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Aprendizagens Made in Tailândia

Depois de chegar a Pulau Pangkor e de “meditar” sobre a atribulada viagem, resolvi fazer uma pequena súmula sobre a Tailândia. A famosa terra dos sorrisos está claramente dividida em duas e a fronteira encontra-se em Bangkok, a capital. Se no norte, ainda somos tratados com um certo respeito, no sul não passamos de um porta-moedas andante. :/

Durante os dias que estive no país, não houve uma única viagem que possa ser considerada “normal”! E no sul, o “sistema” montado em torno dos transportes parece uma malha de aço! Aqui não vale a pena inventar. Os transfers entre a Tailândia continental e as ilhas que envolvam múltiplos meios de transporte – autocarros, carrinhas, barcos, ferries, tuk-tuk´s… – serão sempre mais baratos se comprados numa agência, em vez de fazer a viagem troço a troço e comprar os bilhetes por nossa conta, tal não significa que todas as agências vendam os transfers aos mesmos preços, valendo sempre a pena indagar.

O famoso “sistema” é de tal modo complexo e intrincado que durante quase todas as viagens os comprovativos/recibos de compra desaparecem no bolso de alguém e são trocados por outros papéis e autocolantes. Com esse simples gesto, desaparece a evidência da existência de turistas no sul do país. :/

Para além do que referi nos parágrafos anteriores, fiquei com a certeza que um local/paisagem podem ser o paraíso mas que os habitantes podem arruinar a experiência, ou alternativamente torná-la maravilhosa – que não foi o caso! 😦 E na despedida da terra dos sorrisos, fiquei com a sensação de não querer regressar! Pelo menos ao sul e às suas mafiosices constantes!

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Em trânsito: Koh Phi Phi – Pulau Pangkor. Cruzando Fronteiras

Ato I – Tailândia Side

O último dia passado na Tailândia foi um dia extenuante, todo passado em viagens e tudo por culpa do bilhete vendido pela minha “amiga”. Esse famoso bilhete levou-nos até Had Yai  a cerca de quarenta quilómetros da fronteira! – mas a realidade é que para entrar na Malásia existem transfers diretos – geralmente até à ilha de Penang – por um valor semelhante ao que pagámos! Moral da história?

Na viagem para Had Yai os únicos factos que merecem destaque foi constatar que o desaparecimento de comprovativos de bilhetes no bolso dos motoristas é prática corrente e visualizar a mudança de ambiente religioso – o Budismo desaparece e dá lugar ao  Islamismo. Na chegada com muita dificuldade lá conseguimos comprar bilhetes para Padang Besar – cidade que fica na fronteira entre a Tailândia e a Malásia – e a curta viagem demorou uma eternidade, porque a estrada não era muito boa e o autocarro mais parecia um táxi coletivo! :/ Na chegada o nosso motorista, prestavelmente, quis deixar-nos na fronteira, mas como já eram 18.00 e consequentemente 19.00 na Malásia, pedimos para ele nos deixar num hotel barato.

Mas o que significa exatamente, ficar num hotel barato numa cidade de fronteira? Significa que o rececionista não fala convosco, emite alguns ruídos e grunhe, mas percebe-se que ele está a pedir o dinheiro e o passaporte. 😛 Após esta espécie de comunicação subimos ao quarto para largar as mochilas e quando entrámos o ar cheirava a bafio, “midades” e havia um espelho ao longo da cama! OK?! Abrimos a janela para ver se o cheiro desaparecia e entretanto desaparecemos nós daquela suite magnífica em busca de comida. Demos uma volta pela cidadezita, feia e desinteressante mas que em termos gastronómicos nos satisfez, apesar de alguns vendedores nos tentarem enganar nos preços! Pensei: ”Realmente é mais forte do que eles, nem numa terriola sem turistas perdem a oportunidade! ” Ai a felicidade de sair da Tailândia e do seu sul cheio de esquemas e m#$%@&!”

