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Inle Days? Group Days

Ato I – Entrada Gloriosa 

A entrada no lago de Inle, foi fabulosa e auspiciosa, uma vez que para chegar ao lago verdadeiramente dito tivemos de percorrer diversos canais, como se estivessemos em Veneza, mas versão rural! 😀 O nosso primeiro destino, foi a povoação de In Dein onde encontrámos uma paisagem magnífica, coroada de estupas e pequenas pagodas, e onde eu tive um pequeno cheirinho do que poderia vir a ser Bagan (segundo as palavras dos meus companheiros de trekking). No alto de uma colina, deparámo-nos com um pequeno mosteiro, onde habitava um velho monge que nos ofereceu chá 🙂 e daí avistámos a bonita paisagem em redor: colinas verdes, campos verdíssimos e viçosos com casas espalhadas aqui e acolá, as estupas e pagodas de In Dein! Espetacular! 😀

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No regresso ao barco, o tempo começou a ficar bastante fechado e na viagem para a vila de Nyaung Shwe tivemos muita sorte, pois parecia que as nuvens escuríssimas se estavam a afastar de nós. 🙂 Nessa travessia, voltámos a passar por dentro de canais e vimos pessoas nas suas rotinas: camponeses a trabalhar a terra, pescadores a remar graciosamente com a perna e lançarem as redes à água, pessoas e mercadorias a serem transportadas em longas barcas de proa levantada, pequenos barcos a deslizarem suavemente pelas águas. Depois da maravilha dos canais e da sua vida serena, chegámos ao lago, um misto de castanhos, azuis e prata que parecia ser bastante raso.

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Na chegada ao nosso destino, como todos estávamos hospedados em locais diferentes o grupo separou-se, porém foi nesse momento que aconteceu o momento chave da semana, uma vez que combinámos reencontrar-nos para jantar. Assim e contrariamente a outras ocasiões desta odisseia asiática, o grupo não se fragmentou e no lago de Inle estivemos sempre juntos. Este facto, contribuiu de forma decisiva para prolongar a minha estadia e dos dois dias iniciais, passei para quatro. Afinal, a beleza da viagem também é esta, ter planos e mudá-los, simplesmente porque queremos e temos vontade… 🙂

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Nesse dia ao jantar, fomos até ao mercado noturno e comida no geral foi boa, principalmente a sopa de Shan Noodle. Excelente! 😀 No lado oposto da balança? O barbecue Thai. Horrível e de longe a pior comida não apenas de Myanmar, mas de toda a viagem… de fugir! :/ Depois do nosso repasto, encontrámos um bar porreirito, onde ficámos a beber umas cervejitas e antes de nos despedir-mos combinámos reencontrar-nos bem cedo, no dia seguinte.  

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As Grutas de Pindaya e a Vila de Kalaw

Da viagem entre Bago e a vila de Kalaw, não há muito para relatar. A mesma foi realizada de noite, quase sempre a dormir e o único destaque prende-se com o primeiro cigarro nativo – sabor forte e intenso – que fumei numa paragem. Quando cheguei a Kalaw eram quatro e pouco da manhã e ao sair do autocarro fui abordado por um senhor de aparência muito humilde, que se apresentou como guia. Rapidamente, com a sua ajuda encontrei alojamento e às 4.30 já estavámos sentados a beber um chá, a falar sobre o trekking para o lago de Inle e as grutas de Pindaya. A minha viagem para esse reino, começou bastante cedo, uma vez que depois do chá apanhei um autocarro até à vila de Aungpan onde esperei uma hora até partir noutro autocarro (7.00), bebi um café e tirei algumas fotografias aos “nativos” nos seus afazeres diários. Na curta viagem até Pindaya (aproximadamente hora e meia), a paisagem surprendeu-me, uma vez que esta era muito mais seca do que imaginara – os campos de cultivo onde havia uma mistura de castanhos e verdes, fizeram-me regressar ao Alentejo na altura da Primavera 🙂 – e fui observando a vida simples dos camponeses, os seus pequenos gestos e rotinas, os búfalos, as carroças, as crianças…

