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Uma Geografia. Uma Fotografia: Dili

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A capital de Timor Leste, Díli – pode encontrar mais aqui – ficará para sempre marcada como a cidade em que vivi na casa de Garey e dos seus primos espetaculares  o Cirilo, a Amélia, a Digani, a Jenny e todos os demais… – e onde conheci os outros membros da sua simpática família… a família Nicolau. Com eles tive a oportunidade de aprender muito, muitíssimo sobre o país ao falarmos sobre muitos assuntos: os fatídicos e negros episódios de 1999 relatados na primeira pessoa pelo Sr. Nicolau e com os quais me emocionei – as perseguições, os assassinatos, as mortes, as fugas para as montanhas/colinas em redor da cidade, a fome existente em 2000… -; os motivos que levaram a Austrália a intervir na invasão – exclusivamente económicos!; a evolução bastante positiva que o país tem tido, apesar das dificuldades existentes – sendo a corrupção generalizada um dos maiores entraves ao desenvolvimento sustentado -; o ensino e as dificuldades da adoção do português como língua oficial – principalmente para a geração de transição, que viveu entre o ensino obrigatório da língua indonésia e da língua portuguesa -; o enorme poder detido pela igreja católica e os sonhos, desejos e anseios destas pessoas tão boas e de coração tão grande. Em Díli vivi dias lentos, mas regra geral tranquilos, tirando os momentos surreais que tive quando me desloquei três vezes para aplicar um novo visto na caóticaburocrática embaixada da Indonésia! Antes de partir do país fizemos uma grande festa de despedida e na hora do adeus fizeram-se brindes, tiraram-se retratos, trocaram-se beijos e abraços. Foi uma despedida FELIZ, uma despedida calorosa e emocionante, uma despedida que me ficará para sempre no coração e na memória. Como últimas palavras, quero dizer que foi uma honra e um privilégio conhecer-vos, quero por isso deixar um agradecimento muito profundo e especial a toda a família Nicolau, a família que me abriu as portas da sua casa, do país e que me fez sentir durante o tempo que estive em Timor Leste, não um mala´e – estrangeiro -, ou um turista, mas sim mais um membro da família Nicolau. BARAK OBRIGADU!

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Party Dili

A minha estadia em Timor Leste, estava quase, quase a terminar e depois de voltar da “via sacra” à montanha Ramelau fiquei em Dili mais um par de dias. Porém, antes de partir, fiz uma visita ao interessante e didático museu/arquivo da Resistência Timorense – onde aprendi bastante sobre a história deste jovem país -, tentei encontrar uma loja especializada de fotografia sem resultados práticos – mas recebi informações acerca de uma loja existente em Bali -, mandei imprimir algumas fotografias da família Nicolau, voltei ao centro comercial Plaza onde ao visitar o Burger King e um super-mercado me “ri” com a disparidade gritante de preços no país entre a economia dos cidadãos comuns e dos mais endinheirados, pensei em duas rotas possíveis tendo em conta o tempo e o dinheiro disponíveis até regressar a Portugal (Rota 1: Sulawesi, Bali, Java, Vietname, Cambodja, Laos e Myanmar | Rota 2: Bali, Sulawesi, Kalimantan, Java, Filipinas e Myanmar) e principalmente, falei com a família Nicolau para saber a disponibilidade que eles tinham para se fazer uma festa de despedida. 😀

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Com o aval geral, pusemos mãos à obra e na companhia do meu amigo Gregório andei em Dili a comprar tudo o que era necessário para uma despedida em grande: carne de vaca, galinhas, vegetais, especiarias, vinho tinto, coca-cola, sumo de laranja, batatas… o meu último dia em Timor Leste foi assim, um dia de preparação para a festa e por coincidência foi também nessa altura que se terminou a instalação elétrica lá em casa… 😉

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Com a ajuda de todos – ou fazendo a comida ou arranjando a casa – a festa foi montada e antes de começarmos o jantar fizeram-se discursos de agradecimento e trocaram-se ofertas de despedida – eu recebi um thai com as cores do país e os membros da família receberam fotografias. Houve comida em quantidades abundantes e a mesma estava deliciosa! 😀 E na hora da despedida fizeram-se brindes, tiraram-se retratos, trocaram-se beijos e abraços. Foi uma despedida FELIZ, uma despedida calorosa e emocionante, uma despedida que me ficará para sempre no coração e na memória. Como últimas palavras, quero dizer que foi uma honra e um privilégio conhecer-vos, e quero deixar um agradecimento muito profundo e especial a toda a família Nicolau, a família que me abriu as portas da sua casa, do país e que me fez sentir durante o tempo que estive em Timor Leste, não um mala´e – estrangeiro -, ou um turista, mas sim mais um membro da família Nicolau. BARAK OBRIGADU! 😀 😀

