Uma “Geografia”. Uma Fotografia: Bangkok

Bangkok_BlogEm Bangkok – pode encontrar mais aqui – fiquei com sensação que apesar de vasta, a cidade não é caótica. Em termos de templos, os destaques vão para: o Wat Pho, local onde “nasceram” as famosas massagens tailandesas; o Wat Arun onde existem estupas de inclinações absolutamente vertiginosas e o Wat Phra Kaew – templos no complexo do Grande Palácio – que é o mais impressionante não apenas da cidade como de todo o país. A capital também me fica na memória, relativamente às papilas gustativas e foi assim que saí da cidade… a querer regressar um dia e voltar a mergulhar em toda a sua gama de cores, cheiros e sabores.

Bangkok Days

Em Bangkok estivemos cinco dias e nos mesmos para além de visitarmos a cidade, aproveitámos para abrandar um pouco o ritmo da semana anterior e ter dias mais relaxados. 🙂 Para além disso e com a devida antecedência  quatro dias – comprámos o nosso bilhete de comboio para sul, rumo às famosas ilhas paradisíacas da Tailândia e ainda bem que o fizemos, pois à semelhança da China, parece que certos comboios esgotam facilmente.     

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Durante o tempo que estive na cidade, fiquei com sensação que a cidade é grande, mas que não é demasiado caótica, uma vez que nos conseguimos mover facilmente em transportes públicos – autocarros, barcos, metro… – e atravessar as estradas sem sermos atropelados quinze vezes. 😛  Relativamente aos “transportes”, apenas uma nota negativa. Por vezes chega a ser irritante recusar, centenas de vezes as ofertas dos famosos tuk-tuk´s e taxistas, mas penso que tal facto, já faz parte da tradição asiática. :/

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Na cidade visitámos bastantes templos, mas os destaques principais vão para: o  Wat Pho, templo onde “nasceram” as famosas massagens tailandesas e casa de um Buda gigantesco – em posição deitada – que tem a planta dos pés enfeitadas com detalhes madrepérola! Espetacular; o Wat Arun  templo do amanhecer – na margem Este do rio e onde existem estupas de inclinações absolutamente vertiginosas e temos a sensação de cair a pique! e o Wat Phra Kaew – templos no complexo do Grande Palácio. Antes de entrar e como estava de calções, tive que alugar umas calças e em rifa calharam-me umas “belas” calças tipo aladino que os ocidentais veneram quando chegam à Ásia. 😛 Depois da visita, fiquei com opinião que este é o templo mais impressionante de Bangkok e de todo o país. Monumental! 😀 E onde a riqueza é tão imensa e tão concentrada que chega a ser “sufocante”. Parece que o mesmo não nos dá um segundo de “sossego” para apreciar os detalhes seguintes, pois existe um estímulo visual constante e incessante – foi como sentir que estava a beber vinhos excecionais, uns a seguir aos outros mas de “penalty” e por isso os mesmos, não tinham tempo para respirar.

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Deu para visitar diferentes locais da cidade entre eles: Chinatown, Little India, o “infame” gueto mochileiro de Khao San Road que fiquei sem perceber qual o motivo de tanta fama; a moderna zona de Siam Square, os quarteirões adjacentes e alguns dos seus centros comerciais absolutamente gigantescos e delirantes – principalmente os de gadgets eletrónicos – onde comprei uma objetiva de elevada qualidade, em segunda mão, porque a objetiva que trouxe de Portugal estava com uns problemas de focagem e resolvi prevenir uma eventual “catástrofe”.

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Visitámos um dos maiores mercados da Ásia, o monumental mercado de fim-de-semana de Chatuchak, onde se pode comprar tudo, ou… quase tudo: animais, flores, vestuário novo e em segunda mão, loiças, recuerdos, bijuteria, quinquelharia, colchas, toalhas, almofadas, artesanato, pinturas, comida, relógios…enfim uma loucura! Tudo isto espalhado por uma área vastíssima, tanto ao ar livre como em recinto coberto. 🙂

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A cidade também fica na memória, para as nossas papilas gustativas e deixa-nos a salivar. Come-se muito e bem, uma vez que a cada esquina se encontra comida de rua deliciosa e baratíssima! Bangkok nesse aspecto é impressionante! E eu saí da cidade a gostar dela e a querer regressar – um dia – para voltar a mergulhar em toda a sua gama de cores, cheiros e sabores. 😀

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E tal como em Pequim e noutras cidades da China voltei a encontrar um metro anti-suicídio, mas desta vez feita, tenho a prova! 😉

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Em trânsito: Nakhon Ratchasima – Bangkok. Shocking Train

Para chegar a Bangkok, apanhámos um comboio noturno em Nakhon Ratchasima e na estação encontrámos um ambiente soturno, mas que pareceu seguro. Quando o comboio chegou à plataforma, dirigimo-nos à nossa carruagem: Número 11,  3ª classe. Quando entrámos sentimos um calor abrasador, vimos que estava bem apinhada e que os olhos dos nativos não descolavam de nós, parecíamos ET´s e o planeta onde aterrámos revelou-se demasiado chocante para a M.

Depois de eu colocar as bagagens por cima das “nossas cabeças” e de nos sentarmos nos nossos lugares com as mochilas pequenas, protegidas entre as pernas, olhei para a M. que estava com lágrimas nos olhos e dizia: “Nunca mais. Nunca mais, uma viagem destas em terceira classe”. Os lugares eram de facto minorcas e o espaço reduzido, mas acho que o que lhe fez confusão foi ver as pessoas completamente coladas umas às outras e saber que durante a viagem não se podia mexer, porque não havia um espaço individual! Não havia a mínima fronteira na ausência de contacto. Penso que foi isto que a chocou!

Quanto a mim, não posso dizer que foi uma viagem agradável, mas fruto de todas as experiências que já tive na Ásia penso que relativizei facilmente a situação, isto apesar de poder dizer que foi o comboio mais sujo onde já andei e no qual o espaço disponível o mais reduzido. Com base nesta experiência fiquei a acreditar que a mesma, foi uma ligeira amostra do que posso encontrar futuramente na Índia, tais os relatos que me chegam aos ouvidos.


P.S. – Apenas uma curiosidade relacionada com os hábitos dos nativos. Quase todos tinham consigo kits  com um pano húmido – para limparem a cara assim que chegassem ao destino; e estavam munidos com panos/mini-toalhas para porem na cara e protegerem os olhos da luz. Estes pequenos detalhes levaram-me a pensar que os nossos “companheiros” de carruagem estão muito habituados a fazer viagens longas regularmente e como tal já criaram mecanismos de “trânsito” altamente aperfeiçoados! 🙂