Categorias
Dicas Reflexões

Rota SW

Prólogo

Desde que regressei a Portugal, de tempos a tempos pensava na Rota Vicentina e no seu significado. A chegada ao Cabo de São Vicente, o antigo fim do Mundo! Isso antes de “nós” Portugueses iniciarmos a época dourada dos Descobrimentos. 🙂 Depois de receber mais uma “nega” britânica, resolvi que aquele era o momento ideal para regressar à “estrada” e limpar um pouco a mente de pensamentos menos otimistas. Desta feita e ao contrário da odisseia asiática, o monstrinho seria carregado de forma contínua ao longo do caminho, por isso na altura de tomar decisões sobre o que realmente levar, o PESO ainda foi um fator mais importante e tido em consideração. Como sempre, o processo de empacotamento foi um processo evolutivo, aqui fica a lista de itens que levei comigo:

PESO TOTAL (sem água e comida incluídas): 12 kg

IMG_8438 (FILEminimizer)

Categorias
Reflexões

Nove Meses Depois…

Após o maravilhoso périplo por terras asiáticas, que durou aproximadamente dezasseis meses, regressei ao nosso país, Portugal, com algumas “certezas” bem entranhadas no meu espírito. Primeira. Sei que fui realmente FELIZ e por isso queria continuar a viajar ao longo da minha vida, de preferência de forma continuada. Segunda. Queria afastar-me de qualquer “relacionamento amoroso”, como o diabo foge da cruz, vendo quase sempre uma relação, como uma amarra que me prendia. Terceira. Afastar-me do mundo da engenharia civil e da memória de tempos onde fui menos feliz, e viver da VIAGEM, fosse por que via fosse – escrita e/ou fotografia. Cheguei deslumbrado e maravilhado com a vida de viajante… aéreo… mais sonhador do que nunca. Mas quem me podia censurar!? Afinal, tinha estado ausente, durante um looooooongo período e toda a minha vida/existência sofreu uma mudança abissal. Tudo o que precisava para viver estava dentro de uma mochila aliás, de duas, e tinha dinheiro no bolso. Haverá, vida mais fácil!?

Nos últimos meses, volta e meia encontro pessoas que me dizem: “Bué da fixe a tua viagem…”. Sim! Foi “bué da fixe”. Sim… valeu realmente a pena e não me recrimino pela maioria das escolhas que fiz! Mas gostaria que as pessoas percebessem, que não existem mundos cor de rosa! Houve sacrifícios que foram feitos, existe sempre “um preço a pagar” e tal como aprendi durante a viagem, a “moeda” tem SEMPRE duas faces. Não há e nunca haverá nada perfeito nesta vida. Nunca!

A realidade é que hoje, passados aproximadamente noves meses desde que cheguei ao aeroporto da Portela, com pouco mais do que cinco euros no bolso, vejo a minha vida de uma perspetiva diferente e mais realista. Sei que esticar a viagem a tal limite monetário, trouxe a sua fatura… desde então, apanhei a famosa pêra rocha do oeste, fiz alguns trabalhos académicos, ajudei esporadicamente um amigo no seu negócio, acompanhei a minha família. Felizmente, tive a possibilidade de voltar a ganhar algum dinheiro e graças ao “vil metal” que faz mover o nosso globo, estive um mês na Noruega à procura de trabalho e tive a possibilidade de me deslocar duas vezes a Inglaterra, para fazer entrevistas de trabalho – sem sucesso. Hoje em dia, já não vejo o regresso à engenharia civil como um beco sem saída, nem tão pouco o relacionamento amoroso como uma parede de betão que me esmaga, ou como uma grilheta que me aprisiona. A liberdade está na nossa mente e se aí formos realmente livres, nunca seremos escravos da liberdade.

Histórias do Vento nasceu da ideia que existem duas naturezas distintas nas pessoas. A natureza ÁRVORE e a natureza VENTO. A maioria dos habitantes do nosso planeta, tem predominantemente a natureza árvore e como tal o que buscam e procuram na sua vida é a estabilidade, o desejo de assentar e criar raízes. Por sua vez, as pessoas de natureza vento, buscam o movimento, o desejo de liberdade. Antes de partir nesta odisseia, pensava que ambas as naturezas eram perfeitamente imiscíveis porém, durante a viagem esta perceção desvaneceu-se. O vento pode em determinado momento desejar tornar-se árvore e vice-versa – obviamente, a árvore terá dificuldades acrescidas, uma  vez que tem uma estrutura muito mais pesada para transportar.  

