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Mentira Inocente no Hotel Pequim

Novo dia, novos destinos. Após o repasto da noite anterior, nada como começar o dia com uma refeição leve. Arroz (mifan em chinês) e carne de porco cozinhada duas vezes (basicamente a bela da entremeada/talisca é frita duas vezes e fica estaladiça) – um pitéu. Do hostel dirigi-me até ao famoso Hotel Pequim que ficava ali nas imediações e durante o caminho “bolei” um plano para me conseguir infiltrar dentro do mesmo e circular à vontade.

Hotel Pequim 1

Entrei no átrio e dirigi-me à recepção, onde pedi para falar com o responsável do estabelecimento. Aí contei-lhe que era um escritor de viagens que estava a fazer um artigo sobre o hotel e perguntei-lhe se havia problema em andar pelo mesmo. Claro que não houve problema nenhum e a partir desse momento ganhei o meu bilhete dourado para vagabundear sem qualquer entrave.

Hotel Pequim 2

O hotel está dividido em três áreas distintas tanto exterior como interiormente, tanto que parece que estamos não num mas em três hotéis diferentes. Quase todo o hotel está forrado com mármore (detalhe relativamente óbvio uma vez que é um hotel de 5*) e a primeira área é sóbria com discretos apontamentos de cultura chinesa. A segunda área é mais moderna: vidro, pedra, aço e formas mais dinâmicas. A terceira área e a minha preferida é a que mais espelha a cultura chinesa e pequinesa: colunas trabalhadas e douradas, tectos brancos com detalhes em dourado, verde e azuis discretos e uma iluminação mais mortiça, mas mais romântica. Ao sair do Hotel Pequim estava bastante feliz com a visita e com a mentira ”bolada” e ao pensar no assunto, o que eu queria mesmo é que a mentira se transformasse em realidade. 😉

Hotel Pequim 3

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Pato à Pequim ou será Pato à Brasileira?

No dia anterior quando conheci o Alex combinámos jantar em Pequim, a ementa essa já estava previamente escolhida – Pato à Pequim. “Hoje” era o dia. De manhã trocámos e-mails a combinar o local e o horário e agora restava esperar que ele não falhasse, uma vez que não havia telemóvel da minha parte que nos pudesse valer (ainda com problemas).

À hora marcada lá estava eu sob o pórtico de entrada em Qianmen e fui esperando, esperando, esperando e quando estava quase para me ir embora (a pensar ok, não tinha de ser) o Alex apareceu, dizendo: “Puxa, não percebi que o local do encontro era aqui, ainda bem que vim para a superfície”. Imediatamente começámos a andar e a falar sobre as nossas experiências do dia anterior, eu da minha quase “fatalidade” e ele dos amigos que acabaram por cair no esquema das casas de chá, para além de serem enganados na base da Muralha quando pediram um chá.

Da rua Qianmen passámos para umas ruas laterais mais pequenas e que “cheiravam” a restaurantes de boa comida e não excessivamente dispendiosos. Enquanto procurávamos o nosso poiso continuámos a conversar, acerca da Muralha e do que tínhamos feito durante estes dois dias. Passados 15-20 minutos de busca escolhemos o nosso restaurante, fizemos o nosso pedido e começamos a beber as nossas cervejas. A partir desse momento, foi sempre a abrir em boa língua de Camões ou de Vinicius de Moraes. E meus amigos, nada como encontrar uma pessoa do nosso idioma para a conversa fluir. Se ambos gostarem de praguejar, melhor ainda. Nos entretantos, o Pato chegou e à medida que foi sendo devorado (refira-se que o sacaninha era bastante gostoso), a cerveja escorregou e a conversa seguiu expressiva “pra cacete”. O jantar foi avançado e o Pato mudou de nacionalidade, passando de Chinesa (mais especificamente Pequinesa) para Brasileira, tal a expressividade durante o repasto.