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Na chegada à vila, confirmei a direção para as grutas, uma vez que da estrada se podiam observar as pagodas circundantes e dirigi os meus passos para o local. Durante o caminho, destaco as múltiplas pagodas douradas mas principalmente, as magníficas e antigas árvores que se podiam ver ao longo da estrada. Quando cheguei à entrada, consegui entrar sem pagar, uma vez que não havia troco para Kyat – a verdadeira moeda nacional – havendo quem quisesse que eu pagasse em doláres (não me parece “amigo”). Durante aproximadamente uma hora visitei, aquela caverna que está habitada por milhaaaaaaaaaaaares de budas – cerca de 8000! – a sua maioria dourados e no meio deles aproveitei para tirar algumas fotografias. O local é impressionante, pela quantidade “absurda” de estátuas que a cada passo nos vigia e observa, e percebi que caverna está em constante mutação, uma vez que qualquer pessoa pode doar uma estátua do iluminado – cheguei a ver estátuas provenientes de vários países, inclusivamente Japão, Coreia do Sul, China, Tailândia, Alemanha, França… 😉

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Ao regressar ao centro da vila, percorri um caminho alternativo e à medida que fui andando, fiquei muito satisfeito com a minha opção, pois tive a oportunidade de observar estupas de diversas cores e materiais – tijolo, brancas, douradas… e senti bastante tranquilidade e serenidade, uma vez que para além de mim não se via ninguém. 🙂 Já no centro, tentei perceber a que horas existiria um autocarro para Aungpan, mas como recebi informações tão distintas e contraditórias umas das outras, resolvi aguardar e observar o que se iria passar. Passadas duas horas sem nada para fazer, lá consegui apanhar um autocarro, bem… quer dizer… uma carrinha com cobertora de lona. 😛 E foi assim que o regresso, foi feito no tejadilho, na companhia de nativos sorridentes e em que as molas oscilantes do nosso bólide, faziam o nosso corpo saltitar. 🙂

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Já em Aungpan apanhei uma boleia até Kalaw e quando regressei à vila (cerca das 15.00) já não estava muito certo se a ideia de realizar o trekking a solo com o “meu guia”, era boa ideia. Principalmente, porque o preço me parecia demasiado baixo e para além disso iria confiar-lhe a minha bagagem para ser enviada para o lago de Inle, isto quando não o conhecia de lado nenhum! :/ No meio destes pensamentos, chegou um britânico (Nathan) à guesthouse que me falou que tinha acabado de marcar um trekking a começar no dia seguinte, com a companhia Sam´s (de quem eu lera bons feedback´s na internet) e rapidamente dirigi os meus passos para lá, na tentativa de assegurar o meu lugar. Felizmente, ainda havia uma vaga e nesse momento fiquei muito satisfeito por ter resolvido a questão do trekking de uma forma airosa. Nessa altura, apenas me restava falar com o guia e dizer-lhe que não iria fazer a viagem com ele.

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Durante o resto da tarde, passeei pela vila e arredores; vi um bocadinho de um jogo de futebol (“Unidos da Matola A” vS “Unidos da Matola B” 😛 ); comi qualquer coisa; recebi um curto briefing sobre o trekking; encontrei o guia, agradeci-lhe a oferta e depois expliquei-lhe que não iria com ele até ao lago de Inle; na companhia de Nathan, conheci Riccardo  – um rapaz italiano que também estava no nosso grupo – e na sua companhia fomos jantar a um restaurante indiano/nepalês; e de forma casual acabámos por conhecer os restantes companheiros de trekking – Melissa do Canadá, Fabianne da Suiça e Gil de Israel – com que ficámos automaticamente em amena cavaqueira. 🙂 Os dados para o trekking até ao lago de Inle, estavam lançados…   

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Tour em Bago

Terminada a visita à rocha dourada, regressei à cidade de Bago onde fiquei alojado no Emperor Motel  que tinha um quarto qualidade/preço substancialmente melhor, que a guesthouse da noite anterior. Nesta antiga capital do reino de Burma, passei um dia tranquilo, mas simultaneamente tive a oportunidade de fazer um tour de scotter que durou cerca de quatro horas. Durante esse período, cirindei juntamente com o meu “jarbas” pelo caótico trânsito da cidade em busca dos seus ossos vivos.

