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Crónicas Fotografia O 1º Dia

Hong Kong. A(ntes).P(ortugal).

No dia seguinte iria partir para Portugal e fazer uma mini-paragem na viagem. Já a contar com as viagens de ida – Portugal – e regresso – Hong Kong  esperava que essa paragem durasse dezanove dias. A grande incógnita era a hemorróida e saber se esta iria sabotar ou não o meu regresso! :/ De qualquer modo e graças à medicação, a verdade é que me sentia consideravelmente melhor. 🙂 Desse modo e antes da minha partida resolvi aproveitar o dia e visitar a metrópole.

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Durante os primeiros instantes o que me saltou logo à vista foram as pessoas de diferentes origens – meelting pot  os prédios altos e uma pedinte à porta do metro de Causeway Bay e se inicialmente pensei visitar o Victoria Peak, fruto do dia muito pardacento e cinzento depressa desisti dessa ideia. Resolvi então deambular pela cidade e logo no início pude observar o grande contraste de ambiente entre o fancy Queensway plaza e os seus passadiços superiores. Devido a ser Domingo, dia de descanso, há multidões de mulheres sentadas que aproveitam para confraternizar entre si e através da culinária e da partilha de comida voltam aos seus países de origem, à sua cultura e raízes mais profundas. 🙂

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Ao longo de Harcourt Road e no HK Convention Center fui tirando fotografias, e no cais de Wan Chai apanhei um ferry em direção a Kowloon e à outra margem da cidade. Quando aí cheguei pude ver o luxo existente na zona de Canton Road e do Heritage e este pôs-me a magicar quanto custaria uma refeição ou até um simples e “humilde” café no seu interior.

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Desta zona, rumei a Nathan Road e aí pude observar alguns arranha-céus de aço e vidro, mas principalmente prédios velhos e sujos, letreiros espalhados por todo o lado e multidões a circular – principalmente na Sai Yeung Chai street que é uma rua  que está vedada ao trânsito. Desse modo a longa Nathan Road revelou-se um espetáculo diferente e o enorme tráfego humano e automóvel – principalmente táxis e autocarros – condimentaram a cidade e revelaram camadas mais profundas da mesma. Em Haiphong road o fogo-de-artifício continuou – (restaurantes porta sim, porta também – e o espectáculo foi encerrado pela Locked e pela Peking road. 🙂

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Shenzhen Pós Hospital

Após ter saído do hospital e apesar das dores que sentia fui deambulando lentamente por Shenzhen, aproveitando para comprar alguns recuerdos, para ver algumas torres e para sentir o pulso à vibrante cidade que cresceu graças à visão futurista de Deng Xiao Ping, que transformou esta zona nas proximidades de Hong Kong, numa zona económica especial e com múltiplos incentivos. Desse modo, esta cidade passou em trinta e quatro anos de um vilarejo para a quarta maior cidade chinesa! 🙂 E tal como Xangai, é uma das faces mais visíveis da nova China, um país moderno, contemporâneo, capitalista, cheio de disparidades e contradições.

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Lushan? Água, outras Palavras e Hemorróida

Os dias em Lushan podem ser resumidos em poucas palavras, mas as principais serão sempre água, muita água associada a riachos, rios, lagos, cascatas, chuva, neblina e nevoeiro… muito nevoeiro :P; rochas associadas a vales, montanhas e escarpas; verde associado às árvores centenárias e à densa vegetação; e claro dores no “assassociadas a uma hemorróida incomodativa e persistente. :/  

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Huangshan, Montanha Amarela

Ato V – Dureza na Ascensão

Apesar das poucas horas dormidas, acordei com o objetivo de continuar o meu passeio em Huangshan. E se em Tangkou o tempo estava cinzento, quando cheguei ao “portão” da face Este da montanha, em YunGu estava um nevoeiro cerradíssimo. :/ A ascensão até ao White Goose Ridge foi muito, muito dura! E ao cansaço físico – as pernas não se queriam mexer – associou-se o cansaço mental – a cabeça só pensava que não se via nada e qual o objetivo de visitar a montanha naquelas condições atmosféricas, quando podia estar muito bem no hostel deitado num verdadeiro “ninho”. :/

