Khao Yai!? Na Selva!

Ato II – A Redenção   

Depois do almoço e de recarregarmos um pouco as baterias, partimos a caminhar para o Orchid campsite, uma vez que era aí que começava o trilho número 2 – um dos dois, que se podia fazer sem guia. Porém e quando seguíamos pela estrada de alcatrão, voltámos a apanhar boleia de uma carrinha do parque natural e esta largou-nos na Haew Suwat Waterfall. Como já estávamos no final do trilho resolvemos visitar primeiro a cascata e depois seguir no mesmo no sentido inverso. Posso afirmar que a cascata não desiludiu, pois o seu caudal era realmente massivo e a sua altura imponente! Rugia como um tigre, selvagem! 🙂

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Daí partimos então para o trilho e às três da tarde começou a redenção de Khao Yai! O caminho estava bem marcado e era de facto no meio da selva, lamacento, havia alguns troncos caídos, a vegetação era abundante e cerrada por vezes. Sentia-se finalmente o sabor da selva e o seu toque exótico, mas uma selva que podíamos penetrar sem ajudas de terceiros. À medida que progredíamos sentia o meu estado de espírito a modificar-se e nesta altura já estava a achar que a vinda a Khao Yai não tinha sido nenhum desperdício. 🙂

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Chegámos então às imediações de um rio e do primeiro aviso: “Beware of Crocodile”. Prosseguimos e uns minutos mais à frente, novo aviso: “No Swimming”, mais uns metros e novamente: “Beware of Crocodile”, a cada passo sentíamos que estávamos a aproximar-nos, até que… o trilho lamacento tornou-se mais lamacento e a sua direção virou completamente para o rio! Para além disso havia uma curva muito fechada e que nos cortava completamente a visibilidade. “Oh diabo! Tanto aviso ao crocodilo e agora somos encaminhados para os seus domínios!? Ainda para mais num terreno tão escorregadio e empapado!? Mau!” Parámos e ficámos a olhar um para o outro. :/

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Alternativas? Subir uma ladeira íngreme e embrenhar-nos no meio da selva? Não! Não era opção. Aliás não havia muito a fazer, ou voltávamos para trás ou seguíamos em frente. Foi o que fizemos. Muni-me com um pau grosso, de dois metros de comprimento e segui em frente, com a M. logo atrás de mim. Pé ante pé… Tum, Tum… Tum, Tum… o meu coração batia mais acelerado fruto da adrenalina e logo a seguir à curva, estancámos! Ali estava ele! Em cima de um tronco, no meio do rio a apanhar um banho de sol. Naquele momento relaxámos um pouco, pois soubemos onde estava o nosso “bichano” e qual o seu tamanho – aproximadamente três metros – e aparência – verde claro e olhos dissimulados, que nunca sabemos para onde estão a olhar. Foi realmente emocionante ver um predador no seu habitat e tão perto de nós – cerca de oito metros! Muito mesmo! E Khao Yai podia ter acabado ali que a redenção já estava feita! 😀 Porém a história não acaba aqui

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