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Ramelau. Via Sacra

Prólogo

Regressar a Dili foi um “processo” muito looooooooooooongo e demorou um dia inteiro de viagens! Primeiro, caminhei de regresso a Tutuala, depois tive um compasso de espera atribulado – informações contraditórias sobre a existência de autocarros para sair da vila – de mais duas horas até conseguir apanhar uma boleia para Los Palos, numa rápida e confortável carrinha strakar de uma empresa do governo. 🙂 Já na cinzenta e desinteressante cidade, mais uma loooooooooonga espera antes de começarmos a percorrer as ruas à procura de passageiros e pouco tempo depois, de realmente partirmos parámos numa aldeia onde estivemos a carregar cocos durante quase uma hora. 😛 Felizmente o resto da viagem decorreu com muito mais normalidade e tranquilidade e se às 19.30 já estavámos em Baucau, a chegada a Dili ocorreu por volta das 22.00, onde andámos a distribuir pessoas durante uma hora como se a carrinha fosse um táxi coletivo – nada de novo em tantas outras viagens que fizera, na Ásia.

Antes de partir para a montanha Ramelau, fiz um compasso de espera de um dia em Dili para ir buscar o meu passaporte já com o visto da Indonésia impresso e quando o abri, vi que existia uma gralha na data de nascimento! Ao relatar este facto, a funcionária disse que não havia qualquer problema e que o importante era o nome estar correcto! :/ Na despedida desta embaixada surreal, se dúvidas ainda existissem, fiquei com a certeza que para além desta ser um templo da burocracia, também o é da incompetência! :/


Dois dias depois de ter dito adeus ao paraíso terrestre de Jaco, estava no mercado de Halilarau na companhia do Gregório às sete e pouco da manhã. Antes de partir comprei água, sumos, pão e bolos para partilhar com os outros passageiros e com as crianças – sujas, ranhosas, esfarrapadas e pobres – e constatei uma falta de educação geral, por não existir um simples agradecimento na hora da partilha. Depois do Gregório se despedir, esperei que a carrinha de caixa aberta/autocarro enchesse durante hora e meia e só quando as pessoas estavam todas umas em cima das outras qual gado humano, o nosso “jarbas” decidiu arrancar.

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A viagem até à junção da estrada que seguia para Hatubuilico foi um verdadeiro “massacre” – temporal – cinco horas para percorrer oitenta quilómetros!! E de desconforto, pois a estrada estava em péssimas condições, a carrinha estava super lotada e era muito, muito desconfortável -, a ponto de na última hora apenas desejar chegar ao meu destino! 😛 Quando finalmente pus os pés no chão e comecei a andar a pé, a paisagem era bastante bonita – verdes vales e serras, nuvens de vários cinzentos, sol e pedacitos de céu azul.

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A estrada de dezoito quilómetros que me levou até à vila de Hatubuilico, já nas imediações da montanha Ramelau foi percorrida sensivelmente em três horas e durante a caminhada aproveitei para fotografar a bonita paisagem isto nas alturas que a chuva deu tréguas: as transições do céu cinzento e neblina para chuva, as plantações, as casas tradicionais, os cavalos, as vacas, as cabras; sentir o ambiente fresco e cheio de água; e pensar que os meus amigos e amigas vão tendo filhos, outros casando… e que eu seguia a andar para o sopé da montanha mais alta de Timor Leste. 😀

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Quando finalmente cheguei à vila, a minha primeira preocupação foi arranjar um poiso para dormir e depois deste assunto estar resolvido, lá consegui com alguma “dificuldade” arranjar um guia, para fazer a ascensão da montanha. Em rifa saiu-me um miúdo minorca que aparentava dez anos – ele dizia que tinha treze – com quem combinei começar a ascensão por volta das 3.30. Durante a noite choveu torrencialmente, eu fui acordando inúmeras vezes e pensando se o meu guia ia cancelar a subida devido a más condições atmosféricas. Felizmente as minhas preocupações revelaram-se infundadas e às 3.40 partimos no meio da escuridão. A viagem para o topo demorou duas horas e meia e posso classificá-la de: escorregadia, escura, molhada, por vezes irritante – o meu “guia” tinha a minha lanterna e andava, muitas vezes demasiado à minha frente, ficando eu no meio das trevas -, “tropeçante”, ventosa e na chegada vimos uma estátua de Nossa Senhora – oferecida pelo exército português – envolta num denso nevoeiro. 😛 À medida que fomos descendo o dia foi clareando e apesar da neblina reinante, o Ramelau mostrou-se uma montanha verde, de árvores místicas e mágicas! 😀 A descida apesar de um pouco escorregadia, foi muito mais fácil, interessante, rápida e deu finalmente para tirar algumas fotografias.

