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Crónicas Fotografia O 1º Dia

Vamos Brincar aos Turistas?

No nascer do dia o tempo continuou cinzento, mas a intensidade da chuva baixou consideravelmente e aproveitando esse facto, partimos para a vila de Zhonglu acompanhados de uma rapariga alemã  Milène – que conhecemos na noite anterior. A caminho da vila e apesar da visibilidade reduzida, fruto do nevoeiro, comecei a perceber in loco a fama deste local e a interiorizar a beleza do mesmo, uma vez que à medida que subíamos, os socalcos começaram a ganhar forma, proporção e grandiosidade. 🙂

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Por entre estradas de cascalho, degraus, trilhos em pedra e lama, plantações, camponeses e camponesas, burros e cavalos, seguimos viagem e passado uma hora e meia estávamos no nosso destino. Poucos minutos depois de lá chegarmos uma “nativa”, tomou a Zheng como guia turística de mim e da Milène e perguntou-lhe se queríamos almoçar, apresentando o seu preço. A Zheng entretanto começou a explicar-nos o que se estava a passar e a partir desse momento representámos o papel de um casal de turistas alemães que estava a ser conduzido para a toca da raposa. 😉 No final de muita conversa e discussão conseguimos baixar o preço para metade do valor inicial, em que 2/5 desse valor reverteriam para a Zheng e o restante para a “nativa”. Moral da história: como a Zheng estava a representar o papel de guia, no final iríamos todos comer por um 1/5 do valor previamente acordado… uma bagatela! 🙂 De qualquer modo, foi muito interessante perceber, como este tipo de negócios se processa, em que todos ganham e o turista é depenado! Porém desta vez a presa passou a predador e a raposa não percebeu que estava a ser comida por um lobo com pele de ovelha!

IMG_4872 (FILEminimizer)Fomos então conduzidos até uma casa antiga e aí encontrámos “relíquias” expostas nas paredes de madeira, entre as quais e para mim o ex-líbris do local, um cartaz do “camarada” Estaline. 😛 No segundo piso encontrámos um sótão/depósito de lenha e enquanto a nossa cicerone acendia o lume no piso térreo, nós explorámos o local. Quando descemos, o lume já estava aceso e a nossa cozinheira estava a lavar batatas e a pelá-las. Iniciámos então um momento culinário e de partilha, quando começámos a ajudar na preparação do almoço. 🙂

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Quando terminou toda a confeção, vimos quão barata estava a ser a refeição e como menu tínhamos: batatas novas, carne de porco fumada, grelos, sopa de ovo e tomate e arroz. Para além da quantidade, a qualidade era extraordinária! Tudo fresco, tudo saboroso, tudo… DIVINAL! 😀 Sem dúvida um dos melhores momentos gastronómicos e uma das experiências mais fascinantes da viagem até à data. 😀 Durante a refeição fomos dizendo que até o valor inicial era barato, mas naquele momento a roda já tinha sido posta em marcha.

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Depois do repasto a senhora foi buscar um casaco tradicional e trouxe-nos artesanato barato e artesanato personalizado, nessa altura compensámos um pouco a senhora – do preço do almoço – pois a Milène acabou por lhe comprar uns postais e uma fita bordada, mas claro que pelo meio ainda regateámos um pouco… e finalizámos toda a nossa encenação com as fotografias da praxe, em que ainda deu para rir com a diferença de estatura da Milène e da senhora – David e Golias, versão feminina 😛 . Todo este momento memorável durou aproximadamente três horas, mas foi de tal modo fascinante e singular que o tempo extravasou para o plano subjetivo e deixou de ser real. 😉

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Crónicas Fotografia

Xing Ping. Búfalos & Camponeses

Como combinado na noite anterior, o Greg apareceu de manhã no nosso hostel  e juntamente com a Zheng e uma rececionista – que eu nunca tinha visto – partimos para um terreno nas proximidades de Xing Ping e o mesmo era tão grande que podia ser utilizado para se jogar futebol de onze! 😛 Porém o pensamento geral foi piqueniques, barbecues e acampamentos.