Já com o farnel voltámos ao nosso hotel e nas escadas da entrada, sentámo-nos para comer. À medida que comíamos, começámos a observar a nossa rua com mais atenção. Do outro lado, existiam dois bares de karaoke com luzes vermelhas acesas e algumas thais na entrada e perante este cenário virei-me para a M. e comentei: “Cá para mim, estes bares de karaoke são a Kikas cá do sítio.” A confirmação veio passado uma hora quando já estávamos no lobby do hotel a tentar marcar um hotel para os dias seguintes e vimos uma “menina” de vestido vermelho choque, acompanhada de um nativo, a sair da zona dos quartos com A/C. Não restavam dúvidas estávamos no hotel das _____ (espaço para darem a resposta). Exatamente! E gozámos com situação, principalmente por elas terem melhores quartos do que aquele onde ficaríamos a dormir… na nossa última noite, na romântica Tailândia. 😛

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Koh Phi-Phi. Do Purgatório ao Paraíso

A chegada às Koh Phi Phi, já na costa oeste, ficou ensombrada por uma enorme desonestidade na venda de um bilhete – não o que nos foi vendido em Koh Samui e que nos permitiu chegar ao nosso destino, mas sim o bilhete para a viagem posterior – e pela cobrança de uma taxa ridícula para entrar na ilha, utilizando o argumento de “taxa ecológica”,  que eu chamo – corrupção governamental. Refira-se que não foi o valor da taxa que me irritou – cerca de 0.50€ – mas o péssimo princípio associado à mesma. :/

          

Quando chegámos àquele paraíso tropical o meu estado de espírito era soturno e esta soturnidade acentuou-se depois de indagarmos algumas agências de turismo. Confirmámos então, que a compra antecipada para sair da ilha tinha sido um péssimo negócio! – não tanto pelo dinheiro associado, mas pela má rota, o que nos forçaria a perder mais tempo e mais dinheiro! :/ – Naquele momento a minha vontade era vaporizar a minha “querida” e desonesta vendedora ou alternativamente torcer-lhe o seu “delicado” pescoço. De qualquer modo e não havendo nada a fazer, decidimos fazer um tour no dia seguinte, pois caso contrário estaríamos confinados a uma área minúscula e pouco paradisíaca. Quando o dia terminou o meu estado de espírito já estava mais leve, fruto da digestão/aceitação da má “entrada” e da visualização de uns “anjos” de fogo e luz. 🙂

       

O dia amanheceu esplendoroso e o nosso Phi Phi Tour foi abençoado por um sol radioso e pelo céu azulíssimo. Partimos então à descoberta das Phi Phi e “arredores” num barco de madeira, na companhia do timoneiro/capitão “boa onda” e outros turistas de várias nacionalidades. Durante o dia vimos múltiplas ilhas a partir do mar e admirámos a sua vegetação luxuriante, as praias de areia branca, alguns resorts espalhados pelas colinas de Phi Phi Don; fiz snorkeling pela primeira vez e pude ver muitos peixes de múltiplas cores, corais e ouriços do mar; parámos na “ilha do Bambo” onde vimos praias que eram um autêntico cartão postal: areia branca e arvoredo, mar de múltiplos azuis – claro, escuro, claro, escuro! – e fizemos praia 😀 ; vimos magníficas e bizarras formações rochosas – fruto da sua natureza cársica – ao largo das Phi Phi Lei  que é uma reserva natural, à semelhança da “ilha do Bambo”; visitámos a magnífica e famosíssima Maya Beach  celebrizada com o filme: A Praia – com as suas enormes paredes de rocha cinzenta cobertas de vegetação, um cheiro a marisco profundo, uma areia tão fina, tão fina, tão fina que bastava um suave movimento da água para ela ficar em suspensão e que a M. fez questão de trazer como recuerdo! E uma água transparente. Quente! Bela! Grandiosa! E… já de regresso a To Long Beach um pôr do sol para guardar na memória e no coração… As cores de ouro e prata fizeram as Phi Phi entrar no paraíso e já no final fomos benditos com uma chuva celestial. 😀

     

     

       

      

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Koh Samui e Paciência de Jo

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Entre Koh Tao e Koh Samui conseguimos evitar a empresa mafiosa da Lomprayah e fizemos a viagem com a empresa concorrente – a Seatram. Na chegada a Koh Samui e uma vez que o nosso destino, Chaweng Beach ficava no lado oposto do cais dos barcos, apanhámos pela primeira um táxi na Tailândia.

