Categorias
Crónicas Fotografia

Pulau Langkawi. As Americanas e a Escrita

Como a ilha de Perhentian Kecil estava em avançado estado de encerramento, acelerei a minha partida para a ilha de Langkawi na costa oeste da Malásia, na companhia de duas raparigas americanas (Wendy e Rachel). Devido à pouca oferta de transportes entre Kuala Besut e Kuala Perlis, estivemos um dia inteiro atascados em Kota Bharu e apenas conseguimos fazer a ligação entre estas cidades, já de noite.

IMG_7060 (FILEminimizer)      IMG_7092 (FILEminimizer)

De qualquer modo e após uma confortável viagem de autocarro que durou nove horas, estávamos num ferry a caminho da maior cidade de Langkawi, Kuah, onde tivemos de apanhar um táxi para chegarmos à praia mais famosa da ilha, Pantai Cenang.

IMG_7071 (FILEminimizer)     IMG_7075 (FILEminimizer)

Antes de procurarmos poiso, fomos ver a praia e a mesma revelou-se, um exteeeeeeeeeeeenso areal de areia muito branca e fina. Apesar desta ser bastante turística, não havia demasiada gente e decidimos ficar uns dias. 🙂

IMG_7209 (FILEminimizer)     IMG_7216 (FILEminimizer)

Durante os dias que estive em Langkawi, aproveitei para escrever bastante. Quando estava na praia escrevia no caderno, quando estava no quarto e nos tempos mortos criava textos para o blog. Para além disso apanhei banhos de sol, tive serões agradáveis com as Americanas e no último dia em que estivemos juntos, visitámos o topo da montanha mais alta da ilha, Mat Cincang. Do alto vimos quão verde era a ilha; avistámos bonitas baías, enseadas e uma grande quantidade de ilhas em nosso redor; observámos uma cascata gigante – Temurun – e na despedida daqueles dias solarengos e tranquilos, tirámos um retrato. Goodbye Girls! Safe Travels! 🙂

IMG_7251 (FILEminimizer)

IMG_7248 (FILEminimizer)

Categorias
Crónicas Fotografia Reflexões

O Globo de Perhentian

Na altura que cheguei a Perhentian Kecil o fim de temporada estava ao virar da esquina. Desse modo, encontrei a ilha em processo bastante rápido de encerramento, com a maioria dos restaurantes, escolas de mergulho e até alojamentos fechados. Porém e devido a tal facto, a quantidade de mochileiros era muito mais reduzida e a verdade é que durante o dia e nalgumas pequenas festas de praia acabou por gerar-se um ambiente mais íntimo e familiar. 🙂

IMG_6970 (FILEminimizer)

Nesses cinco dias, conheci pessoas de diferentes nacionalidades – alemães, britânicos, americanos… – acabando por criar uma rotina de deliciosos jantares de BBQ, muita conversa e alguma festa; ainda fui a tempo de fazer um mergulho nas águas azuis e cristalinas da ilha; torrei ao sol naquela bonita praia de areia branca; escrevi no caderno e publiquei alguns textos no blog. 🙂

IMG_7045 (FILEminimizer)

O único momento que ensombrou aquele simpático lugar, foi quando levei dois chapadões de um nativo que meteu na cabeça que eu lhe tinha roubado uma lata de cerveja, mas felizmente para mim, fiquei tão aparvalhado com o episódio que nem sequer tive reação para ripostar. Pois acredito que se o tivesse feito, tinha sido “comido” instantaneamente por aqueles autóctones… :/

IMG_6997 (FILEminimizer)

Na ilha Perhentian o tempo congelou e durante o tempo que lá estive vivi quase sempre no globo de cristal de Charles Forest Kane, um tempo sereno e tranquilo… isolado do “mundo exterior”. 😀

IMG_7019 (FILEminimizer)     IMG_7039 (FILEminimizer)

P.S. – Na Ásia, as pessoas são na maioria das vezes extremanente afáveis e serenas, porém e se há alguma ação que lhe “manche” a honra, elas ficam totalmente em polvorosa e agressivas. :/ E depois deste episódio, a noção que me deu, é que neste continente a vida de uma pessoa pode valer menos que uma lata de cerveja. 😦

Categorias
Crónicas Fotografia

Criar Mabul´s

Depois de três dias muito intensos de mergulho e de tantas emoções vividas, virei as minhas agulhas para outras prioridades: fazer praia e descansar numa ilha paradisíaca, ao mesmo tempo que atualizava o meu caderno e fruto do acaso a minha escolha acabou por recair na ilha de Mabul.

