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Crónicas Fotografia

Shenzhen Pós Hospital

Após ter saído do hospital e apesar das dores que sentia fui deambulando lentamente por Shenzhen, aproveitando para comprar alguns recuerdos, para ver algumas torres e para sentir o pulso à vibrante cidade que cresceu graças à visão futurista de Deng Xiao Ping, que transformou esta zona nas proximidades de Hong Kong, numa zona económica especial e com múltiplos incentivos. Desse modo, esta cidade passou em trinta e quatro anos de um vilarejo para a quarta maior cidade chinesa! 🙂 E tal como Xangai, é uma das faces mais visíveis da nova China, um país moderno, contemporâneo, capitalista, cheio de disparidades e contradições.

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Crónicas

Shenzhen. Sangue, Hospital e a Honorável Utente

A viagem da estação de comboios para o hostel decorreu com normalidade, não fosse o momento em que me levantei do banco do metro, e ao encontrar sangue no mesmo pensar: “Oh Diabo! Acho que aquilo não estava ali quando me sentei.” :/ Depois de chegar ao hostel, fiz o check-in e fui à casa de banho verificar o que se passava. E o que vi deixou-me preocupado. Os boxers estavam completamente ensanguentados, a ponto do sangue ter repassado para os calções e ter deixado uma bela mancha de sangue neles! Tomei banho, cortei os boxers e transformei-os em duas semi-fraldas, vesti-me e como não estava muito bem pensei ir ao médico, afinal daí a dois dias teria um dia muito looooooongo no aeroporto e não convinha estar tão embaixo de forma. :/

Já no hospital encontrei uma utente que me ajudou a traduzir o que sentia e qual o meu problema. Graças a ela, fui assistido por um especialista que assim que me observou fez um som que me pareceu mau sinal e depois veio a confirmação: hemorróida com péssimo aspecto! E com fortes probabilidades de ter de ser operado em Portugal! 😦 Antes de nos despedirmos receitou-me três tipos de comprimidos diferentes, uma pomada e aconselhou-me a ir ao médico o mais rápido que conseguisse, assim que chegasse a Portugal.

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Crónicas Em trânsito

Em trânsito: Lushan – Shenzhen. 24H

A viagem de Lushan para Shenzhen decorreu primeiro de mini-van (quarenta e cinco minutos entre Lushan e JiuJiang) e depois de comboio. Uma longa viagem de comboio que se iniciou às 13.22 e terminou às 5.50 do dia seguinte, sensivelmente dezasseis horas e meia! Durante sete horas escrevi no caderno, falei com um rapaz que conheci no comboio – Zhang Zulin, informático – alimentei-me e deitei-me para tentar dormir apesar das persistentes e incomodativas dores no… “ass”! :/

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Crónicas

Estão a Abusar da minha Boa Vontade

Terminado o trekking, jantei no restaurante do costume, mas infelizmente senti que as pessoas do mesmo agiram de má fé quando me tentaram vender muito mais comida do que a que conseguia realmente comer – um prato de carne, um prato de vegetais, arroz e um prato de peixe! Para apenas uma pessoa?!. Na altura de verificar quantos pratos tinha à minha frente, discuti com eles durante alguns minutos e tive inclusivamente de dar um murro na mesa, porque ninguém me parecia ouvir! :/ Durante esse período tirei o peixe da minha frente – pelo menos umas cinco vezes, ao mesmo tempo que fui fazendo sinais de forma veemente que não iria pagar o upgrade. Felizmente no final correu tudo bem e a conta não veio inflacionada, mas senti que aquele momento desagradável era absolutamente desnecessário. 😦

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Crónicas Reflexões

Huangshan, Montanha Amarela

Ato IV – Corpo Aqui, Mente Distante

Devo referir que durante a travessia em Huangshan houve períodos que estava com a cabeça completamente noutro lado, ou seja, estava a pensar seriamente na proposta do dia anterior da M. – feita meio séria, meia a brincar – e a pesar os prós e os contras de tal decisão. A verdade é que encontrei muitos pontos a favor e poucos contra, sendo o mais forte destes a questão puramente monetária. Durante esse processo de pensar ir a Portugal não me senti oprimido e receoso, não! Senti-me feliz com essa possibilidade… os dados estavam lançados! E tomei a minha decisão! 😀

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Crónicas O 1º Dia

Hostel a Estrear

Na chegada ao hostel, ao falar com a rapariga da receção e ao contar-lhe o sucedido, ela confirmou-me que de facto Mr. Hu era da concorrência e que muitas vezes os motoristas dos autocarros páram em frente a determinados restaurantes ou hotéis para receberem umas luvinhas extra. Finalizados os esclarecimentos, coloquei a bagagem no quarto (que cheirava completamente a novo e estava imaculado) e fizemos um briefing (super-esclarecedor e elucidativo) sobre a montanha. 🙂 Aí, percebi que para ter uma boa visão do conjunto geral da montanha iria necessitar de dois dias inteiros de trekking e preparei o “plano de ataque” para os próximos dias.