Após o jantar o Alex, meteu na cabeça que queria ir beber uma cerveja comigo e começámos a nossa cruzada em busca do Sagrado Bar. Andámos às voltas pela área e não vimos nenhum local que se assemelhasse a um bar e enquanto o Alex insistia que na zona do hotel dele havia bares, o facto de eu depois não ter metro para voltar faziam-me não querer ir. A verdade é que na busca pelo bar fomos andando, andando e quando demos por nós estávamos na estação de metro mais próxima do meu hostel (Wangfungji). Neste momento, virei-me para ele e disse: “Tens duas opções. Na primeira apanhas o metro e segues até ao teu hotel; na segunda vens até ao meu hostel que tem bar, mas nessa situação tens de voltar de táxi. Como queres fazer?”. Ele acabou por optar pela segunda opção e passados 10 minutos estávamos sentados com uma caneca de Draghtbeer à frente.

Após uns momentos a falar e a beber, um americano, uma americana e uma mexicana que estavam sentados na nossa mesa meteram conversa connosco e a partir daí o nosso idioma mãe foi abandonado para continuarmos num idioma mais “democrático”, o sacrossanto Inglês. A restante noite continuou animada, à volta de canecas de draghtbeer e de palavras até o bar do hostel fechar e nós sermos semi-expulsos de lá. No final da noite o Alex acabou por ter sorte porque ganhou companhia para o táxi e eu só tive de me deslocar até à minha câmara para dormir o sono dos bravos.

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Pedaços de Tarde em Beihai

Beihai foi o meu “alvo” pré-determinado do dia e a entrada no parque foi um bom corte na inércia que se apoderava do meu corpo. Ao longo da tarde e à medida que ia percorrendo o espaço, pedaços de Behai foram entrado em mim: o lago parcialmente gelado, os casais de namorados, as colunas brancas, os velhotes, as pontes, os progenitores e os seus petizes, o sol no horizonte e em trajectória descendente, os pássaros, os caçadores de fotos, as múltiplas construções “clássicas”…

Juntos

Quando saí do parque e por acaso enveredei pela Avenida Beichay e tive o prazer de ver o local onde vivem os membros do Partido Comunista Chinês (PCC) e as respetivas famílias. Moral da história: grandes casas, grandes carros e muita segurança nos portões. Como ouvi alguém dizer, relativamente ao Comunismo: “Os homens são todos iguais, mas há homens mais iguais que outros”. Neste momento, olhei para o mapa da cidade e reparei que estava quase na cidade Proibida e fiz esta analogia, os Mandarins da China contemporânea escaparam dos muros da Cidade Proibida, mas à semelhança dos Mandarins da Antiguidade continuam presos em gaiolas douradas.

              Fim de dia em Behai

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O que ter Tempo faz, a este Pobre Rapaz

Se o dia anterior se pode assemelhar a uma maratona, o dia seguinte não foi mais do que um passeio num dia soalheiro. Aliás, posso afirmar que este foi de longe o dia mais tranquilo que alguma vez tive em viagem. A manhã, foi passada tranquilamente no hostel e quando saí do mesmo foi para deambular ao acaso com o Ryan. Só a partir das 15.30 saí do hostel com um objectivo pré-determinado, visitar o parque de Beihai.

Mais importante do que tudo, não senti remorsos por estar a “desperdiçar tempo” ou que devia estar a ver algo. Não! O meu chip desprogramou-se e foi reprogramado. Vamos ver nos próximos tempos com que profundidade. Penso que o fator-chave, nesta situação é claramente o tempo e o facto de este não ser a premissa condicionante desta viagem, pela primeira vez existem outras premissas a sobreporem-se a ele. Ai, a diferença que ter tempo faz, a este “pobre” rapaz. 😉

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O Americano e o Português sentados à mesa num Chinês

