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Uma Geografia. Uma Fotografia: Pulau Adonara

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Já a bordo, percebi que o barco onde me encontrava estava afinal em rota para a ilha de Adonara – pode encontrar mais aqui – e não Solor, como esperava. Instantaneamente desisti de visitar Wureh e Lahoyang e o plano imediato, passou a ser dormir em Waiwerang e na manhã seguinte continuar para a ilha de Lembata, porém… assim que desembarquei no porto, voltei a embarcar noutro barco que estava de partida. Para? A ilha de Lembata! Mais precisamente para a capital, Lewoleba e foi aí que acabei por ficar… depois de um longo périplo nestas terras orientais.

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Uma Geografia. Uma Fotografia: Larantuka

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Depois de uma travessia de aproximadamente três horas, pela acidentada topografia da verdejante ilha das Flores surgiu no horizonte, Larantuka  pode encontrar mais aqui – e as ilhas de Solor e Adonara, que fruto da sua proximidade com a costa faziam com que o mar se assemelhasse a um lago rodeado de montanhas. Nesta cidade, que se localiza no extremo oriental das Flores, tentei informar-me acerca das ligações marítimas com Timor Oeste, porém devido ao mau tempo as mesmas estavam canceladas. Em Larantuka senti uma vez mais, o facto de ser visto “apenas como dinheiro andante” e sem muitas opções, resolvi partir para Pulau Solor, onde em Lahayong encontraria as ruínas de um forte português do século XVII. A fortaleza construída pelos descobridores lusos como entreposto militar, servia de apoio e defesa aos seus barcos que faziam o transporte de madeira de sândalo de Timor para Malaca. Na partida da ilha das Flores e enquanto esperava pelo barco, pensei no desgaste de viajar, na sua beleza, no seu desafio e improviso constantes…

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Uma Geografia. Uma Fotografia: Maumere

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A cidade de Maumere  pode encontrar mais aqui – que se situa entre o mar e as montanhas, mostrou-se à semelhança de tantas outras cidades indonésias: suja, pobre e abandonada à sua sorte mas com habitantes incrivelmente sorridentes e calorosos. Porém, a maior memória que guardo da cidade é o encontro que tive com um “verdadeiro viajante” – um senhor de mais idade, cheio de sentimentos de soberba, por nunca apanhar aviões e que à primeira opinião contrária que ouvia, se afastava imediatamente. Depois de assistir ao seu triste comportamento, desejei nunca me vir a tornar nele e no seu slogan: “eu é que sou o verdadeiro Viajante!”.

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Uma Geografia. Uma Fotografia: Sikka

Ao longo da Igreja

Depois da visita ao bonito vulcão Kelimutu, continuei a minha “peregrinação” pela ilha das Flores, sendo a minúscula aldeia piscatória de Sikka  pode encontrar mais aqui – o meu destino seguinte. Nas imediações da aldeia encontrei praias de areia branca, crianças que gritavam: ”photo, photo, photo…” mas que quando lhes apontava a câmara se escondiam com feições envergonhadas, um grupo de senhoras com quem bebi um café e visitei a bonita igreja que alberga no seu interior uma estátua de Cristo, que se acredita ter sido trazida pelos portugueses em 1641, aquando da queda de Malaca às mãos dos holandeses.

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Uma Geografia. Uma Fotografia: Kelimutu

Kelimutu_BlogUm dos grandes destaques da ilha das Flores é o singular vulcão Kelimutu – pode encontrar mais aqui – e as suas três crateras. Em cada uma dessas crateras, existe um lago e cada lago tem uma cor diferente: verde esmeralda, azul turquesa e negra. Naquele amanhecer, a paisagem envolvente estava em constante mutação: o sol, a neblina, as nuvens que eram fiapos esvoaçantes, os jogos de luz e sombra, a mescla de verdes e azuis dos lagos e das rochas de várias cores. A cada segundo, a cada instante, a cada olhar, a paisagem alterava-se e renovava-se. Belo!

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Uma Geografia. Uma Fotografia: Moni

Moni_Blog

De Labuan Bajo parti para a vila de Moni – pode encontrar mais aqui -, nas imediações de verdes florestas, arrozais e do vulcão Kelimutu. Durante a minha estadia, passeei com um ojek, observei o processo de tecelagem de ikat´s, visitei casas tradicionais, túmulos e campas na aldeia de Jopu, vi uma bonita cascata no meio da floresta e tomei um relaxante banho nas hot springs locais.