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A verdade é que arrastando-me montanha acima, cheguei ao White Goose Ridge em noventa minutos e a partir daqui o dia melhorou consideravelmente, tanto em termos físicos e mentais, como meteorológicos. O meu primeiro destino foi o Seeing is Believing Peak, mas a verdade é que relativamente à questão de ver para acreditar a ironia era de facto elevada, pois na realidade via-se pouco ou nada e senti-me qual um comandante de um navio, a navegar na bruma, mas sem acesso a GPS. 😛 Daí segui até ao Tiger Pine e a melhor visibilidade da manhã foi entre esse local e o Lion Peak, pois via-se a neblina a circular velozmente entre os picos, belo! 😀

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Do Pico do Leão parti para o Purple Cloud Peak (1700 m) mas o panorama não se alterou, nevoeiro cerradíssimo! Com umas condições assim, a melhor parte do dia foi sem dúvida nenhuma percorrer a zona do Xihai Grand Canyon, uma vez que mesmo com um nevoeiro intenso, foi espectacular! 🙂 A atmosfera do local é verdadeiramente singular, descidas e subidas vertiginosas, faces escarpadas, trilhos estreitos e pelo menos uma ponte completamente louca – os guardas eram tão baixos que mais parecia uma ponte para crianças – num precipício! 😛

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No caminho de regresso falhei uma bifurcação e consequentemente a ligação entre o Cloud Dispeling Hotel e o Brigth Top Peak, não vendo por esse motivo a famosa Flying rock. O caminho de regresso foi exatamente igual ao do dia anterior, porém com a agravante que neste segundo dia não se via nada! Por isso o objetivo foi apenas um: andar, andar… andar! Até sair de Huangshan de papo cheio de trekkings e fisicamente, extenuado. 🙂

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Crónicas Fotografia

Huangshan, Montanha Amarela

Ato III – Engarrafamento e Fim de Trekking

Durante a ascensão, a montanha foi mudando de cor, alternando entre o branco e amarelado, mas sempre com manchas verdes associadas. No caminho para o Lotus Peak (1864 m) houve alguns momentos confusos, mas a paisagem circundante foi valendo cada degrau, cada passo e apesar do alegre caos que reinava no pico, deu-me um certo prazer lá chegar. 🙂 Mas, mais prazer ainda deu-me o percurso até ao topo. No Lotus Peak atingi a minha altitude máxima nesta montanha e o caminho descendente foi bastante rápido exceto quando apanhei um engarrafamento de pessoas a caminho do pico da Tartaruga – pico intermédio entre o Lotus Peak e o Bright-Top Peak. Sim é verdade! Um engarrafamento de pessoas numa montanha! Eu sei que é de difícil compreensão, mas estamos na China! 😉

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Sempre em rota descendente fui até Fairy Walking Bridge e nessa zona da montanha parecia que tinha regressado a WulingYuanpudendo verificar que Huangshan não era uma montanha “dupla”, antes uma montanha tripla e com extras: pontes, frinchas, caminhos estreitos… 😀 No caminho de regresso dirigi os meus passos ao Bright Top Peak e ao Pico do Alquimista e por essa altura o tempo estava novamente pardacento. Daí segui montanha abaixo durante duas horas e meia até ao “portão” da face Este da montanha, YunGu e quando aí cheguei eram 16.10, ou seja, todo o percurso demorou exatamente oito horas a ser concluído. 🙂

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Crónicas Fotografia Reflexões

Huangshan, Montanha Amarela

Ato II – Os Heróis da Montanha

Neste período o que mais me desiludiu foi ver o caminho para o Celestial Peak (1810 m) encerrado e o que mais me surpreendeu ao longo do dia foi ver a capacidade do ser humano para ser uma besta de carga, montanha acima, montanha abaixo. Vi homens a carregarem cerca de cinquenta quilogramas aos ombros e fiquei com a certeza que estes homens são uns heróis! E se existem momentos – particularmente nas ascensões – em que me sinto cansado, basta ver um destes homens para pensar que estou a ser piegas!

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Crónicas Fotografia

Huangshan, Montanha Amarela

Ato I – Huangshan. Partida!