Quando regressei ao hostel depois de um dia tão cheio de pequenas aventuras conheci Ryan, um Americano que dizia falar chinês e passados uns momentos de conversa quando ele perguntou ao “público” em geral se alguém queria ir jantar, aquela pareceu-me a oportunidade ideal para tirar a barriga da miséria. Não precisámos andar muito para encontrar o que procurávamos: um local pequeno, frequentado por nativos e preços aceitáveis. Aí e finalmente tive o prazer de comer a deliciosa comida chinesa pela primeira vez, uma vez que a experiência da noite anterior fora um autêntico fiasco. Este jantar foi um coroar de um dia perfeito que começou na Muralha da China e acabou numa conversa entre um Americano e um Português sentados à mesa de um chinês.

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Tianmen – Praça para Deuses, não para Homens

Depois do ocorrido em Qianmen e ainda meio abananado, dirigi os meus passos a Norte rumo à Praça de Tianmen e cada vez mais fico com a impressão, que esta capital não foi construída para os filhos da Terra mas para os filhos do Céu. Tudo é monumental, tudo é gigante. Os nossos passos assemelham-se ao dos insectos e ao invés de sentir a monumentalidade da praça a libertar-me, sinto-a a esmagar-me. Tal e qual um inseto.

Não sei se sou de algum modo influenciado negativamente, pelas imagens da repressão ocorrida na praça em finais da década de 80 no reinado de Diao Xiao Ping, mas o espaço não me é amistoso. Nos entretantos, o mistério da glorificação de Mao em termos populares – um pequeno exemplo, todas as notas de Yuans têm a sua face gravada – e a pouca visibilidade dada a Diao Xiao Ping – pelo menos quando comparado com o grandioso e “solar” Mao – continuam a intrigar-me. Uma vez que em termos históricos, Mao foi um desastre que ocorreu na história Chinesa do século XX e Diao Xiao Ping a figura que fundou as bases para a China contemporânea.

Na praça os símbolos continuam lá, os soldadinhos de chumbo a marchar, a bandeira Chinesa, o retrato do patriarca Mao. Tudo está no seu lugar, imutável, tal e qual uma petrificação histórica. Mas fico a pensar ao que me refiro… se aos Deuses que governam o Céu ou aos Deuses que governam a Terra.

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O Esquema Dourado

Após a finalização do meu repasto, estava alegremente sentado e sossegado num banco na Rua de Qianmen, quando se abeiraram três senhores que meteram conversa. Com um inglês bastante bom, o melhor que tinha apanhado na China até ao momento, disseram que eram uma equipa de informáticos de Xangai que estavam em Pequim por motivos profissionais (um congresso) e perguntaram se os queria acompanhar.

Detalhe do Pórtico

Como não estava a fazer nada de especial, acabei por me levantar e comecei a conversar com eles em andamento. Perguntaram de onde era e o que estava a fazer em Pequim. Disseram que Portugal era muito bonito e que um deles já tinha visitado o país duas vezes. Se era a minha primeira vez na China e outras trivialidades. Disseram que estavam hospedados no Marriot, porque o patrão é que pagava e eu respondi a sorrir sorte a deles porque eu estava num hostel barato, nas imediações da Cidade Proibida. E nos entretantos disseram que tínhamos de trocar e-mails, para quando fosse a Xangai ficar em casa deles e conhecer as respectivas famílias.

