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Sugar Beach. Posso Cá Ficar Para Sempre?

A experiência que tive ao entrar em Sugar Beach, foi quase equivalente a sair do mundo. O ambiente era relaxado; o resort onde fiquei instalado (Driftwood Vilage), estava super bem concebido e não era muito dispendioso; existia um dormitório muito confortável, em que as camas eram praticamente de casal; a comida era deliciosa; e o staff impecável. Em Sugar Beach a areia era castanha escura ou se preferirem tinha um tom açúcar mascavado, por esse motivo a sua temperatura era quase sempre elevadita. 😛 Por sua vez, a água do mar apesar de não ter aqueles tons de múltiplos azuis e verdes, que geralmente são visíveis em praias de areia branca e onde existem corais, era transparente, super límpida e tinha uma temperatura agradável. No areal existiam múltiplos coqueiros e palmeiras, e existiam dois ou três resorts com bungalows.

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Progressivamente, fui conhecendo pessoas que estavam hospedadas no resort: a Babe (filipina que pertencia ao staff); Fabian (suiço), Nie Ying (chinesa); Octavie e Morgany (francesas); Luke e Alexa (casal de ingleses)… e foi aqui que me despedi de Daniel (“Jesus Cristo”) e de Zaskia. Durante aqueles dias, escrevi e publiquei no blog, dormitei em hamoks, passeei pela praia, joguei voleibol ao final da tarde, vi o pôr do sol enquanto jogávamos e depois do jogo terminar corria para e pelo mar, que era praticamente plano e raso e ao correr para o infinito, sentia-me livre! 😀 As noite também eram divertidas e animadas, uma vez que havia sempre uns torneios de snooker e bebíamos quase sempre umas cervejitas, em amena cavaqueira.

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Numa das manhãs, também fizemos um passeio de snorkeling para ver um navio afundado, a apenas cinco metros de profundidade. A água era cristalina e límpida, havia uma excelente visibilidade e foi possível ver corais e peixes de muitas cores ricas e variadas. Para além disso, também existiu uma tentativa de esquema por parte duns nativos que se fizeram passar por “guarda-costeira” e que tentaram “sacar-nos” uma taxa imaginária! Felizmente sem sucesso! 🙂 Uma vez que a vida era relaxada e fácil – boa comida e cama; sossego e conforto; muitas e animadas conversas – não tinha vontade de partir e estes três dias ficar-me-ão para sempre na memória. 😉 Antes de seguir para a ilha de Apo com a Nie Ying, tive de perguntar-me algumas vezes: “Sugar Beach. Posso cá ficar para sempre? ” 😀

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Crónicas Em trânsito Fotografia

Em trânsito: Moalboal – Sipalay. Travessia para Sugar Beach

Na despedida de Moalboal, eu e a Zaskia tomámos o pequeno-almoço com Daniel e fruto da conversa muita animada à refeição, apenas partimos ao meio-dia mas com um objetivo bem definido. Chegar a Sugar beach, já nas imediações de Sipalay na costa oeste da ilha de Los Negros, uma vez que a descrição que Daniel fez do local, foi de tal modo apelativa que nos fez lá querer ir. 😀

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O resto do dia, foi um longo périplo de múltiplos transportes terrestres e marítimos. Primeiro apanhámos um tuk-tuk para a vila de Moalboal, daí autocarro até ao porto de Bato  hora e meia – onde apanhámos um ferry para Tangi  meia hora – já na ilha de Los Negros e aí novo autocarro para Dumaguete  uma hora. Da capital de Los Negros oriental até Bayawan, mais cento e vinte quilómetros e duas horas e meia de viagem. Em Bayawan fruto da hora avançada e uma vez que já não existiam autocarros, tivemos uma paragem prolongada para negociações. Conversámos com ojeks, condutores de carrinhas, motoristas de autocarros, até acabarmos cada um montados à pendura numa scotter, a fazer uma viagem de oitenta quilómetros, até à vila de Sipalay. A viagem estava a ser memorável, as motas deslizando pela estrada (ora de asfalto, ora de brita), enquanto as estrelas brilhavam no céu e um sentimento de liberdade nos acompanhava, até que… ouvimos um ahhhhhhh! Abrandámos, olhámos para trás e havia poeira no ar! Zaskia e o seu jarbas tinham tido um acidente e estavam deitados no chão! Saímos da mota, corremos ao seu encontro e naquela hora tardia, o que nos valeu foi que ninguém se magoou seriamente! Apesar das escoriações, arranhadelas e cortes, pudemos seguir viagem, mas o encanto tinha-se quebrado. :/