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Em Bago, visitei budas gigantes – uma estátua mais recente e enooooooooooooooooorme e o Shwethalyaung buda, estupas e pagodas douradas e estupendas – principalmente a Shwemawdan, a mais alta do país; a Mahazeti e a Kyaik Puntemplos e o palácio/museu de Kanbawzathadi. 🙂 Durante o passeio matinal, também tive a oportunidade de conhecer um rapaz que se proclamou artista e pintor, e a sua simpatia foi tão imensa que acabei por comprar-lhe muitos postais pintados e outros feitos com bambu – mais tarde e à medida que fui percorrendo país, percebi que a sua conversa foi um “semi-embuste”, uma vez que muitas pessoas vendiam exatamente os mesmos postais 😛 . De qualquer modo, a principal recordação que me fica desta cidade, foi o início da revelação da aura budista do país! 😀

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Kinpun e a Rocha Dourada de Kyaikhtiyo

O meu primeiro contacto com um nativo, revelou-se muito positivo, uma vez que o meu taxista se mostrou muito simpático e prestável, deixando-me quase a bordo do autocarro que estava de partida para Kinpun. 🙂 A viagem de cerca de quatro horas, mostrou-me um desfilar de imagens, qual um filme: vacas na estrada e os carros/autocarros a abrandar, a paisagem muito verde, as letras incompreensíveis, os múltiplos camiões, a passagem pela cidade de Bago (as estupas douradas, o som intenso das buzinas, o tráfego caótico…).

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Na chegada a Kyaikto um nativo que tinha acabado de entrar no autocarro, tentou avisar-me que aquela cidade era o fim da linha, que o autocarro não seguiria para Kinpun, mas que ele me transportaria. Como a situação me pareceu bizarra, não acreditei nele, continuei sentando até o autocarro parar no centro da cidade e todos os passageiros terem desembarcado. Nessa altura, o nativo voltou a aparecer e finalmente lá me conseguiu explicar que por ser época baixa o autocarro não ía até Kinpun, mas que ele me levaria de scotter sem me cobrar nada! Pois já estava a ser pago pela companhia de autocarros… primeira novidade made in Myanmar😀 Quando chegámos ao destino, ele deixou-me numa guesthouse e depois de negociar o preço do quarto, fiquei alojado num “cafunfinho” bastante simples e humilde. No resto do dia, explorei um pouco da aldeia e entrei pela primeira vez em contacto com os simpáticos habitantes. 🙂

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No primeiro dia realmente a sério em Myanmar, acordei bastante cedo e às 7.00 já estava de partida para a rocha dourada. A caminhada, durou cerca de três horas e fez-se quase sempre em sentido ascendente. O tempo estava cinzento e encoberto, mas fresco e agradável, mas o melhor de tudo foi ter a oportunidade de passar pelo interior de múltiplas e minúsculas aldeias, e observar a simpatia deste povo! Espetacular e memorável: as crianças, as mulheres, os homens. 😀 Durante o caminho vi que muitas das crianças e mulheres põem na cara um produto esbranquiçado – tanaka – que provém das árvores e serve tanto de cosmético, como de protetor da pele; e observei a verde floresta em redor do trilho, as pequenas estupas e templos, os monges trajados de bordô.

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Quando cheguei ao complexo religioso de Kyaikhtiyo deparei-me com um nevoeiro bastante cerrado que cobria o topo da colina e para além disso tive de pagar a taxa turística imposta pelo governo, sem me conseguir esquivar – ainda houve uns momentos, que tive a esperança de ter “quebrado” o controlo. A minha visita ao local, ficou por isso marcada pela visão parcial da rocha dourada e pelas alterações constantes das nuvens em redor. De qualquer modo, o complexo religioso é agradável e a “pedra” que parece estar em equilíbrio precário é magnética. À medida que o tempo foi passando, a visibilidade melhorou consideravelmente e antes de me despedir, ainda consegui ter uma visão global do local bastante desafogada. 🙂 No regresso à aldeia de Kinpun optei por apanhar o autocarro, quer dizer… uma camioneta de caixa aberta com bancos corridos e apinhada de pessoas, fazendo por isso uma viagem distinta e singular. 😛 Estava, assim terminada a minha visita ao reino de Kyaikhtiyo e à sua rocha dourada.        