Presentemente não posso concordar mais com Seth Stevenson que escreveu no seu livro, A Terra Vista da Terra: “Não se pode andar a vagabundear para sempre sem nos tornarmos vagabundos”. Nesta altura, que acabei de escrever todos os posts do blog que estavam em atraso e que me deram um enooooooorme prazer a escrever – talvez devido a eles, a “ressaca” da viagem não foi maior – não posso deixar de me questionar: “Então e agora?” Agora caros leitores e amigos, sinto a pressão de não ter trabalho e uma fonte de rendimentos. Não vejo com clareza qual o caminho a seguir, mas simultaneamente tenho confiança e esperança que encontre uma ou várias soluções.

Categorias
Em trânsito

Odisseia Asiática

Mapa

Em termos de rota, a viagem de Kiri está disponível se clicarem no MAPA.

Havendo, liberdade para o explorar interativamente, espero que se divirtam! 😀

Categorias
Fotografia Reflexões

Artigo Volta ao Mundo

IMG_8430

Categorias
Crónicas Em trânsito Reflexões

Em trânsito: Yangon – Lisboa. Maratona no Regresso

De Yangon saí com destino a Kuala Lumpur e uma vez que a viagem entre as duas capitais foi tranquila, aproveitei para escrever no caderno. O dia de espera nos arredores do aeroporto de KL passou rapidamente e durante a tarde reformulei ligeiramente a bagagem, vi dois episódios de uma série e recebi a visita de Fabianne, com que partilhei os meus últimos momentos da viagem. Nessa altura e relativamente à minha partida para Portugal, senti serenidade. Nem tristeza, nem alegria, apenas paz! 🙂

Na sexta-feira de manhã, a caminho do aeroporto de KL conheci uma chinesa de Xangai, com quem estive até apanhar o voo para Guangzhou. À semelhança do dia anterior, a viagem foi tranquila e continuei a atualizar o diário. Na chegada à capital da província de Guangdong e quando me preparava para fazer o transfer, recebi uma informação que me deixou positivamente estupefacto: a companhia aérea, oferecia-me literalmente hotel e transfer para o mesmo, para poder repousar umas horas! A única coisa que tinha de fazer era passar pelo controlo de emigração na saída e na entrada do aeroporto. Claro que aceitei a oferta sem pensar muito sobre o assunto! 😀 Quando cheguei ao átrio do Hao Yin Gloria Hotel, é que percebi que estava num local bastante luxuoso! Mas o melhor de tudo, foi quando abri a porta do quarto… brutal! Cama gigante e fofa, ecrã plano na parede, wi-fi veloz, roupão branco, casa de banho com chuveiro embutido no teto, banheira!!! Enfim, à lord e minha última tarde da viagem, foi uma ode ao luxo e ao ócio! Um final ÉPICO! 😉

IMG_6739 (FILEminimizer)     IMG_6745 (FILEminimizer)

IMG_6753 (FILEminimizer)

IMG_6762 (FILEminimizer)

Quando regressei ao aeroporto, chovia torrencialmente e raios medonhos rasgavam o céu, aliás houve um momento em que vi um raio tããããããããããããããããão graaaaaaaaaaaaaaande, que mais parecia uma coluna de luz em direção à terra! Impressionante! Felizmente, com a velocidade que a tempestade se formou, também se desvaneceu. 🙂 Já no aeroporto tentei encontrar um Macdonald´s, mas como falhei esse “objetivo”, gastei o pouco dinheiro que me restava em mantimentos: bolachas, água, chá, latas de grãos doce e enquanto aguardei pelo embarque, fui escrevendo e ouvindo música.

À meia noite de Sábado, já estava dentro do avião e felizmente o mesmo partiu à hora marcada (00.20). A viagem de aproximadamente 9569 quilómetros durou treze horas e na mesma, dormi umas boas horas, comi e… continuei a escrever. 🙂 A chegada à cidade luz foi feita sob o signo do sol e do céu azul e o transfer foi tranquilo. Numa das casas-de-banho do aeroporto, “lavei-me” com uma toalhita, perfumei-me e vesti a minha t-shirt dos Mustache Brothers. Durante a manhã e até à altura do voo, continuei a escrever, a escrever… a escrever! Aliás, só parei de o fazer já no final da viagem entre Paris e Lisboa! No voo final, para além de ter escrito sem parar, vi do alto a torre Eiffel, o rio Sena a serpentear pela cidade e a magnífica costa do nosso país.