      IMG_4662 (FILEminimizer)       IMG_4647 (FILEminimizer)

Quando inicialmente parti, apenas tinha o palpite que talvez lá ficasse três/quatro dias. Mas exatamente, quantos? Não o sabia. Primeiro, desconhecia a ilha e seguidamente não estava certo do ambiente que ia encontrar no lodge, uma vez que os comentários encontrados na internet eram bastante díspares.

    IMG_4694 (FILEminimizer)      IMG_4695 (FILEminimizer)

A realidade é que fruto de algumas circunstâncias, acabei por ficar em Mabul, uma semana! 🙂 A ilha per si não tinha nenhuma praia de sonho, mas tinha habitantes sorridentes e afáveis; crianças aos magotes; grandes lagartos (alguns com cerca de dois metros!), morcegos e até um macaco; águas límpidas, cristalinas e onde se podiam encontrar uma enorme variedade de pequenos e raros seres sub-aquáticos; um sol abrasador que às nove da manhã me punha a destilar sem parar… 😛

       IMG_4693 (FILEminimizer)       IMG_4704 (FILEminimizer)

Em Mabul transformei-me em escriba e consegui finalmente atualizar o caderno que estava cerca de um mês atrasado! Fiz pela primeira vez um muck dive e o meu primeiro mergulho noturno, onde entrei nas trevas, no vazio, no vácuo absoluto! Onde só faltava aparecer o Alien! SURREAL! 🙂 Relaxei. Bebi uns copos e fumei uns cigarros. Tive conversas super-interessantes e mentalmente estimulantes. Conheci muitas pessoas e fiz amigos, com especial destaque para o Moo (um nativo que tinha uns calções da nossa seleção), James (inglês e instrutor da escola), Kyle (australiano) e Stefanie e Nicole (duas raparigas suiças).

       IMG_4778 (FILEminimizer)       IMG_4922 (FILEminimizer)

Na despedida de Mabul, parti com alguma tristeza. O Moo emocionado chorava sem parar e os abraços dados a quem ficou, foram apertados e sentidos. Em Mabul fui verdadeiramente FELIZ e senti-me verdadeiramente em casa… uma casa que raras vezes tive durante esta viagem. De tal modo que decidi que não quero regressar! E Mabul ficará para sempre no meu imaginário como um local onde se é FELIZ! Mas ao qual é impossível regressar… a única coisa que se pode fazer é continuar a viver, continuar a sonhar… para no futuro criar mais Mabul´s, essa ilha paradisíaca que existe no coração de cada um de nós. 😀

      IMG_4933 (FILEminimizer)        IMG_5027 (FILEminimizer)

Categorias
Crónicas Fotografia Reflexões

Dias em Pangkor? Tranquilos!

Os dias em Pulau (ilha) Pangkor foram… muito, muito tranquilos e depois de toda a azáfama das ilhas do sul da Tailândia soube bem chegar a um local muito mais pacífico, relaxado e não ser incomodado de cinco em cinco segundos por vendedores ambulantes, à semelhança de Koh Samui. 🙂

IMG_2711 (FILEminimizer)      IMG_2742 (FILEminimizer)

Na praia, a maioria das pessoas que encontrámos eram nativas do país e foi muito interessante observar que o tipo de brincadeiras praticadas não se altera, independentemente de estarmos na presença de uma sociedade islâmica e claramente marcada pela religião. 🙂

IMG_2728 (FILEminimizer)      IMG_2813 (FILEminimizer)

Nos dias que aqui estivemos aproveitámos para tomar banhos de sol na praia – que apesar de não ser tão bonita como as existentes nas Phi Phi, era agradável – e na piscina do hotel; comer deliciosos e frescos peixes grelhados; começar a conhecer os sabores da comida malaia; escrever no caderno; ver macacos a invadirem as varandas em busca de comida fácil e pela primeira vez tucanos em liberdade; assistir ao quase afogamento de uma criança – na piscina – e comprovar como este pode ser rápido, silencioso e potencialmente letal :/ ; comer frescos gelados e partir em direção à capital… Kuala Lumpur, de seu nome. 🙂