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No Templo de Borobudur ao Amanhecer

Eram 3.30 quando cheguei à estação de comboios de Yogyakarta e na saída da mesma, apanhei um ojek até ao Edu hostel. Quando entrei, a receção estava fechada, tentando por esse motivo convencer os seguranças a fazer o tour para Borobudor nessa madrugada, pagando à posteriori aos rececionistas. Quando a carrinha apareceu para vir buscar outros hóspedes, perguntei à guia se ainda havia espaço e se podia seguir com eles, ao que ela respondeu que não havia qualquer problema. Assunto resolvido! 🙂

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Assim, eram 5.00 quando parti para o templo de Borobudur, feliz por ter conseguido fazê-lo. Durante a viagem, a noite começou a perder intensidade, as cores do céu ganharam fulgor, a forma do Merapi tornou-se imponente e viam-se arrozais no meio da neblina. Belo! Às 6.15 estava a entrar na área do templo, já com um ikat à cintura, a luz era dourada e suave, e o céu azul. Estava de facto um dia radioso! 🙂

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Durante duas horas, ainda na companhia de poucos turistas, andei a cirandar em redor deste magnífico templo. Visto de frente, encontramos uma estrutura piramidal, construída em patamares com incontáveis estátuas de Buda a contemplarem-nos. A paisagem envolvente é muito agradável: bastante verde, árvores e montanhas em que existem dois cumes em destaque o Gunung Merapi e o Gunung Merbabu, coroados com uma ligeira névoa nos cumes. Fruto de umas nuvens “fabulásticas” e do céu azulíssimo, o templo estava altamente fotogénico e o melhor momento da visita, aconteceu quando cheguei ao topo e me deparei com “sinos” (que tinham no seu interior estátuas de Buda, quais ovos “kinder surpresa”) dispostos em alinhamentos circulares e progressivamente concêntricos em redor de uma estupa maior e central. No final da visita, fiquei muito feliz por ter regressado a Yogyakarta e visitado o templo de Borobudur, o maior, o mais imponente e impressionante templo budista de todo o país. O templo entre cumes e vulcões. 😀

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P.S. – À semelhança do que ocorre no templo de Prambanam, o preço para visitar Borobudur está altamente inflacionado para turistas ocidentais, mas fica o AVISO que existe a possibilidade de comprar um bilhete conjunto para estes templos, a um preço mais razoável (não se vê nenhum aviso, mas se perguntarem por essa possibilidade, verão que os ingressos vos serão vendidos).

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Pulau Penang & Georgetown a Multifacetada

Da verde ilha de Langkawi segui de ferry para a ilha de Penang e na mesma, fiquei hospedado na simpática cidade de Georgetown durante cinco noites.

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Nos dias que estive na ilha visitei a sua praia mais famosa, Batu Feringgi e que se revelou uma grande desilusão – mar acastanhado, areia grossa e amarelada… :/ ; estive nas imediações do parque natural mais pequeno de toda a Malásia; deambulei no maior templo budista do sudeste asiático, Kek Lok Si, onde me diverti imensamente com a fotografia e graças a ela, sentindo uma enorme lucidez para a beleza estética do espaço, principalmente a zona da pagoda; percorri a pé grande parte da cidade de Georgetown e visitei magníficas e antiquíssimas mansões chinesas – Pinang Paranak e Cheong Fatt Tze – mesquitas harmoniosas – Kapitan Keling – ricos e dourados templos chineses – Khoo Kangsi e Teochew – e indianos, antigas construções coloniais deixadas pelos britânicos – o forte de Cornewallis, as igrejas, a torre do relógio, o edifício da câmara municipal… – ruas muito vivas, coloridas e movimentadas. 😀

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Para além disso continuei a escrever no meu caderno, até acabar de o atualizar (“Vamos lá continuar a viver mais experiências para te continuar a deixar desatualizado! E depois ter de voltar a parar um pouco para te atualizar, escrever e dizer o que vi, o que senti, o que penso, o que quero sentir! És o meu contra-ponto ao movimento, tu és o meu porto de abrigo! Obrigado, por existires”); relaxei no pequeno e tradicional café de bairro de Sin Guat Keng; continuei a deambular pelas ruas da cidade; comi a deliciosa e viciante comida que se consegue encontrar espalhada por toda a cidade – a comida em Georgetown é tão famosa que Malaios de outros pontos do país, visitam a cidade apenas para fazer um roteiro gastronómico! 😀 ; e conheci Luke, um carpinteiro australiano que estava a acabar de construir uma “catedral” em Pulau Tanahmasa  nas imediações da ilha de Sumatra na Indonésia  com as próprias mãos. “Catedral” essa que servirá de casa e de meio de subsistência para o futuro (pequeno resort de surf) e que no final da nossa conversa, me convidou a visitá-lo. Merci Luke! 😉

