Categorias
Crónicas Em trânsito Fotografia Reflexões

Em trânsito: Xishuangbanna – Luang Nam Tah. Goodbye China. Hello Laos!

Antes de começar a minha travessia para o Laos estava um bocadito nervoso, pelo recomeço de tudo: língua, preços e dinheiro, pessoas, cultura… de qualquer modo penso que sentir esse nervoso miudinho, foi natural, positivo e sinal que aguardava a mudança com expetativaA viagem entre a China e o Laos começou num Sábado, depois de almoço e com a despedida de Jinghong que foi uma agradável surpresa. Saí da cidade acompanhado pelo Zhou Fan Chou  o “caramelo” já tem nome – e antes de começarmos a pedir boleia, andámos dois quilómetros para chegar ao perímetro exterior da cidade. Em menos de dez minutos já estávamos numa carrinha a caminho de Mèngla, vila que fica a cento e trinta quilómetros de Jinghong e à qual chegámos a meio da tarde. Decidimos não prosseguir para Mohan, não por falta de tempo, mas porque essa é uma cidade fronteiriça e seguramente com preços inflacionados. Desse modo, acabámos o dia a dormir em Mèngla, a cinquenta quilómetros da fronteira, numa espelunquinha. 😛

IMG_6144 (FILEminimizer)      IMG_6147 (FILEminimizer)

No Domingo, acordámos cedo e andámos novamente dois quilómetros para chegar à estrada principal e aí ficámos à espera que alguma alma caridosa nos desse boleia para Mohan, a última cidade/vila chinesa antes da fronteira. Finalmente, passado uma hora e pouco alguém parou e não é que foi um carro com matrícula do Laos?! 😛 Metemos a bagagem na carrinha de caixa aberta e durante a viagem não conseguimos comunicar com o nosso condutor. Bonito… no entanto na chegada à vila ao parar o condutor do bólide fez-nos sinal de dinheiro. Eh lá! Com esta não contávamos. Ok, my friend no problem, toma lá uma ajudinha e não digas que vais daqui. Antes de sairmos de Mohan troquei os yuans que tinha por kips e mandei um e-mail a contar as novidades.

IMG_6161 (FILEminimizer)      IMG_6169 (FILEminimizer)

A última parte do trajeto até à fronteira foi feita a caminhar e poucos minutos depois estava com o passaporte carimbado. Zheijiè (adeus) China! Até ao regresso. Seguimos o caminho sem ninguém por perto e nos últimos metros de China fomos “abençoados” por uma chuva suave. 🙂 No posto de fronteira do lado do Laos (Boten), preenchi o formulário, entreguei uma fotografia e paguei trinta e cinco doláres pela impressão do visto e mais uma “taxa de fim-de-semana” (10.000 kips ou 2 doláres). “Ok, ok! Leva lá um euro (10.000 kips) e não me peças mais dinheiro, ou levantes problemas”. 😛 Sem mais taxas manhosas entrei oficialmente no Laos pelo próprio pé. Hello! 🙂

IMG_6172 (FILEminimizer)      IMG_6173 (FILEminimizer)

Passámos pela vila de Boten sempre a andar na Nacional 13 e na saída da vila estávamos a cinquenta e cinco quilómetros de Luang Nam Tha, nosso destino. Durante duas horas fomos andando, parando e tentando pedir boleia e passado todo esse tempo andámos quatro quilómetros! :/ Não estava fácil a nossa vida, quando… um carro com matrícula chinesa parou e nos deu boleia até ao nosso destino. 🙂 A estrada estava em excelentes condições – pelo menos para as minhas expetativas – e após uma hora de viagem ao aproximarmo-nos da cidade, apareceram montanhas, arrozais, nuvens…lindo! 😀

IMG_6179 (FILEminimizer)      IMG_6188 (FILEminimizer)

Categorias
Crónicas Fotografia

Jinghong. Jardins e Cheirinho a Cultura Thai

Durante o dia na cidade decidi visitar os seus múltiplos jardins e parques e abrigar-me um pouco do calor semi-tropical da região – Xishuangbanna. A caminho do jardim botânico, passei por inúmeros mercados e bancas de fruta e o que me ficou mais entranhado na memória, foi o cheiro doce e frutado que exalava das ruas: mangas, papaias, abacaxis, linchas, bananas, uvas e cerejas… 😀

IMG_5973 (FILEminimizer)      IMG_5991 (FILEminimizer)