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O terreno estava colado ao rio e havia uma mini cascata com uma ligeira névoa na superfície da água barrenta. Era de facto um local idílico 🙂 e aí estivemos sentados tranquilamente, a falar e mandar pedras rente à água, até chegar um búfalo para pastar e ele se aproximar, aproximar… aproximar até estar – sensivelmente – a vinte metros de nós! Nessa altura e para pintar o quadro com cores mais garridas, apareceram dois camponeses muito rústicos e castiços – o mais novo tinha ar de gozão e não tinha os dois dentes da frente e o mais ancião era muito magro, de pele escura, tinha um dente de ouro, cabelo prateado e cortado à “escovinha” e usava uns calções cinzentos, uma camisola rosa-choque muito gasta e um cajado – acompanhados de mais um búfalo! 😉

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Os búfalos foram até o rio e os camponeses ficaram ao pé de nós a falar com Zheng e com a rececionista, claro que eu e o Greg nesta altura aproveitámos para tirar fotografias – o momento era demasiado “rico” para não ser aproveitado – tanto retratos, como detalhes: mãos, porta-chaves, “adereços” e ao quadro geral… foi um momento espectacular e dos mais engraçados que tive no país, que terminou quando fomos semi-expulsos/afugentados como quem enxota o gado… 😛

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Crónicas

Os Alemães, o Belga e a Chinesa

Depois da chuva torrencial, fomos jantar ao mesmo restaurante da noite anterior e gostaria de ressalvar a falta de criatividade gastronómica dos restaurantes locais: arroz frito, noodles e pouco mais do que isso, parece que nem estou na China! :/ Antes de irmos para o terraço passei por momentos de indefinição e como não consegui decidir se partiria para Yangshuo ou Guilin, resolvi tomar a minha decisão apenas na manhã seguinte. Já no terraço, estava em amena cavaqueira com a “parelha” alemã, quando apareceu uma chinesa – Zheng Shaoqin – que pôs conversa connosco e nos entretantos, chegou mais um ocidental que se juntou à conversa… As conversas começaram a cruzar-se e eu mudei de lugar para junto do recém-chegado, Greg de seu nome, belga e fotógrafo que estava na região há seis meses! 🙂 A conversa estava animada, mas os alemães tiveram de abandonar o “barco”, pois no dia seguinte teriam de partir muito cedo e fiquei na companhia do belga e da chinesa, quando… recebi um convite do Greg para no dia seguinte dormir nos arredores da vila e depois fotografarmos o nascer do sol. 😀 Por essa altura a Zheng disse-nos, que daí a dois dias partiria para os terraços de arroz a norte de Guilin e eu perguntei-lhe se podia acompanhá-la. Foi assim, que os planos para o meu futuro imediato me foram “revelados” nessa noite. 😉

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Crónicas Fotografia

Bamboo Rafting

E agora vem a explicação pelo qual não pude ir até Shawan… 🙂 No dia anterior conheci no hostel dois alemães – Klaus e Julien – que me perguntaram se estaria interessado em juntar-me a eles e fazer um passeio no rio durante a tarde. Desse modo, marquei um compromisso na minha “agenda” ao qual não podia/queria falhar e todas as minhas movimentações neste dia foram condicionadas pelo “famoso” passeio de Bamboo Rafting, um dos ex-líbris do turismo da zona de Yangshuo. 😉

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Como estávamos todos prontos antes da hora marcada, os alemães resolveram antecipar a partida e olhando para trás, ainda bem que o fizeram, mas já lá vamos. Na vila apanhámos um carrinho turístico – tipo golfe, mas maiorzito – que nos transportou até Chaobshan e aí entrámos num barquito – a base assemelha-se a uma jangada feita com bambu, mas hoje em dia, de bambo só mesmo o nome! – que nos levou rio acima até Yangdin.

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Durante três horas, sensivelmente vimos o espetáculo natural que faz o turismo desta região carburar a todo o vapor e apesar do barulho incessante dos inúmeros barquitos – iguais uns aos outros – e de barcos maiores tipo cruzeiro, os nossos olhos vão-se deleitando com tudo o que vêem: o rio e as colinas/montes verdes espalhados por ambas as margens e senti-me privilegiado por poder visitar um local assim no nosso planeta, um local tão singular e único. 😀