Edíficio na Rua Quianmen

Neste momento, tínhamos parado em frente a um edifício de fachada perfeitamente banal e eu como ando sempre com papel e caneta, sentei-me num banco e preparei-me para anotar os respectivos e-mails. O mais conversador dos três disse que não podíamos estar ali sentados e eu na minha candura pensei: “Coitados nem sequer podem ser vistos à conversa com um Ocidental na rua” e começou a dizer que devíamos tomar um chá, enquanto trocávamos os e-mails e apontou para o edifício. Naquele momento, racionalmente não pensei em nada mas instintivamente comecei a retrair-me. Continuou: “O chá é muito importante na nossa cultura e é considerado uma falta de respeito não tomarmos um chá juntos”. Naquele momento e repito-o instintivamente, respondi secamente: “I don´t care” (Não quero saber). E num ápice desapareceram como o vento deixando-me sozinho no local. Passados uns breves instantes, voltei à realidade e só nesse momento percebi que estive muito muito próximo de cair num Esquema Dourado de valores astronómicos. Esquema esse, que consiste em levar-nos a beber um simples chá para no final nos ser cobrado um valor monetário perfeitamente ridículo (que pode chegar às centenas de dólares). Caso a pessoa se negue a pagar, a intimidação física será a arma utilizada para nos convencer a fazê-lo. Esta informação foi confirmada à posteriori, com outras pessoas.

Pórtico de Entrada em Quianmen

Mentalmente comecei a rever todos os pequenos passos que me tinham conduzido até aquele edifício e tentei fixar o máximo de detalhes da conversa que tivera e a desconstruí-la em passos na perspectiva do predador, a saber:

1)      Identificação com a vítima;

2)      Mostrar que se é de confiança;

3)      Perguntas (de forma discreta) com o objetivo de extrair informação;

4)      Apelar ao coração da vítima;

5)      Capacidade de adaptação;

6)      Distração (o facto de serem três era apenas para criar entropia).

Para finalizar refiro apenas que não caí neste esquema elaboradíssimo e bastante profissional por mera sorte e instinto animal. Não houve qualquer mérito da minha parte em evitar este esquema e apenas frisei os passos para alertar possíveis vítimas, seja deste, ou de qualquer esquema, uma vez que o padrão será (quase) sempre semelhante.

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Sr. Agente Ajuda-me a Regatear?

Após um feliz regresso à poluição e tendo em conta a falta de nutrientes essenciais, o meu organismo pobre diabo, estava com larica. Na zona de Qianmen encontrei o que procurava, uma vendedora de “farturas” chinesas, ou seja, massa frita bem ensopadinha em óleo. Como a cavalo “encontrado” não se olha o dente, que se lixe o colesterol, os lípidos, as glicoses, frutoses, sacaroses…e tretas do género. Vamos é comer qualquer coisinha. 😛

A minha querida Vendedora

A bancada apenas tinha informação em chinês (pelos vistos, o rapaz ainda não percebeu que está na China) e como não queria ser enganado aproveitei a passagem circunstancial de um Sr. Agente da autoridade, vulgarmente denominado polícia, bófia…e em algumas circunstâncias mais fogosas de filho da !$#% para cima. Parei o Sr. Agente e tentei falar-lhe em inglês, mas não surtiu grande efeito. Por gestos consegui mostrar-lhe que queria comprar uma farturinha e ele tal e qual um pai que acompanha a criancinha, lá foi comigo até à banca da senhora perguntar quanto custava o abençoado frito. A vendedora olhou para mim e fez-me sinal de 6Y e eu que já tinha preparado umas notinhas para regatear, tirei as minhas 4 notas de 1Y do bolso e mostrei que não tinha mais (claro que tinha, mas na carteira). Ela acenou que não, eu insisti que só tinha aquele dinheiro e com a mediação do Sr. Agente, que deve ter ficado com pena de mim, venci mais uma batalha no jogo do regatear. Quando comecei a comer, o óleo escorria frito abaixo. Mas naquele momento a fomeca fazia com que aquela “fartura” fosse a mais refinada à face da Terra. 😀

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Visita à Grande Muralha

Ato III – Na Muralha e Regresso à Poluição

Quando finalmente cheguei ao “interior” da Muralha estava felicíssimo e dirigi os meus passos na direção contrária à zona mais visitada. Claro que trilhar a Muralha em absoluta solidão é impossível, mas também não era esse o objetivo uma vez que aqui existe um verdadeiro sentimento de comunidade. A vibração desta e o peso da história fazem-se sentir e o resultado é uma energia diferente. Aqui não estamos apenas num local super ou hiper turístico, não! Aqui estamos na Grande Muralha! Um local especial para todas as pessoas do planeta – pelo menos para quem a visita.