Nos jardins da cidade (botânico e das plantas medicinais) passeei tranquilamente por debaixo de copas frondosas, palmeiras, bungavílias, borracheiras, vi laranjas gigantes, jacas, abacaxis. 🙂 Depois visitei o parque Minzu Feng Qing e o seu ambiente semi-decadente e o parque Manting onde encontrei um templo que só me fez lembrar a Tailândia e a cultura Thai – o estilo arquitectónico, os dourados, os pináculos, a representação dos Deuses…

IMG_5955 (FILEminimizer)      IMG_6028 (FILEminimizer) IMG_6046 (FILEminimizer)      IMG_6048 (FILEminimizer)

Ao entardecer tirei umas fotografias ao magnífico céu e ao rio Lancang (nome dado pelos chineses ao Mekong) – que vi pela primeira vez, aqui em Jinghong – e na despedida da cidade, posso afirmar que a mesma tem um cheiro que já não é da China e se me dissessem que estava na Tailândia, em Myanmar, no Laos… acreditaria. 😀

IMG_6117 (FILEminimizer)       IMG_6123 (FILEminimizer)

Categorias
Crónicas Fotografia

Aranhas & Silver Beach

Apesar do dia anterior ter terminado com alguns excessos, este começou com uma caminhada saudável em Guantauling Mountain, nas imediações de Beihai onde o mais impressionante foram as aranhas, o seu tamanho e as suas magníficas teias. 🙂

IMG_5782 (FILEminimizer)      IMG_5783 (FILEminimizer)

Depois do passeio matinal, voltei ao centro da cidade (hostel) para trocar de indumentária e parti para Silver beach. E o que se pode dizer, acerca da mesma? Que não desiludiu, bem pelo contrário! 🙂 O seu areal era vastíssimo e de cor acinzentada (silver), a água estava de tal modo quente, que mais parecia uma sopa e fruto dum calor dos diabos fui cozendo ao longo da tarde. Para além disso, ainda deu para conhecer uns pescadores com os quais petisquei, bebi uma “zurrapinha” e para terminar em beleza, vi um final de tarde mágico proporcionado pelo pôr do sol, cor de sangue e por umas nuvens fabulosas que corriam no céu. Foi um dia muito agradável e o complemento ideal do dia anterior e só posso dizer: ”Saio de Behai de papo e alma, cheios!”. 😀

IMG_5872 (FILEminimizer)       IMG_5889 (FILEminimizer)

Categorias
Crónicas Fotografia O 1º Dia

Noite de Festa

Era fim de tarde quando abandonámos o local e montados nas scooters – desta feita, fui à boleia com um amigo deles – partimos até às imediações de HaiJiao Road onde comprámos os ingredientes para uma mariscada monumental! 🙂 Daí seguimos para uma zona de restaurantes e num deles, eles entregaram tudo o que compraram e ficámos à espera da comida! Nunca tinha estado num restaurante assim, um local que recebe os ingredientes comprados pelos clientes e que apenas trata do processo da confeção. O jantar foi soberbo: lingueirões, camarão frito, ostras, lulas, carne com pimento verde, caranguejos e um peixe fresquíssimo, tudo regado com cerveja a rodos. 😀 O ambiente era espetacular, a temperatura amena, a boa disposição imperava, fotografias eram tiradas! Senti-me feliz, feliz, FELIZ e um enorme sortudo e privilegiadoEstava completamente inebriado de felicidade e esta foi para mim a refeição na China! 😀

IMG_5611 (FILEminimizer)      IMG_5622 (FILEminimizer)

Depois desta jantarada épica e surreal, montámos os nossos corcéis de metal e voltámos ao prédio da KTV. Porém, fomos para outro piso e inicialmente não consegui perceber onde estava, mas depois e com alguma concentração lá me “situei” e percebi que estava num bar de karaoke. Mas este não era um bar qualquer, era um bar de luxo onde havia múltiplas salas privadas, com comida e bebida à descrição! 🙂

IMG_5629 (FILEminimizer)      IMG_5630 (FILEminimizer)

Fomos andando ao longo do corredor e quando chegámos ao número 12, rodámos a maçaneta, abrimos a porta e entrámos na sala. No início só lá estava eu, o meu “casal de salvadores” e um amigo deles e que me deu boleia, Li Yang Zang e com os três, aprendi a dizer amigo em chinês, PonYu. 🙂 Entretanto começámos a escolher músicas e começaram a aparecer amigos deles… e mais… e mais! 😛 Quando me decidi a  contá-los, já éramos dez pessoas. O tempo foi passando, começaram a cantar, a fumar, a beber, a jogar para beber e o ambiente foi aquecendo. A cerveja inicial esgotou-se, vieram mais dois cestos de cerveja que também se esgotaram, veio comida e mais bebida e a sala 12 passou literalmente para a fase da “loucura”: T-shirts abertas e peitos de galo à mostra, posições de sumo e de kung-fu, ruído a galopar, pessoas em cima de bancos corridos… enfim um clima de festa brava! 😉

