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Os Terraços de Banaue & as Múmias de Kabayan

Depois da visita à aldeia de Batad e aos seus terraços perfeitos, e do trekking do dia anterior, a visita aos terraços de Banaue afigurava-se como uma mera “formalidade” para concluir esses dias felizes na Região Administrativa da Cordilheira (RAC). Porém, mesmo estes revelaram bastante beleza e na travessia pelo seu interior, tive de contratar os serviços de dois miúdos de palmo e meio, Dave (doze anos) e Nick (seis anos) muito engraçados! 🙂 Com eles percorri aquela verde paisagem, em passo relativamente rápido (os miúdos tinham asas nos pés 😛 ), fui fazendo alguns equilibrismos e tirando algumas fotografias. Depois do passeio, voltei ao Sonafel Lodge e aí fiquei tranquilamente a escrever para o blog, até partir. Eram 17.00, quando apanhei o autocarro para Baguio (capital da RAC) e quando chegámos ao nosso destino eram 3.00! Nessa altura, já tinha falado com o simpático motorista, e desse modo ele deixou-me dormir dentro da nossa viatura até às 6.00. 😉

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O meu último destino, na RAC era Kabayan e as suas múmias. Desse modo, eram 6.30 quando voltei a apanhar um autocarro em direção a Sagada, porém desta feita, apenas fiz uma hora e meia de viagem, e numa interseção com a estrada principal, fui deixado pelo prestável motorista. De monstrinho às costas e sempre a subir em rampas muito inclinadas, andei durante meia hora! Até decidir que se continuasse naquele ritmo não iria conseguir chegar às grutas de Kabayan  ficavam a mais de cinco quilómetros da estrada principal. :/ Quando encontrei uma casa perdida naquela paisagem montanhosa, pedi aos seus donos para me guardarem a mochila e bem mais leve continuei a andar. 🙂 Passados poucos minutos, passou uma carrinha amarela a quem pedi boleia e a bordo deparei-me com um grupo de montanhistas filipinos – Chimbang, Autaun, Rodi, Jumpeet, Nilo e Hendeel que ia para o mesmo destino! Perfeito! 😀 Foi deste modo, que visita às múmias de Kabayan, foi realizada na companhia de um alegre grupo. Acompanhados de um nativo que protege o local, percorremos um curto e agradável trilho no meio de um pinhal, e numas pequenas grutas com portas fechadas a cadeado, que foram abertas para nós, encontrámos no interior de pequenos caixões, múmias em posição fetal – crença de voltarem à barriga materna. 🙂

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Com eles voltei a Baguio, mas antes de arrancarmos tirámos fotografias de grupo e parámos para ir buscar o monstrinho. Nessa altura, deixei a mala pequena (computador, máquina fotográfica, caderno…) na carrinha, e apesar de não ter sentido nenhum perigo e de nada se ter passado, hoje sei, que tal ação foi demasiado arriscada! Confiança nas pessoas, sim! Fé absoluta, não! 🙂 Ainda durante a viagem, voltámos a parar para almoçar (um balut e um porção de arroz Morning Star: ovo estrelado + vegetais + galinha + porco + arroz! Delicioso! 😀 ), sendo à mesa e com gastronomia tradicional filipina que terminei a minha visita à RAC. 😉

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Trekking Batad – Banaue: Aprendizagens com Jerr

No dia do trekking, às 5.45 já estava acordado e depois de arrumar a mala e antes de tomar o pequeno almoço, observei o sol a penetrar na montanha e a iluminar progressivamente, os terraços de arroz e aldeia de Batad! Extraordinário! Espetacular! Uma verdadeira ode celeste! 😀 Às 7.30 em ponto, o Jerr apareceu e juntos fomos em ritmo relativamente tranquilo de Batad até à aldeia de Pula, passando por Cambulo. Nesta primeira fase do percurso, demorámos aproximadamente cinco horas, parámos algumas vezes e passámos por uma paisagem cheia de socalcos de arroz muito verdes, encontrando um rio que deslizava suavemente abaixo de nós e algumas casas perdidas naquela imensidão. 🙂

