Ideias soltas sobre a Malásia

Quando cheguei à Malásia vindo da Tailândia e do seu sul de mafiosices constantes, o facto que mais me surpreendeu foi ver os preços dos transportes afixados e tabelados, como o caso dos autocarros e dos táxis – na grande maioria dos casos. No país a probabilidade de haver enganos nos transportes públicos é por isso muito mais reduzida. 🙂 Isso não significa que não possam existir situações dúbias, por exemplo os barcos em Bako e em Perhentian, onde existe um monopólio associado e as carrinhas de transporte  mini-vans – em Georgetown e nas Terras Altas do Cameron, onde se deve tentar encontrar os preços mais atrativos, pois existe uma grande concorrência entre agências de viagens/transportes.

O símbolo do país está bem patente na nota de 50 MYR  a segunda de valor mais elevado – a palmeira que gera o óleo de palma. A península da Malásia está coberta de hectares e hectares sem fim de palmeiras e infelizmente muita da selva primitiva do Bornéu foi destruída na transformação da paisagem. A verdade é que no mundo atual não existem soluções mágicas. O óleo de palma gera, dinheiro… muito dinheiro! Para além disso substituí-lo é uma tarefa muito complexa, devido ao elevadíssimo número de produtos existentes no mercado – alimentares e não só – que utilizam este óleo na sua composição e a sua substituição pode tornar-se ecologicamente insustentável – o óleo de palma produz quatro a dez vezes mais do que qualquer outra cultura.

IMG_6737

A corrupção – tal como na maioria dos países asiáticos – está muito presente no sistema político e tal situação afeta de forma preocupante e negativa a economia do país. Durante as últimas décadas, muitas decisões foram tomadas de forma leviana e com o objetivo de favorecer certas empresas e indivíduos, em detrimento do bem-comum. Desse modo a Malásia, construiu muitos elefantes brancos e esbanjou um elevado número de recursos naturais. Apesar de no dia-a-dia, em termos gerais, existir uma excelente unidade entre etnias: Malaios, Chineses e Indianos. A unidade da Malásia é abalada pela existência de uma enorme discriminação na atribuição de cargos de estado entre as três etnias, uma vez que os cargos de chefia são quase sempre entregues a cidadãos de etnia Malaia. Tal situação mina a crença das pessoas, na igualdade e na justiça da sociedade.

Entre a Península da Malásia e o Bornéu Malaio, sente-se uma diferença geral de atmosfera. A religião muçulmana diminui em termos de importância e torna-se menos rígida, a religião cristã aparece no mapa e ainda se conseguem encontrar algumas tribos com algumas tradições vivas e raízes antigas. Estas premissas, influenciam de forma decisiva os habitantes da ilha e as pessoas tornam-se no geral mais descontraídas. Para além disso o Bornéu ainda é um espaço mágico e primitivo, onde se podem encontrar alguns pedaços de selva muito antiga, muitos animais selvagens e pessoas muito calorosas e humanas; e desse modo, ficar-me-á para sempre na memória, como um dos locais mais especiais de toda a viagem e onde fui verdadeiramente FELIZ! 😀

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s