Uma Geografia. Uma Fotografia: Sagada

Cheguei a Sagada, quando a noite já cobria a terra. Nessa altura, fiquei no primeiro quarto que encontrei, uma vez que estava sem muita paciência para procurar mais. Afinal tudo o que queria, era tomar banho e repousar do cansaço acumulado das viagens dos dias anteriores, Donsol – Sagada, a travessia de aproximadamente mil quilómetros. De sul para norte. Na ilha de Luzon. Na vila, fiz um trekking interessante na companhia de Mr. Ingo, um guia local com quem fui até ao vale do Eco. Durante o percurso passámos por algumas paisagens bonitas e agradáveis: pinheiros, plantações de café, um rio subterrâneo, uma caverna, uma mini-cascata, arrozais, sobe e desce em colinas, zonas escorregadias de rocha e lama, formações calcárias, cursos de água e à semelhança do que encontrei em Tana Torajacaixões suspensos em grandes paredes de rocha. Depois de regressar ao centro da vila, enveredei sozinho estrada fora até encontrar a fantástica entrada da Semeangui Cave – caverna grande – e daí parti em busca da Lemagui Cave – caverna dos enterros, onde encontrei múltiplos caixões antigos de madeira a apodrecer e onde já começavam ossos a despontar.  Ao despedir-me de Sagada, pensei: “adeus, vila tranquila e serena. Adeus, inesquecíveis cavernas. Adeus, antigo culto dos mortos.”

O Culto dos Mortos em Sagada

Em Sagada num dia solarengo e de céu azul, fiz um trekking interessante na companhia de Mr. Ingo, um guia local com quem fui até ao vale do Eco. Durante o percurso passámos por algumas paisagens bonitas e agradáveis: pinheiros, plantações de café, um rio subterrâneo, uma caverna, uma mini-cascata, arrozais, sobe e desce em colinas, zonas escorregadias de rocha e lama, formações calcárias, cursos de água e à semelhança do que encontrei em Tana Toraja, caixões suspensos em grandes paredes de rocha. 🙂

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Depois de regressarmos ao centro da vila, enveredei sozinho estrada fora até encontrar a fantástica entrada da Semeangui Cave (caverna grande) e daí parti em busca da Lemagui Cave (caverna dos enterros), onde encontrei múltiplos caixões antigos de madeira a apodrecer e onde já começavam ossos a despontar. Para encontrar este local de culto, demorei duas horas, uma vez que falhei a interseção no trilho. 😛 De qualquer modo, durante esse tempo, andei por estradas tranquilas e fui observando a rural e agradável paisagem em redor de Sagada, os arrozais, as montanhas, os pinheiros, as aldeias e os aldeões. Desse modo, a manhã e o início de tarde foram passadas em deambulações. 🙂

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No regresso à vila, parei para almoçar no simpático, Sagada Brew  bastante arranjado, para os padrões asiáticos habituais – e daí voltei à guesthouse onde aproveitei para escrever um par de textos para o blog. Enquanto fazia isso, comecei a ouvir um som muito intenso e ao olhar pela janela, vi que estava a chover torreeeeeeeencialmente e que inúmeros raios rasgavam o céu, de forma quase contínua! Automaticamente, abortei a utópica “missão” de ver o pôr do sol e fui a uma pequena casa de impressões, onde encontrei uma internet supeeeeeeeeer-lenta, mas que foi suficiente para enviar um e-mail de parabéns e publicar mais um texto no blog. 🙂 Ao despedir-me de Sagada, pensei: “Adeus, vila tranquila e serena. Adeus, inesquecíveis cavernas. Adeus, antigo culto dos mortos.”

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