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No Templo de Phimai

Para chegar ao último destino cultural a Norte de Bangkoknecessitámos de fazer a viagem a partir de Khao Yai em alguns passos. Primeiro, apanhámos boleia de um Mitsubishi Lancer Evolution VII completamente “kitado” de regresso à cidade de Pak Chong  mas em vez de um acelera maluco, estivemos na companhia de uma família pacata que era amante das pérolas musicais da década de 90, nomeadamente Céline Dion mas numa cover de qualidade duvidosa 😛 ; depois embarcámos num comboio que se atrasou quarenta minutos e durante a viagem mais vinte; e para finalizar, fizemos uma viagem desastrada de sessenta quilómetros a bordo de um autocarro em que no interior da cidade de Nakhon Ratchasima íamos a 20 km/h! E já no exterior duvido que tenhamos passados dos 40 km/h! O motorista, até falhava o tempo de entrada das mudanças. 😛

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Phimai foi o nosso último vértice dos antigos reinos. Diz-se que o local serviu de modelo para Angkor Wat no Cambodja e apesar de não ter a dimensão de Sukhothai, nem a magnificência de Ayuttaya, o seu estado de conservação é muito superior. 🙂 Acredito que o mesmo, está relacionado com o material da construção. Aqui a pedra é rainha e senhora, ao contrário dos locais anteriores onde o tijolo reinava. Aqui não precisamos de imaginar ou tentar visualizar como seria. Em Phimai vemos realmente como era! 😀

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Para além de conservada, a sua área é muito verde e cuidada e existem locais realmente singulares, tais como o Santuário Central e a Ponte das Najas, onde a profusão de detalhes é espetacular. A luz, fruto de uma magnífico dia de sol, que iluminava todo o espaço estava no “ponto” e deu o impulso final para uma bela experiência e uma visita memorável. 😀

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Pedalando em Ayutthaya

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À semelhança de Sukhothai, os templos continuam a ser construídos em tijolo mas a principal diferença é que em Ayutthaya os mesmos estão espalhados pela cidade e são mais impressionantes, uma vez que estão melhor conservados dado serem “ligeiramente” mais recentes e o reinado da cidade mais duradouro. A visita aos principais templos foi feita de bicicleta e o passeio fez-se num dia solarengo e num ritmo tranquilo e descontraído. 🙂

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Dos inúmeros templos que vimos destaco o Wat Maha That com a sua enorme profusão de estátuas, principalmente um Buda em posição sentada, que era lindíssimo; a sua vastíssima área com chedis viharas; as deformações absurdas das paredes e das lajes; as colunas, as torres e… “algo” que foi uma das coisas mais singulares que vi na vida: uma estátua que era uma cabeça de Buda, completamente embutida e envolvida pelas raízes de uma árvore! Rocha e madeira fundidos, mas aqui a rocha já fora trabalhada por mãos humanas. Espetacular! É mesmo ver para crer. 🙂

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Na cidade e a quatro quilómetros do seu centro também é possível encontrar-se sinais da presença portuguesa e o local apesar de pequeno e de estar em obras de requalificação – com o apoio de uma fundação que merecia muito mais destaque no nosso país, a fundação Calouste Gulbenkian – deixou-nos orgulhosos! Foi um prazer imenso, visitar um local onde os nossos antepassados estiveram, construíram, viveram e morreram e poder sentir um pouco da antiga grandeza de Portugal. 😀

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P.S. – Na cidade e tal como em Chiang Mai continuámos a deliciar-nos com a maravilhosa comida thai. Encontrámos pela primeira vez um elefante na Ásia  muito mais pequeno que o seu irmão africano – que carregava turistas e tinha um olhar triste. :/ E foi com uma grande alegria – fruto do mais inesperado acaso – que voltei a reencontrar, Sam. Merci mon ami! 😀

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Pedalando em Sukhothai

Depois da semana dourada em Chiang Mai, chegaram a primeiras viagens no norte da Tailândia e com elas as visitas a locais arqueológicos que foram o coração do seu antigo reino e império. 🙂  

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Sukhothai foi o nosso primeiro destino e tendo em conta a vasta dimensão do parque arqueológico alugámos umas bicicletas para partir à sua descoberta. O mesmo está dividido em três áreas distintas: Central, Oeste e Norte e se em tempos era possível comprar um bilhete global, hoje em dia tal já não é possível e cada zona vende os bilhetes separadamente. Comprámos então o bilhete para a zona central e a mais importante, e na entrada o controlo foi de tal modo ridículo, que só não entrámos sem bilhete porque já o tínhamos comprado! Uma lição para o futuro.

