Em “Torajilândia”

 Ato I – Em Rantepao e Arredores

No meu primeiro dia em Tana Toraja, uma das tribos mais interessantes e singulares da Indonésia, comecei o mesmo com um agradável pequeno-almoço no terraço da guesthouse (Wisma Monton), donde se via a paisagem na direção Norte. Já nas ruas da cidade, o meu primeiro passo foi tentar arranjar um mapa da área, para me poder orientar e tentar falar com alguém ligado ao turismo para saber mais detalhes acerca da zona onde me encontrava. Ainda no interior de Rantepao, falei com um agente que me arranjou um mapa e me informou acerca de preços de trekkings, guias e veículos privados, e como achei tudo demasiado dispendioso decidi fazer as visitas por conta própria (apenas precisava de ler a informação que tinha no laptop, com mais atenção e escrever as diferentes rotas). De qualquer modo, continuei a andar na estrada principal em direção a Sul e depois de cruzar um arrozal em direção a Este, tive a minha primeira experiência dentro de uma pequenina aldeia, onde vi com atenção os famosos telhados em forma de cornos de búfalos (os animais mais sagrados para os Tana Toraja) ou de cascos de navios (os antigos antepassados, que segundo a mitologia Toranja se acredita terem vindo do mar).

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Da aldeia, continuei em direção a Sul por uma pequena estrada de terra batida e como vi umas colinas que me pareciam interessantes parti ao seu encontro. Enquanto houve trilho tudo correu bem, o problema foi quando este acabou! A partir daí, só escalando rochas e atravessando vegetação muito densa! Depois de alguns minutos a andar para trás e para a frente, desisti! “Naaaaa… não me vou por aqui em aventuras parvas.” De qualquer modo, consegui encontrar um trilho que me levou a uma cota mais elevada, e tal foi suficiente para ter uma pequena visão do alto (apenas se viam árvores em meu redor e colinas calcárias acima do ponto onde me encontrava). Continuei a seguir a pequena estrada, encontrando um ajuntamento de casas onde fui convidado a tirar fotografias. Pela primeira vez, vi muitos cornos de búfalos (vinte e três!) pregados a um poste em frente a uma das casas, e percebi que aquela era a casa dominante e do poder. Durante meia hora, estive com os nativos a beber café e a tentar comunicar (palavras simples de bahasa indonésia e gestos 🙂 ) e com um deles regressei a Rantepao de jeep. 😉

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Novamente no centro da cidade, parti para a colina de Singk (a colina com uma cruz no topo) donde pude avistar a cidade de Rantepao (mesquitas, igrejas, casas…), os muitos arrozais que a “cercam”, o rio, as verdes colinas e montanhas em redor. Todo o cenário natural, torna esta área da tribo Tana Toraja um local muito aprazível e agradável. Da colina, também observei dois grandes ajuntamentos de casas tradicionais e uma segunda colina, um pouco mais a Norte que parecia um miradouro interessante. Nesta altura o céu que tinha estado muito azul, estava agora muito carregado e assim estuguei o passo para ver se conseguia fintar a chuva. Nesses ajuntamentos, ao ver uma casa com uma quantidade de cornos absurda, percebi que aquela casa era de uma família muitoooooooooooo rica e poderosa (sendo os búfalos, os animais mais sagrados para os Toraja e os mais dispendiosos, cada par de chifres pregado aos postes, mede a riqueza e o poder da família) e fotografei a orgulhosa proprietária. 🙂 Daí, segui para a colina de Tambolang, onde me cheguei a irritar com uns miúdos que pediam dinheiro (devo referir que na Ásia, se existe coisa que mexe negativamente com as minhas entranhas, é ver crianças que não passam fome a pedir e saber que tal processo nasce da ideia/preconceito criado que os bule (homem branco) são todos ricos :/ ) e donde vi a chuva a aproximar-se a todo o vapor, as diferentes transições de cor e luz no céu e pus as pernas a mexer para escapar da intempérie. 🙂

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