No último dia em Mabul e à medida que o relógio avançava, fui presenteado com um pôr do sol, de tal modo glorioso, que soltei umas lágrimas comovido. 😀 Junto ao mar, este foi o por do astro-rei mais perfeito que vi na VIDA… com raios dourados a espalharem-se e a multiplicarem-se no mar e nas densas nuvens que cobriam o céu. Uma valsa celeste delicada, mas simultaneamente profunda como o oceano. 😀
Categoria: Fotografia
Criar Mabul´s
Depois de três dias muito intensos de mergulho e de tantas emoções vividas, virei as minhas agulhas para outras prioridades: fazer praia e descansar numa ilha paradisíaca, ao mesmo tempo que atualizava o meu caderno e fruto do acaso a minha escolha acabou por recair na ilha de Mabul.
Quando inicialmente parti, apenas tinha o palpite que talvez lá ficasse três/quatro dias. Mas exatamente, quantos? Não o sabia. Primeiro, desconhecia a ilha e seguidamente não estava certo do ambiente que ia encontrar no lodge, uma vez que os comentários encontrados na internet eram bastante díspares.
A realidade é que fruto de algumas circunstâncias, acabei por ficar em Mabul, uma semana! 🙂 A ilha per si não tinha nenhuma praia de sonho, mas tinha habitantes sorridentes e afáveis; crianças aos magotes; grandes lagartos (alguns com cerca de dois metros!), morcegos e até um macaco; águas límpidas, cristalinas e onde se podiam encontrar uma enorme variedade de pequenos e raros seres sub-aquáticos; um sol abrasador que às nove da manhã me punha a destilar sem parar… 😛
Em Mabul transformei-me em escriba e consegui finalmente atualizar o caderno que estava cerca de um mês atrasado! Fiz pela primeira vez um muck dive e o meu primeiro mergulho noturno, onde entrei nas trevas, no vazio, no vácuo absoluto! Onde só faltava aparecer o Alien! SURREAL! 🙂 Relaxei. Bebi uns copos e fumei uns cigarros. Tive conversas super-interessantes e mentalmente estimulantes. Conheci muitas pessoas e fiz amigos, com especial destaque para o Moo (um nativo que tinha uns calções da nossa seleção), James (inglês e instrutor da escola), Kyle (australiano) e Stefanie e Nicole (duas raparigas suiças).
Na despedida de Mabul, parti com alguma tristeza. O Moo emocionado chorava sem parar e os abraços dados a quem ficou, foram apertados e sentidos. Em Mabul fui verdadeiramente FELIZ e senti-me verdadeiramente em casa… uma casa que raras vezes tive durante esta viagem. De tal modo que decidi que não quero regressar! E Mabul ficará para sempre no meu imaginário como um local onde se é FELIZ! Mas ao qual é impossível regressar… a única coisa que se pode fazer é continuar a viver, continuar a sonhar… para no futuro criar mais Mabul´s, essa ilha paradisíaca que existe no coração de cada um de nós. 😀
Sipadan. Paraíso na Terra
O primeiro mergulho em Sipadan – e o quarto do curso – decorreu em Mid Reef e foi o meu mergulho profundo – deep dive. Aí senti a “estupidez” de estar a trinta metros de profundidade e olhar para cima e só ver água e olhar para baixo e ver ainda mais… água! Em Sipadan a parede de coral é ABSURDA e em algumas zonas a sua profundidade, chega aos seiscentos metros! A sensação de flutuar nesse ambiente foi… ESPECTACULAR! 😀
No segundo mergulho, estivemos no famosíssimo Barrucada Point e assim que começámos a “afundar” entrámos num ENORME turbilhão de peixes: escola gigante de Jack fish, muitos Giant Trevally´s – peixes maiores do que seres humanos – e tubarões de recife pelo meio! FASCINANTE! Parecia que estávamos numa tempestade… 😀 Ainda nesse mergulho, vi incontáveis tartarugas, um peixe escorpião e quando saí do mar estava com um enorme sorriso nos lábios e com a certeza que sentia cada vez mais prazer em mergulhar.