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Durante o caminho fomos falando naturalmente e eu fui sentindo que estava a fazer mais uma caminhada com um amigo, do que com um guia! 😀 Da nossa conversa, confirmei que realmente o valor do Jeepney do dia anterior estava inflacionadíssimo para não nativos – três vezes superior! E fiquei a saber que Jerr estava na universidade, e que o seu trabalho como guia, era um trabalho de verão que servia para pagar os estudos; que o facto de ele ser o terceiro filho, significava que era o primeiro dos que não herdava nada! :/ (o varão recebe a terra; o segundo um dote; daí em diante… 0!); que nos cargos ligados ao governo, só se consegue entrar pelo “fator C!” e que de pouco ou nada vale o mérito! :/ ; recebi informações sobre as múltiplas fases que as plantação de arroz nos terraços, exigem: limpeza de ervas; expansão das fronteiras dos terraços; processo de queima e mistura com terra; alagar o terreno e alisar a superfície; plantar o arroz. E já em Pula, tirámos um retrato juntos, trocámos e-mails e devido ao seu profissionalismo e dedicação, dei-lhe de grojeta o valor que no dia anterior tinha conseguido retirar do valor inicial do trekking. 🙂

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Perto da escola, despedimo-nos com um abraço. Ele voltou para Batad e eu continuei para Banaue. Quase instantaneamente, começou a chover com alguma intensidade e enquanto lutava para “escalar” uma looooooooooonga subida, senti-me um pouco cansado. Felizmente, a chuva teve uma curta duração e depois de ultrapassada essa última dificuldade, o caminho mudou e até ao final a paisagem mudou drasticamente de registo. Floresta e mais floresta, sempre muito verde e densa! O que valia, era que não havia dúvidas, relativamente ao trilho a seguir! 😉 Até ao final andei durante mais quatro horas e quase, quase no final senti-me saturado de andar. :/ O meu objetivo nessa altura, era acabar o trilho, o mais rapidamente possível.

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Quando desemboquei na estrada de alcatrão, ainda estava a nove quilómetros de Banaue, mas como aquela era uma estrada principal, não me “acobardei” e demonstrei aos condutores de tuk-tuk, que lá estavam estacionados que não precisava deles (semi-bluf). Desse modo, o valor desceu dos 150P iniciais para 20P! E eu fiquei contente pelo excelente negócio efetuado! 🙂 Na chegada à cidade, fui buscar o “monstrinho” ao posto de turismo, dirigi-me para o Sonafel Lodge e passados poucos minutos de ter chegado, começou a chover torreeeeeeeencialmente! O eclético trekking entre Batad e Banaue foi concluído mesmo à pele! 5*! 😉  

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Os Terraços Perfeitos de Batad

De Bontoc parti bem cedo para Banaue e durante a viagem aproveitei para tirar fotografias à fantástica paisagem de verdes vales e montanhas. Na chegada à famosa vila, dirigi-me ao posto de turismo, onde fiz algumas perguntas e fruto da informação recolhida, decidi aí guardar o “monstrinho” e partir o mais rapidamente possível para a aldeia de Batad, uma vez que o plano consistia em dormir lá e regressar a andar (trekking) no dia seguinte

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Ainda no centro da vila de Banaue, encontrei o Sonafel Lodge donde fiquei a observar a bonita e verde paisagem, a atualizar o caderno e onde conheci a simpática dona, Susana – que gostava de pintar – com quem fiquei a conversar durante algum tempo. Quando me dirigi para o jeepney, o mesmo já estava totalmente lotado e rapidamente percebi que para ter uma viagem minimamente confortável, teria que viajar no tejadilho – tal como acontecera na ilha de Palawan. Desse modo, depois de comprar mantimentos – tanto sólidos, como hídricos – e um delicioso halo-halo, sentei-me o mais confortavelmente possível e fruto do intenso calor, pûs o fiel keffieeh na cabeça. 🙂

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Eram 14.00 quando arrancámos e nesse momento fiquei bastante espantado, uma vez que a partida, apenas estava marcada para as 15.00! Pelos vistos nas Filipinas os transportes – apenas carrinhas e jeepney´s – podem partir adiantados! 😛 A travessia de aproximadamente vinte quilómetros, montanha acima durou aproximadamente uma hora e no topo de uma colina poeirenta, o jeepney estancou. Fim da estrada, fim da linha, e na altura de sair do bólide, o valor do “bilhete” pareceu-me excessivamente inflacionado. :/ Como a estrada até à aldeia de Batad se encontra em construção, a única solução possível foi descer a montanha a andar. Quando encontrei uma placa que indicava: “Welcome to BATAD (….) 1100 m Elevation”, soube que estava perto do meu destino e segui alegremente. 🙂

