Depois da visita feliz ao lago Toba, parti numa odisseia – pode encontrar mais aqui – para chegar à ilha de Tanahmasa. Sibolga representou a cidade costeira onde contactei o simpático Mr. Beng Beng – um amigo de Luke – que foi o meu “jarbas” na cidade e me ajudou a comprar o bilhete para o ferry que estava de partida para a ilha de Nias.
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Singapura – pode encontrar mais aqui – foi diferente dos países anteriores, havendo características que rapidamente sobressaíram: a limpeza, a organização, a meticulosidade, a eficiência, a riqueza…. à medida que fui circulando nesta Big Town Country, encontrei inúmeros cartazes de proibições, algumas delas bizarras – como o caso das pastilhas elásticas – batizando, por esse motivo, Singapura como o país das multas – Fine Country. Nesta cidade/país, deambulei livremente e visitei a vibrante e colorida Little India; a plástica e pouco autêntica, Chinatown; a moderníssima zona do centro financeiro; os maravilhosos parques e jardins; a curiosa e “macabra” How Par Villa e a hiper turística ilha de Sentosa.
Taman Negara – pode encontrar mais aqui – é o maior e mais importante parque natural de toda a Malásia, uma vez que aí que se localiza a floresta primária mais antiga de todo o planeta. No parque natural, experienciei um trekking me levou para um reino de humidade elevadíssima, sanguessugas, suor abundante, lama, riachos e travessias em estreitas pontes, clorofila, árvores milenares, serpentes venenosas, rochas estranhas e belas. Penetrando cada vez mais profundamente na selva, pernoitei na deserta e grande caverna de Kepayang Besar, sendo essa uma das noites mais primitivas e memoráveis de toda a viagem – os morcegos, as sombras projetadas nas paredes da caverna, a fogueira, a partilha ao serão, o ambiente íntimo e a solidão de estarmos completamente sós naquele pedaço de selva. A selva antiga e primitiva de Taman Negara!
Aquando da minha estadia em Mulu a máquina fotográfica avariou-se. Foi desse modo que os restantes destinos do estado de Sarawak: Belaga, Kapit e os parques naturais de Gunung Gading e Bako foram retratados por palavras. Apenas em Kuching – pode encontrar mais aqui – que foi de longe a cidade mais agradável e interessante de todo o Bornéu consegui resolver esse problema e aí visitei alguns museus, a bonita mesquita da cidade e tive dias tranquilos e repousados no hostel que se transformou numa casa.
Semporna – pode encontrar mais aqui – revelou-se a cidade mais suja e deprimente que vi na vida… lixo espalhado pelo chão e pelas águas, crianças encardidas e descalças e um cheiro intenso a fruta em decomposição. O primeiro impacto, não foi de fácil digestão, porém com o passar dos dias deparei-me com sorridentes crianças, pessoas humildes mas simpáticas e afáveis, barcos coloridos, mercados de peixe e vísceras e uma bonita mesquita verde-alface… foi assim que a dignidade humana conferiu à cidade uma profundidade, que poucas vezes senti na vida.
Kuala Lumpur – pode encontrar mais aqui – é uma cidade de várias faces que ficará na memória pela soma das suas partes. KL está minada de centro comerciais, restaurantes e mercados de rua, templos chineses e hindus e múltiplos edifícios em elevado ritmo de construção. Aliás, o grande ex libris da cidade são as Torres Petronas, que ao anoitecer se transformam num verdadeiro projeto de ficção científica.
Ali jazem frequentemente dispersas diferentes extensões de tronco petrificado (…) É muito curioso, claro, e bastante antigo, se isso fosse tudo. Sem dúvida, o coração de geólogo bate mais depressa perante esta visão; mas, por mim, fiquei fortemente impassível. O passeio turístico é a arte do desapontamento.
Robert Louis Stevenson in, The Silverado Squatters
Em Xing Ping – pode encontrar mais aqui – tive múltiplos momentos memoráveis, principalmente os passeios de bicicleta, a pé e de barco pela vila e verdes arredores onde despontavam colinas singulares e o encontro com pessoas muito amistosas, entre elas uns camponeses que eram um perfeito retrato vivo da China rural.
Pela minha parte, não viajo para ir a parte nenhuma, mas para ir. Viajo pela viagem. A grande questão é mover-me; sentir as necessidades e as dificuldades da nossa vida um pouco mais de perto, sair deste leito de penas da civilização e descobrir o globo de granito sob os pés e juncado de pedras cortantes.
Robert Louis Stevenson in, Travels with a Donkey in the Cévennes (1879)