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Se Koh Tao já era relativamente turística, Koh Samui era muito mais e a existência de dois Macdonald´s comprovou isso mesmo. :/ A nossa estadia na ilha ficou marcada por alojamentos simpáticos; dias de bastante calor com ciclos de molhagem e secagem associados; atualizações no caderno; hordas invasoras de italianos que não respeitavam o espaço das outras pessoas; gelados; uma praia muuuuuuuuuuuito comprida, com pouca areia, infestada com espreguiçadeiras de resorts e que não era particularmente bela; incontáveis massagistas muitooooooo solícitas e vendedores ambulantes que não se calavam e paravam de “pregar”! 😛 Ai, paciência de Jo!

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Koh Tao e o Mergulho

Depois da “manhã animada“, chegámos finalmente a Koh Tao, a nossa primeira ilha da Tailândia. Na chegada ao quarto, estava um calor dos diabos, o mesmo parecia o Inferno!? Naaaaaaaaa… o Inferno era capaz de ser mais fresco! 😛 O quarto e a guesthouse até eram “porreiritos”, mas este “pequeno“ detalhe estragou o que de bom ambos podiam ter. :/

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Em Koh Tao, encontrámos a nossa primeira praia com areia fininha, água de diferentes azuis – escuro na zona de rochas e corais, e clarinho, quase transparente na zona da areia – e vegetação luxuriante. Até na praia havia árvores e estas não eram apenas coqueiros e palmeiras. 🙂

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Aqui e passados tantos meses, voltei a comer, um pouco de comida ocidental tal a oferta variada e os preços convidativos e principalmente… enquanto a M. aproveitou para relaxar na praia, eu tive a minha primeira experiência subaquática e mergulhei literalmente nas profundezas oceânicas e num mundo totalmente diferente e singular. 🙂

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Na ilha de Koh Tao, tirei um curso de mergulho certificado. Um curso que me permitirá mergulhar em qualquer local do planeta até uma profundidade máxima de vinte metros e vi um mundo rico e variado em seres, cores e acima de tudo muito silencioso e sereno. E na despedida fiquei com a certeza que o “fundo do oceano” é o paraíso, mas que exige muita paz de espírito, respeito e serenidade para que não se torne numa autêntica tormenta. 🙂

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P.S. – Durante os três dias que o curso durou, fiz um mergulho em águas rasas e quatro no oceano e após cada mergulho senti-me mais confortável, menos concentrado na respiração e mais relaxado com o ambiente que me rodeava. E no final, fiquei com a certeza que esta experiência seria para repetir muito mais vezes. A cada mergulho, felicidade em estado puro… 😀

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Em trânsito: Bangkok – Koh Tao. Máfia Legal

Na estação de comboios de Bangkok, tanto no dia em que comprámos o bilhete, como no dia em que partimos da cidade, houve sempre um funcionário “diligente” a querer vender-nos um bilhete para um barco rápido e para os transfers entre a estação de comboios e o cais. Aliás, no dia da compra esse bilhete até estava combinado com o bilhete de comboio. :/

Chegar à ilha de Koh Tao revelou-se um verdadeiro e exasperante quebra-cabeças. Depois da viagem de comboio noturna – que desta feita não teve surpresas, “chocantes”, pois comprámos um bilhete para segunda classe – chegámos à cidade de Chumphon onde nos deparámos e enfrentámos o maior lobby, aliás máfia legal que já vi(mos) até ao momento na viagem. :/ Mas vamos aos factos…

Os nossos problemas começaram logo ao sair da estação, pois ao perguntar a um condutor de tuk-tuk quanto ele cobrava para nos levar até ao cais, ele perguntou-nos pelo bilhete do barco rápido! Respondemos-lhe que não o tínhamos e ele disse-nos para o comprarmos na estação de comboios, fizemos sinal que não e ele devolveu-nos o mesmo. “Ridículo!” (pensei na altura).

Seguimos de mochilas às costas caminhando por Chumphon na tentativa de apanharmos um meio de transporte (autocarro, tuk-tuk, táxi…) para o cais tudo servia desde que o valor que nos pedissem não fosse “estapafúrdio”. Já na avenida principal da cidade, fomos perguntando por barcos, ferries, cais… mas ninguém parecia muito interessado em ajudar-nos, nem sequer os condutores de tuk-tuk, que costumam ser muuuuuuuuuuuuuuito voluntariosos e “altruístas”, queriam nada connosco. Estranho! :/ Parecia que tínhamos uma doença altamente contagiosa e perigosa.