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Uma Geografia. Uma Fotografia: Parque Nacional de Komodo

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No parque nacional de Komodo – pode encontrar mais aqui – para além da visita à ilha de Rintja, onde encontrei os míticos e poderosos “dragões”, tive à semelhança de Sipadan, momentos de puro deleite. No parque natural, o mergulho é de facto inesquecível, mas aí fruto da enorme área abrangida, a quantidade de locais de mergulho é infinita. A variedade das condições aquáticas é riquíssima, existindo enormes paredes de coral cheias de formas requintadas e cor, parecendo que estamos num sonho; há zonas sem qualquer corrente, outras em que as correntes são perfeitas para se fazer um drift dive e locais em que as correntes são um verdadeiro “cavalo selvagem” podendo-nos levar a galope até às profundezas; a vida marinha é extraordinária e exuberante: peixes leão, peixes pedra, peixes escorpião, pelo menos duas espécies de tartarugas, várias espécies de tubarões, lagostas, escolas de peixes massivas e incontáveis, napoleões gigantes e claro as graciosas mantas… de todos os mergulhos, guardo bastantes no coração e na memória, mas os mais especiais serão sempre: o enorme susto na parede de Batu Balong onde fui apanhado por uma corrente descendente e arrastado num ápice dos cinco para os dezassete metros de profundidade e onde tive de acalmar-me ao máximo, recuperar o sangue frio e escalar uma parede de coral para sair daquele ambiente hostil e demoníaco – onde, tal como na selva, nas imediações de Belaga me senti realmente em perigo de vida -, a experiência em Crystal Rock, onde agarrado a uma pequena rocha observei toda a ação de escolas de múltiplos peixes e tubarões a caçar, tal como num ecrã gigante! E onde houve um momento em que olhando para o local onde tinha a mão e vendo a enorme quantidade de pequena vida marinha que aí estava, pensei: “ninguém vos dá atenção, não é verdade? Com tanta ação a acontecer à nossa volta!” e que “o Mundo era um local belo, onde tudo faz sentido!” e os múltiplos mergulhos em Manta Point, onde tive o privilégio de ver estes animais de enorme envergadura – algumas com sete metros de diâmetro – a “voar” no oceano e observar os detalhes dos seus corpos majestosos e os seus olhos curiosos, a menos de trinta centímetros de distância… mágico!

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Uma Geografia. Uma Fotografia: Pulau Rintja

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Bem no centro do parque nacional de Komodo, na quente e verde ilha de Rintja – pode encontrar mais aqui  fiz uma caminhada agradável, onde pude observar parte da ilha e da sua fauna, principalmente os míticos dragões, que não desiludiram. Nada! Durante o tempo que estive na ilha, tive o privilégio de ver pelo menos nove deles e pude admirar a sua pele, o seu tamanho e envergadura, as suas garras, a sua língua serpenteante, a sua falsa lentidão… sem dúvida um momento “National Geographic“…

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Uma Geografia. Uma Fotografia: Labuan Bajo

LabuanBajo_Blog

Na vila costeira de Labuan Bajo – pode encontrar mais aqui – às portas do parque Nacional de Komodo acabei por ficar mais de uma semana. O principal motivo? Mergulhar num dos locais mais fascinantes do nosso planeta, onde o oceano Índico e Pacífico se encontram. Claro que os míticos dragões de Komodo também eram um importante chamariz e como tal, nada como prestar-lhes uma justa homenagem, fazendo-lhes uma visita. Em Labuan Bajo tive um espectacular, memorável, divertido e delicioso jantar de Natal onde estive verdadeiramente feliz e partilhei a mesa com dez pessoas maravilhosas, de oito países e quatro continentes diferentes.

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Uma Geografia. Uma Fotografia: Sumbawa

Sunbawa_BlogA ilha de Sumbawa – pode encontrar mais aqui – foi a “ponte” entre as ilhas de Lombok e das Flores, ficando marcada pelas viagens terrestres em que imperou uma condução acelerada e amalucada, autocarros atulhados de pessoas e bagagens, não podendo faltar as músicas “gritantes” em modo REPEAT.