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Na chegada à pousada fiz os meus pagamentos, tomei banho e o pequeno-almoço, arrumei a minha pequena bagagem e falei durante um par de minutos com o viajante mais stressado que alguma vez conheci – a forma dele falar com as pessoas era tão acelerada que chegava a ser aflitiva. Às nove da manhã e na altura em que estava de saída de Hatubuilico, a máquina fotográfica deu um erro de mau contacto entre a lente e o corpo! – “Ok! Vamos relaxar, também está de chuva.” – à semelhança do dia anterior, percorri a pé quase todo o caminho até à junção, pois quase no final apanhei uma boleia de uma carrinha das obras. Desse local, comecei a descer caminhando em direção a Maubisse e passado um quilómetro, apanhei uma nova boleia desta feita para o centro da vila. Quando cheguei à zona do mercado, reparei numa carrinha de uma ONG que estava estacionada com pessoas a bordo e sem complexos fui pedir boleia para Dili, moral da história? Poupei tempo, dinheiro e principalmente o meu corpo! Já chegava de vias sacras, o dia e a noite anteriores tinham sido pródigos nelas… 😉    

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Dias em Díli? Dias em Família

Nos dias que permaneci em Díli em casa do Garey, tive a oportunidade de viver com ele, com os seus primos espetaculares  o Cirilo, a Amélia, a Digani, a Jenny e todos os demais… – e de conhecer outros membros da sua magnífica e simpática família… a família Nicolau. 😀

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Com eles tive a oportunidade de aprender muito, muitíssimo sobre o país e falámos sobre muitos assuntos: os fatídicos e negros episódios de 1999 relatados na primeira pessoa pelo Sr. Nicolau e com os quais me emocionei – as perseguições, os assassinatos, as mortes, as fugas para as montanhas/colinas em redor da cidade, a fome existente em 2000… -; os motivos que levaram a Austrália a intervir na invasão – exclusivamente económicos!; a evolução bastante positiva que o país tem tido, apesar das dificuldades existentes – sendo a corrupção generalizada um dos maiores entraves ao desenvolvimento sustentado -; o ensino e as dificuldades da adoção do português como língua oficial – principalmente para a geração de transição, que viveu entre o ensino obrigatório da língua indonésia e da língua portuguesa -; o enorme poder detido pela igreja católica e os sonhos, desejos e anseios destas pessoas tão boas e de coração tão grande.

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Durante aqueles dias, li bastante; escrevi textos para o blog e passei a gerir o mesmo de um modo distinto; falei muito com as pessoas – tradição Timorense/Ocidental – número de filhos; relações; casamento; família e dos “modelos imperfeitos” existentes em cada sociedade -; ganhei ideias sobre que locais deveria visitar no país; mostrei fotografias da minha viagem e contei episódios que vivi; comprei pela primeira vez um cartão SIM fora de Portugal; corrigi o português da monografia do Cirilo; fui em alegre “romaria” com os primos Nicolau até à zona do Cristo Rei já fora do centro da cidade e fiquei com ideia que Díli se assemelha a um senhor alto e magrinho – como a cidade se encontra entre o oceano e as colinas, não existe praticamente margem para crescer em largura, apenas em comprimento – e concluí que a cidade é bastante humilde, pacata, sem grandes locais turísticos a visitar e que a pouco e pouco se está a refazer e modificar, mas que tem no seu interior uma população com um coração ENORME! 😀

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Em Díli vivi dias lentos, mas regra geral tranquilos, tirando os momentos surreais que tive quando me desloquei três vezes para aplicar um novo visto na caótica e burocrática embaixada da Indonésia! O caos na parte exterior da entrada; a falta de organização, informação e cortesia; as portas com gradeamentos – parecia que estava numa prisão -; as cinquenta senhas diárias que se esgotavam em menos de nada; o preço exorbitante do visto – quando comparado com outros países da região -; as regras ridículas, nunca antes vistas em nenhuma embaixada – formulários preenchidos exclusivamente com canetas de tinta preta, fotografias tipo passe com fundos vermelhos! – Ahhhhhhhhhhhh! “Preciso” gritaaaaaaaaaaaaaar! Exasperante… horrível… uma experiência a nunca mais repetir! :/

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Na cidade vivi verdadeiramente em família e senti-me um felizardo por ter essa oportunidade. Obrigado família Nicolau, pelo carinho e amor… seguramente que vou voltar… mas “agora” seguirei para Baucau na companhia do Garey e do Cirilo! 😀

P.S. – Se tiverem de obter o visto da Indonésia – com antecedência – aconselho vivamente a fazerem-no noutro país. Fazê-lo em Timor Leste revelar-se-á um duro teste à vossa paciência e sanidade mental.