Até que um tuk-tuk parou perto de nós e quando dissemos a fórmula mágica: “Pier, ferry, Koh Tao”, pegou no telemóvel, começou a fazer uma chamada e depois passou-mo para a mão, encostei-o ao ouvido e disse: “Yes?”. Na resposta: ”Lomprayah assistance. Today you still have a boat at 1PM. Do you want to buy the ticket?”, tirei o telemóvel do ouvido, devolvi-lho e fiz sinal ao motorista que não. Estava chocado! :/ E contei o episódio à M.

Tudo começava a fazer sentido, a companhia Lomprayah controlava todo, ou quase todo mercado e estendia os seus tentáculos desde Bangkok – no momento da compra de um simples bilhete de comboio – até aos transportes locais de Chumphon! Quando um peixinho sai da rede, convém apanhá-lo o quanto antes e este “pescador” estava a revelar-se implacável e a encostar-nos ao fundo…


 Notas Finais

Nunca tinha visto, nada assim! Uma empresa, com a conivência das autoridades, a tomar conta duma cidade e ter o monopólio de um negócio, que neste caso é o negócio de transportes, entre Bangkok e as ilhas da costa Este: Koh Tao, Koh Pha-ngan e Koh Samui. Impressionante! 😦

Depois de encostados ao fundo, tivemos mais umas horas de odisseia em Chumphon e arredores. No final acabámos por chegar a Koh Tao… no famoso barco rápido, da Lomprayah! Mas pagando mais e perdendo mais tempo do que se o tivéssemos feito em Bangkok! Caricato! Mas serviu de aprendizagem!

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Bangkok Days

Em Bangkok estivemos cinco dias e nos mesmos para além de visitarmos a cidade, aproveitámos para abrandar um pouco o ritmo da semana anterior e ter dias mais relaxados. 🙂 Para além disso e com a devida antecedência  quatro dias – comprámos o nosso bilhete de comboio para sul, rumo às famosas ilhas paradisíacas da Tailândia e ainda bem que o fizemos, pois à semelhança da China, parece que certos comboios esgotam facilmente.     

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Durante o tempo que estive na cidade, fiquei com sensação que a cidade é grande, mas que não é demasiado caótica, uma vez que nos conseguimos mover facilmente em transportes públicos – autocarros, barcos, metro… – e atravessar as estradas sem sermos atropelados quinze vezes. 😛  Relativamente aos “transportes”, apenas uma nota negativa. Por vezes chega a ser irritante recusar, centenas de vezes as ofertas dos famosos tuk-tuk´s e taxistas, mas penso que tal facto, já faz parte da tradição asiática. :/

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Na cidade visitámos bastantes templos, mas os destaques principais vão para: o  Wat Pho, templo onde “nasceram” as famosas massagens tailandesas e casa de um Buda gigantesco – em posição deitada – que tem a planta dos pés enfeitadas com detalhes madrepérola! Espetacular; o Wat Arun  templo do amanhecer – na margem Este do rio e onde existem estupas de inclinações absolutamente vertiginosas e temos a sensação de cair a pique! e o Wat Phra Kaew – templos no complexo do Grande Palácio. Antes de entrar e como estava de calções, tive que alugar umas calças e em rifa calharam-me umas “belas” calças tipo aladino que os ocidentais veneram quando chegam à Ásia. 😛 Depois da visita, fiquei com opinião que este é o templo mais impressionante de Bangkok e de todo o país. Monumental! 😀 E onde a riqueza é tão imensa e tão concentrada que chega a ser “sufocante”. Parece que o mesmo não nos dá um segundo de “sossego” para apreciar os detalhes seguintes, pois existe um estímulo visual constante e incessante – foi como sentir que estava a beber vinhos excecionais, uns a seguir aos outros mas de “penalty” e por isso os mesmos, não tinham tempo para respirar.