Naquele dia de 21 de Junho de 2014, escrevi: “e agora que estou quase, quase a chegar a Lisboa posso afirmar que estou contente… sinto-me feliz por regressar e vou tentar aproveitar ao máximo estes primeiros tempos no meio da minha família e dos meus amigos que me amam. Vou continuar a escrever e a viajar na minha vida! Ambas fazem parte da minha essência e não me tenciono negar mais a mim mesmo. Acredita em ti miúdo! Não hesites! Avança! Não desistas do teu sonho de viajar! A jornada é demasiado bela para parar e o vento uma força demasiado poderosa para ser travada! O mundo é um local belo! Que merecer ser visto e revisto, e eu faço parte dele e ele parte de mim! Hoje no regresso ao meu país que me criou como homem e cidadão do mundo, faço votos de casamento com o Mundo! Não me abandones! Que eu ser-te-ei fiel. E é curioso ver como o avião onde estou quase a chegar, abana como uma folha de papel com a intensidade do vento. Esse bom louco, alquimista da natureza!”                 

Na chegada a Lisboa tive que esperar uma eternidade pela mala, a ponto de pensar que a mesma se tinha extraviado. Quando finalmente chegou, coloquei-a às costas, abri o meu chapéu-de-chuva colorido – comprado no lago de Inle – saí para o exterior e tentei encontrar alguém da minha família. Depois dos meus olhos focarem o espaço em redor, vi a minha mãe, irmã, uma das minhas prima e um dos meus melhores amigos e todos estavam a sorrir. 😀 Abraçámo-nos e depois de um pequeno compasso de espera partimos para a minha cidade natal.

IMG_6765 (FILEminimizer)

Durante a viagem, falei com a minha irmã e dirigimo-nos para casa de uma das minhas avós. Quando fizemos a curva, comecei a ver muitos carros e pessoas e percebi que afinal havia uma festa suuuuuuuuuuurpresa, organizada por grande parte da minha família e dos meus amigos! 😀 Saí do carro mega FELIZ, a sorrir e comecei a abraçar e a beijar as pessoas. Durante a tarde estivemos todos juntos num mega-banquete com direito a deliciosa comida portuguesa e bebida. E aí, senti o carinho e o amor da minha família e dos meus amigos! Foi uma receção, muito especial e bonita! E a viagem, acabou em beleza! 😀

IMG_1422 (FILEminimizer)      IMG_1434 (FILEminimizer)

IMG_1435 (FILEminimizer)       DSC00781 (FILEminimizer)

IMG_6766 (FILEminimizer)

IMG_6773 (FILEminimizer)

A todos eles e a todos vós, MUITO OBRIGADO, por fazerem parte da minha vida e por me deixarem fazer parte da vossa. É um privilégio e uma honra! E eu sei que sou uma pessoa com sorte. 😀

Categorias
Reflexões

Breves Reflexões Birmanesas

Apesar de algumas tensões existentes, principalmente em zonas mais remotas, este é o momento certo para visitar o país! Já existem infraestruturas monetárias que permitem uma visita serena e as pessoas são na sua larga maioria de uma simpatia extrema! Do melhor que vi em tooooooooooooooooooda a viagem! 😀 Por outro lado, também não tenho muitas ilusões, quando o país se abrir totalmente estas pessoas vão ter tendência para mudar e tornar-se com toda certeza, mais gananciosas e mesquinhas, à semelhança do que ocorre no sul da vizinha, Tailândia ou na “paradísiaca” ilha de Bali. O que o dinheiro/turismo toca é conspurcado! Bagan começa a ser a face vísivel desta realidade. É uma pena, mas é a verdade! 😦

Myanmar foi em termos culturais, mas não só (o estado de Shan, onde visitei as grutas de Pindaya e fiz um passeio de amigos até ao lago de Inle) uma experiência deslumbrante e foi seguidamente do antiquíssimo Império do Meio, o país mais fascinante de toda a viagem. Bago, Mandalay e os seus arredores, a pagoda resplandecente de Shwedagon em Yangon e claro os 3000 templos de Bagan vão deixar saudades. 😀

Apesar de haver muitas opiniões que garantem que o país se encontra bastante melhor e mais livre, os Mustache Brothers continuam a pôr a boca no trombone e a denunciar a realidade: “Mudaram de fardas para fatos, mas são os mesmos corruptos que estão no poder!”. Triste sina, para um povo tão generoso.