IMG_2812 (FILEminimizer)      IMG_2810 (FILEminimizer)

Categorias
Crónicas Fotografia

Koh Phi-Phi. Do Purgatório ao Paraíso

A chegada às Koh Phi Phi, já na costa oeste, ficou ensombrada por uma enorme desonestidade na venda de um bilhete – não o que nos foi vendido em Koh Samui e que nos permitiu chegar ao nosso destino, mas sim o bilhete para a viagem posterior – e pela cobrança de uma taxa ridícula para entrar na ilha, utilizando o argumento de “taxa ecológica”,  que eu chamo – corrupção governamental. Refira-se que não foi o valor da taxa que me irritou – cerca de 0.50€ – mas o péssimo princípio associado à mesma. :/

          

Quando chegámos àquele paraíso tropical o meu estado de espírito era soturno e esta soturnidade acentuou-se depois de indagarmos algumas agências de turismo. Confirmámos então, que a compra antecipada para sair da ilha tinha sido um péssimo negócio! – não tanto pelo dinheiro associado, mas pela má rota, o que nos forçaria a perder mais tempo e mais dinheiro! :/ – Naquele momento a minha vontade era vaporizar a minha “querida” e desonesta vendedora ou alternativamente torcer-lhe o seu “delicado” pescoço. De qualquer modo e não havendo nada a fazer, decidimos fazer um tour no dia seguinte, pois caso contrário estaríamos confinados a uma área minúscula e pouco paradisíaca. Quando o dia terminou o meu estado de espírito já estava mais leve, fruto da digestão/aceitação da má “entrada” e da visualização de uns “anjos” de fogo e luz. 🙂

       

O dia amanheceu esplendoroso e o nosso Phi Phi Tour foi abençoado por um sol radioso e pelo céu azulíssimo. Partimos então à descoberta das Phi Phi e “arredores” num barco de madeira, na companhia do timoneiro/capitão “boa onda” e outros turistas de várias nacionalidades. Durante o dia vimos múltiplas ilhas a partir do mar e admirámos a sua vegetação luxuriante, as praias de areia branca, alguns resorts espalhados pelas colinas de Phi Phi Don; fiz snorkeling pela primeira vez e pude ver muitos peixes de múltiplas cores, corais e ouriços do mar; parámos na “ilha do Bambo” onde vimos praias que eram um autêntico cartão postal: areia branca e arvoredo, mar de múltiplos azuis – claro, escuro, claro, escuro! – e fizemos praia 😀 ; vimos magníficas e bizarras formações rochosas – fruto da sua natureza cársica – ao largo das Phi Phi Lei  que é uma reserva natural, à semelhança da “ilha do Bambo”; visitámos a magnífica e famosíssima Maya Beach  celebrizada com o filme: A Praia – com as suas enormes paredes de rocha cinzenta cobertas de vegetação, um cheiro a marisco profundo, uma areia tão fina, tão fina, tão fina que bastava um suave movimento da água para ela ficar em suspensão e que a M. fez questão de trazer como recuerdo! E uma água transparente. Quente! Bela! Grandiosa! E… já de regresso a To Long Beach um pôr do sol para guardar na memória e no coração… As cores de ouro e prata fizeram as Phi Phi entrar no paraíso e já no final fomos benditos com uma chuva celestial. 😀

     

     

       

      

Categorias
Crónicas Fotografia

Koh Samui e Paciência de Jo

IMG_2032 (FILEminimizer)     IMG_2009 (FILEminimizer)

Entre Koh Tao e Koh Samui conseguimos evitar a empresa mafiosa da Lomprayah e fizemos a viagem com a empresa concorrente – a Seatram. Na chegada a Koh Samui e uma vez que o nosso destino, Chaweng Beach ficava no lado oposto do cais dos barcos, apanhámos pela primeira um táxi na Tailândia.