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Na entrada da vila, encontrei um rudimentar posto de turismo e rapidamente tentei perceber quanto custaria contratar um guia para regressar a Banaue. Depois de poucos minutos de conversa, percebi que os valores eram elevados, mas que estavam totalmente nivelados e se realmente queria fazer o trekking (e queria!), não havia outra alternativa senão pagar que estava definido. Ao falar mais longamente com um dos guias, Jerr, consegui baixar ligeiramente o valor inicial e percebi que ele me acompanharia durante meio trajeto: Batad – Cambulo – Pula, uma vez que o trilho a partir dessa aldeia e até chegar a Banaue seria fácil de seguir. Finalizadas as negociações, ele levou-me até uma das guesthouses (Hillside Inn) e à entrada da mesma, combinámos reencontrar-nos no dia seguinte às 7.30, selando o nosso acordo com um aperto de mão. 🙂

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Resolvidas as questões logísticas e depois de colocar a mochila no quarto, parti à descoberta da aldeia e da sua cascata. E se já na entrada da vila – miradouro do posto de turismo – a paisagem é impressionante, com os verdíssimos e viçosos terraços a fazer uma escada perfeita montanha acima! O que dizer, quando a caminho da cascata, nos embrenhamos no meio dos mesmos? Fascinante! 😀 No meio dos terraços, sentimos a sua grandeza e quando olhamos para baixo, vemos um anfiteatro perfeito a desenhar-se à frente dos nossos olhos… Espetacular! 😀 O caminho/trilho é feito no topo de terraços e por vezes o caminho torna-se menos óbvio, porém não é díficil de seguir 😉 e na parte terminal, o trilho para a cascata tem degraus bastante íngremes – como os mesmos têm alturas muito variáveis, à que seguir com cuidado e atenção. Quando estava quase, quase a chegar, suava abundantemente e mentalmente “disse”: “Espero que tenhas mais de vinte metros, senão fico *@$%&£!”. Finalmente, quando a vi, pensei: “Ok. Valeu a pena! 🙂 “, uma vez que a coluna de água conseguia mostrar alguma força e imponência. 😉 Da cascata, regressei ao centro da aldeia e sempre em sentido ascendente, subi degraus e mais degraus, continuando a tirar fotografias aos fotogénicos terraços de arroz, até a luz desaparecer e a escuridão total cair sobre Batad. A aldeia, no meio de verdes montanhas e de perfeitos terraços de arroz! 😀

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Em trânsito: Mayon & Luzon de Sul a Norte

Depois da visita a Donsol e ao reino dos simpáticos e dóceis gigantes, era altura de rumar ao norte da iha de Luzon. Bem cedinho rumei até Malabog, onde visitei as ruínas de Cagsawa e encontrei… o bonito, aliás o espetacular e praticamente simétrico cone do vulcão Mayon a dominar a paisagem! 🙂 Aí, passeei um pouco no meio daquela paisagem rural e escaldante. 😛 Os arrozais, os camponeses, os riachos e cursos de água, as vacas e os búfalos, as palmeiras, os verdes campos, os trilhos de areia negra. Tudo isto, com o vulcão como pano de fundo. Perfeito! 😀

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Findada a breve mas entusiasmante visita ao reino do Mayon, segui para a cidade de Legzapi, onde tive a sorte de apanhar um autocarro para Manila, que estava mesmo, mesmo de saída! 🙂 O dia foi passado a dormitar, a observar a paisagem e passadas catorze horas, estava de regresso à grande metrópole. O “desembarque” na zona de Baclaran, foi feito na hora dos fantasmas e depois de perguntar onde podia apanhar um autocarro para norte, fiz um curto e rapidíssimo trajeto a pé naquelas ruas de ambiente soturno e um pouco negro até ao terminal da companhia Five Star. Sem sucesso na obtenção do bilhete, segui até à companhia Patras, onde fiquei um pouco agastado com a inoperância dos vendedores e na saída deste terminal, tentei apanhar um táxi para a zona de Cubao, onde existe o maior terminal de autocarros de Manila. Porém e apenas à terceira tentativa consegui seguir viagem, porque particularmente nesta cidade, os taxistas são cobras oportunistas e o processo de negociação deve ser conduzido com bastante atenção e prudência! Antes de seguirmos até Cubao, o meu “jarbas” disse-me que devíamos, ainda na zona de Baclaran tentar o terminal da companhia Victoria, e aí finalmente, consegui comprar o bilhete para Baguio.