IMG_5635 (FILEminimizer)       IMG_5674 (FILEminimizer)

Era uma e tal quando os meus amigos decidiram que já chegava de loucura e me foram pôr ao hostel, novamente os três na scooter, mas não sem antes pararmos para comer mais duas travessas de amêijoas, numa tasca de rua. Quando chegámos perto do hostel “invisível” ainda andei a correr rua acima e rua abaixo para encontrá-lo e para entrar tive de acordar Wang – o dono – porque o portão já estava fechado. Na despedida demos um grande e sentido abraço e agradeci-lhes por aquele dia tão memorável. Na China é assim! É tudo à GRANDE… 😀

IMG_5703 (FILEminimizer)     IMG_5721 (FILEminimizer)

P.S. – Apenas a título de curiosidade, durante a noite as músicas que cantei, foram: Sting (I´m a portuguese man in Behai); Shakira (Te dejo Lisbona); Sinatra (Fly me to the moon); Lady Gaga (Bad Romance e Poker Face); Ricky Martin (Living la Vida Loca); e Katy Perry (I kiss the girl). Muito eclético, portanto! 😛

Categorias
Crónicas Fotografia O 1º Dia

Dia de Festa

O dia começou com o meu personal Jesus a conduzir-me até Guizhou Lu, onde o dono do hostel me foi buscar e antes de nos despedirmos, dei-lhe um grande abraço e pedi-lhe o número de telemóvel. 😀 Depois de fazer o check-in, estive a falar sobre Beihai e recebi muita informação útil sobre a cidade – o que visitar, como me deslocar, onde comer… e antes de sair do hostel, pedi ao dono do hostel para ligar ao meu casal de “salvadores”, pois queria voltar a encontrar-me com eles. 🙂 Ficou então combinado que nos encontraríamos às 15.00 em frente ao hotel Shangri-la e como ainda tinha tempo aproveitei para visitar algumas zonas da cidade.

 IMG_5473 (FILEminimizer)   IMG_5492 (FILEminimizer)    IMG_5534 (FILEminimizer)

Comecei então pela Beibuwan Square, coração da cidade moderna e onde se encontra toda uma profusão de tuk-tuk´s, scooters e motas que a qualquer momento abrandam e nos “oferecem” os seus serviços. 😛 Sempre rumo a norte, percorri a Sichuan Lu até encontrar a Zhuhaixi Lu e a Zhunhaidong Lu que são por sua vez o coração da zona antiga de Beihai – muito semelhante à de Haikou. Porém aqui, as ruas estão fechadas ao trânsito e os negócios nos pisos térreos são turísticos, existindo por isso uma falta de realismo que abundava em Haikou. De qualquer modo as fachadas semi-degradadas são lindíssimas, em abundante número e revelam todo o charme do estilo Nanyang Qilou  mescla de arquitectura europeia colonial e elementos chineses. 🙂

IMG_5510 (FILEminimizer)      IMG_5557 (FILEminimizer)

Quando cheguei ao hotel Shangri-la o relógio marcava 15.05 e aguardei até às 15.30, hora em que eles apareceram. Seguimos então, para o seu mini-apartamento e aí mostrei-lhes fotografias de Sanya e Beihai, bebi uma deliciosa Tang Shui  água com mel – e aprendi finalmente os seus nomes: Li Jing Lei e Fu Xue Rui. De scooter (os três! 😛 ) partimos para o prédio da KTV, onde fomos até a um clube de snooker e aí tive a oportunidade de “jogar”, quer dizer, mandar umas tacadas numa mesa de snooker profissional  os quatro metros de comprimento, fizeram-me sentir a imponência da mesa e a extraordinária dificuldade do jogo. 🙂 Depois disso o Li, foi jogar com um amigo e como eles jogavam com classe e havia dinheiro envolvido, não me entediei nada e durante duas horas, observei as posições dos braços, ante-braços e dedos, a concentração espelhada no olhar e de como uma bola de sorte pode mudar o rumo de uma partida e decidir o vencedor da mesma.

IMG_5587 (FILEminimizer)      IMG_5600 (FILEminimizer)

Categorias
Crónicas Fotografia Reflexões

Haikou!? A Real!

