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Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Lijiang

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Na cidade antiga de Lijiang e um dos locais que melhor nos transporta de volta aos tempos da China clássica – pode encontrar mais aqui – para além de turistas chineses às “pazadas”, ruas minadas de hostels, bares, cafés, restaurantes e lojas de comércio… felizmente também pude observar pequenos canais, múltiplas pontes, casas antigas, flores, frondosas árvores e este belo e altivo galo.

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Em trânsito: Lijiang – Dali. Honestidade, a Bordo?

A viagem de comboio decorreu com normalidade, porém os lugares disponíveis não eram cadeiras mas sim camas. Porém, como esta viagem não era noturna, as mesmas tinham de ser partilhadas – não, não é no sentido literal! 😉 – e as pessoas sentavam-se lado a lado. Durante o percurso acabei de pôr o diário em dia, observei a verde paisagem, as montanhas, os inúmeros túneis, o grande e azulão lago Erhai no qual Dali se localiza, o sol a doirar e as nuvens a ganharem cor.

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Quando cheguei a Xiàguān  cidade nova de Dali e onde se localiza a estação de comboios – tive de apanhar um autocarro – Nr. 4 – para o meu destino, uma vez que a cidade antiga e turística de Dali (Gǔchéng) fica aproximadamente a dezoito quilómetros de Xiàguān. Durante o trajeto, o autocarro estava completamente apinhado e como tal havia entradas e saídas em todas as portas do nosso veículo. E porque relato esta viagem? Bem, o que me deixou siderado e de olhos em bico, foi ver a honestidade? Capacidade para seguir regras? Destas pessoas! 🙂 Uma vez que as pessoas que entravam nas portas intermédias do autocarro entregavam o dinheiro e os passes electrónicos a outras pessoas e ambos – passes e dinheiro – iam circulando de mão em mão até à frente do autocarro onde as notas eram colocadas numa caixa transparente e os passes passavam pelas leitores electrónicos e eram imediatamente devolvidos às pessoas pela mesma via, mão em mão. Independentemente dos motivos que levam as pessoas a este “ritual”,  foi fantástico ter a oportunidade de observar algo assim. 😀

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Crónicas Fotografia

Dias tranquilos em Lijiang

Depois de regressar do grande embuste, voltei ao meu hostel de Lijiang, o Garden Inn. À semelhança do hostel de Ping Yao, este é completamente voltado para o interior e dominado pelo seu grande pátio. Porém aqui, o centro é dominado por uma mesa de snooker. À sua volta, mas ainda distantes, existem mesas, cadeiras e bancos de madeira, cadeirões de verga que permitem às pessoas repousarem e muitas plantas. Num pátio semi-interior localizam-se algumas das casas de banho e a zona para “tratar” da roupa (lavá-la e secá-la). Os quartos localizam-se no pátio principal em edifícios de dois andares e de arquitectura chinesa tradicional, o que confere ao espaço uma aura mágica, principalmente ao anoitecer e nas horas em que o pátio fica iluminado pela luz mortiça das suas lanternas. 🙂

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Neste hostel espectacular, fiquei mais duas noites e quase três dias e aqui com tranquilidade, organizei a minha vida para o meu futuro sem a presença protetora de Xiaoling. Durante esse tempo, aproveitei para lavar roupa e limpar as mochilas e as botas, continuei e acabei de organizar as fotografias que foram perdidas quando o computador “brekou” em Chengdu, avisei backpackers que iam a caminho do Tiger Liping Gorge para o embuste que os esperava, comprei o meu bilhete de comboio, marquei o hostel de Dali, tentei organizar um pouco o meu percurso  para a fase “pós-Dali”, enviei e-mails, escrevi para o blog… e ao saber da existência de um festival em Xishuangbanna, o Poshuiejie, fiquei a matutar se iria ao mesmo.

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Antes de partir para Dali, tive a minha última refeição com o Xiaoling – que ficou em Lijiang à espera de uma amiga – e ao despedir-me dele agradeci-lhe com sinceridade, todo o bem que me fez e as boas experiências que me proporcionou enquanto estivemos juntos. 🙂 Na imensa e deserta estação de comboios  será que estava mesmo na China!? – esperei pelo meu meio de transporte e enquanto escrevia no meu diário fui observado atentamente e com curiosidade por uma senhora idosa e pela sua neta. Ao despedir-me de Lijiang e desses dias tranquilos, não pude deixar de sorrir. 🙂

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Último Grande Passeio, My Friend?

No dia anterior e antes nos deitarmos, o Xiaoling transmitiu-me que iria ficar em Lijiang durante os próximos quatro dias. Motivo? Tinha que esperar por uma amiga e ao mesmo tempo iria aproveitar para descansar. Confesso que não fiquei triste com o facto, uma vez que já existia algum cansaço mútuo acumulado e com toda a lógica estava a chegar a hora da despedida!

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Nesse dia passeei com o Xiaoling e tive a plena consciência que estávamos a ter possivelmente o nosso último dia juntos. Primeiro, passeámos em Lijiang mas fora da zona histórica e o que vimos foi uma cidade normalíssima mas que continuava a dar a sensação de pequena vila.  Apanhámos então o autocarro Nr. 11 que nos deixou “à porta” de Shuhe, uma aldeia que fica a cinco quilómetros do centro e que é bastante turística. Tal como em Lijiang o negócio do turismo está completamente implementado e enraizado na vida desta aldeia histórica: comércio, restaurantes, bares, cafés e hostels dominam quase todas as fachadas e os turistas acorrem aqui como enxames de abelhas. 😛 Porém ao circular nas suas ruas e ruelas foi-me possível apreciar o verde da paisagem, os canais que muitas vezes servem de lavadouros ou frigoríficos, as hortas, os músicos de rua e com os quais tive a oportunidade de “batucar” uma música, o sol e as nuvens, os desenhos feitos por estudantes e aspirantes a artistas e claro… pousar para a fotografia com uma chinesa trajada a rigor.

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Quando saímos de Shuhe, finalizámos o nosso passeio na zona “velha” de Lijiang primeiro de dia, onde continuámos o passeio do dia anterior. À noite e não houve melhor dia para tal, houve um jantar convívio com uma das chinesas que esteve connosco em Niubeishan, com o seu namorado e com um rapaz chinês que conheci em Qiong Hai e que gostava de filmes italianos. 🙂 Depois de jantar foi possível observar o transformismo da cidade e apreciar a iluminação nas fachadas, as incontáveis lanternas e o movimento incessante e frenético das pessoas que por lá passeavam.

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Crónicas Fotografia O 1º Dia

Cirandar em Lijiang

Quando entrámos em Lijiang e apesar desta ser cidade, parecia que tínhamos chegado a uma vila pacata, tal a aparente paz e serenidade. Depois de termos posto a bagagem no hostel, cirandámos pela cidade “velha”, património da UNESCO e por um dos locais que melhor, nos transporta de volta aos tempos da China Antiga. Aqui e após quinze dias passados numa China mais desconhecida, voltei a encontrar alguns ocidentais  principalmente franceses – e turistas chineses às “pazadas”.

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Porta sim, porta sim, as ruas estavam minadas de hostels, bares, cafés, restaurantes e lojas de comércio. A cada rua, a cada esquina, a cada beco, não havia um momento em que estivessemos sós. Porém e felizmente também se viam pequenos canais, pontes, casas antigas, flores e árvores. Tudo isto, sob o signo da delicada Primavera. 🙂 

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