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Apesar de existir um autocarro que estava de saída (1.00), apenas consegui comprar bilhete para as 4.00, e nesse compasso de aproximadamente três horas, escrevi no caderno, observei o ambiente circundante, atualizei a minha folha de gastos, li sobre Baguio e outros locais a visitar no norte, e falei via skype com a minha irmã. Já a bordo, tirei fotografias ao romper da colorida e vibrante aurora, adormeci e quando reabri os olhos reparei que o autocarro estava praticamente lotado 😛 , voltei a adormecer, observei a paisagem, e na chegada a Baguio (depois de sete horas e meia de travessia) a primeira impressão que tive, foi a de uma cidade fragmentada, construída em colinas e rodeada de pinheiros. Já depois de desembarcar e à medida que percorria a cidade, fiquei com a noção que o centro era mega compacto, muito movimentado e quanto mais observava, menos vontade tinha de ficar. Sentado à mesa do Macdonald´s, enquanto almoçava, ponderei as minhas alternativas e decidir arrancar para a vila de Sagada (ainda mais a norte). 🙂

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Quando parti desta cidade entre pinheiros, eram 13.00 e viagem até ao meu destino final durou aproximadamente seis horas e meia. Durante a travessia, continuei a dormitar, vi uma paisagem muito verde, de montes, vales, colinas, montanhas, pinheiros e outras árvores, socalcos castanhos, amarelos e verdes, estufas de vegetais, muitas transições no céu, desde o cinza/prateado até ao azul, neblina, a estrada sempre a serpentear, aldeias farruscas e quase, quase no final, rios, cascatas e uma estrada bastante esburacada. Quando cheguei a Sagada, já a noite cobria a terra. Nesta altura, fiquei no primeiro quarto que encontrei, uma vez que estava sem muita paciência para procurar mais. Afinal tudo o que queria, era tomar banho e repousar do cansaço acumulado das viagens dos dias anteriores. DonsolSagada. A travessia de aproximadamente mil quilómetros. De sul para norte. Na ilha de Luzon.

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Em trânsito: Travessia para… e em Luzon

Da ilha de Bohol, partimos via marítima para a ilha de Cebu, onde ficámos uma tarde e uma noite em compasso de espera, até partirmos para Manila via aérea. Durante essa tarde estive com a Nie no Cebu SM Mall, onde ela comprou recuerdos para a família, amigos e colegas do trabalho e eu aproveitei para comprar um telemóvel baratinho para substituir o defunto, que morrera em El Nido. 😛 No dia seguinte, partimos para o aeroporto internacional de Cebu-Mactan e aí enquanto esperava pelo embarque decidi que em Manila, apanharia um autocarro direto para Donsol.

A travessia entre ilhas foi praticamente passada a dormir, porém devido a uns exercícios militares, apenas pudemos aterrar quarenta minutos depois do horário previsto. Uma seeeeeeeeeeeca! No aeroporto de Manila, despedi-me da Nie (que nesse dia regressou à China) e apanhei um táxi para a estação de autocarros de Baclaran, que ficava nas imediações do terminal 3. Assim que cheguei, comprei o bilhete, mas como ainda tinha tempo aproveitei para comer qualquer coisinha e comprar reservas hídricas.

No regresso à estação, aproveitei para ir atualizando o caderno até partir. O autocarro arrancou às 18.00, já com uma horita de atraso – nada fora da normalidade – e durante o início da viagem, continuei a escrever, observei a bruta paisagem da enorme metrópole que hoje em dia é Manila  uma junção de cinco cidades e casa de doze milhões de almas – até que adormeci profundamente. Durante a longa travessia de doze horas para sul, apenas abri os olhos esporadicamente.

Na chegada à cidade de Legazpi, ao amanhecer, pude pela primeira vez observar o bonito cone praticamente simétrico do Vulcão Mayon, que dominava aquela paisagem verde, serena e rural. 🙂 Daí, até ao centro da vila de Donsol demorei aproximadamente uma hora e meia e assim que pûs os pés no chão, apanhei logo um tuk-tuk para o centro de interação. Eram 8.00, quando cheguei ao reino dos butandings.