A viagem de regresso a Haikou, foi igualmente feita de “TGV”… Vrummmm! 😛 Depois de chegar e colocar a bagagem no hostel, a primeira coisa que fiz foi tentar comprar um bilhete para o “famoso” ferry de Beihai, porém e devido ao mau tempo o mesmo foi cancelado e desse modo tive que arranjar uma alternativa – viagem de autocarro. E agora sim, vamos falar desta cidade.


IMG_5279 (FILEminimizer)      IMG_5278 (FILEminimizer)

Durante os dias que aqui estive, aproveitei para comprar muita e deliciosa comida de rua e deambular sem planos. Numas dessas deambulações acabei por ir parar à zona nas imediações de Bo´ai Nanlu e dos seus prédios de fachadas degradadas, dos seus negócios de rua, do seu movimento fervilhante e dos seus mercados de peixe seco. 🙂

IMG_5315 (FILEminimizer)     IMG_5327 (FILEminimizer)

Enfim, senti uma China totalmente diferente, talvez como não sentia desde os hutongs de Pequim, ou será que alguma vez senti uma China tão real, tão viva, tão bruta? 🙂 Não sei responder. Sei que a cidade com a sua face não lapidada – a China das pessoas e não a China dos destinos turísticos – me encantou e fiquei com a certeza que aqui, em Haikou, a degradação é um exercício de estilo. 😀

IMG_5393 (FILEminimizer)      IMG_5400 (FILEminimizer)

Categorias
Crónicas Fotografia O 1º Dia

O Asteróide, Didier!

Esta história passou-se na Captain´s House, no dia em que conheci o Peter´s e tudo começou quando chegámos da rua com uma cerveja na mão e nos dirigimos para o terraço onde ficámos um bocado à conversa, quando… a Terra foi atingida por um asteróide, chamado Didier e o mesmo teve consequências quase catastróficas! 😛 Mas, afinal o que/quem será Didier? Didier era o tio do Robert e um party animal de um calibre bastante elevado! 😀

IMG_5163 (FILEminimizer)      IMG_5165 (FILEminimizer)

Assim que se sentou ao pé de nós começou logo a oferecer cervejas, depois ofereceu uma “zurrapinha” e mais uma cerveja, depois uns noodles absolutamente divinais -talvez os melhores que comi na China – ovos com tomate e carne – para ensopar – e mais… umas cervejinhas! 😀

IMG_5169 (FILEminimizer)

Ao que parece Didier fora cozinheiro, professor e agora estava reformado. Eu e o Peter´s estávamos deliciados com aquela recepção – o Peter´s então estava nas nuvens, talvez por ter sido a primeira vez que estava a sentir a bondade dos desconhecidos, pelo  menos com aquela intensidade! – e a única coisa que pudemos fazer foi entrar no ritmo e “dançar” com leveza. O tempo foi passando e foram aparecendo e desaparecendo pessoas, um casal de gays (polaco), uma inglesa e uma americana e o próprio Robert. Foi um serão de magnífico, proporcionado pelo asteróide, Didier! 😀

IMG_5185 (FILEminimizer)

Categorias
Crónicas Fotografia Reflexões

Sanya? A Praia, os Russos e o Americano

A Praia

Os meus dias em Sanya podem ser resumidos em poucas palavras: praia de manhã, praia à tarde e… praia à noite. Como vêem muita diversidade. Pronto. OK! A localização da mesma variou entre Dadong Bay – uma zona com muitos prédios, do género de Portimão e com uma baía tipo praia da Rocha, sem falésias mas com palmeiras – e Yalong Bay que dizem ser a praia mais bonita da zona mas que mesmo assim não me ficou na memória – à volta existe vegetação, mas o areal apesar de extenso em comprimento é pouco largo e mais curto fica, quando existem muitos hotéis de luxo com áreas privadas dentro do areal, mas vá, ao menos a água é limpa, apesar do barulho incessante de motas de água. De qualquer modo e não podendo classificar Sanya, como um local de antologia foi interessante ver o ambiente geral das praias: a grande quantidade de pessoas, as brincadeiras dos graúdos quais miúdos, os chapéus de chuva a servirem de sombrinhas, a água morna.

IMG_5153 (FILEminimizer)     IMG_5194 (FILEminimizer)

 Os Russos

Pode-se descrever Sanya numa palavra? Bem numa talvez não… mas duas consegue. Praia e Rússia! É verdade cheguei a uma China “mixada” de Rússia. As placas das ruas, os menus dos restaurantes e afins estão escritas em chinês e em cirílico, só se vê chineses e russos nas ruas, nas praias, nos restaurantes… enfim, das duas uma: a) os russos emigraram todos para Sanya; b) perdi o sentido de orientação e em vez de vir em direção ao sul da China entrei sem me aperceber na “Santa” Rússinha.