Categorias
Crónicas Em trânsito Fotografia

Tour em Amarapura, Sagaing e Inwa

Depois da visita à interessante cidade de Mandalay, havia que visitar os seus arredores, uma vez que estes estão repletos de locais de interesse histórico e cultural. Tal como previamente combinado, o taxista apareceu à hora marcada e juntamente com as raparigas parti de espírito animado. A nossa primeira paragem ocorreu em Amarapura, onde encontrámos centenas de monges em fila para almoçar. A disciplina, os rostos sóbrios, serenos e sorridentes (dos mais jovens), os pés a caminhar, as vestes bordô, os turistas a tirar fotografias. Foi sem dúvida, um ritual interessante de observar. 🙂

IMG_5346 (FILEminimizer)    IMG_5352 (FILEminimizer)

IMG_5360 (FILEminimizer)    IMG_5361 (FILEminimizer)

IMG_5373 (FILEminimizer)    IMG_5379 (FILEminimizer)

IMG_5399 (FILEminimizer)

IMG_5407 (FILEminimizer)

Daí, seguimos para a colina de Sagaing, donde observámos uma paisagem coberta de pagodas, florestas, campos de cultivo, rios, pontes e para além da bonita panorâmica, o templo e a pagoda no topo, revelaram-se bastante fotogénicos e cheios de detalhes. Depois da simpática visita, o nosso motorista levou-nos até às imediações de Inwa e antes de atravessarmos o rio num pequeno barco, aproveitámos para almoçar.

IMG_5443 (FILEminimizer)    IMG_5451 (FILEminimizer)    IMG_5474 (FILEminimizer)

IMG_5444 (FILEminimizer)    IMG_5468 (FILEminimizer)

IMG_5475 (FILEminimizer)     IMG_5491 (FILEminimizer)

IMG_5498 (FILEminimizer)     IMG_5504 (FILEminimizer)

IMG_5537 (FILEminimizer)    IMG_5542 (FILEminimizer)

A curta travessia demorou menos de cinco minutos e na chegada, fomos completamente assediados por condutores de carroça, que queriam transportar-nos! Enquanto andávamos, eles seguiam-nos e não se calavam! Exasperante! :/ Depois de dez minutos de martírio, já estava no meu limite de paciência e assim que vi uma brecha de oportunidade – uma ponte pedonal – afastei-me daqueles chaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaatos! As raparigas seguiram-me os passos e sem fazermos ideia, esse foi o momento fulcral da nossa visita a Inwa. Logo de seguida, começámos a encontrar diferentes tipos de estupas e pagodas, construções antigas, até… os nossos olhos “colidaram” com a imagem de um grande templo amarelo “sujo”! Surreal! Espetacular… ficámos completamente fascinados e sem avistar vivalma, fomos deambulando pelo local. 😀 Daí, continuámos as explorações e vimos uma grande tempestade a aproximar-se, andámos livremente por campos de cultivo, vimos uma grande pagoda dourada, coqueiros e palmeiras, vacas, cavalos, camponeses, muralhas e uma torre a emergir do nada!

IMG_5596 (FILEminimizer)

IMG_5548 (FILEminimizer)      IMG_5553 (FILEminimizer)

IMG_5622 (FILEminimizer)     IMG_5623 (FILEminimizer)

IMG_5626 (FILEminimizer)     IMG_5628 (FILEminimizer)

IMG_5642 (FILEminimizer)      IMG_5646 (FILEminimizer)

IMG_5665 (FILEminimizer)

Terminada a fantástica e memorável visita a Inwa, voltámos a fazer a travessia do rio e já em terra o nosso “jarbas” conduziu-nos de regresso a Amarapura, desta feita até ao lago de Taung Tha Man. Aí, ao final do dia, mas sem pôr do sol passeámos calmamente sobre a bonita ponte de madeira de U Bain, onde vimos a tranquila paisagem em redor e as pessoas que por lá circulavam, principalmente os serenos monges de vestes esvoacentes. Esta foi a conclusão perfeita, para o tour nos arredores de Mandalay. 🙂