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Em Trânsito: Apo – Panglao. Mergulhos em Dauin

Depois de mergulhar em Apo e me despedir da Nie parti para a ilha de Bohol. Porém, antes de lá chegar fiz uma pequena paragem na vila de Dauin (entre Zambuaguita e Dumaguete), uma vez que Richard me informou que neste local o Muck Diving era algo de extraordinário. E a realidade é esta… foram dois mergulhos de SONHO! Inúmeros ornate ghost pipe fishcuttlefish – inclusivamente um bebé – e frog fish, múltiplos caranguejos, um raríssimo wonderpus  pequeno polvo de tentáculos longos, pipefish, scorpionfish e escolas de lulas. Para além da vida marinha macro estonteante, foram dois mergulhos extremamente relaxados e quando os terminei fiquei com a certeza que é neste tipo de mergulhos que me sinto mais confortável e nos quais disfruto mais. 😀

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Da pequena vila de Dauin, parti para Dumaguete onde às 15.00 apanhei o barco para a ilha de Bohol, e quem é que encontrei por casualidade no cais de embarque? A Nie! 🙂 Como a partida se atrasou uma hora, apenas chegámos ao porto de Tagbilaran já perto das 18.00 e aí apanhámos um tuk-tuk que demorou cerca de uma hora para chegar a Alona Beach na zona de Panglao. Aí, fruto do conselho do nosso jarbas, acabámos por ficar hospedados na tranquila Alona Bamboo guesthouse.

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Ilha de Apo. Rochedo no Oceano

Após aqueles dias de sonho em Sugar Beach, parti com a Nie Ying em direção à ilha de Apo e o nosso primeiro passo foi apanhar um barco de regresso a Sipalay. Depois da curta travessia marítima, apanhámos vários autocarros, o primeiro para Hinoba-an, seguidamente até Bayawan e finalmente para Zambuaguita, onde pouco depois das 15.00 e com muita sorte apanhámos uma banca. Durante a travessia, o mar estava um pouco agitado e os salpicos foram uma constante. 😛

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Na chegada à ilha, a primeira visão da “praia” não foi muito paradisíaca, uma vez que para além da areia praticamente inexistente, se podiam ver muitas casitas. Ao longo dos dias, Apo revelou ser um rochedo no oceano, coberto de vegetação seca e onde a vida segue pacatamente o seu curso natural. Na ilha, a eletricidade apenas existe das 18.00 às 21.30, as noites foram escaldantes e ruidosas, fruto do cacarejar dos galos e dos latidos dos cães. 😛

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Na ilha ficámos alojados na Mario´s guesthouse num dormitório simpático, que aquando da nossa chegada estava praticamente deserto. Aí encontrámos boa comida e pessoas muito simpáticas: Janice (filipina de Puerto Princesa); Arnold (holandês de 70 anos com um espírito incrivelmente jovem); Richard e Jackie (casal de australianos); Julie e Mark (casal de alemães); Mário e Jed (instrutores de mergulho).

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Em Apo mergulhei duas vezes, a primeira em Cagon (onde fiz pela primeira vez uma entrada negativa – assim que se cai dentro de água começa-se logo a afundar e o encontro com os outros mergulhadores é feito no fundo. Este mergulho acabou por ser um drift dive tranquilo onde o maior destaque foi uma escola de jack fish); e a segunda em South Point, onde encontrei um extraordinário jardim de corais (do melhor que já observei, tanto em variedade como em riqueza de formas e cores) e vi múltiplas tartarugas e nuddiebranchs.

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No dia do aniversário de Julie, vi um bonito pôr do sol no antigo farol, na companhia de Nie, Janice e Arnold e daí podemos observar as bonitas cores do fim do dia e a visão em simultâneo das ilhas de Mindanao, Los Negros, Cebu; Siquijor e Bohol! 😀 E fizemos uma pequena mas agradável festa na praia, com direito a uns copitos, muita conversa, iluminação de lanternas, temperatura agradável, ao mesmo tempo que se via vários relâmpagos a rasgar o céu e uma tempestade a aproximar-se.

