochosos, rios e lagos cor de azeviche – a cidade costeira de Sandefjord, lar do interessante museu das Baleias, e a agradável e tranquila capital Oslo onde destaco a zona portuária de Aker Brygge e a Opera House, que mais se assemelha a um massivo iceberg. 🙂
A Noruega, é um país de natureza, topografia acidentada, fracamente povoado e depois de lá ter estado, tenho a clara noção que apesar dos preços serem globalmente elevadíssimos – transportes, restauração, alojamento… -, a partir do momento que se arranjar trabalho, haverá sempre dinheiro para viver. Sendo um país que proporciona aos seus habitantes, uma excelente qualidade de vida! Para resumir a minha estadia, afirmo que apesar da busca de emprego/trabalho se ter revelado infrutífera, gostei bastante da experiência e sei que quem conseguir emigrar para o país com sucesso, fará uma excelente aposta. 😀
Para além disso, apercebi-me de alguns factos que podem ser resumidos numa ideia que gostaria que os meus conterranêos Lusos acreditassem: “Não somos inferiores aos povos nórdicos, em nada! Sendo tão trabalhadores ou bons vivants como eles. 🙂 A grande diferença, é que vivemos num modelo de sociedade que não funciona e eles não. Este fosso, é explicado pela palavra, CONFIANÇA. O grande problema do nosso país e outros países do sul da Europa, é que foi criada uma nuvem de desconfiança e suspeição generalizadas, que minam e corroem toda a estrutura da sociedade da base ao topo. Somos ensinados a desconfiar e acreditamos que quem falha – e todos falhamos – o faz propositadamente e por obscuros interesses pessoais, em vez de falhar por incompetência/desconhecimento. A realidade é que sendo levados à desconfiança, somos levados à corrupção, à descrença, à inabilidade de sonhar e de nos tornarmos melhores cidadãos, capazes de melhorar o nosso país.
Inle Days? Group Days
Ato II – A Bordo e a “Desbordo”
No nosso primeiro dia realmente a “sério” em Inle, passeámos de barco todo o dia no lago e nos seus arredores. Primeiro, fizemos uma longa e serena travessia numa superfície de prata até à povoação de In Dein, onde encontrámos o mercado diário – no lago de Inle, todos os dias existe um mercado, a sua localização é que se vai alterando – e durante quarenta e cinco minutos vimos toda a sua azáfama e movimento, e apanhámos uma grande chuvada, que foi tão rápida a chegar como a partir. 🙂
De regresso ao lago, fizemos as “famosas” paragens nas lojas dos artesãos locais, ao mesmo tempo que vimos a vida do local e dos seus habitantes a desfilar à nossa frente, tal como os frames de um filme. 🙂 Primeiro, parámos numa loja de tecelagem e vimos como da flor de lótus se extrai a fibra, que depois se transforma em linhas para tecer peças de roupa, lenços, toalhas… cada uma destas peças, tecida com a linha desta flor é caaaaaaaaaaaríssima – muito mais do que a seda – mas ao observar a sua textura crua e tosca, não pude deixar de me questionar: “quem comprará, estas peças!?”. De qualquer modo, as linhas de lótus podem ser combinadas com as linhas de seda e quando tal acontece, o seu aspeto visual torna-se muito mais apelativo e luxuoso. O destino seguinte, foi uma loja de prata, onde vimos o interessante processo de fundição e onde encontrámos um cãozito muito engraçado e traquinas! 😛
Nova paragem, desta feita numa “fábrica” tradicional de tabaco onde comprei cem cigarros para levar como recuerdos para Portugal e felizmente essa foi a nossa última “loja” do dia! 😉 Na paragem para almoçar, conseguimos negociar o valor do repasto e depois da paparoca, ficámos lá um bocado deitados a dormitar. 😛 Quando voltámos a embarcar, partimos para o Mosteiro dos Gatos Saltitantes, onde encontrámos um bonito mosteiro e gatos sonolentos e preguiçosos. 😛 A verdade é que durante o resto do dia não fizemos mais paragens, exceto algures no meio do lago para um mergulho, mas mesmo assim o tempo passou num ápice e apenas regressámos à vila de Nyuang Shwe depois das cinco da tarde. 🙂
Findado o passeio, regressámos ao barzito do dia anterior e antes de pedir algo, notei que me faltava o telemóvel. Sem muita confiança, mas por descargo de consciência voltei ao cais para falar com o nosso barqueiro e antes de perguntar, já ele estava a acenar com o telemóvel na mão! Porreiro pá! 😀 Já mais animado, voltei à “base” e aí fiquei em amena cavaqueira durante o resto da tarde e príncipio da noite. Nessa altura e incrivelmente, passados algumas semanas e fruto do acaso, reencontrei Luke e Alexa – um casal de britânicos – que conhecera em Sugar Beach, Filipinas! O mundo é mesmo um T0! 😉
Depois de me inscrever no centro de interação, fiquei à espera de pessoas para partilhar barco, mas desde logo fui avisado pelos diligentes funcionários que não era provável haver muita procura, uma vez que o festival do Butanding iria começar no dia seguinte. 🙂 Mas perguntará o caro leitor, afinal o que é o que é isso de Butanding!? Tenha calma. A explicação virá nas próximas linhas. 😉
Sem opções relativamente ao motivo que me levou até àquela vila no Sul da ilha de Luzon, decidi passar a noite em Donsol e para minha felicidade, encontrei um resort muito agradável e com excelentes condições. Aí, passei um dia relaxado a apanhar banhos de sol, mergulhei alternadamente no mar e na piscina que mais parecia uma sopa :P, escaldei os pés na areia escura da praia, atualizei o caderno, aproveitei para ver o tranquilo e sereno pôr do sol, passeei vagarosamente, ponderei ficar mais uma noite na vila, escrevi para o blog, seleccionei fotografias para o Facebook e… jantei na praia, com as estrelas sobre a minha cabeça. 😀
No segundo dia em Donsol, acordei às 5.30 e às 6.00 já estava no centro de interação para o início das festividades da semana do Butanding. Aí, assisti à missa vespertina, falei com nativos e fui convidado para seguir a bordo numa romaria marítima. 🙂 Nessa viagem, falei com Jay Ray sobre Oslob vS Donsol e sobre os magníficos tubarões baleia – butandings, na língua filipina. 😉 – Durante este passeio/romaria fiquei a saber que este era um dia especial, e como tal, não tinha que pagar barco, nem tão pouco alugar uma máscara com snorkel, uma vez que ele me arranjou uma de borla! Nesse momento, voltei a sentir-me, tal como em tantos outros momentos desta viagem, um verdadeiro felizardo! 😀
Depois de regressarmos a terra, paguei a taxa ecológica/inscrição, fiz um pequeno compasso de espera e voltei a embarcar, desta feita para o tour dos tubarões baleia. 😀 Durante duas horas, andámos naquele mar azul em busca destes animais absolutamente incríveis e felizmente conseguimos encontrar um juvenil, de aproximadamente três metros, com quem mergulhámos sete vezes! Em Donsol, apesar de continuar a existir algum alarido à volta destes fantásticos seres, a experiência foi bastante mais natural do que em Oslob, uma vez que em aqui não há ofertas de comida para atrair estes gentis gigantes. 🙂 Apesar das imperfeições do sistema – tenho dúvidas que algum dia seja possível promover um que seja ideal! – existe o apoio da WWF e parece-me que apesar de tudo, o conceito resulta melhor que em Oslob. Desse modo, Donsol ficará simpaticamente guardada na minha memória como o reino dos Butadings. O reino dos tubarões baleia! 😀
















































































