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Durante o passeio, tirámos fotografias, conversámos, vimos noivos em sessões fotográficas, parámos numa pequena ilhota no meio do rio para apreciarmos a paisagem e na qual eles, exemplares alemães beberam a sua cerveja fresca, cumprimentámos outros turistas – chineses, não vimos mais ocidentais – e foram-me mostradas fotografias de terraços de arroz, a norte de Guilin que despertaram em mim o desejo instantâneo de lá ir – à semelhança da paisagem em redor de Yanghsuo e Xing Ping, a paisagem era de facto singular e única. O regresso foi mais rápido, pois desta feita navegámos a favor da corrente e quando chegámos a Chaobshan voltámos a apanhar o carrinho de “golfe” para Xing Ping e… no momento exato da chegada começou a chover torrencialmente, tal e qual uma chuva tropical, pura e bruta! Durante uma hora redondinha, os deuses das colinas fizeram o céu desabar sobre a vila e arredores, e consequentemente sobre as nossas cabeças. 🙂 Num derradeiro golpe de sorte ainda fui a tempo de salvar a roupa e o calçado que tinha posto a secar no terraço. Perfeito! 😉

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Crónicas Fotografia O 1º Dia

Reencontro à Mesa, Entrevista e Viagem Noturna

Reencontrei-me com JRD no final da rua da Tribuna e à distância reparei que trazia companhia – um jornalista do seu jornal. Feitas as apresentações, seguimos pela praça do Senado e na travessa de São Domingos encontrámos o nosso poiso, o restaurante Boa Mesa. Aí tivemos um excelente jantar – uma mesa portuguesa, concerteza – e o repasto consistiu em bacalhau à brás, pão quente, azeitonas, cervejas e café e… uma conversa que se veio a revelar “mitológica”! 😀 Durante o jantar, percebi finalmente que a vinda do jornalista tinha como objetivo, entrevistar-me e na praça do Senado – quarta vez nesse dia – tirámos fotografias e continuámos a entrevista, ou seria uma conversa de amigos!? 🙂

IMG_3592 (FILEminimizer)Daí seguimos para o Tribuna de Macau, onde continuei a conversar com JRD durante horas e com ele continuei a aprender e a analisar a China e Macau de uma perspetiva mais rica e profunda. 😀 Na despedida da redação recebi dois derradeiros presentes, um livro com ditos de Confúcio e um passeio noturno até ao outro lado de Macau – Taipa, Coloane e Cotai  nova zona da cidade onde construíram os grandes casinos que a transformaram definitivamente e a puseram no topo mundial do jogo – e na viagem de regresso à “velha” Macau fui deixado no porto dos “ferries”, com a “barriga” a rebentar de um dia tão cheio. 😀

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Crónicas Fotografia O 1º Dia

Encontro em Macau

Na Tribuna de Macau fui recebido calorosamente pelo JRD com quem estive cerca de quarenta minutos à conversa e combinámos reencontrar-nos às 20.00 para jantar. 🙂 Desse modo e como tinha tempo continuei a visitar a cidade.

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Perto da biblioteca Sir Robert Ho Tung encontrei uma verdadeira praça Portuguesa, com direito a quiosque verde e tudo. 😉 Enveredei então pela rua do Gamboa onde encontrei o Seminário de São José e a igreja de São Lourenço e depois segui pela rua do Padre António até à agradabilíssima praça do Lilau, subi até à igreja de Nossa Senhora da Penha e do seu miradouro pude ver a torre de Macau e a ponte Sai Von. Daí desci até ao templo da Barra (ou A-Má) e na rua batizada com o mesmo nome observei o bonito Quartel dos Mouros – datado de 1874. 🙂

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Voltei à praça Lilau donde parti em direção aos lagos Nam Vam e aí pude observar o skyline – ou parte dele – de Macau. Segui até encontrar a avenida da Praia Grande e na avenida do Comércio de Macau entrei no meu primeiro casino, o Grand Emperor onde pude  observar o luxo e o clima que rodeia as mesas de jogo, principalmente Bácara. Na avenida Dr. Mário Soares encontrei a estátua de homenagem a Jorge Álvares – primeiro português a pisar Macau – e já na praça do Senado aguardei pela hora marcada ao mesmo tempo que vi a luz do dia a metamorfosear-se… 🙂

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Crónicas Fotografia O 1º Dia

Macau. Cheiro a Portugal

O ferry para Macau, ou melhor dizendo o barco rápido demorou uma hora redondinha a efetuar a viagem e durante a mesma, fruto da elevada quantidade de salpicos, não me foi possível ver nada. Antes de colocar o pé, num território que já foi português o meu passaporte teve de ser controlado, à semelhança do que ocorreu em HK, antes de embarcar.