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Em trânsito: Moalboal – Sipalay. Travessia para Sugar Beach

Na despedida de Moalboal, eu e a Zaskia tomámos o pequeno-almoço com Daniel e fruto da conversa muita animada à refeição, apenas partimos ao meio-dia mas com um objetivo bem definido. Chegar a Sugar beach, já nas imediações de Sipalay na costa oeste da ilha de Los Negros, uma vez que a descrição que Daniel fez do local, foi de tal modo apelativa que nos fez lá querer ir. 😀

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O resto do dia, foi um longo périplo de múltiplos transportes terrestres e marítimos. Primeiro apanhámos um tuk-tuk para a vila de Moalboal, daí autocarro até ao porto de Bato  hora e meia – onde apanhámos um ferry para Tangi  meia hora – já na ilha de Los Negros e aí novo autocarro para Dumaguete  uma hora. Da capital de Los Negros oriental até Bayawan, mais cento e vinte quilómetros e duas horas e meia de viagem. Em Bayawan fruto da hora avançada e uma vez que já não existiam autocarros, tivemos uma paragem prolongada para negociações. Conversámos com ojeks, condutores de carrinhas, motoristas de autocarros, até acabarmos cada um montados à pendura numa scotter, a fazer uma viagem de oitenta quilómetros, até à vila de Sipalay. A viagem estava a ser memorável, as motas deslizando pela estrada (ora de asfalto, ora de brita), enquanto as estrelas brilhavam no céu e um sentimento de liberdade nos acompanhava, até que… ouvimos um ahhhhhhh! Abrandámos, olhámos para trás e havia poeira no ar! Zaskia e o seu jarbas tinham tido um acidente e estavam deitados no chão! Saímos da mota, corremos ao seu encontro e naquela hora tardia, o que nos valeu foi que ninguém se magoou seriamente! Apesar das escoriações, arranhadelas e cortes, pudemos seguir viagem, mas o encanto tinha-se quebrado. :/

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Na chegada à vila de Sipalay encontrámos Daniel – um italiano, amigo de Zaskia – e com ele, e Mr. Tito seguimos num novo tuk-tuk até a um pequeníssimo porto perto de Sugar Beach. Toda esta louca odisseia, foi concluída exatamente na hora dos fantasmas, numa pequena viagem de barco feita no rio, no mar, na escuridão, iluminada pelo plâncton fluorescente que brilhava nas águas e pelas estrelas que brilhavam no céu. Quando desembarcámos em Sugar Beach e saltei para a areia, senti-me como um pirata, a chegar à ilha do tesouro… apenas não sabia quanto “ouro” ia encontrar…  

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Em trânsito: Na ilha de Cebu. De Norte a Oeste

Depois de todos os fabulásticos mergulhos, a simpática tripulação deixou-nos na vila de Maya, onde apanhámos um autocarro que nos levou estrada fora durante cento e trinta e seis quilómetros, de regresso à cidade de Cebu, capital da ilha e local onde Magalhães perdeu literalmente a cabeça. 😛 Aí, acabámos por jantar num restaurante um pouco mais fino, onde tivemos direito a banda e durante o mesmo reinou a boa disposição, havendo muita conversa. 🙂

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Depois da noite em Cebu, saímos da guesthouse bem cedo e partimos para o terminal de autocarros sul, onde apanhámos um veículo para Oslob. Durante a viagem, fui vendo o Robin Hood e tomando atenção ao caminho para garantir que o motorista não se esquecia de nós e saíamos no sítio certo. Assim que chegámos, e sem perdermos tempo comprámos os nossos bilhetes para fazer snorkeling com os tubarões baleia. O local era bastante organizado e por uma pequena quantia – 50P, cerca de 0.80€ – tivemos acesso a cacifos e a chuveiro de água doce.

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O ambiente geral de azáfama e ruidoso não foi uma novidade para mim… já sabia ao que ia e desse modo foi fácil meter um chip e transformar-me num “robot”. Com o chip colocado recebi um briefing, apanhei a banca designada e saltei para dentro de água. Durante meia hora, andei para trás e para a frente, tentando ora aproximar-me, ora manter-me a uma distância que me parecia segura, pois muitas vezes aqueles dóceis gigantes aproximavam-se demasiado. Apesar da quantidade de pessoas existentes e do “processo” dos barqueiros mandarem comida para dentro de água não me agradar, no momento em que comecei a ver os tubarões baleia “desliguei-me” do ambiente geral e foquei-me na extraordinária beleza deste animal (na sua boca oval aberta qual aspirador gigante, nos padrões da sua pele malhada, na sua enorme envergadura, na suas guelras, na sua barbatana caudal…). Espetacular! Inesquecível! 😀 E o único senão foi ver o Francis cansado e ofegante, agarrado a umas cordas/bóia a descansar. :/ Assim que o tempo acabou, regressámos à banca e rumámos a terra.