No último mergulho do dia – Turtle Cave – finalizei o meu AOW com um engraçado mergulho de identificação de peixes, no qual tive de desenhar dentro de água! – Kiri em condições normais já é um “portento” do desenho, estão a visualizar dentro de água, não estão!? 🙂 Mas principalmente entrei pela primeira vez numa caverna subaquática – apenas vinte metros – e quando nos voltámos para sair, vi a luz a penetrar na entrada, a água de incontáveis verdes azuis a brilhar e a silhueta negra de peixes a nadar em espiral. Lindo… lindo… lindo!
No terceiro e último dia de mergulhos – segundo dia em Sipadan – o primeiro mergulho decorreu em South Point e aqui vi uma enorme quantidade de tubarões de recife, tartarugas, um éden de corais – luz, cor, vida… e mesmo no final e “às portas” da enorme parede, um TORNADO PERFEITO de barracudas! A cerca de três metros de nós! Se a PERFEIÇÃO existe… este foi um desses momentos! 😀
No segundo mergulho, a corrente ao longo da parede estava de tal modo intensa que acabámos por fazer dois spots num único mergulho – Hanging Garden e Lobster Lair – e vimos tantas, tantas, tantas tartarugas – algumas bem grandes – que a partir de certo momento desisti de as contar! 😛 E na despedida de Sipadan, mergulhei pela segunda vez em Barracuda Point e incrivelmente foi aqui… que tive o mergulho menos PERFEITO de todos os que fiz na ilha. E atenção porque isto não é uma queixa, é só uma constatação que em Sipadan é quase IMPOSSÍVEL fazer um mau mergulho! 🙂
No final do dia, tive a oportunidade de falar com a minha irmã via Skype e a experiência de mergulhar em Sipadan foi de tal modo intensa que durante a conversa, uma das coisas que lhe disse foi: “Mana, se por acaso morrer hoje… Morro uma pessoa FELIZ! Não acredito no paraíso divino, mas nestes dois últimos dias, vi o PARAÍSO na Terra!” 😀
Sibuan. AOW & Lotaria
No final, Semporna foi mais do que imundice e dignidade, Semporna foi a porta para o Paraíso! (eu é que ainda não o sabia). No primeiro dia do curso Advanced Open Water (AOW) fui até à bonita e pequenina ilha de Sibuan – palmeiras, areia branca e mar de múltiplos azuis – onde mergulhei na companhia de um simpático casal de alemães – Bia e Fabian – que conhecera em Sepilok.
Este curso consistiu em cinco mergulhos e no aprofundamento de conhecimentos sobre áreas mais específicas, desse modo o meu primeiro mergulho incidiu na performance da “flutuação”– pedra basilar do mergulho – o segundo em correntes – drift dive – e o último- do dia – na orientação subaquática. Aos poucos e poucos, fui-me sentindo cada vez mais relaxado e com movimentos mais naturais. No segundo dia esperava a conclusão do curso…
Porém o início do dia trouxe uma grande surpresa e provocou um grande alarido na nossa escola. Do nada eu e os meus companheiros de mergulho, recebemos a notícia que iríamos mergulhar em Sipadan! Desse modo recebi um bilhete de lotaria premiado. Teria a oportunidade de finalizar o curso num dos maiores hotspots de mergulho do Mundo e num dos mais exclusivos – por dia há apenas cento e vinte licenças para mergulhadores e snorkelers!. Mais… iria lá mergulhar, dois dias consecutivos! Pois o pacote de mergulhos que comprara previamente era uma combinação de: AOW + 3 mergulhos em Sipadan. Há pessoas com sorte e eu sei que sou uma delas… 😉 Para além de ser uma Meca do mergulho, Sipadan é uma ilha minorca que fica ao largo de Semporna e em pleno mar das Celebes sendo a alguns anos uma área protegida, parque marítimo e uma ilha deserta, aliás… quase, pois no seu interior existe uma pequena base militar que a patrulha diariamente.
Na viagem, houve alguma trepidação e o som da mesma foi o som do casco a bater na superfície do mar: Pum… Pum… Pum! Na chegada a ilha revelou-se um paraíso tropical: verdíssima, areia branca e água transparente e límpida. As únicas construções visíveis eram um cais de madeira e a tal micro-base militar podendo ainda, ao largo de Sipadan, avistar-se o recorte de Mabul – outra das ilhas que fica ao largo de Semporna.
Se a viagem de Kinabalu para Sepilok já me tinha revelado a face negra do Bornéu com a visão de hectares e hectares cobertos de palmeiras, que geram o lucrativo óleo de palma… o que dizer do caminho entre Sepilok e Semporna? No mínimo… desolador! 😦 As palmeiras estendiam-se em todas as direções e até onde os meus olhos conseguiam alcançar.