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Num dia completamente farrusco e cinzento, pedalámos com tranquilidade e percorrendo o verde parque fomos vendo: inúmeros templos, colunas e estupas em forma de sino construídas em tijolo; incontáveis estátuas de Buda nas diferentes posições – a caminhar, em pé, sentado…; árvores e as suas densas e impressionantes raízes superficiais; lagos que se assemelhavam a pântanos. 🙂 O dia foi sereno como o local que visitámos e quando chegámos à guesthouse e apesar do dia de chuva e encoberto, houve “alguém” que conseguiu queimar-se! Incrível não!? Mas é verdade! 😛

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Chiang Mai? Uma Semana Dourada!

A semana passada em Chiang Mai, foi escrita na memória e no coração com a cor da cidade… a cor do ouro e existiram vários momentos que contribuíram para a sua riqueza. 😀 O primeiro deles, foi encontrar uma guesthouse – Banjai Garden – que fruto do acaso – um reencontro com Sam, um rapaz francês que encontrei pela primeira vez, em Nong Khiaw  acabou por se transformar na minha primeira casa em viagem. Durante quase uma semana, eu o Kristian ficámos aí hospedados e sentimos o calor de Franck e Izze, os nossos queridos anfitriões.

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Juntamente com o Kristian e montados numa scooter, fizemos um loop de cerca de uma centena de quilómetros, em redor da cidade. Durante a viagem, para além da visita ao reino dos tigres, visitámos as cascatas de Tatman e Tatluang – água de cor barrenta – observámos uma paisagem verde de florestas, montes e vales e fomos “abençoados” por uma chuva torrencial que fez a estrada ficar quase invisível e nos fez parar para comer um delicioso corneto de chocolate, que soube a “nozes”. 🙂

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Tive a oportunidade, de pela primeira vez saborear a maravilhosa e barata comida tailandesa e participar numa memorável e deliciosa aula de culinária, que não se esgotou nesse dia. Uma vez que nela, eu e o Kristian conhecemos duas “kiwis” – raparigas neozelandesas – e uma “uncle Sam” – rapariga americana – com as quais – e juntamente com Sam – tivemos duas noites inesquecíveis de: convívio, música, conversa, partilha e copos. Obrigado, amigos! Obrigado, Kristian! 😀

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E principalmente, recebi a visita que tanto aguardava e pela qual esperei desde a minha ida a Portugal, não sem antes nos desencontrarmos e reencontrarmos no pequeno aeroporto de Chiang Mai, com um sorriso nos lábios e um abraço muito apertado. 😀

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Juntos, visitámos os múltiplos e ricos templos da cidade, dos quais a grande maioria são dourados, entre eles o excessivamente famoso Doi Suthep e que se localiza a dezassete quilómetros do centro. Na maioria desses templos maravilhosos, vimos: sumptuosos altares; inúmeras estátuas de buda; fitas e bandeiras presas nos tetos; sinos; guarda-chuvas; incensos e velas a arder; e monges a orar e a receber o seu ordenado, tais como funcionários de qualquer empresa! :/

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Experimentámos pela primeira vez o prazer indulgente duma massagem tailandesa – sem malícia – pelas mãos de massagistas experientes e durante uma hora fomos bem esticados, puxados, repuxados, comprimidos e apertados. Ficando no final uma sensação de leveza e “desenferrujamento” muscular. 🙂

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Na despedida da cidade, passeámos pelo enorme e vastíssimo Sunday Market. E posso afirmar que nunca tinha visto um mercado a “tomar de assalto” uma cidade daquela maneira, com várias ruas principais a fecharem o acesso ao trânsito e a serem invadidas por hordas de vendedores, turistas e nativos. Aí pode-se encontrar um pouco de tudo: vestuário – T-shirts, calças, vestidos, roupa interior, lenços; calçado – chinelos, sapatos…; artesanato – brincos, anéis, carteiras, bolsas; bugigangas variadas e cheias de cor e claro comida, muita comida – grelhados, sopas, sumos de fruta, doces, saladas. O ambiente da cidade assemelha-se ao de uma grande romaria popular descontraída e até ao seu encerramento – cerca das 22.00 – os templos continuam abertos, sendo fantástico observar o seu dourado a resplandecer sob a iluminação dos holofotes. Tudo brilha, tudo parece ouro e existe uma aura de riqueza e ostentação. Aqui não há privações. Bem vindos à face rica da Tailândia! 😀

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