IMG_2001 (FILEminimizer)    IMG_2092 (FILEminimizer)    IMG_2149 (FILEminimizer)

Se Koh Tao já era relativamente turística, Koh Samui era muito mais e a existência de dois Macdonald´s comprovou isso mesmo. :/ A nossa estadia na ilha ficou marcada por alojamentos simpáticos; dias de bastante calor com ciclos de molhagem e secagem associados; atualizações no caderno; hordas invasoras de italianos que não respeitavam o espaço das outras pessoas; gelados; uma praia muuuuuuuuuuuito comprida, com pouca areia, infestada com espreguiçadeiras de resorts e que não era particularmente bela; incontáveis massagistas muitooooooo solícitas e vendedores ambulantes que não se calavam e paravam de “pregar”! 😛 Ai, paciência de Jo!

IMG_2040 (FILEminimizer)     IMG_2199 (FILEminimizer)

Categorias
Crónicas Fotografia

Koh Tao e o Mergulho

Depois da “manhã animada“, chegámos finalmente a Koh Tao, a nossa primeira ilha da Tailândia. Na chegada ao quarto, estava um calor dos diabos, o mesmo parecia o Inferno!? Naaaaaaaaa… o Inferno era capaz de ser mais fresco! 😛 O quarto e a guesthouse até eram “porreiritos”, mas este “pequeno“ detalhe estragou o que de bom ambos podiam ter. :/

IMG_1951 (FILEminimizer)     IMG_1827 (FILEminimizer)

Em Koh Tao, encontrámos a nossa primeira praia com areia fininha, água de diferentes azuis – escuro na zona de rochas e corais, e clarinho, quase transparente na zona da areia – e vegetação luxuriante. Até na praia havia árvores e estas não eram apenas coqueiros e palmeiras. 🙂

IMG_1957 (FILEminimizer)     IMG_1815 (FILEminimizer)

Aqui e passados tantos meses, voltei a comer, um pouco de comida ocidental tal a oferta variada e os preços convidativos e principalmente… enquanto a M. aproveitou para relaxar na praia, eu tive a minha primeira experiência subaquática e mergulhei literalmente nas profundezas oceânicas e num mundo totalmente diferente e singular. 🙂

IMG_1848 (FILEminimizer)      IMG_1849 (FILEminimizer)

Na ilha de Koh Tao, tirei um curso de mergulho certificado. Um curso que me permitirá mergulhar em qualquer local do planeta até uma profundidade máxima de vinte metros e vi um mundo rico e variado em seres, cores e acima de tudo muito silencioso e sereno. E na despedida fiquei com a certeza que o “fundo do oceano” é o paraíso, mas que exige muita paz de espírito, respeito e serenidade para que não se torne numa autêntica tormenta. 🙂

IMG_1863 (FILEminimizer)     IMG_1864 (FILEminimizer)IMG_1883 (FILEminimizer)            GOPR0033 (FILEminimizer)

P.S. – Durante os três dias que o curso durou, fiz um mergulho em águas rasas e quatro no oceano e após cada mergulho senti-me mais confortável, menos concentrado na respiração e mais relaxado com o ambiente que me rodeava. E no final, fiquei com a certeza que esta experiência seria para repetir muito mais vezes. A cada mergulho, felicidade em estado puro… 😀

Categorias
Crónicas Fotografia

Aranhas & Silver Beach

Apesar do dia anterior ter terminado com alguns excessos, este começou com uma caminhada saudável em Guantauling Mountain, nas imediações de Beihai onde o mais impressionante foram as aranhas, o seu tamanho e as suas magníficas teias. 🙂

IMG_5782 (FILEminimizer)      IMG_5783 (FILEminimizer)

Depois do passeio matinal, voltei ao centro da cidade (hostel) para trocar de indumentária e parti para Silver beach. E o que se pode dizer, acerca da mesma? Que não desiludiu, bem pelo contrário! 🙂 O seu areal era vastíssimo e de cor acinzentada (silver), a água estava de tal modo quente, que mais parecia uma sopa e fruto dum calor dos diabos fui cozendo ao longo da tarde. Para além disso, ainda deu para conhecer uns pescadores com os quais petisquei, bebi uma “zurrapinha” e para terminar em beleza, vi um final de tarde mágico proporcionado pelo pôr do sol, cor de sangue e por umas nuvens fabulosas que corriam no céu. Foi um dia muito agradável e o complemento ideal do dia anterior e só posso dizer: ”Saio de Behai de papo e alma, cheios!”. 😀

IMG_5872 (FILEminimizer)       IMG_5889 (FILEminimizer)