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Uma Geografia. Uma Fotografia: Com

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Na rudimentar “estância balnear” de Com, passeei ao longo da costa – tanto em direção a este como oeste -; fascinei-me com a areia muito fina, com uma zona mágica de manguezais, com aquele mar de incontáveis azuis, com o silêncio reinante em praias completamente desertas; encontrei múltiplos cemitérios que misturavam motivos religiosos católicos – cruzes, Nossas Senhoras, Cristos – com animistas – múltiplas ossadas e crânios de animais; observei búfalos a banharem-se em charcos de lama; fiz praia e tomei belas banhocas – tanto de mar, como de sol; vi filmes – The Third Man e The Man who shot Liberty Valance; apanhei um par de boleias de mota e constatei que nas estradas em redor da vila circulam mais cabras, vacas, galinhas, porcos e búfalos que automóveis e motorizadas; e houve uma situação em que tive de furar literalmente por uma vegetação muito densa e verde de coqueiros, bananeiras, campos e cercas até chegar a uma praia deserta, estrondosa! Nesse momento ao observar o mar apaixonei-me definitivamente por Com e pelas praias de Timor Leste.

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Em trânsito: Viagem ao Fim do Mundo? Não… ao de Timor Leste

No dia em que me despedi de Com, acordei às 4.00, ainda de noite cerrada para apanhar o mikrolet – autocarro. Esperei, esperei, esperei, durante uma, duas, três horas… até ter a certeza que ao Domingo não existia ligação para Asalainu! :/ Durante o looooooooooooooooongo tempo em que aguardei, foi chovendo, vi estrelas a iluminarem o céu, fui presenteado com o nascer do astro-rei, tomei um pequeno-almoço reforçado e tentei negociar um táxi-mota na guesthouse. Devido ao valor que me pediam ser excessivamente elevado, não chegámos a consenso e às 7.30 estava de saída da vila de Com, a andar.

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Após percorrer dois/três quilómetros sempre em sentido ascendente, passou por mim uma mota que parou. Com o condutor, numa mistura de gestos e palavras consegui negociar, um valor razoável… e em boa hora o fiz, pois a viagem mesmo montado, ainda demorou 40 minutos e fiquei com a ideia que se tivesse feito todo o caminho a pé até ao meu destino teria demorado entre quatro e cinco horas!! :/ Em Asalainu fui deixado na estrada que seguia para Tutuala e depois de aguardar quinze-vinte minutos por um mikrolet, parou novamente um rapaz de mota, que me “ofereceu” transporte. Passados dez minutos de viagem, parámos em casa dele para arranjar um capacete para mim e aproveitámos para visitar a sua família. 🙂 A viagem de trinta quilómetros, demorou quase três horas!! Pois o rapaz – Lázaro – conduziu muito devagar, de qualquer modo e uma vez que não estava com pressa aproveitei para observar a paisagem – lago de Ilaralo, planícies, casas povoações e pessoas, montanhas calcárias… e ir falando em português – para ele foi uma boa oportunidade para praticar e para mim de aprender um pouco mais sobre o país.

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A última fase da viagem, ligou a vila de Tutuala à praia de Valu, oito quilómetros que foram percorridos a pé. Nas alturas em que o sol brilhava, foi duro, pois ao calor associavam-se dores no ombro direito – pele sensível – e nesse momentos só pensava em andar, andar… andar. A “estrada” era horrível, estando cheia de pedras roladas e se a pé ainda dava para escolher as zonas que eram pisadas, de carro/jipe não me parece que existam muitas alternativas. À minha volta apenas se via floresta, coqueiros, pequenas aldeias e cada passo associava-se ao desejo de querer chegar”! Quando vi uma pontinha do verde ilhéu de Jaco no mar fiquei realmente feliz, estava a percorrer a pé a estrada que me conduzia ao extremo leste do país. Estuguei o passo em direção à irrealidade, acabara de chegar à praia quase deserta de Valu…o “fim” de Timor Leste! 😀       

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Crónicas Em trânsito Fotografia

Watabo & Com. Praias de Timor Leste

Do mundo tranquilo de Laclubar voltei a Baucau para reencontrar o Gregório como “prometido”. Primeiro apanhei um autocarro/carrinha de caixa aberta até Manatuto por entre serras, colinas, montes, florestas, plantações e ao longo da viagem, fizemos várias paragens para carregar mercadorias – lenha, vegetais, motorizadas… – e passageiros, muitos passageiros. 🙂 Já em Manatuto e na estrada principal do país, esperei que passasse um autocarro/carrinha para Baucau e à semelhança do primeiro “troço”, tive que acertar o preço do transporte sem inflações turísticas. 😛

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Na cidade fiquei mais um par de dias tranquilos com o Gregório e durante esse tempo continuei a visitar a família Nicolau, a falar com pessoas muito simpáticas e hospitaleiras, dormi sestas, mostrei as fotografias que tirei previamente tanto em Baucau como em Laclubar e visitei a famosa praia de areia branca e mar de múltiplos verdes e azuis de Watabo – coco.

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Daí segui para Com e a viagem durou sensivelmente três horas, no primeiro troço segui até Lautém e nessa vila apanhei um novo transporte que me levou por mais vinte quilómetros até finalizar a viagem. Durante todo o trajeto vi arrozais, aldeias, búfalos bem gordinhos, cabras e vacas, atravessei pontes, enseadas, colinas, coqueiros, campos de pasto, observei o céu azul e as nuvens brancas que corriam alegremente e senti a temperatura a ficar mais agradável à medida que me aproximava do meu destino.

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Na rudimentar “estância balnear” de Com, tentei dividir o “bem” pelas aldeias e desse modo, fiquei hospedado na Kati guesthouse e tomei todas as refeições na guesthouse da Dona Rosa. Aí para além de ter tido refeições agradáveis, fui informado que apenas existia um autocarro por dia para Asalaiunu e que o mesmo era de madrugada, negociei e acabei por comprar um lindo e colorido thai, e conheci a doce e educada Agnes – neta da Dona Rosa – que me pediu dinheiro para comprar cadernos para a escola.

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Em Com passeei ao longo da costa – tanto para este como para oeste da vila -, tirei múltiplas fotografias; fascinei-me com a areia muito fina, com uma zona mágica de manguezais, com aquele mar de incontáveis azuis, com o silêncio reinante em praias completamente desertas; vi múltiplos cemitérios que misturavam motivos religiosos católicos – cruzes, Nossas Senhoras, Cristos – com animistas – múltiplas ossadas de animais; observei búfalos a banharem-se em charcos de lama; fiz praia e tomei belas banhocas – tanto de mar, como de sol; atualizei o caderno; vi filmes – The Third Man e The Man who shot Liberty Valance; apanhei um par de boleias de mota e constatei que nas estradas em redor da vila circulam mais cabras, vacas, galinhas, porcos e búfalos que automóveis e motorizadas :D; e houve uma situação em que tive de furar literalmente por uma vegetação muito densa e verde de coqueiros, bananeiras, campos e cercas até chegar a uma praia deserta, estrondosa! 🙂 Nesse momento ao observar o mar apaixonei-me definitivamente por Com e pelas praias de Timor Leste.           

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