A chegada a Semporna revelou a cidade mais suja e deprimente que vi na vida. Lixo às pazadas espalhado pelo chão e pelas águas, crianças encardidas e descalças e um cheiro intenso a fruta em decomposição. O primeiro impacto, não foi de fácil digestão. Assim que penetrei na parte mais central da cidade, fui à escola de mergulho onde falei com Jerry e depois de lhe mostrar o tornozelo, o seu veredito tirou-me toneladas de cima! Podia mergulhar… 😀
Como o curso apenas começava no Domingo, tive um dia e meio para repousar, escrever e passear na cidade, onde apesar de toda a sujidade me deparei com sorridentes crianças, pessoas pobres mas simpáticas e afáveis, barcos coloridos, mercados de peixe – seco e fresco – mais lixo, trânsito caótico, uma bonita mesquita verde-alface e… com uma realidade crua e sem qualquer tipo de máscaras ou filtros. A dignidade humana conferiu à cidade uma profundidade, que poucas vezes senti na vida.
Depois da ascensão da montanha Kinabalu, as pernas ressentiram-se do esforço despendido, principalmente o tornozelo esquerdo que ficou com um inchaço considerável e como tal, antes de partir para Sepilok tive dois dias mais repousados na base da montanha e nas imediações do lodge.
Durante a semana e como o inchaço não desapareceu com o tempo, os dias em Sepilok ficaram marcados por uma ida ao médico em Sandakan que me revelou que a causa deste inchaço, era um agente externo – possivelmente algum inseto ou bactéria. Por esse motivo, apesar dos dias serem fisicamente mais tranquilos, foram mentalmente mais stressantes, pois tinha um segundo curso de mergulho já marcado em Semporna – nas imediações das ilhas de Sipadan e Mabul – e o médico não me aconselhava a mergulhar, caso o tornozelo não voltasse ao normal.
De qualquer modo e nos quatro dias passados em Sepilok ainda deu para ver nas imediações do lodge uns crocodilos “velhacos” e uma bonita e elegante ave branca; fazer duas visitas ao RDC (Rainforest Discovery Center) onde tive novamente contato com uma floresta tropical e com o seu ambiente verde, quente e extremamente húmido – cheirinho a selva; mas principalmente fazer duas visitas ao centro de proteção dos Orangotangos, onde tive a oportunidade de observar pela primeira vez estes bonitos primatas. 🙂 Neste centro, a maioria são órfãos e como tal, têm de ser ensinados a alimentarem-se e a tornarem-se independentes. O problema é que de todos os primatas, os orangotangos são os mais dependentes da progenitora e como tal o caminho para a completa reabilitação é moroso e exigente.
Apesar de alguns deles parecerem bastante debilitados, foi bom observar e aprender que estes animais estão a ser tratados com toda a dignidade possível. Mas o melhor de tudo, foi sem dúvida ter a oportunidade de ver as traquinas crias juntamente com as extremosas mães. Comovente… encantador! 🙂 Saí de Sepilok, muito FELIZ e a sentir que estava num sonho. Sonho esse, que tinha o nome… Bornéu! 😀
Kinabalu. Ascensão Infinita
Ato II – Kinabalu? Montanha Surreal!
Ao longo da noite acordei inúmeras vezes, fruto da preocupação de ter de me levantar de madrugada e simultaneamente ansioso com o trekking que me aguardava. Afinal, há alguns meses que esperava este encontro com a montanha e foi principalmente Kinabalu que me fez rumar à ilha do Bornéu. Este era o dia D.
Antes de sair da guesthouse tomei um super pequeno almoço: dois ovos, seis torradas e café e parti para a receção do parque, onde às sete da manhã conheci o meu guia, Eddie, que me conduziu até ao Timpohon Gate (1866 m) e a primeira etapa do percurso ligou esta entrada a Laban Rata (3273 m).