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Na chegada, o dia estava agradável e fui recebido com sol, céu azul e calor – felizmente mais suportável do que em HK 🙂 – e a primeira visão “portuguesa” que tive foi descortinar um arranha-céus dourado no horizonte e batizado de “Grand Lisboa”. Segui pela cidade e as primeiras coisas que me despertaram a atenção foi observar que os carros conduzem pela esquerda à semelhança de HK e as ruas têm nomes em português. 

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O primeiro local que visitei foi a colina da Guia e a sua fortaleza, cujo interior alberga uma bela capela – construída entre 1622 e 1638 – e o farol – datado de 1865 – e à medida que percorria este local, lembrei-me dos meus heróis juvenis de Uma Aventura e que puseram a minha mente a viajar por Macau, muitos anos antes de aqui chegar fisicamente. 🙂

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Da colina até à praça Tap Seac foi um pulinho e aí tive pela primeira vez contacto com a bela calçada portuguesa e com um grupo de pequenos escuteiros. 🙂 Antes de encontrar o cemitério, passei pela magnífica rua de São Roque, onde se podem encontrar charmosos edifícios de traço português e as bonitas igrejas de São Roque e São Lázaro – que estavam fechadas – e pelo “jardim” Vasco da Gama. Quando cheguei ao cemitério, as suas paredes imaculadamente brancas estavam a ser pintadas de verde água e não fora o aparecimento de caracteres chineses e retratos com olhos e feições asiáticas nas campas iria jurar que estava em Portugal. 🙂

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Daí segui até ao Parque Luís de Camões, onde encontrei o “Luís”  acompanhado dos seus primeiros versos de Os Lusíadas; vistas da cidade e velhotes a jogar às cartas ou sentados a conversar e a bonita casa Jardim onde se localiza a delegação da Fundação do Oriente de Macau. A caminho das ruínas de São Paulo, passei pela igreja de Santo António – construída antes de 1560 e reconstruída em 1875 e que assinala o local onde os Jesuítas se instalaram na cidade – e pelo pequeno templo de Na Tcha – 1888. Quando cheguei às ruínas, a sua escadaria recebeu-me de “braços abertos” e rodeou-me de hordas de turistas. :/ Sem me demorar longamente, segui para o forte do Monte -construído entre 1617 e 1626 – onde pude voltar a contemplar Macau do alto e visitar o interessante e pedagógico museu da cidade. 🙂 Prossegui pelas ruas de São Paulo  super-turística e atulhada de pessoas – da Palha e São Domingos até à catedral, onde fiz a minha chamada para o JRD, diretor do jornal, e combinei passar pela redação, percorrendo antes a palpitante e fascinante praça do Senado. 🙂

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Crónicas Fotografia O 1º Dia

Back to HK. D(epois).P(ortugal).

No regresso a Hong Kong (HK), a cidade voltou a receber-me calorosa e abafadamente e o sentimento de destilação apenas era aliviado em locais onde havia ar condicionado. 😛 Nas ruas, fui serpenteando pela turba humana, pelos carros, elétricos e autocarros e tirando fotografias aos edifícios, aos habitantes, aos mercados de rua -comida, roupa e bugigangas – aos templos e ao movimento incessante e frenético, que apenas acalmou quando cheguei às imediações do emblemático Victoria Peak.

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A ascensão para o “pico” de HK pode ser feita no famoso elevador/elétrico ou a pé, mas como o Kiri é um tipo poupado mas que não se poupa, a subida foi encetada pelo próprio pé. 😛 A ascensão foi agradável e se no primeiro momento o caminho foi linear pois acompanhava o carril do elevador, finalizado o primeiro terço este mudou e transformou-se num trilho serpenteante que passava por áreas residenciais e zonas verdes. À medida que a vista sobre a cidade, abriu, abriu… abriu, a panorâmica da cidade começou-se a revelar: edifícios, baía, céu azul, piscinas. 🙂 As indicações desapareceram e na parte final do trajeto tive que recorrer a um mapa, à bússola, ao pedido de indicações e ao meu sentido de (des)orientação. Quase no topo fiz um atalho qual Indiana Jones e perdi-me momentaneamente, porém e graças a esse pequeno contra-tempo tive a oportunidade de ver o outro lado de HK e o seu lado mais selvagem e natural – paisagem verde de florestas, mar, baías e enseadas – a ponto de pensar se estaria de facto na mesma cidade. 😉