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Quando desembarcámos, o ambiente já era totalmente diferente, uma vez que já não existiam bancas no mar. E a razão? Hora de fecho! Todos os dias em Oslob os tubarões baleia são religiosamente alimentados das 5.30 às 12.30. Depois dessa hora, este negócio milionário fecha e reabre, no dia seguinte pronto para faturar mais umas centenas de milhares de pesos! Terminada a visita a estes magníficos animais, naquele ambiente tão dúbio, não nos fizemos velhos e partimos em direção a Moalboal já na costa oeste da ilha. Como não existia uma ligação direta, tivemos de parar em Tagu para mudar de autocarro e aí acabámos por almoçar numa casita de madeira, sentados à sombra. De Tagu a Moalboal, distam noventa quilómetros de paisagem bastante verde e que foram percorridos em hora e meia. Assim que chegámos à pequena vila, negociámos a nossa partida num tuk-tuk até Panagsama beach. Durante o curto trajeto, recebemos uma dica de alojamento e ficámos a saber que a vila estava em fiesta em honra do padroeiro São Vicente Ferrara. 😉

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Crónicas Em trânsito

Em trânsito: Longa Jornada para Cebu

Depois das emoções passadas na ilha de Coron e arredores, a ilha de Cebu e ponto de encontro com o meu amigo Francis, era o meu próximo destino. Como tinha dois dias até à sua chegada, o meu objetivo passou por tentar gastar o mínimo dinheiro possível na travessia. Ainda em Coron, apanhei um pequeno barco que levou sete horas para chegar a San Jose, na costa oeste da ilha de Mindoro. Assim que atracámos – eu, Maiju e Steow – apanhámos uma carrinha que nos levou até Calapan, já na costa norte da ilha, onde chegámos já de noite, depois de uma viagem de cerca de cinco horas. Essa vila, marcou a minha separação de Maiju e Steow, uma vez que na manhã seguinte eles seguiram para Puerto Galera e eu apanhei um barco para o porto de Batangas, já na ilha de Luzon.

Na curta travessia entre ilhas – aproximadamente hora e meia – recebi informações de como chegar ao aeroporto de Manila da maneira mais económica e consequência disso a minha manhã foi completamente preenchida com viagens de autocarros e jeepneys: Batangas – Alabang – Zapote – Baclaran. Quando cheguei ao terminal 3 do aeroporto, o relógio batia o meio-dia e sem a viagem marcada e com o encontro com o Francis ao “virar da esquina” tive que me sujeitar aos “elevados” preços da companhias aéreas. :/

Durante a tarde e como apenas tinha o voo às 22.30, aproveitei para marcar todas as ligações aéreas que me faltavam até ao final da viagem e assim evitar mais surpresas desagradáveis com aumentos repentinos de tarifas, assim: Manila – Kuala Lumpur (que ficou mais barato que o voo interno entre Manila e Cebu! Devido a ter sido marcado com mais de um mês de antecedência); os voos de ida e volta Kuala Lumpur – Yagon e o voo de regresso a Portugal que teria duas escalas, uma em solo asiático e outra já em solo europeu (Kuala Lumpur – Guangzhou – Paris – Lisboa). Estava assim definida, a data para o meu regresso. Nunca, durante toda a viagem soube com tanta antecedência, quais os meus destinos… mas nesta situação, não existiam muitas alternativas, a partir deste momento e no prazo de dois meses, estaria em Lisboa.

Quando aterrei em Cebu-Mactan, era meia noite e pouco, mas como o Francis apenas chegava por volta do meia dia e um quarto, passei a noite no aeroporto em modo de espera. Durante essas doze horas, para além de dormir o que o corpo deixou, organizei as fotografias de Coron, enviei e-mails e aproveitei para escrever para o blog. Tic- tac… tiiiiiiiiiiiiiiiic-taaaaaaaaac… tiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiic-taaaaaaaaaaaaaaaaac, o tempo passou e o Francis, chegou. 😀