O trajeto entre Tangkou e o “portão” da face Oeste da montanha (Templo da Luz Misericordiosa) durou vinte minutos e a estrada era um conjunto de curvas e contra-curvas no meio de uma paisagem verde. 

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Quando comprei o bilhete (aproximadamente 29€!) referi que queria voltar no dia seguinte e recebi uma declaração para o devido efeito, deste modo o bilhete teve a validade de dois dias e não de apenas um como é normal – claro que isto não está escrito em lado nenhum e apenas soube deste “detalhe” graças à rececionista do meu hostel! 🙂 Às 8.10 comecei a ascensão da montanha Amarela e se inicialmente o dia estava bastante pardacento, a verdade é que à medida que o tempo passou, o dia foi-se tornando mais claro, o céu “azulou” e o sol despontou. 🙂 À medida que fui subindo degraus parecia que estava numa mistura de Huashan – faces escarpadas – e de Emeishan – verde, verde… verde – e a primeira parte da ascensão até Groting Guests Pine foi bastante rápida – aproximadamente duas horas. Por esta altura, a ascensão não estava ter a dificuldade que esperava, mas fruto da beleza da montanha, a experiência estava a ser muito boa.

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Hangzhou. Cidade do Amor!

Depois de efectivado o negócio voltámos ao lago Oeste e calmamente começámos a percorrê-lo no sentido dos ponteiros do relógio. Aqui, pude finalmente observar qual o motivo que leva os chineses a batizar Hangzhou de “Cidade do Amor”. A paisagem serena, as pessoas a conversar, os jardins cuidados, as múltiplas pontes, as florestas, as flores – entre elas, os lótus brancos – os templos, as pagodas, os casalinhos apaixonados, os barcos no lago, as colinas circundantes – entre as quais a Solitary Hill  a vista sobre a cidade, a relva verde, mais casalinhos apaixonados, fotografias e retratos de casais com vestidos e fatos de noivos. Tudo isto faz parte do puzzle, Hangzhou, a cidade do Amor! 😀

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A Prova do Chá

No nosso primeiro dia a sério em Hangzhou visitámos a zona a sul do lago e aí encontrámos pequenos lagos, cascatas e trilhos de pedra por entre árvores e vegetação frondosa e lembrei-me de Sintra, tais as semelhanças. 🙂 Ao longo do caminho, também fomos encontrando plantações do famosíssimo chá – LongJing  e numa delas a Shue e a amiga falaram com uma camponesa. Partimos então para uma prova de chá e ficou acordado que se quiséssemos no final podíamos comprar o mesmo. 😉

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Andámos até uma aldeia nas imediações e num terraço com vista para os montes e plantações circundantes, tivemos a nossa “degustação” de chá e mais tarde uma pequena “discussão” de preços e qual a quantidade a comprar por cada um de nós – acabei por ficar com cem gramas. Mas durante todo o “processo” o que gostei mesmo, foi da vista e de observar um velhote castiço – que dizia falar japonês – que era o marido da camponesa que encontrámos. 🙂

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Hello, Monsieur President!

No último dia na cidade visitámos a casa do primeiro Presidente chinês Zhou Enlai e vi o respeito que a Shue nutre pelo mesmo. Para além disso falámos abertamente sobre Mao e percebi finalmente que a sua glorificação começa na escola com a educação e que apenas se as pessoas procurarem informação extra talvez consigam ver mais longe que os demais, a Shue é uma dessas pessoas! 😀 E a sua visão de Mao não está deturpada por informação suavizada – a propósito ela também gosta de Diao Xiao Ping. 😉

IMG_1071 (FILEminimizer)Para além disso, visitámos o principal jardim da cidade, associado a uma história de Amor! Ai tão bonitoooooooo! 😛 E nas imediações da casa de Lu Xun comemos uma gelatina com sabor a mentol – fresca e desenjoativa – e na despedida da cidade, brindámos e bebemos uma taça do famoso vinho de Shaoxing. Ao fazê-lo, pude observar uma vez mais que tudo na vida é relativo, pois o vinho que para mim tinha um sabor delicado e leve, para a Shue que nunca tinha bebido vinho, um sabor forte. 🙂

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