O início do trilho realizou-se no meio de uma floresta tropical muito verde, que a partir do quarto/quinto quilómetro desapareceu totalmente e o caminho seguiu no meio de rocha amarelada/alaranjada pontuada aqui e acolá por arbustos. Em duas horas chegámos a Laban Rata – quilómetro seis – bem dentro da barreira temporal definida pelo parque, porém enquanto aguardava pela decisão do ranger – o responsável que define se existem condições de segurança – senti progressivamente um nervoso miudinho, uma vez que existia um nevoeiro que nos envolvia. Felizmente recebemos a confirmação que podíamos continuar a ascensão 🙂 e quando atingimos o sétimo quilómetro, a montanha…
Transformou-se! A vegetação extinguiu-se quase na totalidade, as faces ficaram mais escarpadas e a rocha adquiriu uma cor metalizada e brilhante. Até começámos a ter direito a uma corda para nos auxiliar na ascensão das zonas mais inclinadas e escorregadias. Passo a passo fomos subindo e em nosso redor apenas víamos rocha em todas as direções. Em certo momento, a visibilidade aumentou progressivamente e comecei realmente a ver os diferentes picos de Kinabalu à nossa volta (St. Jonh´s Peak – 4091 m; Donkey Ears Peak – 4054 m; Ugly Sister Peak – 4032 m).
Hora e meia volvida, estávamos no oitavo quilómetro, à cota de 3929 m e quase, quase no pico. 🙂 Porém para percorrer os 166 metros de cota que faltavam para chegar ao Low´s Peak (4095 m) e o ponto de altitude máxima precisei de mais meia hora! Aqui senti realmente o “peso” da altitude e parte da energia já despendida. Quatro horas – desde o início do trekking – estávamos no pico de Kinabalu e nessa altura a visibilidade estava perfeita! Céu azul, nuvens abaixo e acima de nós, rocha e picos! Surreal! Espetacular! No pico apenas estivemos quinze minutos e completamente sós… Nada! Nem ninguém! Apenas o vento e o silêncio… 😀
Começámos então a descida e os primeiros vinte minutos foram mais lentos, pois aproveitei as excelentes condições atmosféricas para tirar algumas fotografias. Porém e pouco tempo depois o vento começou a soprar mais intensamente, tendo de colocar o keffiyeh a proteger a cabeça. A descida que esperava mais rápida, veio a revelar-se mais lenta que a ascensão e tal aconteceu devido às pedras serem roladas, o trilho estar cheio de água e bastante escorregadio e… a partir do abrigo Layang Layang começou a chover com intensidade, o que aumentou a dificuldade, pois o trilho tornou-se ainda mais escorregadio. O relógio marcava a hora coca-cola light quando regressámos ao Timpohon Gate, nove horas depois encerrei o capítulo de Kinabalu, a montanha surreal. 😀
Ato I – Viagem e Preparação
Na viagem para a montanha Kinabalu no Bornéu – Sabah – houve um misto de tristeza e alegria, por um lado a despedida da M. estava bem presente, pelo outro estava a caminho de um local que se encontrava no meu imaginário graças à descrição de Andy, esse mágico da vida que conheci nas terras do Império do Meio.
Depois do voo matinal que me levou de Kuala Lumpur até Kota Kinabalu, apanhei uma boleia semi atribulada – o meu “condutor” não sabia onde era a estação de autocarros – com o John Ho, um médico que trabalha em operações de salvamento e que estava na cidade há poucas semanas. Depois de uma hora de viagem e muitos pedidos de desculpa, fui finalmente deixado na estação de carrinhas, onde apanhei o meu meio de transporte para a montanha. 😛
Na chegada às imediações da montanha, fui largado perto de uma placa que indicava o meu alojamento – Kinabalu Mt Lodge – e de mochila às costas andei um quilómetro até chegar ao destino, uma casa no topo de uma colina, voltada para um vale verde e de onde se via a névoa a correr no meio de árvores e vegetação, comovente. 😀 Nos meus aposentos conheci uma alemã que tinha regressado da montanha nesse dia e quando lhe contei que o meu objetivo era fazer a ascensão e descida num dia, olhou para mim com olhos esbugalhados e exclamou: ”A sério!? Acho que não vais conseguir, mas se o fizeres tens o meu respeito!”. Oh diabo! Comentário animador. Minutos depois apareceu um americano, que é capitão de um barco nas Filipinas, que por sua vez disse: “É apenas uma montanha. Hás-de chegar ao topo!”.