IMG_5675 (FILEminimizer)     IMG_5681 (FILEminimizer)

IMG_5710 (FILEminimizer)     IMG_5724 (FILEminimizer)

IMG_5728 (FILEminimizer)     IMG_5750 (FILEminimizer)

DSC_2751 (FILEminimizer)     IMG_5764 (FILEminimizer)

IMG_5768 (FILEminimizer)

Categorias
Crónicas Fotografia

Mandalay & Mustache Brothers

A Mandalay, outra das capitais do reino da antiga Birmânia cheguei por volta das 3.00! “Ora bolas!” Ao olhar em redor, vi duas raparigas (Maru e Cecilia) de feições ocidentais e ainda no interior do autocarro, perguntei-lhes se queriam partilhar táxi para o centro da cidade. Antes de partirmos, negociámos o valor com o taxista e no preciso momento que estávamos para abalar, juntou-se a nós uma rapariga australiana de feições asiáticas. Como nenhum de nós tinha alojamento marcado, pedi ao taxista para nos conduzir ao E.T. Hotel, onde conseguimos dois quartos duplos com A/C e casa de banho por um preço muito simpático – sendo novamente importante a capacidade de negociação. Foi assim, que acabei a partilhar quarto com a rapariga australiana, isto sem a conhecer previamente. Nesse momento pensei: “é assim a vida de viajante, um dos expoentes máximos da liberdade, mas ao mesmo tempo do maior respeito pela individualidade, de cada um”. 🙂 Apesar de apenas termos pago a estadia para as noites posteriores, o rececionista foi um porreiraço, uma vez que nos deixou fazer o check-in ainda de madrugada.

IMG_4921 (FILEminimizer)      IMG_4924 (FILEminimizer)

IMG_4957 (FILEminimizer)     IMG_4988 (FILEminimizer)

IMG_4993 (FILEminimizer)     IMG_5046 (FILEminimizer)

IMG_5050 (FILEminimizer)

Assim que cheguei ao poiso, o meu primeiro passo foi ir até terraço estender a roupa que ainda estava encharcada e quando regressei, decidi ver o nascer do sol a partir da colina de Mandalay. Saí do hotel, em direção ao palácio e fui percorrendo as muralhas no seu perímetro exterior, ficando admirado por àquela hora já se verem pessoas em atividade física. 🙂 Quando cheguei às imediações da colina, comecei a subir degraus até chegar ao topo, donde vi a cidade do alto, bem como os seus arredores: os campos verdes, os montes, as árvores, o rio, os templos, as estupas, as pagodas… e fiquei muito satisfeito não apenas com aquela bonita panorâmica, mas também com todas as singularidades que fui encontrando nos múltiplos templos, principalmente, quando comecei a andar em rota descendente.

IMG_5084 (FILEminimizer)     IMG_5090 (FILEminimizer)

IMG_5094 (FILEminimizer)    IMG_5098 (FILEminimizer)

IMG_5120 (FILEminimizer)    IMG_5141 (FILEminimizer)

IMG_5148 (FILEminimizer)

Já na base da colina, visitei algumas pagodas e o Palácio de Mandalay. Terminada a visita, posso afirmar que o palácio nem sequer metade do valor pago, vale! E que a área turística é minúscula e pouco interessante! :/ Saindo do local, que deixou poucas saudades, segui ao longo do perímetro exterior das marulhas e antes de continuar a passear pela cidade, fui até ao quarto tomar um duche para baixar a temperatura corporal. Quando voltei a colocar os pezinhos na rua, o calor continuava a aumeeeeeeeeeeeeeeeeentar e por isso fiz uma paragem para comer um gelado, aliás… dois gelados. 😉 Da gelataria, passei pela torre do relógio, pelo mercado de Zaycho e dirigi os meus passos para sul onde visitei o templo de Maha Myat Muni, o mais importante e imponente da cidade. Aí, observei o contraste entre as incontáveis bancas de venda de quinquelharia e a zona dos artesãos que fabricam autênticas peças religiosas, seguindo posteriormente em busca do mosteiro de Shwe In Bin e da sua intricada estrutura exterior em madeira, verdadeiramente bela e singular. 🙂

IMG_5168 (FILEminimizer)     IMG_5174 (FILEminimizer)