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Em trânsito: Oecussi – Dili. À Flor da Pele

De manhã acordei às 4.30 para comprar o bilhete de barco para Dili no porto. Depois duma curta boleia, numa carrinha de pedreiros e serventes, e assim que cheguei ao destino, deitei-me em frente da bilheteira no chão, onde dormi durante cerca de uma hora na companhia de outros vultos noturnos. Assim que o dia começou a clarear, as pessoas começaram a despertar e eu sentado aguardei, aguardei, até que…. perto das 7.00 se começaram a vender os bilhetes. A fila que parecia estar criada desapareceu, gerou-se um enorme caos  empurrões, safanões, apertos – e senti que estava no meio de animais a lutarem pela sobrevivência! :/ No meio desse estrafego, conheci Garey  um estudante de Dili – e combinámos que quem chegasse primeiro ao guichet compraria o bilhete do outro. Depois de uma hora de “luta” e já depois de entregarmos o dinheiro e os documentos de identificação, os “diligentes” funcionários chamaram-nos para nos entregarem os bilhetes num guichet lateral.

Ao Garey entregaram-lhe o bilhete e a mim devolveram-me o passaporte, o dinheiro e disseram: “Já não há bilhetes de classe económica” – atenção, nesse momento todas as pessoas que estavam em “luta” na “fila” estavam a comprar esse mesmíssimo bilhete. Passei-me! Já com uma postura física de quem podia cometer uma loucura, de dedo apontado em riste e com a voz meio alterada, disse-lhes: “Há sim senhor! Estas pessoas estão a comprá-lo e o senhor vai vender-mo! Senão faço queixa de si em Dili!”. Nesse momento o Garey agarrou-me o braço, disse para eu ter calma e de dentro da bilheteira disseram para eu não preocupar e aparecer no porto à tarde. Entretanto o Garey ficou a falar com um funcionário, enquanto eu fiquei parado, desolado e a pensar: ” FDP! Eu não acredito que isto me está a acontecer!” Saí do porto revoltado com aquela corrupção gritante! No regresso à cidade combinámos reencontrar-nos ao meio dia para voltarmos ao porto juntos e ele me ajudar a apanhar o barco para Dili.

À hora marcada, na residência dos profissionais de saúde encontrei-me com Garey – Gregório -, Benny – Bendito -, outros médicos e enfermeiros timorenses e contei-lhes a história do porto e o motivo da minha fúria momentânea: “Não é o dinheiro em si que me revolta, mas o falta de princípios destes “tipos”, roubarem impunemente, quando existem pessoas que trabalham arduamente e que não ganham um caracol!”. Depois destas palavras, Benny apenas disse: “Não se preocupa, não Tomás. Fica comigo que tudo vai correr bem.”

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Já no porto, entrámos por um portão lateral e não houve nenhum funcionário “diligente” ou segurança que se atreveu a pedir-nos, “propina”. Durante uma hora e enquanto esperávamos, falei tranquilamente com eles sobre vários assuntos, sendo um deles a possibilidade de ficar na casa da família de Garey em Dili. Até que… soaram as buzinas e se gerou rapidamente um grande aglomerado de pessoas na zona de embarque, que estava rodeada de arame farpado e de um contingente de polícia militar e civil! À medida que íamos andando lentamente – e eu pensava no exagero de tal aparato -, o Benny ia dizendo: “Mantêm-te, junto a mim Tomás” e no controlo de bilhete graças aos seus “conhecimentos” entrámos sem pagar nada. De um momento para o outro e sem esperar, tive a minha recompensa… estava a bordo do barco para Dili, sem pagar bilhete e/ou “propina”. 😀

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Durante as doze horas de viagem para Dili, observei a bonita paisagem na saída do enclave, tirei fotografias, atualizei o caderno, distribui sorrisos, cumprimentei muitas pessoas – e vice-versa – e falei com um rapaz Timorense – Raimundo – sobre vários temas: binómio – Timor/Ásia, Portugal/Europa e os contrastes abissais das sociedades – explosão demográfica Vs. envelhecimento da população; riqueza primária do país – petróleo, gás, minérios, sândalo… e a inexistência de um setor secundário – fábricas e produção; desemprego; emigração. Para além disso, falei com um senhor português – Vitor – que tinha visto anteriormente na Timor Telekom, que fazia parte dos irmãos São João de Deus, que estava em Timor Leste há dez anos, a fazer trabalho na área dos doentes mentais em Laclubar e fui convidado a fazer-lhe uma visita 😀 , continuei a falar com o Benny e o Garey e dormi umas horas deitado no deck, até chegarmos a Dili por volta da uma da manhã. Depois do enclave de Oecussi, estava a desembarcar na capital de Timor Leste. 😀

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