Uma Geografia. Uma Fotografia: Rantepao

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No meu primeiro dia em Tana Toraja, uma das tribos mais interessantes e singulares da Indonésia, o meu primeiro passo foi tentar arranjar um mapa da área, para me poder orientar. Em redor da cidade de Rantepao, tive a minha primeira experiência dentro de uma pequena aldeia, onde observei com atenção os famosos telhados em forma de cornos de búfalos – os animais mais sagrados para os Tana Toraja – ou alternativamente de cascos de navios – os antigos antepassados, que segundo a mitologia Toranja se acredita terem vindo do mar – e onde ela primeira vez, encontrei inúmeros cornos de búfalos – vinte e três! – pregados a um poste em frente a uma das casas percebendo que aquela era a casa dominante e do poder. De regresso ao centro da cidade, rumei à colina de Singk donde pude avistar a cidade – mesquitas, igrejas, casas… -, os muitos arrozais que a “cercam”, o rio, as verdes colinas e montanhas em redor, e todo aquele cenário natural, tornaram a área um local muito aprazível e agradável…

Em “Torajilândia”

 Ato I – Em Rantepao e Arredores

No meu primeiro dia em Tana Toraja, uma das tribos mais interessantes e singulares da Indonésia, comecei o mesmo com um agradável pequeno-almoço no terraço da guesthouse (Wisma Monton), donde se via a paisagem na direção Norte. Já nas ruas da cidade, o meu primeiro passo foi tentar arranjar um mapa da área, para me poder orientar e tentar falar com alguém ligado ao turismo para saber mais detalhes acerca da zona onde me encontrava. Ainda no interior de Rantepao, falei com um agente que me arranjou um mapa e me informou acerca de preços de trekkings, guias e veículos privados, e como achei tudo demasiado dispendioso decidi fazer as visitas por conta própria (apenas precisava de ler a informação que tinha no laptop, com mais atenção e escrever as diferentes rotas). De qualquer modo, continuei a andar na estrada principal em direção a Sul e depois de cruzar um arrozal em direção a Este, tive a minha primeira experiência dentro de uma pequenina aldeia, onde vi com atenção os famosos telhados em forma de cornos de búfalos (os animais mais sagrados para os Tana Toraja) ou de cascos de navios (os antigos antepassados, que segundo a mitologia Toranja se acredita terem vindo do mar).

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Da aldeia, continuei em direção a Sul por uma pequena estrada de terra batida e como vi umas colinas que me pareciam interessantes parti ao seu encontro. Enquanto houve trilho tudo correu bem, o problema foi quando este acabou! A partir daí, só escalando rochas e atravessando vegetação muito densa! Depois de alguns minutos a andar para trás e para a frente, desisti! “Naaaaa… não me vou por aqui em aventuras parvas.” De qualquer modo, consegui encontrar um trilho que me levou a uma cota mais elevada, e tal foi suficiente para ter uma pequena visão do alto (apenas se viam árvores em meu redor e colinas calcárias acima do ponto onde me encontrava). Continuei a seguir a pequena estrada, encontrando um ajuntamento de casas onde fui convidado a tirar fotografias. Pela primeira vez, vi muitos cornos de búfalos (vinte e três!) pregados a um poste em frente a uma das casas, e percebi que aquela era a casa dominante e do poder. Durante meia hora, estive com os nativos a beber café e a tentar comunicar (palavras simples de bahasa indonésia e gestos 🙂 ) e com um deles regressei a Rantepao de jeep. 😉