IMG_5212 (FILEminimizer)

IMG_5186 (FILEminimizer)      IMG_5251 (FILEminimizer)

IMG_5258 (FILEminimizer)     IMG_5264 (FILEminimizer)

Deambulando pelas ruas continuei a observar Mandalay e todo o seu incessante movimento, e depois de aguardar um par de horas, vi o espetáculo semi burlesco dos Mustache Brothters. 🙂 Após o que vi na sua garagem, posso afirmar que estes “tipos” os têm no sítio e têm muita… muitíssima coragem! 😀 Lá, não há papas na língua e os “bois” têm nome… sendo o governo e forças policiais/militares corruptas até ao tutano! :/ No regresso ao hotel, já de noite, apanhei uma grande-chuvada e “graças” à mesma, pude realmente ver quão cheias de buracos estão as ruas da cidade. Um autêntico queijo-suiço! 😛

IMG_5275 (FILEminimizer)     IMG_5277 (FILEminimizer)

IMG_5281 (FILEminimizer)     IMG_5305 (FILEminimizer)

IMG_5307 (FILEminimizer)     IMG_5319 (FILEminimizer)

Categorias
Crónicas Fotografia

Inle Days? Group Days

Ato IV – Cozinha Birmanesa, Kakku Tour & Despedidas 

Depois dos dias de trekking até Inle e dos passeios em redor do lago, tanto por água como por terra, este foi um dia mais tranquilo e no qual aproveitei para lavar a roupa, uma vez que quase já não tinha que vestir! 😛 Depois do pequeno-almoço, eu e o Riccardo fomos encontrar-nos com o resto do grupo ao Richland Hotel, onde no quarto de Gil, Melissa e Fabianne, que mais parecia uma suite 😉 , comecei a organizar uma pasta de fotografias e vídeos do nosso grupo, para depois todos ficarmos e termos acesso aos mesmos ficheiros. 🙂

IMG_4737 (FILEminimizer)     IMG_4743 (FILEminimizer)

IMG_4745 (FILEminimizer)     IMG_4749 (FILEminimizer)

IMG_4753 (FILEminimizer)    IMG_4757 (FILEminimizer)

IMG_4774 (FILEminimizer)

Para além dessa tarefa, que se veio a revelar demorada, a outra atividade do dia resumiu-se a uma aula de culinária ao final da tarde e irmos ao mercado com o nosso anfitreão, comprar e conhecer alguns dos ingredientes que íriamos confecionar. A aula de culinária, revelou ser mais um jantar entre amigos que propriamente uma grande aprendizagem, mas não há dúvidas que o ambiente foi animado, o grupo estava todo bem disposto e a comida no nosso último jantar em conjunto estava excelente! 😀 Para além disso e no final, cada um de nós recebeu um saquinho de pano com diferentes especiarias e o casal que nos recebeu foram um autêntico “doce”! 😀 

IMG_4783 (FILEminimizer)     IMG_4791 (FILEminimizer)

IMG_4797 (FILEminimizer)    IMG_4801 (FILEminimizer)

IMG_4804 (FILEminimizer)

CIMG5668 (FILEminimizer)    CIMG5674 (FILEminimizer)

No último dia em Inle a principal atividade, foi ir até Kakku na companhia de Melissa e de Fabianne, um reino de pagodas concentradas numa área com um quilómetro quadrado! Uma autêntica floresta de densidade impressionante! 🙂 Para fazer o tour, necessitámos de um condutor e de uma guia oficial, pois infelizmente viajantes independentes não podem visitar o local. O caminho entre o lago e Kakku foi longo, sensivelmente duas e meia em cada direção, mas agradável, fruto das florestas e dos campos muito verdes que se avistavam. Durante a visita, também tivemos muita sorte, pois foi essa foi a única altura do dia em que não choveu. Um timing perfeito e muita sorte à mistura! 😉

IMG_4826 (FILEminimizer)

IMG_4829 (FILEminimizer)    IMG_4868 (FILEminimizer)

IMG_4869 (FILEminimizer)    IMG_4904 (FILEminimizer)

IMG_4909 (FILEminimizer)      IMG_4811 (FILEminimizer)

