Pedaços de Tarde em Beihai

Beihai foi o meu “alvo” pré-determinado do dia e a entrada no parque foi um bom corte na inércia que se apoderava do meu corpo. Ao longo da tarde e à medida que ia percorrendo o espaço, pedaços de Behai foram entrado em mim: o lago parcialmente gelado, os casais de namorados, as colunas brancas, os velhotes, as pontes, os progenitores e os seus petizes, o sol no horizonte e em trajectória descendente, os pássaros, os caçadores de fotos, as múltiplas construções “clássicas”…

Juntos

Quando saí do parque e por acaso enveredei pela Avenida Beichay e tive o prazer de ver o local onde vivem os membros do Partido Comunista Chinês (PCC) e as respetivas famílias. Moral da história: grandes casas, grandes carros e muita segurança nos portões. Como ouvi alguém dizer, relativamente ao Comunismo: “Os homens são todos iguais, mas há homens mais iguais que outros”. Neste momento, olhei para o mapa da cidade e reparei que estava quase na cidade Proibida e fiz esta analogia, os Mandarins da China contemporânea escaparam dos muros da Cidade Proibida, mas à semelhança dos Mandarins da Antiguidade continuam presos em gaiolas douradas.

              Fim de dia em Behai

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