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Novamente no centro da cidade, parti para a colina de Singk (a colina com uma cruz no topo) donde pude avistar a cidade de Rantepao (mesquitas, igrejas, casas…), os muitos arrozais que a “cercam”, o rio, as verdes colinas e montanhas em redor. Todo o cenário natural, torna esta área da tribo Tana Toraja um local muito aprazível e agradável. Da colina, também observei dois grandes ajuntamentos de casas tradicionais e uma segunda colina, um pouco mais a Norte que parecia um miradouro interessante. Nesta altura o céu que tinha estado muito azul, estava agora muito carregado e assim estuguei o passo para ver se conseguia fintar a chuva. Nesses ajuntamentos, ao ver uma casa com uma quantidade de cornos absurda, percebi que aquela casa era de uma família muitoooooooooooo rica e poderosa (sendo os búfalos, os animais mais sagrados para os Toraja e os mais dispendiosos, cada par de chifres pregado aos postes, mede a riqueza e o poder da família) e fotografei a orgulhosa proprietária. 🙂 Daí, segui para a colina de Tambolang, onde me cheguei a irritar com uns miúdos que pediam dinheiro (devo referir que na Ásia, se existe coisa que mexe negativamente com as minhas entranhas, é ver crianças que não passam fome a pedir e saber que tal processo nasce da ideia/preconceito criado que os bule (homem branco) são todos ricos :/ ) e donde vi a chuva a aproximar-se a todo o vapor, as diferentes transições de cor e luz no céu e pus as pernas a mexer para escapar da intempérie. 🙂

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Em trânsito: Kawah Ijen – Rantepao. Logros, Esperaaaaaaaaas e Sortes

Já na base do vulcão, despedi-me dos simpáticos Guillaume e Marianne, e regressei a Probolinggo com o meu “jarbas”. 🙂 Depois de chegar à cidade e de agradecer a boa organização do “passeio” (Mahkota Tour & Travel; Tel. 081 333 399 699; e-mail: mahkotatour@ymail.com), apanhei um autocarro para Surabaya, cujo valor ainda estava incluído no tour. 

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Na estação principal de autocarros da cidade e na agência de viagens, Linda Jaya Tour & Travel, percebi que a travessia para a ilha de Sulawesi teria de ser feita na ida de avião (apenas haveria barco dali a três dias) e que no regresso então, poderia vir de barco. Nesse local estive durante a tarde, a organizar as fotografias tiradas no vulcão Ijen, a atualizar a folha de despesas, a imprimir os bilhetes das viagens de avião e as confirmações dos hostels previamente marcados, tanto em Surabaya como em Boracay e… acabei por comprar a passagem marítima e aérea (o que se veio a revelar um grande erro, pois o simpático e afável Mr. Kustono, revelou-se uma pessoa desonesta, vendendo-me o bilhete de avião de tarifa económica ao preço da tarifa regular, isto depois de termos falado durante algum tempo de questões de honestidade! :/ Tenho a certeza que foi esta conversa, que me deixou mais triste com o logro).

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Parti então de autocarro para o aeroporto, onde cheguei por volta das 17.40 e a partir desse momento foi aguardar… aguardaaaaaaaaaar…aguardaaaaaaaaaaaaaaaaaaaar! O check-in da bagagem foi feito às 4.00 e durante a longa espera aproveitei para marcar mais duas noites em Surabaya, publicar no blog, falar via skype com algumas pessoa da minha família e finalmente embarcar, por volta das 6.00! Dormindo finalmente, durante a viagem. 🙂 Na chegada ao aeroporto de Makassar, já na ilha de Sulawesi, tive uma “sorte dos diabos”, pois conheci um nativo com quem partilhei táxi para o centro da cidade e no final da viagem, ele ajudou-me a comprar o bilhete para a cidade de Rantepao! 😀 Desse modo, às 9.30 já estava a bordo de um autocarro super luxuoso, com assentos que pareciam poltronas! 😉 Durante a viagem a pulseira que o Kristian me oferecera quebrou-se 😦 , escrevi o nome de duas ou três guesthouses existentes no meu destino – para quando chegasse, tentar encontrar um local barato – comi e dormi. A partir de certo momento da viagem, acordei e vi a bonita, verde e agradável paisagem de vales e montanhas a caminho da zona de Sulawesi, onde habita a tribo dos Tana Toraja. À cidade de Rantepao, coração da “Torajilândia”, cheguei já depois do pôr do sol, cansado mas feliz. A última semana no país, estava prestes a começar…      

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