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Na chegada à vila de Sipalay encontrámos Daniel – um italiano, amigo de Zaskia – e com ele, e Mr. Tito seguimos num novo tuk-tuk até a um pequeníssimo porto perto de Sugar Beach. Toda esta louca odisseia, foi concluída exatamente na hora dos fantasmas, numa pequena viagem de barco feita no rio, no mar, na escuridão, iluminada pelo plâncton fluorescente que brilhava nas águas e pelas estrelas que brilhavam no céu. Quando desembarcámos em Sugar Beach e saltei para a areia, senti-me como um pirata, a chegar à ilha do tesouro… apenas não sabia quanto “ouro” ia encontrar…  

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Moalboal Days

Já na praia de Panagsama, ficámos alojados no Breeze Apartelle e depois de um ligeiro acerto de preço este local revelou-se perfeito… o quarto era enorme, pintado de amarelo girassol vivo, a casa de banho luxuosa q.b., havia água quente e a internet era rápida! Um mimo. 🙂 Durante a tarde cirindámos por inúmeras escolas de mergulho da zona e depois de vermos o pôr do sol regressámos à nossa “suite”. Banho tomado, seguimos para um restaurante mexicano, onde tivemos um bom jantar e um serão bastante agradável. Terminado o repasto, seguimos para o recinto da fiesta e aí por 65P (1.10€) por pessoa, bebemos rum com cola até ficarmos num estado de espírito… animado! 😛 Por volta da uma e tal dirigimo-nos à zona da “pista” de dança que estava minada de ladyboys e adolescentes! Um sonho, portanto! 😛 A verdade é que apenas às 3.00 chegámos ao quarto, onde aterrámos quais aviões.

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Depois da fiesta brava, do dia anterior resolvemos abortar a ideia de mergulhar – sabe-se lá porquê 😉 – e como o Francis estava de abalada, tive de abandonar o nosso belo poiso (snif, snif) e mudar-me para o simpático Moalboal Backpacker Lodge. No nosso último dia juntos, acabámos por visitar a bonita cascata de Kawasan e a verdade é que a tarde passou num ápice. O local, apesar de cheio de pessoas acabou por ser um passeio agradável, uma vez que à paisagem verde e serena, juntou-se a água fresca de várias lagoas e riachos que desembocavam na grande cascata. Já em Moalboal e dentro do autocarro, despedimo-nos com um forte abraço e “prometemos” manter-nos em contacto. 🙂 Quando regressei ao hostel, conheci Léo (brasileiro de Porto Alegre), Sérgio (francês e luso-descendente), Vanessa (alemã de Colónia) e Daniel (alemão de Estugarda) com quem acabei a jantar e a ter uma conversa longa e espetacular sobre a vida, viagens e mergulho. 😀

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O terceiro dia foi passado em praias, de manhã, rumei a sul e visitei a praia de Lumbung e de tarde rumei a norte e visitei a praia mais famosa da zona, a White beach. Neste périplo entre praias conheci um ojek simpatiquíssimo (Mr. Rodolfo) e a verdade é que nos demos tão bem que acabei por combinar com ele todas as viagens desse dia. 🙂 Durante o dia, torrei ao sol, atualizei o caderno, fui ao mar inúmeras vezes e fiz snorkeling. Este acabou por ser um dia mais tranquilo e quando regressei a Panagsama voltei a jantar com o Daniel.

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No último dia em Moalboal fiz dois mergulhos na companhia de Daniel. O primeiro na ilha do Pescador, onde fui recebido por uma parede vertical, de aproximadamente cem metros de profundidade e repleta de corais bastante vivos e coloridos, e onde senti algum nervosismo, ao lembrar-me de corrente brutal e descendente de Batubalong em Komodo. :/ E o segundo já ao largo de Panagsama, onde tivemos um encontro com uma escola de milhões de sardinhas! BRUTAL! ABISSAL! MONUMENTAL! 😀 Espirais, círculos, arcos e nuvens… um verdadeiro turbilhão! Um dos melhores mergulhos da minha vida! 😀 Depois de tanta emoção aquática, ficámos um par de horas na escola de mergulho – Cebu Divers – a falar com outros mergulhadores. Durante a tarde para além de continuar na conversa, acabei de atualizar o caderno e no regresso ao hostel reencontrei Daniel, Vanessa e Zaskia (rapariga de ascendência alemã/filipina) que chegara no dia anterior. Na despedida de Moalboal comecei a jantar sozinho, mas à semelhança de dias anteriores acabei acompanhado, desta feita por Zaskia com quem fiquei a conversar animadamente durante um par de horas. Foi nesse momento, que combinámos partir no dia seguinte para a ilha de Los Negros 

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