P.S. – As camas do hostel eram FABULOSAS! Um verdadeiro ninho de conforto e de longe as melhores na China! 😀

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Crónicas Em trânsito O 1º Dia

Em trânsito: Hangzhou – Tangkou. Ao Deus Dará

No dia anterior despedi-me da Shue e ao trocarmos os e-mails ficou semi-prometido que voltaríamos a encontrar-nos, desta feita em Nachang a cidade onde ela estuda. Antes de partir para Tangkou – vila nas imediações de Huangshan, a montanha amarela – comi o pequeno almoço no mesmo restaurantezito dos dias anteriores, porém como já não tinha as raparigas comigo, enganaram-me no preço da comida! Claro que fiquei irritado, sabendo imediatamente o que estava a acontecer e antes de partir fi-los perceber que eu sabia que o preço estava inflacionado!

Quanto à viagem propriamente dita, esta demorou quatro horas e meia e decorreu de forma serena, numa paisagem verde e na mesma aproveitei para escrever no caderno. O momento alto ocorreu já depois da chegada quando o condutor do autocarro decidiu parar em frente a um restaurante  para receber umas “luvas”, certamente – e tal facto fez com que eu não fizesse a mínima ideia onde me encontrava! 😛 O que valeu é que apesar da sua honestidade duvidosa, foi simpático e prontificou-se a ligar para o meu hostel, para me virem buscar. 🙂

Enquanto esperava, apareceu um carro preto com um condutor que disse ter sido enviado pelo hostel e apesar de não estar 100% certo da veracidade desta informação segui viagem com ele. O facto de ser de dia e não pensar ser raptado ajudaram-me na tomada de decisão. 😛 No caminho recolhemos um casal de alemães e na viagem falámos de estadias no pico da montanha, em diferentes alternativas e fui observando que a cidade era apenas uma estrada com edifícios de ambos os lados e que era de longe o local mais desinteressante que vi na China até esse momento. Pouco depois, fui largado nas imediações do hostel e recebi uma cartão, o senhor mistério acabara de ser batizado, Mr. Hu. No final da viagem tive a certeza que ele era da “concorrência”, mas para mim pouco importava, estava no local certo e não tinha pago nada para lá chegar. 🙂

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Crónicas

Correios Chineses

Com a ajuda de Shue e da amiga, consegui finalmente largar um pouco de lastro da bagagem e numa das estações de correio da cidade, fiz um pacote com três quilogramas – roupa mais quente, mapas e papéis, o diário que terminei na China e mais umas tralhetas – e pus tudo a caminho de Portugal. Goodbye e bon voyage! 🙂

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Crónicas Fotografia

A Prova do Chá

No nosso primeiro dia a sério em Hangzhou visitámos a zona a sul do lago e aí encontrámos pequenos lagos, cascatas e trilhos de pedra por entre árvores e vegetação frondosa e lembrei-me de Sintra, tais as semelhanças. 🙂 Ao longo do caminho, também fomos encontrando plantações do famosíssimo chá – LongJing  e numa delas a Shue e a amiga falaram com uma camponesa. Partimos então para uma prova de chá e ficou acordado que se quiséssemos no final podíamos comprar o mesmo. 😉

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Andámos até uma aldeia nas imediações e num terraço com vista para os montes e plantações circundantes, tivemos a nossa “degustação” de chá e mais tarde uma pequena “discussão” de preços e qual a quantidade a comprar por cada um de nós – acabei por ficar com cem gramas. Mas durante todo o “processo” o que gostei mesmo, foi da vista e de observar um velhote castiço – que dizia falar japonês – que era o marido da camponesa que encontrámos. 🙂

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Crónicas Em trânsito

Em trânsito: Shaoxing – Hangzhou. Separação Forçada, Reencontro e Pandemónio!

Na estação de comboios quando estava para comprar o bilhete para seguir para Hangzhou com a Shue, o comboio estava esgotado e tive de comprar um bilhete para seguir noutro – que partia mais cedo, mas chegaria depois – e ela esperaria por mim na estação durante sensivelmente meia hora. Os pequenos problemas com que nos deparávamos eram: a Shue tem miopia, que não é completamente inofensiva e não usa óculos! :/ A estação de comboios de Hangzhou é “grandita” e com bastante afluência de pessoas – que novidade! – e não havia a possibilidade de telefonarmos – ela com um número chinês e eu com um número português. A verdade é que estava um pouco expetante e por isso arranjámos uma solução com cores fortes: o azul do meu softshell e o cor-de-laranja do saco que lhe pûs nas mãos antes de partir. 🙂

Felizmente correu tudo bem, na estação de comboios de Hangzhou voltámos a reencontrar-nos e nas imediações da estação esperámos por uma amiga da Shue, que veio da cidade onde elas estudam e que iria viajar em Hangzhou e Xitan com a Shue – no dia em que eu seguiria para Huangshan, elas iriam para Xitan. Daí seguimos de autocarro para as imediações do lago Oeste e a viagem para além de cara – preços inflacionados por ser altura de feriados!* – bastante lenta – tivemos de mudar de autocarro e esperar, esperar… esperar – e muito confusa – tanto no interior como no exterior do autocarro, existiam demasiadas pessoas – revelou-se um autêntico pandemónio! Nessa altura, Hangzhou pareceu-me o inferno na terra. :/


*Nunca vi uma companhia de transportes fazer tal coisa. E não, aviação não conta. 😛