Quando regressámos a Nyaung Shwe, reencontrámos os rapazes – Riccardo, Gil e Nathan – e ficámos na sua companhia até partirem para Yangon. Pouco tempo depois, despedi-me de Melissa e Fabianne, uma vez que elas iriam para Kinpun e eu para Mandalay. Foi assim, que este fantástico grupo de pessoas se separou fisicamente, mas a ligação de tempos muito felizes, essa foi guardada no coração de cada um de nós. Grazie! Thank you! Danke! תודה! 😀 

Categorias
Crónicas Em trânsito Fotografia

Inle Days? Group Days

Ato III – Pedalando em Inle 

O despertar para o segundo dia não foi fácil. Não pela quantidade de bebidas ingeridas na tarde/noite anterior, mas pelas horas de sono dormidas, ou melhor dizendo… a falta delas! 😛 De qualquer modo e à hora marcada (5.30) lá estava eu e o Riccardo – o Português e o Italiano – aguardando pelos restantes elementos do grupo que também não tardaram aparecer. 🙂 Já reunidos, recebemos as nossas montadas de “puro-sangue” e de capacete na cabeça partimos para o nosso passeio de “bicla”, o dia começava a despontar…

IMG_4633 (FILEminimizer)     IMG_4636 (FILEminimizer)

IMG_4637 (FILEminimizer)    IMG_4643 (FILEminimizer)

IMG_4649 (FILEminimizer)    IMG_4652 (FILEminimizer)

IMG_4669 (FILEminimizer)    IMG_4680 (FILEminimizer)

Acompanhados por um céu levemente azul, começámos por percorrer uma estrada ao longo de bonitos e verdes arrozais, até chegarmos a um tranquilo mosteiro que visitámos com prazer. Aí, encontrámos um espaço de aura serena, cheio de luz suave e dois velhos monges muito simpáticos. 😀 Seguimos pedalando, acenando aos nativos e dizendo-lhes olá (mangelabá), até que voltámos a parar, desta feita num pequeno templo no topo de uma colina, onde acabámos por ficar um bocado deitados a relaxar. Quando tentámos visitar as fontes de água termais, tal não se revelou possível, uma vez que estas ficavam no interior de um SPA e o valor que nos pediram, pareceu-nos exagerado. Desse modo e como ninguém fez realmente questão de entrar, seguimos viagem e fomos pedalando, pedalando… pedalando com o objetivo de encontrar uma povoação com um cais e barqueiros que nos transportassem até à outra margem do lago. Durante o percurso, continuámos a observar a vida local: escolas, crianças traquinas e sorridentes, camponeses, búfalos e vacas, arrozais, palmeiras, florestas, estupas e pagodas. 🙂

IMG_4683 (FILEminimizer)           P1010866 (FILEminimizer)

IMG_4698 (FILEminimizer)    IMG_4699 (FILEminimizer)

IMG_4703 (FILEminimizer)    IMG_4706 (FILEminimizer)

IMG_4358 (FILEminimizer)           IMG_4708 (FILEminimizer)

Finalmente e depois de algumas horas a pedalar conseguimos encontrar um barco e um barqueiro, e depois de árduas negociações lá chegámos a um consenso. 🙂 A travessia com as bicicletas a bordo foi memorável e o único momento menos positivo, ocorreu já no desambarque, quando o nosso barqueiro não nos largou no local previamente combinado. Assim, decidimos pagar-lhe um montante ligeiramente inferior ao negociado, de modo a não recompensar a quebra de palavra – se os nativos forem “ensinados” que não há consequências, por não cumprirem a sua palavra, no futuro é isso que farão. Já desembarcados na margem oriental, recomeçámos a pedalar, desta feita a caminho de umas vinhas e nessa altura fruto do cansaço acumulado, só pensava em pedalar, pedalar… pedalar, de modo a chegar o mais rapidamente possível, sentar-me à mesa, beber uns copos de vinho e relaxar. 😛 Foi assim, que no final daquele looooooooooooooooongo passeio de bicicleta, pelas margens do lago de Inle, nos reunimos à mesa para um almoço tardio, onde fizemos uma prova de vinhos e brindámos à saúde, à amizade e à generosidade de buda… 😀

DSC07170 (FILEminimizer)

IMG_4726 (FILEminimizer)      GOPR2384 (FILEminimizer)

IMG_4374 (FILEminimizer)      IMG_4733 (FILEminimizer)

IMG_4735 (FILEminimizer)

DSC07179 (FILEminimizer)    DSC07182 (FILEminimizer)