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Quando finalmente cheguei ao pico, estava feliz pois tinha concretizado o meu objetivo e maravilhado com a bela vista sobre a cidade. 😀 Posicionei-me para o entardecer e à medida que fui tirando fotografias conheci Carlos – Peruano emigrado no Canadá – e Sebastián – Argentino – e com eles encetei uma conversa muito interessante sobre economia, países, viagens e profissões. 🙂 Na despedida do Victoria Peak, dei mais uma mirada à cidade iluminada e acenei um adeus à única cidade que teve um A(ntes) e um D(epois) e no meio a palavra Portugal. 😉

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Reflexões

Dias em Portugal

Durante os dezanove dias em que estive em solo Luso, fiz uma grande surpresa a toda a gente e fiquei radiante por ter proporcionado alegria à minha família, M. e amigos. Como não ficar FELIZ por proporcionar felicidade a quem nos ama? 😀 Para além de distribuir felicidade, passei o máximo tempo com as pessoas, comi a deliciosa comida do nosso país, o meu organismo resolveu o problema da malfadada hemorróida  após uma segunda consulta já em Lisboa – fui ao dentista, toda a bagagem levou uma limpeza profunda e foi reestruturada ligeiramente, engordei um par de quilos, resolvi algumas burocracias que tinham ficado pendentes aquando da minha partida, acabei de escrever o meu primeiro diário da viagem, fiz um backup das fotografias e instalei programas em português, apanhei uma multa – por ausência de documentos – soube que uns amigos meus iriam ser pais e outros casar e… amei e fui amado. 😀 Esta viagem foi completamente inesperada mas muito, muito gratificante e só posso dizer: “Obrigado por TUDO! M., família e amigos!”

 P.S. – Escrito no voo de regresso a Hong Kong (Lisboa – Amesterdão).

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Crónicas Fotografia O 1º Dia

Hong Kong. A(ntes).P(ortugal).

No dia seguinte iria partir para Portugal e fazer uma mini-paragem na viagem. Já a contar com as viagens de ida – Portugal – e regresso – Hong Kong  esperava que essa paragem durasse dezanove dias. A grande incógnita era a hemorróida e saber se esta iria sabotar ou não o meu regresso! :/ De qualquer modo e graças à medicação, a verdade é que me sentia consideravelmente melhor. 🙂 Desse modo e antes da minha partida resolvi aproveitar o dia e visitar a metrópole.

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Durante os primeiros instantes o que me saltou logo à vista foram as pessoas de diferentes origens – meelting pot  os prédios altos e uma pedinte à porta do metro de Causeway Bay e se inicialmente pensei visitar o Victoria Peak, fruto do dia muito pardacento e cinzento depressa desisti dessa ideia. Resolvi então deambular pela cidade e logo no início pude observar o grande contraste de ambiente entre o fancy Queensway plaza e os seus passadiços superiores. Devido a ser Domingo, dia de descanso, há multidões de mulheres sentadas que aproveitam para confraternizar entre si e através da culinária e da partilha de comida voltam aos seus países de origem, à sua cultura e raízes mais profundas. 🙂

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Ao longo de Harcourt Road e no HK Convention Center fui tirando fotografias, e no cais de Wan Chai apanhei um ferry em direção a Kowloon e à outra margem da cidade. Quando aí cheguei pude ver o luxo existente na zona de Canton Road e do Heritage e este pôs-me a magicar quanto custaria uma refeição ou até um simples e “humilde” café no seu interior.

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Desta zona, rumei a Nathan Road e aí pude observar alguns arranha-céus de aço e vidro, mas principalmente prédios velhos e sujos, letreiros espalhados por todo o lado e multidões a circular – principalmente na Sai Yeung Chai street que é uma rua  que está vedada ao trânsito. Desse modo a longa Nathan Road revelou-se um espetáculo diferente e o enorme tráfego humano e automóvel – principalmente táxis e autocarros – condimentaram a cidade e revelaram camadas mais profundas da mesma. Em Haiphong road o fogo-de-artifício continuou – (restaurantes porta sim, porta também – e o espectáculo foi encerrado pela Locked e pela Peking road. 🙂

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