IMG_5198 (FILEminimizer)
E o Americano

Porém, houve alguém que me recordou que não tinha perdi o Norte e que ainda estava na China e essa pessoa foi… o Americano! Peter´s de seu nome, cinquenta e cinco anos, sem filhos, nunca casou e atualmente ensina chinês… na China e fica inequivocamente ligado à ”minha” Sanya! Conheci-o na Captain´s House – um cafunfo que apenas se salva pelo gerente/dono “Robert” que é uma pessoa tão boa, tão boa… tão boa, que até faz “confusão” – hiper-prestável e com um coração de ouro! – e daí saímos para o magnífico hostel Sanya Backpackers onde partilhámos um quarto twin ao preço de um dormitório. Nos meus dias na cidade, conversámos, passeámos, jantámos e fomos atingidos por um “asteróide”… 😉  

IMG_5188 (FILEminimizer)

Categorias
Crónicas Fotografia

Amanhecer no Paraíso

Quando o despertador tocou, acordámos como previamente combinado, mas ao olhar pela janela iniciámos um “debate” prolongado se deveríamos ir ou não, pois o tempo estava muito… muito enfarruscado. Eu e o Fábio já nos tínhamos voltado a deitar, mas o British levantou-se, começou a encasacar-se e ao vermos a sua força de vontade, recuperámos “psicologicamente” e levantámos o rabo da cama de modo a acompanharmos o nosso “irmão de armas”. 🙂

IMG_5088 (FILEminimizer)       IMG_5126 (FILEminimizer)

A verdade é que não vimos o nascer do sol, mas diga-se em abono da verdade, do local onde nos encontrávamos – miradouro dos “Nove Dragões e Cinco Tigres” – mesmo com bom tempo, tal seria sempre impossível devido à sua orientação geográfica relativamente ao vale. 😛 De qualquer modo vimos umas nuvens extraordinárias e houve um momento em que se pôde ver uns reflexos de sol nos socalcos e noutro momento o vale iluminado, vá… parcialmente. Não foi perfeito, mas foi bem melhor que ficar na cama a dormir! 🙂

IMG_5096 (FILEminimizer)      IMG_5135 (FILEminimizer)

Categorias
Crónicas Fotografia O 1º Dia

Visões do Paraíso

Depois dessa extraordinária experiência regressámos de papo e alma cheia a Ping´An, sob o signo de uma meteorologia muito mais suavizada e leve, e quando chegámos Milène despediu-se de nós, mas antes teve de “pagar pelo divórcio” – piada inventada, pelo facto de eu ter pago o almoço e as compras dela, tal e qual um bom marido deve fazer! 😛

IMG_5010 (FILEminimizer)      IMG_5004 (FILEminimizer)

Eu e Zheng partimos finalmente para ver os terraços em todo o seu esplendor – ou quase devido à inexistência de sol – e o primeiro miradouro que visitámos chamava-se “Nove Dragões e Cinco Tigres” – os chineses e os seus nomes poéticos. A forma dos socalcos assemelhava-se às costas de um dragão (Longjie) e a visibilidade era total, a cor da água nos mesmos variava entre múltiplos castanhos e cor de prata e as formas eram harmoniosas e belas, como uma sinfonia perfeita criada pelos deuses e tocada pelos anjos. 😀 Senti-me um privilegiado por ter a oportunidade de assistir a um espectáculo tão magnífico e ver uma simbiose inigualável entre a natureza e o ser humano. Estava a ver uma paisagem criada por ambos e que resulta numa das paisagens mais belas e singulares que alguma vez vi. Ter tido a oportunidade de ter presenciado e fotografado este local deixou-me FELIZ e ENCANTADO, pois dei o meu cunho pessoal à paisagem, através dos enquadramentos escolhidos. 😀

IMG_5014 (FILEminimizer)Por sua vez, o segundo miradouro que vimos chamava-se “Sete Estrelas e a Lua” e também se revelou uma ode à beleza, mas “infelizmente” para o mesmo, o meu coração já se tinha apaixonado. 🙂 De qualquer modo, observei e encontrei muita beleza no local, não deixando de continuar a tirar um prazer extraordinário da paisagem, e antes de voltar ao hostel, disse a mim próprio que já tinha tido as minhas visões do Paraíso. 😀

IMG_5056 (FILEminimizer)