Em trânsito: Viagem ao Fim do Mundo? Não… ao de Timor Leste

No dia em que me despedi de Com, acordei às 4.00, ainda de noite cerrada para apanhar o mikrolet – autocarro. Esperei, esperei, esperei, durante uma, duas, três horas… até ter a certeza que ao Domingo não existia ligação para Asalainu! :/ Durante o looooooooooooooooongo tempo em que aguardei, foi chovendo, vi estrelas a iluminarem o céu, fui presenteado com o nascer do astro-rei, tomei um pequeno-almoço reforçado e tentei negociar um táxi-mota na guesthouse. Devido ao valor que me pediam ser excessivamente elevado, não chegámos a consenso e às 7.30 estava de saída da vila de Com, a andar.

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Após percorrer dois/três quilómetros sempre em sentido ascendente, passou por mim uma mota que parou. Com o condutor, numa mistura de gestos e palavras consegui negociar, um valor razoável… e em boa hora o fiz, pois a viagem mesmo montado, ainda demorou 40 minutos e fiquei com a ideia que se tivesse feito todo o caminho a pé até ao meu destino teria demorado entre quatro e cinco horas!! :/ Em Asalainu fui deixado na estrada que seguia para Tutuala e depois de aguardar quinze-vinte minutos por um mikrolet, parou novamente um rapaz de mota, que me “ofereceu” transporte. Passados dez minutos de viagem, parámos em casa dele para arranjar um capacete para mim e aproveitámos para visitar a sua família. 🙂 A viagem de trinta quilómetros, demorou quase três horas!! Pois o rapaz – Lázaro – conduziu muito devagar, de qualquer modo e uma vez que não estava com pressa aproveitei para observar a paisagem – lago de Ilaralo, planícies, casas povoações e pessoas, montanhas calcárias… e ir falando em português – para ele foi uma boa oportunidade para praticar e para mim de aprender um pouco mais sobre o país.

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A última fase da viagem, ligou a vila de Tutuala à praia de Valu, oito quilómetros que foram percorridos a pé. Nas alturas em que o sol brilhava, foi duro, pois ao calor associavam-se dores no ombro direito – pele sensível – e nesse momentos só pensava em andar, andar… andar. A “estrada” era horrível, estando cheia de pedras roladas e se a pé ainda dava para escolher as zonas que eram pisadas, de carro/jipe não me parece que existam muitas alternativas. À minha volta apenas se via floresta, coqueiros, pequenas aldeias e cada passo associava-se ao desejo de querer chegar”! Quando vi uma pontinha do verde ilhéu de Jaco no mar fiquei realmente feliz, estava a percorrer a pé a estrada que me conduzia ao extremo leste do país. Estuguei o passo em direção à irrealidade, acabara de chegar à praia quase deserta de Valu…o “fim” de Timor Leste! 😀       

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