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Deu para visitar diferentes locais da cidade entre eles: Chinatown, Little India, o “infame” gueto mochileiro de Khao San Road que fiquei sem perceber qual o motivo de tanta fama; a moderna zona de Siam Square, os quarteirões adjacentes e alguns dos seus centros comerciais absolutamente gigantescos e delirantes – principalmente os de gadgets eletrónicos – onde comprei uma objetiva de elevada qualidade, em segunda mão, porque a objetiva que trouxe de Portugal estava com uns problemas de focagem e resolvi prevenir uma eventual “catástrofe”.

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Visitámos um dos maiores mercados da Ásia, o monumental mercado de fim-de-semana de Chatuchak, onde se pode comprar tudo, ou… quase tudo: animais, flores, vestuário novo e em segunda mão, loiças, recuerdos, bijuteria, quinquelharia, colchas, toalhas, almofadas, artesanato, pinturas, comida, relógios…enfim uma loucura! Tudo isto espalhado por uma área vastíssima, tanto ao ar livre como em recinto coberto. 🙂

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A cidade também fica na memória, para as nossas papilas gustativas e deixa-nos a salivar. Come-se muito e bem, uma vez que a cada esquina se encontra comida de rua deliciosa e baratíssima! Bangkok nesse aspecto é impressionante! E eu saí da cidade a gostar dela e a querer regressar – um dia – para voltar a mergulhar em toda a sua gama de cores, cheiros e sabores. 😀

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E tal como em Pequim e noutras cidades da China voltei a encontrar um metro anti-suicídio, mas desta vez feita, tenho a prova! 😉

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Crónicas Em trânsito

Em trânsito: Nakhon Ratchasima – Bangkok. Shocking Train

Para chegar a Bangkok, apanhámos um comboio noturno em Nakhon Ratchasima e na estação encontrámos um ambiente soturno, mas que pareceu seguro. Quando o comboio chegou à plataforma, dirigimo-nos à nossa carruagem: Número 11,  3ª classe. Quando entrámos sentimos um calor abrasador, vimos que estava bem apinhada e que os olhos dos nativos não descolavam de nós, parecíamos ET´s e o planeta onde aterrámos revelou-se demasiado chocante para a M.

Depois de eu colocar as bagagens por cima das “nossas cabeças” e de nos sentarmos nos nossos lugares com as mochilas pequenas, protegidas entre as pernas, olhei para a M. que estava com lágrimas nos olhos e dizia: “Nunca mais. Nunca mais, uma viagem destas em terceira classe”. Os lugares eram de facto minorcas e o espaço reduzido, mas acho que o que lhe fez confusão foi ver as pessoas completamente coladas umas às outras e saber que durante a viagem não se podia mexer, porque não havia um espaço individual! Não havia a mínima fronteira na ausência de contacto. Penso que foi isto que a chocou!

Quanto a mim, não posso dizer que foi uma viagem agradável, mas fruto de todas as experiências que já tive na Ásia penso que relativizei facilmente a situação, isto apesar de poder dizer que foi o comboio mais sujo onde já andei e no qual o espaço disponível o mais reduzido. Com base nesta experiência fiquei a acreditar que a mesma, foi uma ligeira amostra do que posso encontrar futuramente na Índia, tais os relatos que me chegam aos ouvidos.


P.S. – Apenas uma curiosidade relacionada com os hábitos dos nativos. Quase todos tinham consigo kits  com um pano húmido – para limparem a cara assim que chegassem ao destino; e estavam munidos com panos/mini-toalhas para porem na cara e protegerem os olhos da luz. Estes pequenos detalhes levaram-me a pensar que os nossos “companheiros” de carruagem estão muito habituados a fazer viagens longas regularmente e como tal já criaram mecanismos de “trânsito” altamente aperfeiçoados! 🙂

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No Templo de Phimai

Para chegar ao último destino cultural a Norte de Bangkoknecessitámos de fazer a viagem a partir de Khao Yai em alguns passos. Primeiro, apanhámos boleia de um Mitsubishi Lancer Evolution VII completamente “kitado” de regresso à cidade de Pak Chong  mas em vez de um acelera maluco, estivemos na companhia de uma família pacata que era amante das pérolas musicais da década de 90, nomeadamente Céline Dion mas numa cover de qualidade duvidosa 😛 ; depois embarcámos num comboio que se atrasou quarenta minutos e durante a viagem mais vinte; e para finalizar, fizemos uma viagem desastrada de sessenta quilómetros a bordo de um autocarro em que no interior da cidade de Nakhon Ratchasima íamos a 20 km/h! E já no exterior duvido que tenhamos passados dos 40 km/h! O motorista, até falhava o tempo de entrada das mudanças. 😛