   A ser espancado            Escadaria para o Paraiso

Durante quatro horas: subi e desci degraus; percorri diversas seções desde as mais suaves às hiper-inclinadas; visitei torres; cumprimentei e sorri para pessoas de diversas nacionalidades; tirei fotografias a pessoas que me pediram; tiraram-me fotografias porque eu pedi; fui “espancado” por uma vendedora com golpes de kung-fu e pousei com ela em posse militar; gracejei com umas beldades caídas literalmente dos céus, entre elas uma portuguesa de Santarém – o Mundo às vezes torna-se literalmente microscópico 😛 ; tirei fotografias à Muralha e à paisagem envolvente (montanhas, vegetação, neve); regatei o preço de um chocolate (desceu dos 20 para os 3 Yuans); conheci um Brasileiro (Alex) e combinei jantar com ele em Pequim; percebi que 99% das pessoas que visitam a Muralha o fazem em viagens organizadas; transpirei; senti o sol a bater-me na face; e senti-me um felizardo e ao mesmo tempo um bocadinho super-homem quando continuei a subir degraus e mais degraus até encontrar um local onde a minha única companhia era a Muralha, o sol e o vento.

Estava sobrio, sim senhor         Auto-retrato

Quando comecei a descida senti-me um pouco esgotado, os músculos volta e meia tremiam fruto da caminhada, do sono e da alimentação deficientes. Porém a felicidade e o orgulho por ter visitado a Muralha pelo próprio pé superaram qualquer cansaço físico. Já na base fui “assediado” para fazer compras – a esta hora, as bancas estavam todas abertas – e tal e qual uma enguia, escorreguei dali para fora. No parque de estacionamento procurei o meu Jarbas e quando entrei na carrinha ainda tentei re-negociar o preço do regresso, porém fruto da espera de quatro horas tal não foi possível. Porém devo referir que não insisti, uma vez que considerei o preço justo. No final de contas o meu Jarbas foi um querido, em Huairou  sim desta vez li o nome da cidade 😛 – deixou-me quase dentro do autocarro para Pequim e para um feliz regresso à poluição.

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Visita à Grande Muralha

Ato II – Na base da Muralha

O dia estava radioso e chegados à base da Muralha, comecei a sacar das notas para pagar ao meu motorista, quando surpreendentemente ele me fez sinal que não. Por sinais compreendi que ele ia ficar à minha espera enquanto eu estivesse a visitar a Muralha e depois me levaria de volta à cidade. Portanto e sem me ter apercebido disso acabei por contratar o meu primeiro motorista privado na China. 😉

Inicio da dor

Seguidamente dirigi-me à bilheteira e comprei o bilhete apenas para a Muralha. Sim! Porque existe a possibilidade de comprar também um bilhete para um teleférico que nos leva ao colo até à Muralha propriamente dita, claro que se paga principescamente mas isso é apenas um detalhe.

A Muralha vista de baixo

O telemóvel batia as 9.00 e pouco quando comecei o meu trekking na base da Muralha. Aqui a palavra trekking associa-se a subir e a descer degraus e a andar entre as torres nas seções da Muralha. Refira-se ainda, que como local super-turístico a base está minada de pequenas bancas de venda de quinquilharia (felizmente para mim, como a hora era vespertina fui pouco abordado). Os primeiros degraus foram um pouco dolorosos, mas bastou os músculos aquecerem para tudo entrar literalmente no trilho. À medida que fui subindo, a Muralha agigantou-se, ganhou forma e proporção. Ainda nos degraus de acesso, encontrei uma vendedora já de idade avançada a carregar uns sacos e tal qual o samaritano da bíblia aliviei um pouco a senhora na sua provação diária…

No Shooping