Com estas duas opiniões tão distintas parti para o HQ (headquarters) do parque natural e na receção disseram-me que antes de preencher os formulários de inscrição, tinha de falar com o Mr. Dick, o responsável do parque. No centro de conservação tive um pequeno meeting, onde falámos sobre a ascensão num dia e como a mesma é considerada um caso “especial”, existem regras muitos específicas, tais como limites de tempo e afins. Na despedida apertou-me a mão, desejou-me boa sorte e uma boa ascensão…
Faces de KL
Kuala Lumpur é à semelhança de Bangkok, uma cidade de várias faces e ficará na memória pela soma das suas partes. A primeira delas será a incrível quantidade de massagistas – oficiais e oficiosas – que oferecem os seus serviços ao longo da Jalan Bukit Bintang e que foi o local onde acabámos por ficar hospedados, num minúsculo e bafiento quarto de dez metros quadrados. Nas suas imediações, a Jalan Alor também fica na retina pela quantidade absurda de restaurantes de rua, mas principalmente pelos seus empregados que nos assediam constantemente. Chega a ser exasperante! E consegue ser pior que qualquer rua, praia, estação/terminal de autocarros/comboios da Tailândia! É obra! 😛
KL tais como outras cidades asiáticas, está minada de centro comerciais monumentais e gigantescos, cheios de lojas e restaurantes de fast food e quando visitámos o Macdonald´s, o seu interior estava minado de muçulmanos, que consumiam alegremente um dos mais famosos ícones ocidentais. Aliás um dos motivos que nos levou a “visitar” o local, foi a desapontante e inflacionada gastronomia malaia, isto apesar de haver uma grande mescla na cozinha fruto da aceitação natural de todas as culturas e cidadãos que compõem o país: malaios, indianos e chineses.
Outra das faces da cidade é a sua Chinatown, que fica nas imediações da Jalan Petaling e onde é possível encontrar magníficos mercados de rua cheios de contrafações: roupas, óculos, relógios, perfumes; templos chineses e hindus e não muito longe o agradável Central Market. 🙂
Nas nossas deambulações – tanto a pé como de metro de superfície – deu para notar que a cidade apresenta um elevado ritmo de construção e às vezes imaginei-me na mesma, há cerca de vinte, trinta anos atrás, numa altura em que o grande ícone da cidade, as Torres Petronas ainda não existiam. E a propósito, depois das visitarmos, posso afirmar que pagar para subir às “petroninhas” não vale a pena. Apesar da vista ser fascinante – vê-se tudo de cima! Tudo mesmo! Outros arranha-céus, mesquitas, piscina no topo de edifícios – o que se aprende é residual e no final sentimos que pagámos para ver uma mera panorâmica de Kuala Lumpur.
Mais fascinante foi observá-las já iluminadas, ao final da tarde e mesmo nessa altura houve um certo desapontamento pois esperávamos uma iluminação muito mais intensa. Só quando começámos a tirar fotografias é que percebemos que a luz extra vinha da máquina fotográfica. Os nossos olhos veem a luz “real” e a fotografia distorce e amplifica a realidade, transformando estas torres num projeto de fição científica. 😉
Dias em Pangkor? Tranquilos!
Os dias em Pulau (ilha) Pangkor foram… muito, muito tranquilos e depois de toda a azáfama das ilhas do sul da Tailândia soube bem chegar a um local muito mais pacífico, relaxado e não ser incomodado de cinco em cinco segundos por vendedores ambulantes, à semelhança de Koh Samui. 🙂
Na praia, a maioria das pessoas que encontrámos eram nativas do país e foi muito interessante observar que o tipo de brincadeiras praticadas não se altera, independentemente de estarmos na presença de uma sociedade islâmica e claramente marcada pela religião. 🙂
Nos dias que aqui estivemos aproveitámos para tomar banhos de sol na praia – que apesar de não ser tão bonita como as existentes nas Phi Phi, era agradável – e na piscina do hotel; comer deliciosos e frescos peixes grelhados; começar a conhecer os sabores da comida malaia; escrever no caderno; ver macacos a invadirem as varandas em busca de comida fácil e pela primeira vez tucanos em liberdade; assistir ao quase afogamento de uma criança – na piscina – e comprovar como este pode ser rápido, silencioso e potencialmente letal ; comer frescos gelados e partir em direção à capital… Kuala Lumpur, de seu nome. 🙂
































