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Phimai foi o nosso último vértice dos antigos reinos. Diz-se que o local serviu de modelo para Angkor Wat no Cambodja e apesar de não ter a dimensão de Sukhothai, nem a magnificência de Ayuttaya, o seu estado de conservação é muito superior. 🙂 Acredito que o mesmo, está relacionado com o material da construção. Aqui a pedra é rainha e senhora, ao contrário dos locais anteriores onde o tijolo reinava. Aqui não precisamos de imaginar ou tentar visualizar como seria. Em Phimai vemos realmente como era! 😀

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Para além de conservada, a sua área é muito verde e cuidada e existem locais realmente singulares, tais como o Santuário Central e a Ponte das Najas, onde a profusão de detalhes é espetacular. A luz, fruto de uma magnífico dia de sol, que iluminava todo o espaço estava no “ponto” e deu o impulso final para uma bela experiência e uma visita memorável. 😀

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Khao Yai!? Na Selva!

Ato III – A Cereja

Tiradas umas fotografias e filmado o encontro, seguimos viagem e o trilho continuou sedutor e exótico! Selva! Estávamos na selva! 😀 Era isso que sentíamos e até deu para fazer uma travessia de rio em cima de um tronco, com um auxílio de uma corda. Ao andar, fomo-nos maravilhando com tanta vegetação luxuriante. Espetacular! Até que nas imediações de uma pequena cascata, começou a chover torrencialmente e a luz do dia a esmorecer. Nessa altura seguimos o mais rápido que conseguíamos, mas o terreno acidentado e completamente alagado não ajudava muito a nossa progressão! De qualquer modo e passados vinte minutos chegámos ao final do trilho, completamente encharcados e de nada ou pouco valeram as nossas capas “impermeáveis”. 😛

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No Orchid Campsite procurámos abrigo e nessa altura a M. respirou de alívio pois soube que não iria ficar “perdida” na selva, sem a luz do dia. Aliás, apenas nesse momento percebi o quão stressada ela tinha estado, porque no trilho limitámo-nos a andar depressa. De qualquer modo eram apenas cinco da tarde, não havia motivos para alarme! Mas concordo que no meio de uma vegetação densa e debaixo de uma chuva torrencial, a luz esbatida induzia a uma distorção da realidade. Nessa altura apenas queríamos voltar ao HQ para comermos algo e seguir para a nossa “suite” repousar, quando…

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Num golpe de sorte apanhámos boleia de um casal, que nos falou da possibilidade de fazer um safari noturno no parque e ficámos entusiasmados com essa possibilidade e assim que fomos deixados no HQ fomos tentar inscrever-nos no mesmo. Marcado o safari para as 19.00, fomos jantar e tentámos manter-nos o mais confortáveis que conseguimos – as roupas estavam encharcadas e não tínhamos tempo ou possibilidade para as mudar – enquanto esperávamos.

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À hora marcada, entrámos numa carrinha de caixa aberta, equipada com um foco poderoso e partimos pelas estradas de alcatrão do parque à “caça” de animais. O ambiente era engraçado e misterioso, uma vez que estávamos na escuridão absoluta e apenas víamos o local que o foco iluminava. Durante o safari, vimos muitos veados, um animal que parecia um furão ou dessa família, ouvimos o coaxar incessante de rãs e sapos e… a cereja no topo do bolo. Um elefante! É verdade! 😀 À semelhança do crocodilo, foi espetacular, ver este animal no seu habitat e ver a sua forma e dimensão na escuridão da noite.

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Khao Yai ao longo do dia passou de besta a bestial e a “salvação” foi operada por um fantástico trilho, um crocodilo e um elefante! Experiência inesquecível e sem dúvidas um dos grandes momentos desta viagem! 😀

P.S. – Khao Yai é um parque natural de selva e esta deve ser tratada com respeito! Fazer trilhos – exceto os que não necessitam de guias – por iniciativa própria pode parecer uma ideia muito romântica, mas não passa de uma idiotice que pode realmente acabar mal – por exemplo, alguém  perder-se na selva e não sair de lá tão depressa.